Santa Filomena - Bauru

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Graças especiais hoje aos devotos de Santa Filomena.
25/05/2026

Graças especiais hoje aos devotos de Santa Filomena.

25 de maio Santa Madalena Sofia BaratSanta Madalena Sofia Barat nasceu no dia 12 de dezembro de 1779, em Joigny de Borgo...
25/05/2026

25 de maio
Santa Madalena Sofia Barat

Santa Madalena Sofia Barat nasceu no dia 12 de dezembro de 1779, em Joigny de Borgonha e foi fundadora da Congregação do Sagrado Coração. Desde criança teve paixão por aprender, por isso, se entregou ao estudo do latim, de grego, de história, de física e matemática. Também se formou intensamente no domínio de suas emoções e da vontade.

A Santa foi chamada pelo Padre Varín, da Companhia de Jesus, para que o ajude com seu plano de restabelecer a educação das escolas católicas, as quais haviam sido suprimidas a causa da Revolução Francesa. O Padre varín expôs também à Santa, o projeto de fundar uma congregação de educadoras inspiradas pela devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Santa Madalena aceitou humildemente ajudar em tal missão, cheia de desconfiança em suas forças; "Aceitei tudo, sem compreender nem prever nada", disse.

No dia 21 de novembro de 1800, a Santa partiu a Amiens para ensinar em uma escola que foi o primeiro convento da Congregação. Aos 23 anos, sendo a mais jovem da sua comunidade, foi nomeada para governar a congregação. Fundou quase 105 casas: muitas delas na França, Roma, Inglaterra, Áustria e Suíça.

Cheia de amor pela juventude, a Santa buscava fundar em todos os lugares possíveis, uma escola para meninas pobres e uma pensão. Como não podia visitar tantas fundações, se mantinha em contato através da inumerável quantidade de cartas que escrevia. Ela se encarregava também da administração da casa mãe e de atender as visitas que chegavam para pedir-lhe conselho. Em uma das suas catas escreveu: "O trabalho excessivo é um perigo para as almas imperfeitas; mas as perfeitas obtêm por este meio uma rica colheita".

Em dezembro de 1826, o Papa Leão XII aprovou oficialmente a Sociedade do Sagrado Coração. Em 1864, aos 85 anos de idade, a Santa pede ao congresso geral que se lhe permita renunciar ao seu cargo, mas a assembléia só permitiu que fosse nomeada uma vigária que lhe ajudasse no trabalho. No dia 21 de maio de 1865, a Santa sofre de um ataque que a deixa paralítica e quatro dias mais tarde, na festa da Assunção, morre.
Foi canonizada em 1925.

25 de Maio.Santa Maria Madalena de PazziBatizada com o nome de Catarina, ela nasceu no dia 2 de abril de 1566, crescendo...
24/05/2026

25 de Maio.
Santa Maria Madalena de Pazzi

Batizada com o nome de Catarina, ela nasceu no dia 2 de abril de 1566, crescendo bela e inteligente em sua cidade natal, Florença, no norte da Itália.

Tinha a origem nobre da família Pazzi, com acesso tanto à luxúria quanto às bibliotecas e benfeitorias da corte dos Médici, que governavam o ducado de Toscana. Sua sensibilidade foi atraída pelo aprendizado intelectual e espiritual, abrindo mão dos prazeres terrenos, o luxo e as vaidades que a nobreza proporcionava.

Recebeu a primeira comunhão aos dez anos e, contrariando o desejo dos pais, aos dezesseis anos entregou-se à vida religiosa, ingressando no convento das carmelitas descalças.

Ali, por causa de uma grave doença, teve de fazer os votos antes das outras noviças, vestiu o hábito e tomou o nome de Maria Madalena. A partir daí, foi favorecida por dons especiais do Espírito Santo, vivendo sucessivas experiências místicas impressionantes, onde eram comuns os êxtases durante a penitência, oração e contemplação, originando extraordinárias visões proféticas.

Para que essas revelações não se perdessem, seu superior ordenou que três irmãs anotassem fielmente as palavras que dizia nessas ocasiões. Um volumoso livro foi escrito com essas mensagens, que depois foi publicado com o nome de "Contemplações", um verdadeiro tratado de teologia mística.

Também ela, de próprio punho, escreveu muitas cartas dirigidas a papas e príncipes contendo ensinamentos e orientações para a inteira renovação da comunidade eclesiástica. Durante cinco anos foi provada na fé, experimentando a escuridão e a aridez espiritual. Até que, no dia de Pentecostes, a luz do êxtase voltou para a provação final: a da dor física.

Seu corpo ficou coberto de úlceras que provocavam dores terríveis. A tudo suportou sem uma queixa sequer, entregando-se exclusivamente ao amor à Paixão de Jesus. Morreu com apenas quarenta e um anos, em 25 de maio de 1607, no convento Santa Maria dos Anjos, que hoje leva o seu nome, em Florença.

Apenas dois anos mais tarde foi canonizada pelo papa Clemente IX.
O corpo incorrupto de santa Maria Madalena de Pazzi repousa na igreja do convento onde faleceu. Sua festa é celebrada no dia de seu trânsito.

Santa Maria Madalena de Pazzi, rogai por nós!

Amanhã dia 25 de maio, data especial aos devotos de Santa Filomena, nesta data foi encontrado os restos mortais ( relíqu...
24/05/2026

Amanhã dia 25 de maio, data especial aos devotos de Santa Filomena, nesta data foi encontrado os restos mortais ( relíquias) nas catacumbas de Santa Priscila em Roma.
Aos que usarem o cordão receberão graças especiais.

24 de Maio ( para comemoração). Memória da venerável Maria de Jesus de Ágreda, nascida Maria Coronel y Arana (Ágreda, 2 ...
24/05/2026

24 de Maio ( para comemoração). Memória da venerável Maria de Jesus de Ágreda,
nascida Maria Coronel y Arana (Ágreda, 2 de abril de 1602 – Ágreda, 24 de maio de 1665), foi uma religiosa abadessa de Ágreda, cidade situada na província espanhola de Sória, tendo nascido e falecido nessa mesma localidade. Além de monja da Ordem da Imaculada Conceição, foi também uma importante escritora mística, e uma relevante figura na catequização dos indígenas na América Espanhola.

24 de maio Nossa Senhora AuxiliadoraEsta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador d...
23/05/2026

24 de maio Nossa Senhora Auxiliadora
Esta invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lança seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o Santo Padre demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação: Auxiliadora dos Cristãos.

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo Papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atesta a intercessão da Santa Mãe de Deus: Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês sequestrou o Vigário de Cristo, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o Papa recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O Santo Padre ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o Papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o velho pontífice.
Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o Papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

Domingo de PENTECOSTES Jo 20,19-23 | 24 de maio 2026Pentecostes é o evento em que o Espírito Santo desceu sobre os apóst...
23/05/2026

Domingo de PENTECOSTES
Jo 20,19-23 | 24 de maio 2026

Pentecostes é o evento em que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos e discípulos de Jesus, dando início à missão evangelizadora da Igreja. Esse acontecimento ocorreu cinquenta dias após a Páscoa, em Jerusalém, durante a festa judaica de Pentecostes. Os discípulos estavam reunidos em oração quando, de repente, um vento impetuoso e línguas de fogo apareceram sobre eles, permitindo que falassem em diversas línguas e proclamassem as maravilhas de Deus.

Pedro, então, pregou à multidão, explicando que aquele evento cumpria a profecia de Joel, e convidou as pessoas à conversão e ao batismo. Cerca de três mil pessoas se converteram naquele dia, marcando o início da comunidade cristã.

Para os católicos, Pentecostes é considerado o nascimento da Igreja, pois é o momento em que o Espírito Santo capacitou os apóstolos a levar o Evangelho ao mundo. A festa é celebrada no último domingo do Tempo Pascal, com ênfase na renovação espiritual e na invocação do Espírito Santo, que fortalece a fé e a missão dos cristãos.🕊️

23 de maioSão João Batista de RossiNasceu em Votágio, província de Gênova, Itália, a 22 de fevereiro de 1698, mas aos 13...
23/05/2026

23 de maio
São João Batista de Rossi

Nasceu em Votágio, província de Gênova, Itália, a 22 de fevereiro de 1698, mas aos 13 anos se estabeleceu em Roma, com um primo padre, cônego de Santa Maria em Cosmedin, para poder frequentar o liceu clássico com os Jesuítas do Colégio Romano. Em 1714, se encaminhou às ordens sagradas, recebendo a tonsura e completando os estudos teológicos em Minerva com os Dominicanos. Ordenado sacerdote a 8 de março de 1721, não aguardara esta oportunidade para dar início ao seu intenso apostolado. Nos anos precedentes dirigira vários grupos de estudantes. Por causa desta experiência pôde criar a Pia União dos Sacerdotes Seculares, anexa ao Albergue de Santa Gala.

Além do Albergue de Santa Gala (fundado por Marcos Antônio Anastácio Odescalchi, primo de Inocêncio XI), destinado só a homens, quis ampliar o raio de seu apostolado, fundando o albergue para as mulheres, dedicado a São Luís Gonzaga, seu santo de devoção. Orientado pelo seu confessor, o Servo de Deus Francisco Maria Galluzzi, não obstante a precária saúde, redobrou a sua atividade. Parecia onipresente, pois estava em todos os lugares onde precisavam de conforto, instrução, socorro, em qualquer hora do dia ou da noite. Não era raro vê-lo nas praças de Roma improvisando um sermão para os desocupados e a tarde quando o povo voltava do trabalho.

A simpatia que ganhava do povo humilde dos subúrbios atraía ao seu confessionário longas filas de penitentes. Era mestre de espiritualidade e onde quer que pusesse a mão numa iniciativa, imprimia ritmo de santo fervor. Eleito cônego de Santa Maria em Cosmedin, foi dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior liberdade às suas tarefas apostólicas. Nos últimos meses de vida a recrudescência do mal submeteu-o a verdadeiro calvário. Morreu a 23 de maio de 1764 e foi beatif**ado por Pio IX, que fora seu sucessor na Pia União dos Sacerdotes Seculares de Santa Gala. Leão XIII o canonizou a 8 de dezembro de 1881.

22 de Maio - Santa Catarina de GênovaNo século XV, os partidos guelfi e ghibellini eram os dominantes em Gênova, alterna...
22/05/2026

22 de Maio - Santa Catarina de Gênova
No século XV, os partidos guelfi e ghibellini eram os dominantes em Gênova, alternando-se no governo da cidade por meio de lutas sangrentas. Mas quando Catarina Fieschi nasceu, no ano de 1447, as famílias da nobreza que pertenciam a essas facões políticas já conviviam em paz, que era mantida pelos casamentos acordados entre si. Ela também teve de submeter-se a essa situação, pois seus pais, Tiago e Francisca, fidalgos dos guelfi, a deram em casamento ao jovem Juliano, da aristocrata família Adorno, dos ghibellini.
A união foi chamada de bizarra. Juliano era muito rico, mas irresponsável, desregrado, jogador e de caráter duvidoso, enquanto Catarina, com apenas dezasseis anos, era religiosa, sensível e muito caridosa, que, em vez de casar, desejava poder ter seguido a vida religiosa como sua irmã Limbânia o fizera.
Ela viveu sob a influência negativa do marido, dividida entre as futilidades da corte e as obras de caridade. Um verdadeiro conflito entre os pecados e o remorso. Aos vinte e seis anos de idade, depois de visitar a irmã Limbânia no mosteiro, quando tudo lhe parecia perdido, sem solução e salvação, Catarina resolveu viver no seguimento de Jesus, para dedicar-se aos pobres e aos doentes.
Sua conversão foi tão sincera, radical e transparente que Juliano se converteu também. Colocando todo o seu património à disposição dos necessitados e deixando os palácios suntuosos, os dois ingressaram na Ordem Terceira Franciscana e foram morar no hospital de Pammatone. Nessa época, devido às frequentes invasões de conquistadores, os soldados haviam trazido a sífilis e a peste, que se tornaram epidemias crônicas, atingindo toda a população, rica e pobre. Catarina e Juliano passaram a cuidar desses doentes.
Catarina realizou o seu desejo de renovação espiritual praticando a caridade entre os mais contaminados e desenganados. Juliano, depois de alguns anos morreu, em 1497. Ela continuou cada vez mais despojada de tudo, servindo a Deus na total entrega aos pobres mais doentes e abandonados.
Ao seu redor se juntou um grupo de seguidores, entre os quais o humanista genovês Heitor Vernazza. Ela a todos dizia: "Não se encontra caminho mais breve, nem melhor, nem mais seguro para a nossa salvação do que esta nupcial e doce veste da caridade". Enquanto isso, a fama de sua santidade corria entre os fiéis.
Catarina, nessa íntima comunhão com Deus, foi premiada com dons especiais da profecia, conselho e cura. Em 1507, com o físico enfraquecido e por causa do constante contato com os mais contaminados, adoeceu e nunca mais se recuperou. Morreu no dia 15 de setembro de 1510.
Logo o seu culto se propagou, sendo confirmado pelo papa Clemente XII em 1737, quando canonizou santa Catarina Fieschi Adorno, mais conhecida como santa Catarina de Gênova. Ela é festejada pela diocese de Gênova no dia 12 de setembro. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 22 de maio.

22 de maioSanta Júlia - mártir.Santa Júlia nasceu no século V, em Cartago. Viveu feliz até que, um dia, os vândalos, che...
22/05/2026

22 de maio
Santa Júlia - mártir.

Santa Júlia nasceu no século V, em Cartago. Viveu feliz até que, um dia, os vândalos, chefiados pelo sanguinário Rei Genserico, invadiram sua cidade e a dominaram. Os pagãos devastaram a vida da comunidade como um furacão.

Mataram muitos católicos, profanaram os templos, trucidaram os sacerdotes e venderam os cidadãos como escravos. A vida de Santa Júlia passou do paraíso ao inferno de forma rápida e terrível. De jovem cristã, nobre e belíssima, que levava uma vida tranquila e em paz com Deus, viu-se condenada às mais terríveis privações. Mas, mesmo vendo trocadas a fortuna pela miséria, a veneração pelo desprezo, a independência pela obediência, enfim, a liberdade pela escravidão, Santa Júlia não se abalou.

A tradição conta que ela foi vendida para Eusébio, um negociante sírio. Mas a bondade e a resignação da moça, que encontrava na fé cristã o bálsamo para todas as dores, comoveram seu amo, que passou a respeitá-la e exigir o mesmo de todos, nunca permitindo que fosse molestada. Chegou a autorizar até que ela dedicasse algumas horas do dia às orações e leituras espirituais.

Certa vez, ele viajou para a Europa e, entre os vários escravos que o acompanharam, estava a bela e inteligente Santa Júlia. Na ilha francesa da Córsega realizavam-se festas pagãs quando a comitiva de Eusébio chegou. Ele e todos os demais se dirigiram a um templo dos deuses locais para prestar suas homenagens, mas Santa Júlia recusou-se a entrar. Ajoelhou-se à porta do templo e passou a rezar para que Deus mostrasse aos pagãos a Palavra de Jesus, caminho da verdade.

A atitude chamou a atenção e chegou aos ouvidos do Governador Félix, que convidou Eusébio para um banquete e propôs comprar a escrava Santa Júlia por um preço absurdo, ou trocá-la pelas quatro mais belas escravas do seu palácio. Contudo o comerciante recusou. Enraivecido pela paixão que Santa Júlia despertara, embebedou o comerciante, cercou-o de mulheres exuberantes e tomou a escrava à força, enquanto Eusébio dormia.

Santa Júlia se manteve firme e não se curvou. Recusou a liberdade oferecida pelo governador em troca do sacrifício aos deuses e de ceder aos seus desejos. Félix, irado, esbofeteou-a até que sangrasse abundantemente pelo nariz, depois mandou que fosse flagelada e, por fim, crucif**ada como Cristo e atirada ao mar. Quando Eusébio acordou, era tarde.

Ela aceitou o sofrimento como uma forma de demonstrar a Deus seu amor, contribuindo para que o cristianismo crescesse e desses frutos, sem renegar a sua fé em Cristo, morrendo como seu Mestre. O seu corpo foi encontrado, ainda pregado na cruz, boiando no mar, pelos monges do mosteiro da ilha vizinha de Gorgona. Depois eles o transportaram para a ilha, tiram-no da cruz, ungiram-no e o colocaram num sepulcro.

Santa Júlia não ficou esquecida ali, seu culto se difundiu e chegou à Itália. No ano 762, a Rainha Ansa, esposa do rei lombardo Desidério, mandou trasladar as relíquias de Santa Júlia para Brescia, propagando ainda mais sua veneração entre os féis. Um ano depois, o Papa Paulo I consagrou a ela uma igreja naquela cidade. A festa litúrgica de Santa Júlia, a mártir da Córsega, ilha da qual é a padroeira, ocorre no dia 22 de maio.

Santa Quitéria, - 22 de maio.Monte de Felgueiras DEGOLADA POR RECUSAR O NOIVOFoi a 22 de Maio do ano 135 que, segundo a ...
22/05/2026

Santa Quitéria, - 22 de maio.
Monte de Felgueiras DEGOLADA POR RECUSAR O NOIVO
Foi a 22 de Maio do ano 135 que, segundo a tradição, foi degolada pelo seu noivo aquela que se tornava deste modo na primeira mártir no território hoje correspondente a Portugal. Irmã de outras oito gémeas, Santa Quitéria foi morta no Monte Pombeiro ou das Maravilhas – hoje rebatizado com o seu nome – junto a Felgueiras. Um santuário existente no local evoca estes dramáticos acontecimentos, que culminaram com o seu primeiro milagre: o de haver caminhado para a sepultura pelo seu próprio pé, segurando a cabeça degolada entre as mãos!
Contudo, e embora a festa de Santa Quitéria se celebre a 22 de Maio, ou – como hoje - no domingo seguinte quando o calendário não coincide com aquele dia da semana, a data por excelência de devoção à santa é em Felgueiras o dia de... S. Pedro. A explicação para tal facto e a lendária história de Santa Quitéria é o que encontrará nesta “Viagem no Tempo”.

Nove irmãs gémeas. Nem menos. Os seus nomes cristãos foram-lhes dados por um dos primeiros bispos de Braga, Santo Ovídio, que as batizou por Quitéria, Genebra, Vitória, Marinha, Marciana, Germana, Basília, Liberata e Eufémia. Um batizado atribulado e clandestino. Porque o destino destas crianças à nascença deveria ter sido outro: mortas por afogamento. Passemos, com base na lenda e tradição, a explicar:
Corria em Braga o ano 120 quando o governador romano, o pagão Lúcio Atílio Severo, se ausentou da cidade para acompanhar o imperador Adriano numa das suas viagens. É durante a sua ausência que a esposa dá à luz nove gémeas. Por vergonha de tal aberrante e estranho facto, ou então porque o nove era considerado um número agoirento, a mãe ordena à sua criada Cita que, protegida pela noite, leve as crianças e as afogue no rio Este, nas proximidades de Braga.
Acontece porém que Cita era cristã e não conseguiu cumprir cabalmente as ordens recebidas. Levou as crianças mas não as matou, entregando-as aos cuidados do arcebispo Santo Ovídio que, durante os anos seguintes, cuidou da sua proteção, alimentação e educação. Conhecedoras, desde cedo, da sua história e de como haviam sido salvas graças aos sentimentos e às atitudes cristãs, as nove irmãs decidem, com dez anos de idade, viver juntas e dedicar a sua vida ao cristianismo. Criaram, deste modo, e com a autorização de Santo Ovídio, como que um pequeno convento.
Decorria e incentivara-se, entretanto, a perseguição aos cristãos por parte das autoridades romanas. E assim não demorou muito tempo que, denunciadas como cristãs, fossem algemadas e conduzidas até à presença do governador Atílio Severo... seu pai. Desconhecedor de toda a história das filhas o romano é surpreendido pela revelação que estas então lhe fazem. E num rápido interrogatório à esposa e à criada confirma a veracidade do que as jovens lhe afirmavam.
O governador Severo f**a, no entanto, contente com a descoberta, prometendo às filhas todas as felicidades e futuros casamentos com belos jovens, ricos e nobres. Teriam, no entanto, que renunciar à sua clandestina religião e abraçar o culto aos ídolos e deuses do Império Romano. Se recusassem o governador justif**aria o seu nome e, severamente, teria que as punir, com a morte se necessário. Quitéria e as irmãs pedem, então, para f**arem sós durante algum tempo para em conjunto decidirem qual a sua opção. Mas a decisão, todas elas o sabiam, estava há muito tomada. Assim, e pela última vez, despedem-se umas das outras e fogem precipitadamente do palácio do pai.
A perseguição que o governador enceta às filhas resultará apenas na prisão de Quitéria. Conduzida de novo à presença do progenitor, a jovem é informada de que dispõe de mais alguns dias para desistir da sua religião. Esgotado esse tempo o pai comunica-lhe que a havia prometido em casamento a Germano, um jovem pagão, rico e nobre. Procurando ganhar mais algum tempo Quitéria pede então mais alguns dias de reflexão, oportunidade que lhe é concedida e aproveitada para, na companhia de 38 donzelas cristãs, fugir e se refugiar no Monte Pombeiro, perto da atual cidade de Felgueiras, no topo do qual existiria uma capela dedicada a S. Pedro.
Não conseguiu, no entanto, aí permanecer em segredo durante muito tempo. Descoberta pelas autoridades romanas, recebe vários emissários de seu pai intimando-a a aceitar o seu noivo Germano. A resposta e opção são, contudo, inabaláveis: recusa as ordens do pai afirmando-se esposa mística de Cristo. Assim, e perante tais recusas e atitudes Severo acaba por ordenar a Germano que cerque o local e execute os cristãos, incluindo Quitéria, tarefa de que se encarrega o próprio noivo ao decepar-lhe a cabeça no amanhecer do dia 22 de Maio do ano 135. Tinha a mártir 15 anos. Desses momentos trágicos, segundo a lenda, resultou a imediata cegueira dos criminosos e o facto milagroso da santa ter avançado para a sepultura pelos seus próprios pés e segurando a cabeça que lhe havia sido cortada.
Não foi muito diferente, segundo a tradição, o destino das suas irmãs, também elas consideradas santas. Com efeito todas elas acabariam, igualmente, por morrer martirizadas. Um ano depois de Quitéria seria a vez de Genebra ser morta em Tuy, em Espanha. Não muito longe daí, em Orense, também Marinha seria degolada, aos 18 anos. A mesma idade com que foi morta, em Córdova, Vitória. Relativamente a Liberata e Germana desconhece-se a data e locais onde terão padecido o seu martírio. Já de Eufémia conta a lenda que, também ela, foi degolada na Serra do Gerês onde é, de resto, a padroeira da capela das termas aí existente. Basília terá sido martirizada perto do Porto, em Águas Santas. Quanto a Marciana, parece ter sido a que mais tempo sobreviveu, tendo sido morta aos 35 anos de idade em Toledo.
Ainda segundo a tradição a “história” de Santa Quitéria e a sua associação ao monte sobranceiro a Felgueiras quase desapareceu com o decorrer dos séculos, mantendo-se, no entanto, no cume da elevação uma velha e pequena capela dedicada a S. Pedro. Contudo, em 1715 uma mulher de Braga, condenada à morte por um cancro no peito, desloca-se ao monte solicitando o auxílio da santa. Poucos dias depois a devota estava completamente curada. Estava, deste modo, (re)lançada uma fortíssima devoção e veneração a santa Quitéria que resultou, logo no ano seguinte, na colocação de uma sua imagem na velha capela de S. Pedro e, em 1719, no início da construção no local de um novo e mais grandioso templo capaz de receber o número crescente de romeiros. Apenas em 1734 se daria por concluída tal construção.
Entretanto, e paulatinamente, a festa originária e mais antiga que se celebrava no monte – a dedicada a S. Pedro, padroeiro da velha capela aí existente - passava a ser confundida com a de Santa Quitéria. Enfim.... a atribulada vida dos santos!

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