O Racionalismo Cristão foi codificado por Luiz de Mattos em 1910, ano de fundação da Filosofia
O Racionalismo Cristão é um conjunto de ensinamentos espiritualistas completo, porque transmite ao ser humano o conhecimento de si mesmo, sendo capaz de mostrar-lhe o que há de mais importante e fundamental – o próprio eu – remoto, presente e futuro, de que dependem a saúde, o bem-estar, a felici
dade, e, com isso, um mundo menos agressivo, menos intolerante, mais justo e compreensivo. Hoje, como no passado, os que estudam os problemas e os conflitos humanos sabem que a educação espiritual poderá fazer de cada pessoa um ser pacífico e honrado. Para isso, entretanto, há necessidade de apagar do senso comum o irrealismo em que vivem muitas delas. É indispensável que se desfaçam das ideias e dos ensinamentos inexatos sobre a existência, que tanta confusão têm produzido naquelas que buscam o entendimento dos fatos transcendentais da vida. A Força Criadora mantém o Universo regido por leis naturais e imutáveis, às quais estão sujeitos todos os seres, não admitindo assim o Racionalismo Cristão provações, predestinações nem milagres. A Filosofia racionalista cristã ensina que todos os atos de nossa vida decorrem do emprego do livre-arbítrio, faculdade espiritual controlada pelo pensamento, pelo raciocínio e pela vontade. Por isso, conforme pensarmos assim seremos; o que de mal desejarmos ao próximo a nós mesmos estaremos a desejar; e o que de bem fizermos, em nosso benefício redundará, pois seremos aquilo que quisermos ser. Ensina, pois, a não se cultivar sentimentos de ódio, de inveja ou de malquerença. O Racionalismo Cristão, sem outro interesse que não seja o de despertar a humanidade para a realidade da vida, propõe-se a lhe revelar os esclarecimentos de que necessita para alcançar uma condição espiritual mais clara que facilite o seu viver. Os estudiosos do Racionalismo Cristão aprendem a confiar em si mesmos, na sua capacidade espiritual e no poder da vontade para lutar e vencer. Não são, por isso, adoradores, nem pedinchões, nem lamuriosos. Sabem que são grandes os obs- táculos que surgem, a cada passo, no caminho da vida, mas que os poderão vencer com os próprios recursos morais de que dispõem.