25/06/2025
A guerra é uma tragédia da Humanidade. Elas representam a drenagem do pus dessa infecção interna que a alma carrega em si.
Todas as vezes que nós não estamos em paz conosco, a nossa tendência é derramar esse produto da nossa intimidade no ambiente em que estamos e sobre as pessoas que nos cercam. Aí temos sementes de guerras.
Tudo isso provém das entranhas da própria criatura humana. Parece que há uma sede de sangue para nada, pelo prazer mórbido de dominar, de determinar, de ter nas mãos, de destruir.
Naturalmente, pensamos no quanto o mundo ainda tem que evoluir para se livrar da guerra. Mas não é o mundo que se tem que modif**ar, é o ser humano relativo ao seu mundo interno.
As maldades, as violências, as agressões verbais e físicas representam essa explosão da criatura humana. Tudo isso são sementes de guerra.
É por causa dessas sementes que nós encontramos as guerras grandes, de grandes proporções, as guerras agigantadas dos campos de batalha, das nações entre si. Tudo isso que nós vemos em tamanho grande tem começo no campo de batalha interno de cada um de nós.
Imaginemos o que signif**a nós estarmos de mal de alguém. Maquinamos a melhor forma de agredir, de atacar, de ferir esse alguém. Não nos importamos se caluniamos, se mentimos. O nosso objetivo é o de destruir o outro.
Então, qual é a diferença de um exército que lança bombas sobre outro?
A diferença é que há um momento em que essas coisas partem de nós fisicamente e há outros momentos em que essas coisas são mentais. Os torpedos mentais que enviamos, infelicitando a tanta gente.
É muito comum que nós, no mundo, não estejamos acostumados a viver em paz uns com os outros. Seja pela inveja que nos faz provocar o vizinho, seja pelo orgulho, quando desejamos ser o centro do Universo, o centro das coisas.
É por isso que as guerras são formadas. Não somente os governantes contribuem para as guerras, mas cada indivíduo que não vive a sua vigilância ética, moral, espiritual. Cada um de nós que se dá o direito de avançar sobre as coisas dos outros, sobre o direito dos outros, sobre a vida alheia. As guerras são o corolário das nossas próprias realizações.