11/08/2026
Neste último domingo, o pastor Robson seguiu com a série Encontros com Jesus: destinos transformados. Ele pregou sobre o reencontro de Jesus com Pedro, descrito em João 21: 15-19.
Na segunda vez que Jesus encontra Pedro depois da ressurreição, e a pergunta é sempre a mesma: "Pedro, tu me amas?" Três vezes. A mesma quantidade de vezes que Pedro negou conhecer Jesus.
Pedro tinha uma fé enorme, mas também confiava demais em si mesmo. E depois de negar Jesus, o que sobrou foi vergonha e tristeza. Tanto que ele voltou pra pescaria, aquilo que já tinha deixado pra trás anos antes. Quando a gente se sente confuso, culpado, frustrado, é natural voltar pro que é familiar. No fundo, Pedro achava que seu fracasso tinha sido o fim do seu chamado.
Mas não foi. Aquela noite não fechou a história dele, foi só mais um capítulo.
E é isso que a gente precisa entender: mesmo quando a gente se afasta do Senhor, Ele não se afasta da gente. Jesus toma a iniciativa do encontro, Ele vai atrás. Sabe exatamente onde encontrar quem está ferido, frustrado, com culpa, com mágoa.
Foi numa mesa que essa restauração aconteceu. Porque é na mesa da comunhão que as maiores transformações acontecem. Antes do sermão, vem o pão. Antes da cobrança, vem a comunhão.
Jesus chama Pedro de Simão, o nome de antes. Primeiro Ele restaura o homem, pra depois restaurar o ministério. Porque Jesus não tá interessado no seu cargo, Ele tá interessado em quem você é.
A base da nossa relação com Cristo é amor. Por isso a pergunta não foi "você é capaz?", foi "você me ama?".
Tem cura que dói. Tem hora que a gente precisa ser confrontado, mesmo quando só quer fugir e se esconder. A gente costuma colocar a culpa no outro pra não ser tratado. Mas quando o Senhor quer curar, Ele vai fundo. A graça vai fundo.
Jesus não expôs Pedro pra machucar. Expôs pra libertar ele da culpa e da vergonha, do mesmo jeito, em público, porque em público tinha sido a negação.
E a última palavra de Jesus pra Pedro foi: "Siga-me."
Na Palavra, Pedro nunca mais é lembrado como quem negou Jesus. A graça não apaga o que aconteceu, mas diz que nossas falhas não podem nos definir diante de Deus.Quando Jesus restaura, restaura de verdade!