12/07/2019
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Hoje a Igreja celebra são Luís Martin e santa Zélia Guérin, pais de santa Teresinha, canonizados no dia 18 de outubro de 2015, pelo papa Francisco. Vivendo com heroica generosidade a finalidade primeira do sagrado matrimônio — gerar filhos para povoar a terra e, sobretudo, o Céu —, estes santos esposos são uma feliz comprovação daquelas palavras com que o concílio vaticano II anunciava há mais de cinco década a vocação de todos os fiéis "à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade" (Constituição Dogmática "Lumen Gentium", n. 40), qualquer que seja o estado de vida que tenham abraçado. Longe de constituir um "ideal" irrealizável, a santidade no meio do mundo, embora árdua e exigente, é um caminho aberto e apropriado a cada batizado (cf. João Paulo II, Carta Apostólica "Novo Millennio Ineunte", n. 31), chamado por Cristo a ser perfeito como o Pai celeste é perfeito (cf. Mt 5, 48).
Além de terem enriquecido de sentido e caridade sobrenaturais as realidades cotidianas por que passa todo casal — do trabalho às dificuldades domésticas —, são Luís e Santa Zélia viveram por meio de sua fecundidade não apenas para, segundo a ordem divina (cf. Gn 1, 28), propagar e conservar na terra a família humana, mas principalmente para "educar adoradores do verdadeiro Deus", "subministrar filhos à Igreja" e "propiciar concidadãos santos e familiares de Deus" (Pio XI, Encíclica "Casti Connubii", n. 14). Recebendo das mãos do Senhor nove filhos, dos quais apenas cinco meninas sobreviveram, o casal Martin fez do seu casamento um meio de viver fielmente o Evangelho de Cristo Jesus, sem concessões de nenhuma espécie ao egoísmo e ao comodismo de que sofrem não poucas famílias nestes nossos tempos.
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