Ilê-Ifé Asé Nfondu Omo Òsún

Ilê-Ifé Asé Nfondu Omo Òsún Associação Cultural e Religiosa de Preservação da Cultura Africana Ilê-Ifé Asé N´fondu Omo Òsún.

13/05/2025

É com profundo pesar que recebemos a notícia do falecimento do Babalorixá Beto de Oxóssi, um grande líder espiritual, guia e exemplo de sabedoria para todos. Sua presença iluminada sempre foi fonte de força, orientação e amor para a nossa comunidade. A perda é imensurável, mas sabemos que sua energia, ensinamentos e legado seguirão vivos em nossos corações e nas práticas sagradas que ele tanto dedicou à sua missão.

Que Oxóssi, o caçador, continue a proteger e amparar a todos nós neste momento de dor. Que o Axé de nosso querido Babalorixá seja multiplicado e se transforme em força para cada um de nós, para que possamos seguir honrando sua memória e mantendo viva a sua tradição.

À comunidade da Casa de Santo, nossos mais sinceros sentimentos e preces para que a paz e o co***lo cheguem a todos neste momento de luto.

Axé, Babalorixá Beto de Oxóssi, que seu espírito continue a guiar sua a casa de Odé.

06/01/2023
27/09/2022
12/02/2021

Sou iniciado em CANDOMBLÉ, religião de matriz africana, mas brasileira por excelência!
Aqui não tem mistura com esses papos de tradição! Tradicional é quem respeita sua matriz, valoriza e segue o AXÉ q recebeu.
SANTO não atravessou o Atlântico à toa!
Veio porque acompanhou seus filhos no momento de provação maior de FÉ: a escravidão.
Então, esses mesmos agbás que vieram, organizaram uma RELIGIÃO, um culto pros seguidores daqui, a duras p***s... E o SANTO aceitou e responde ha séculos. Não sou eu q vou mudar!
O que foi adaptado e chegou até MIM, de um jeito autossuficiente, eu recebo e aceito com muito orgulho.
Quem tiver de entender q entenda...
SANTO aqui mora em sopeira de porcelana, sim! SANTO aqui conhece e aceita azeite de oliva, sim! SANTO aqui conhece e aceita vinho moscatel, sim!
Não tem esse papo de bebida destilada (gin), não! Exu aqui aceita cachaça, sim! SANTO manda seus recados nos búzios, sim! Eu sigo o que aprendi com meu pai, sim! A matriz ainda faz o que os antigos estipularam, sim! Eu sigo o AXÉ que me deram, sim! Eu sou de CANDOMBLÉ, sou brasileiro, meu AXÉ é com x, sim! Eu ponho cerveja no pé de Ogun, sim! Meus bichos são calçados, sim! Iyagba usa baiana e camisu, sim!
Essa mistura banalizada na internet não me serve! Meu CANDOMBLÉ é na oralidade, aprendido na cozinha, fazendo, praticando, ouvindo os antigos abaixado, tomando a bênção, respeitando a hierarquia, tomando baixa, perdendo noites, sorrindo, chorando... Nunca tive uma apostila, nem um caderninho... Aqui é tudo na cabeça! Meu SANTO entende muito bem o meu português, sim! Me responde. Faz milagres na minha VIDA e na de quem tem fé, sim!
Sou do obi e do orogbo! Sou do wagi, do ekodide!
Não é qualquer bobagem que me convence...
Se o SANTO chegou até mim desse modelo, não sou eu que vou fazer diferente! Eu aceito! E amo como o recebi. Tenho cuidado nestes 48 anos de iniciado e tem dado certo. Estou vivo, sadio e FELIZ. Tenho um teto sobre minha CABEÇA e comida em minha mesa. E a cada dia tenho mais AMOR e FÉ!
Esse papo de africanizar pra mim não dá! Eu sou brasileiro, do CANDOMBLÉ e sou FELIZ!
Respeitarei sempre a origem, o continente de onde partiram até chegar a MIM. Mas eles não vieram pro Brasil à toa, como disse...
E se forem prestar bem atenção, são mais bem cultuados e respeitados aqui do que na própria TERRA de origem. O q eles tem feito por lá é vergonhoso. Banalizaram Ifá, banalizaram Egungun e estão banalizando ORIXA... Tipo pagou, levou. Estão banalizando geral. Vendem até títulos falsos. Nada disso me seduz! Sou FELIZ e realizado como estou. Amo meu CANDOMBLÉ brasileiro! Aqui eu sou FELIZ!

(texto compartilhado, porem muito bem compilado, feito mudanças na data de iniciação para nosso tempo.)

10/01/2021
04/08/2020

SABEJÉ.

Rito de muita responsabilidade.

O Sabejé é um ritual que começa no primeiro dia de Agosto, saindo ás ruas com o balaio de pipocas onde as pessoas vão colocando dinheiro em troca de um punhado de pipocas, onde é feito pedidos para a saúde e a prosperidade na vida dessas pessoas. Este ritual era feito, e em algumas casas até os dias atuais ainda o é, para o início das festividades do Olubajé.

Antes do Olubajé, era preciso “pedir esmola” em nome do orixá. É como um "preceito", uma prova de amor e humildade, uma prova de respeito e submissão. Pois acreditamos que além de ser o orisá das doenças também é o orisá das curas e dos desvalidos, e para conseguirmos este axé, bençãos, devemos mostrar nosso amor.

Para isso, eram preparados três tabuleiros:

- O primeiro com um assentamento muito bem arrumado de Obaluayê, que seria carregado por uma yawô com mais de três anos de feita, ou seja, uma Adosun;

- O segundo com pipocas;

- E o terceiro com guloseimas como cocadas, fubá de amendoim, e castanha, bolinhos, etc.

Tudo pronto, saiam do barracão em uma comitiva sob a supervisão de uma Ekedy ou Ogãn, iam às ruas não só pra esmolar como para trocar pipocas e guloseimas por dinheiro e outros materiais ofertado ao orixá. O dinheiro era depositado no tabuleiro onde estava o assentamento do orixá, que só poderia ser contado no regresso ao barracão.

Está comitiva nos dias que ficavam fora do seu barracão de origem batiam de porta em porta pedindo donativos, abordavam as pessoas nas ruas com muito respeito, e agradeciam sempre a atenção a eles dispensada, com a palavra:

“OLÓRUN SAN ” (Deus lhe pague).

Àse o ! à nossa ancestralidade e as nossas tradições!

Que elas nunca se acabem.

Um iniciante do candomblé perguntou sua zeladora.Mãe existe ex candomblecista?.. ou uma vez iniciado será sempre do cand...
21/07/2020

Um iniciante do candomblé perguntou sua zeladora.
Mãe existe ex candomblecista?.. ou uma vez iniciado será sempre do candomblé?.. E ela disse..
Filho existe até ser humano que está no terreiro porém não tem essência de candomblecista..
E ele perguntou, como assim mãe?...e ela continuou..
Filho na casa temos 30 filhos, e ap***s 10 seria justo dizer que é do candomblé, os demais podem dizer que ap***s são iniciados, esses 10 podem honrar a minha casa dizendo tudo o que aprende aqui dentro, dizer o que é uma rotina no terreiro, pode dizer a um desconhecido ou até mesmo para a família um pouco sobre o Candomblé, já os demais vai explicar o que? Se não aprendeu a rezar, não aprendeu a fazer o prato pro santo, se não sabe identificar os banhos ? E isso não foi por falta de ensinamento, pois a casa está aqui, eu estou aqui disposta a ajudar e ensinar, Porém muitos só podem dizer que são ap***s iniciados, ou seja não vai saber falar nada além disso, falar que ficou em um quarto sendo cuidado espiritualmente, só isso? Isso não é o suficiente para o candomblecista, ele tem saber um pouco mais a cada dia e a cada ano. Mais para muitos ser do candomblé é ap***s receber a navalha no Ori .. fazem o santo e escolhe quando pode ir na casa de santo e olhe lá pois alguns me procuram por telefone, como se eu fosse resolve as coisas virtualmente, mais se esquecem de vir olhar a quartinha, esquecem de vim deixar uma vela, esquecem de vir se deitar diante o santo , fechar os olhos e sentir a sintonia com seu protetor.. Então meu filho sim existe ex candomblecista sim, e muitos deles estão junto de nós pois foi do candomblé ap***s no período do recolhimento, e saindo de lá esquecem de suas obrigações, alguns deles ainda cobram do próprio santo o porque a vida não está caminhando. Mais vai de cada um, pois quem não rega suas plantas não terá frutos a colher ...

21/03/2020

Novamente nosso axé de origem (Viva Deus) Cachoeira- Bahia, sente a dor da perda com o falecimento nossa irmã Lucimary Teixeira que Obaluaie lhe de caminhos para encontrar nossos ancestrais.

Endereço

Rua Aureliano Henrique Brotto, 254/JD. Arujá
Arujá, SP
07407-340

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