21/07/2026
Uma triste realidade!
Quem não para em terreiro nenhum costuma carregar mais problemas do que vontade de se resolver. Hoje está aqui, amanhã ali, depois acolá. Não cria raízes, não firma compromisso e não respeita os fundamentos. Só quer milagre rápido, sem se comprometer com o axé.
O Candomblé é continuidade, constância e aprendizado. Quem vive pulando de casa em casa nunca aprende de verdade, não recebe os devidos cuidados e acaba sendo mais um peso do que uma ajuda.
O Orixá trabalha com quem se entrega, não com quem foge ao primeiro toque do tambor.
Quer evoluir? Firme os pés, respeite o tempo da casa, da natureza e do seu próprio caminho.
E é importante lembrar: o zelador ou o Babalorixá não faz milagres. Ele orienta, acolhe, ensina e conduz conforme os fundamentos da religião, mas cada pessoa precisa fazer a sua parte. É necessário olhar para si, reconhecer os próprios erros, mudar atitudes e assumir a responsabilidade pela própria caminhada. Não existe transformação sem esforço pessoal. O sacerdote também é um ser humano, com limites e responsabilidades. Ele não pode viver a vida de ninguém nem tomar decisões por quem se recusa a mudar.
Axé não é mercadoria, e terreiro não é rodoviária