11/08/2024
Talvez, em algum momento, você tenha olhado para algo na vida com ternura e esperança, vendo nele um reflexo do que você mais valoriza no mundo: uma entrega sincera, um afeto genuíno e a capacidade de acreditar no melhor que aquilo pode se tornar. No entanto, existe uma linha tênue entre dedicar sua lealdade a quem compreende seu valor e precisar se afastar de alguém a quem você escolheu ser leal, mas que não entende o peso disso.
Não amamos ap***s porque queremos; amamos porque escolhemos. É claro que precisamos estar abertos para assumir essa escolha, mas amamos aquele afeto porque decidimos isso. E, embora algumas escolhas possam afetar nossa estabilidade emocional, ainda assim, são nossas escolhas. O adulto percebe quando os caminhos se tornam insustentáveis e quando os lugares são desconfortáveis demais. Sabemos quando a balança se inclina mais para o lado negativo, apresentando inúmeros motivos para escolher abrir mão, mesmo que seja de algo ou alguém que anteriormente escolhemos amar.
O que quero dizer é que, assim como escolhemos amar alguém, temos o poder e a autonomia para partir, mesmo que ainda sintamos muito. Não é necessário esperar até não sentir mais nada ou transformar o que você sente, que ainda é sincero e bonito, em algo traumatizante para ter que ir. Muitas vezes, você precisará partir ainda sentindo muito. É no processo que aprendemos a (des)escolher.
Você permaneceu porque era o que sabia fazer naquele momento, era o que acreditava que poderia dar certo. Tenho certeza de que o que era amor para você se transformará em lição e estabelecerá seus novos limites. Você aprenderá o que é amor, e, mais importante, aprenderá a escolher amar de forma consciente e a decidir quem ou o que merece seu amor.
TEXTO DE