31/08/2023
OS SETE REQUISITOS SACERDOTAIS
Deus estabeleceu o sacerdócio em Israel, ou seja, o ministério daqueles que faziam os sacrifícios no tabernáculo e no templo. O exercício da função envolvia grande honra e maior responsabilidade. Sua investidura não dependia simplesmente da vontade pessoal, mas dos seguintes requisitos:
1°. Chamado (Êx. 28.1).
2°. Identidade (Êx. 28.1).
3°. Consagração (Êx. 29.1,7).
4°. Uso das roupas sagradas (Ex. 28.2-3).
5°. Integridade física (Lv. 21.16-21).
6°. Comportamento adequado (Lv. 21.1-15).
7°. Correta realização do serviço (Lv.1 a Lv.7).
Hoje, todos os cristãos são sacerdotes diante de Deus, pois a igreja é um reino sacerdotal (1Pd.2.9). Portanto, existem muitas lições que podemos extrair do sacerdócio judaico, conforme passaremos a enumerar.
AMBIENTES DO TABERNÁCULO
Deus mandou que Moisés construísse um tabernáculo, uma tenda no deserto. Aquele seria um lugar de adoração, verdadeiro oásis, onde o Senhor teria comunhão com o seu povo. Não seria um local aberto ao público. Nem todos poderiam entrar ali. Os gentios, por exemplo, deveriam ficar do lado de fora. No átrio, ou pátio, poderiam entrar os israelitas. No santuário, que era um ambiente interno e coberto, só poderiam entrar os sacerdotes. Ao santo dos santos, o lugar mais íntimo, só teria acesso o sumo sacerdote, uma vez por ano.
Deus não permitiria a banalização do sagrado, pois isto representaria grande risco. Seria como brincar com a eletricidade.
Estes detalhes nos levam a refletir sobre a nossa comunhão com Deus e os níveis de intimidade com ele.
Qual é a sua posição no tabernáculo espiritual? Não se acomode. Você pode ir mais longe em sua jornada com Deus, mas existem condições para isso. Querer é bom, é o primeiro fator, mas existem requisitos a serem observados. Não será qualquer um que entrará na intimidade com Deus, nem de qualquer maneira.
Dentro da lei aplicada a todos os israelitas, havia exigências específicas para os levitas, além de outras especiais para os sacerdotes e regras ainda mais rigorosas para o sumo sacerdote. Portanto, a intimidade com Deus está limitada a uma série de parâmetros.
OS SACERDOTES
Eles eram os representantes do povo perante Deus, sendo responsáveis pela realização dos sacrifícios e apresentação das ofertas, entre outras funções. Seu líder era o sumo-sacerdote, como está escrito:
“Porque todo sumo-sacerdote, tomado dentre os homens, é constituído a favor dos homens nas coisas concernentes a Deus, para que ofereça dons e sacrifícios pelos pecados” (Hebreus 5.1).
1°. O CHAMADO (Êxodo 28.1).
Para que alguém fosse sacerdote em Israel, não bastaria querer, pedir ou aguardar uma vaga. Coré, Datã e Abirão quiseram, mas não foram aceitos (Num.16). Tudo começou com um chamado de Deus para Aarão e seus filhos. Nossa relação com o Senhor também começa pela iniciativa dele.
“Depois tu farás chegar a ti teu irmão Aarão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal; a saber: Aarão, Nadabe, e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão” (Êx. 28.1).
“E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Aarão” (Heb. 5.4).
Deus também nos chamou para o seu reino. Desde Gênesis 3, Deus chama o homem. Embora o chamado sacerdotal fosse muito específico no antigo testamento, hoje é bem mais amplo, tendo em vista que Jesus, quando morreu, rasgou o véu do santuário.
Hoje, ele nos chama, dizendo:
“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt.11.28).
“Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”. (Mt.4.19).
2°. A IDENTIDADE (Êxodo 28.1).
No meio da humanidade, Deus escolheu um povo, Israel. Daquela nação, ele separou uma tribo: Levi. Da tribo, ele elegeu a família de Aarão, de onde viriam os sacerdotes. Em Êxodo 28, Deus chamou Aarão e seus filhos pelos nomes. É assim que o Senhor nos trata, não como pessoas anônimas, pois ele nos conhece individualmente.
Os sacerdotes judaicos não seriam quaisquer pessoas, mas aqueles com uma identidade bem definida: judeus, levitas e descendentes de Aarão.
Nós, atualmente, precisamos ter a nossa identidade cristã bem definida para servirmos ao Senhor. Precisamos assumir nossa condição de filhos de Deus (João 1.12), membros da família de Deus (Ef.2.19). Precisamos saber bem claramente quem somos. O filho entra na presença do pai sem pedir licença nem marcar audiência.
“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus...” (Rm.8.16-17).
Os sacerdotes seriam os descendentes de Aarão, mas havia outras exigências. O parentesco era fundamental, mas não seria suficiente.
3°. A CONSAGRAÇÃO (Êxodo 29.1,7).
O chamado não terá qualquer efeito se não houver uma resposta positiva da nossa parte. Precisamos dizer: “Eis-me aqui, Senhor” (Is.6.8). Como disse Paulo: “Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus, que vos apresenteis como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm.12.1).
Todos os chamados devem se apresentar e assumir o compromisso com Cristo. Moisés chamou Aarão e seus filhos, que aceitaram a vocação e se apresentaram para receberem a purificação com a água e o sangue, e a unção com o azeite sagrado. Tais elementos nos lembram a nossa conversão, a água do batismo, o sangue de Jesus que nos purifica e o Espírito Santo que nos unge.
A consagração é uma dedicação exclusiva e definitiva das nossas vidas ao Senhor. Contudo, não se trata do fim do caminho, senão apenas o começo.
4°. AS ROUPAS SAGRADAS (Êxodo 28.2-3).
Os sacerdotes não poderiam se apresentar no tabernáculo de qualquer jeito, despidos ou trajando roupas velhas, sujas e rasgadas. O serviço sagrado exigia vestes adequadas, cuja confecção foi detalhadamente determinada por Deus.
As roupas sacerdotais nos trazem conceitos de pureza, qualidade, beleza e valor, além da mudança evidente na troca no vestuário. A roupa velha seria substituída pela roupa nova. A conversão faz isso. Considerando que as vestes de linho fino significam as obras de justiça (Ap.19.8), devemos concluir que as roupas sacerdotais nos ensinam sobre uma mudança exterior, referente às questões aparentes.
Aquelas vestes possibilitavam a identificação do sacerdote por qualquer pessoa que o visse. Assim também, nosso modo de agir deve fazer com que os outros nos vejam como servos de Deus.
Nossa relação com ele não pode ser um segredo.
O livro de Zacarias nos apresenta uma curiosa visão acerca de um sumo sacerdote e suas vestes:
“E ele mostrou-me o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor.
Mas o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás, sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreende; não é este um tição tirado do fogo?
Josué, vestido de vestes sujas, estava diante do anjo.
Então respondeu, aos que estavam diante dele, dizendo: Tirai-lhe estas vestes sujas. E a Josué disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniquidade, e te vestirei de vestes finas.
E disse eu: Ponham-lhe uma mitra limpa sobre a sua cabeça. E puseram uma mitra limpa sobre a sua cabeça, e vestiram-no das roupas; e o anjo do Senhor estava em pé. E o anjo do Senhor protestou a Josué, dizendo:
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos meus caminhos, e se observares a minha ordenança, também tu julgarás a minha casa, e também guardarás os meus átrios, e te darei livre acesso entre os que estão aqui” (Zc.3.1-7).
O texto nos permite relacionar as vestes sujas ao pecado, mas traz também a esperança do perdão. O sangue de Jesus Cristo nos purifica de toda iniquidade e nos garante o livro acesso à presença do Pai.
Outra lição que aprendemos com as roupas é a que trata do revestimento. A roupa é uma proteção extra para o corpo, além da própria pele, contra o frio, o calor, os atritos, etc. A roupa supre a insuficiência da nossa pele, assim como o revestimento espiritual nos permite superar a nossa fraqueza.
Assim como algumas roupas feitas com peles de animais nos aquecem como fosse a nossa pele, o revestimento espiritual é a aquisição de virtudes que não faziam parte da nossa própria natureza. São virtudes de Jesus Cristo atribuídas a nós pela fé. Como diz a bíblia, devemos nos revestir do Senhor Jesus (Rm.13.14), revestir de poder (Lc.24.49), da armadura de Deus (Ef.6.11), de humildade (1Pd.5.5) etc.
“Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” (Ap.3.17-18).
5°. INTEGRIDADE FÍSICA (Lv.21.16-21)
Conforme o texto bíblico citado, o sacerdote não poderia ser anão, cego, estéril, aleijado, manchado ou ter os membros desproporcionais. Alguns defeitos físicos ou doenças tornavam o descendente de Aarão desqualificado para o ministério, apesar de vir da linhagem correta. Algumas das características citadas eram visíveis, mas outras, ocultas ou até íntimas. Não bastaria usar as roupas sagradas. Elas não poderiam servir como um tipo de disfarce, ocultando problemas sérios, doenças contagiosas ou incapacidades. As vestes sacerdotais eram lindas e de excelente qualidade, mas Deus queria evidenciar o que existia sob as mesmas. O que está oculto “debaixo dos panos”? O que os homens não veem Deus vê. Não adianta a roupa limpa sobre a pele manchada.
Deus não estava exigindo perfeição do sacerdote. Todos temos defeitos, mas alguns são inaceitáveis na vida de um ministro do Senhor. Não é questão de preconceito, mas alguns defeitos são incompatíveis com a função, impedem o seu exercício, tornando o candidato inadequado como um motorista cego.
Todos temos defeitos, mas alguns são inadmissíveis. Por exemplo, não podemos ser falsos. Aceitamos uma cédula suja, rasgada e amassada, mas não a falsa, por melhor que seja seu estado.
A integridade física nos leva a considerar questões que vão além da aparência, apesar de incluir também este aspecto. As roupas sagradas são aparentes; a altura do homem é aparente, mas o texto de Levítico aborda questões mais profundas que incluem até a capacidade reprodutiva.
Quando aquela lei foi promulgada, não havia cegos, aleijados ou anões na família de Aarão, mas poderia vir a ter. Eram possibilidades genéticas, ambientais ou acidentais. A palavra anunciada por Moisés poderia parecer sem sentido, mas Deus fala preventivamente. Não devemos ignorar ou desconsiderar seus avisos.
Como já foi dito, tais considerações levavam em conta a eficiência do sacerdote quando à realização do serviço sagrado e não uma rejeição por parte de Deus à pessoa do candidato.
Por exemplo, vamos analisar o caso do anão. O altar do sacrifício e a arca da aliança mediam 1 metro e meio de altura (Ex.25). Não eram muito altos nem inatingíveis, mas poderiam representar um problema para um anão. Se não pudermos alcançar o que foi estabelecido, Deus não vai abaixar o nível por nossa causa. O padrão permanece. Não seria permitido colocar um banquinho ou degraus para acesso ao altar (Ex.20.26). Soluções humanas fora da especificação divina não seriam permitidas, pois, se fossem, não haveria limites para os acréscimos futuros. O santuário se tornaria então um depósito de móveis customizados à necessidade humana.
O Antigo Testamento tinha uma ênfase material e física em grande parte de suas determinações, mas o Novo tem ênfase espiritual. Isto não significa que não houvesse sentido espiritual no Antigo ou que não exista implicação física no Novo, mas a questão é a ênfase de cada um.
Hoje, não se requer integridade física do cristão ou dos ministros eclesiásticos, mas devemos voltar nossa atenção para a integridade moral e espiritual. Falar em “cristão íntegro” deveria ser pleonasmo. Todo seguidor de Cristo, embora não seja perfeito, deve ser íntegro em seus propósitos e caráter.
Não somos “impecáveis”, mas os nossos erros e pecados não devem ser evidência de um caráter mau ou de falsidade da nossa fé. O trigo pode ter seus defeitos, mas ele não pode ser joio. Ainda que sejamos como o ouro sujo, precisando de purificação, não podemos ser uma lata dourada.
Se falamos da integridade do cristão, o que dizer do líder? Este deve o exemplo para o rebanho.
Há quem aceite qualquer coisa, fazendo adaptações na doutrina. Não podemos fazer isto. Como exemplos, podemos citar líderes homossexuais, adúlteros ou envolvidos em escândalos de todo tipo.
Não adianta dizer que “Deus está vendo o coração” ou que “Deus me compreende” etc. Ele não aceitará o inaceitável.
6°. COMPORTAMENTO (Lv.21.1-15; Lv.22)
Enquanto o tópico da integridade física trata de características pessoais, quase todas permanentes, o comportamento envolve ações e fatos isolados ou eventuais. Não adianta dizer: “Eu não sou assim; só fiz isso uma vez”. Talvez haja solução para o problema, mas melhor ainda é nunca fazer determinadas coisas que Deus proibiu.
Conforme o texto de Levítico 21, o sacerdote não poderia tocar em cadáveres (exceto em alguns casos), fazer determinados cortes no cabelo ou na barba, casar-se com uma pr******ta, etc. Em linhas gerais, o que Deus queria evitar era a contaminação de seus ministros. O primeiro sentido relaciona-se à saúde física e, em segundo lugar, a saúde espiritual. Eram também importantes as questões de testemunho de vida do sacerdote, sua posição como exemplo para a comunidade e a necessária separação entre o santo e o profano.
Não seria suficiente fazer o trabalho sagrado corretamente. A vida fora do tabernáculo ou do templo também seria importante. Deus está interessado em tudo. Ele quer coerência. Não adiantaria prestar um serviço excelente no templo e viver uma vida imunda em casa. O sacerdote era sacerdote o tempo todo e em todos os lugares onde estivesse.
A parábola do bom samaritano nos mostra exatamente isso: um levita e um sacerdote que, fora do templo, não demonstraram amor ao próximo.
O rigor da lei era proporcional à posição que a pessoa poderia avançar em relação ao tabernáculo, significando diferentes níveis de intimidade com Deus.
Mesmo depois do chamado e da consagração, havia a necessidade de manutenção do estado de pureza, em atitude de vigilância constante. Trazendo para a nossa realidade, não podemos apenas aceitar Jesus como salvador e viver de qualquer jeito.
“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados” (Efésios 4.1).
O casamento do sacerdote era assunto de especial interesse divino devido à necessária continuidade da linhagem sacerdotal com a qualidade requerida. Ele não poderia casar-se com qualquer pessoa, com um histórico de prostituição, ainda que tivesse se convertido. O sumo sacerdote, por sua vez, não poderia casar-se nem com uma viúva, mas apenas com uma virgem.
A filha do sacerdote que se prostituísse deveria ser queimada. Não existe notícia de que isto tenha acontecido alguma vez. O propósito de Deus não era matar ninguém, mas estabelecer uma lei rigorosa para desestimular a prática do pecado. É evidente que, se fosse necessário, a lei seria aplicada.
Observamos que a relação com Deus não é uma brincadeira. Mesmo no Novo Testamento, Ananias e Safira foram mortos por afrontarem o Senhor.
Embora Deus tenha determinado diversos sacrifícios para o perdão dos pecados, algumas transgressões eram imperdoáveis, sendo punidas com a morte.
E mesmo os pecados perdoáveis não poderiam ter sua prática banalizada por esta causa. Não bastaria dizer: “Posso pecar à vontade. Depois eu faço o sacrifício e Deus me perdoa”. O que o Senhor queria era que o pecado fosse evitado. Não somos perfeitos e muitas vezes erramos, mas precisamos estar conscientes de que alguns erros não têm solução, ainda que sejamos perdoados.
Em alguns casos, o sacerdote seria desqualificado para o ministério e poderia ser morto (Lv.22.1-3).
O regulamento, embora rigoroso, não é uma exigência de perfeição, mas cita alguns erros que nunca poderiam acontecer. Uma das justificativas para o rigor apresentado é este:
“Pois a coroa do azeite da unção do seu Deus está sobre ele” (Lv.21.12).
A unção que está sobre nós significa grande honra e maior responsabilidade. Não podemos desprezar ou desonrar o sangue e o azeite derramados por nós e sobre nós (Lv.21.10).
7°. O SERVIÇO (Lv.1 a Lv.7)
O trabalho do sacerdote no tabernáculo e no templo seria da maior importância. Era um serviço sagrado, um ritual físico com efeitos espirituais. Deus especificou em detalhes o que deveria ser feito e como se fazer. O que fazemos para Deus não pode ser qualquer coisa nem de qualquer maneira.
Um dos principais atos do ritual sacerdotal era o sacrifício de animais, que deveriam ser limpos e saudáveis. Quando dizemos limpos, não significa lavados, mas pertencentes à classe de animais puros, conforme lemos em Levítico 11.
O texto de Levítico também especifica tipos de sacrifícios relacionados a tipos de pecados. Deus estabeleceu ainda regras relacionadas aos dias, prazos, utensílios e locais sagrados.
ENTRANDO NO TABERNÁCULO
O acesso acontecia apenas por uma porta. Não havia entrada alternativa, porta do fundo ou janela. Assim também, Jesus é a única porta e o único caminho para a presença de Deus.
No pátio estava o altar do sacrifício, representando a morte do Cordeiro.
Depois, havia a pia de bronze, que nos lembra o batismo.
Em seguida, o sacerdote poderia, tendo o sangue do sacrifício numa vasilha, entrar no santuário, onde estava a mesa dos pães da proposição. O sangue e o pão nos lembram a ceia do Senhor, embora o sangue não pudesse ser bebido. Ali estava o candelabro, representando o Espírito Santo, e o altar do incenso, simbolizando a oração. Depois, havia o segundo véu, por onde o sumo sacerdote passava para entrar no santo dos santos, onde se encontrava a arca da aliança, aquele baú contendo a vara de Aarão, as tábuas da lei e o pote com maná. A arca representava a presença de Deus. Aquele lugar íntimo era um local de adoração.
O ato de entrar no santo dos santos representa a nossa chegada à sala do trono, na glória celestial.
(Pr. Anísio Renato de Andrade)