01/05/2026
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Você pode experienciar o final do mês de forma automática ou como um ritual. Você escolhe como vive cada dia, atribuindo significado e poder ao término de um ciclo, a uma mudança de lua... Muitos vão dizer que é bobagem, mas o importante é o que você pensa. Na teoria, cada um devia se guiar pela sua própria cabeça.
Feliz de quem aproveita as oportunidades com sabedoria, sabendo transformar algo aparentemente banal em um divisor de águas. Há quem espere pela virada de ano, mas despreze as viradas de mês. Por que não ritualizar? Por que não acender uma fogueira, mesmo que imaginária, e queimar o que não quer levar adiante?
Na última noite do mês, varra, de forma simbólica, da sua casa, do seu corpo e da sua vida o que não merece ficar. E muita atenção ao que está escondido debaixo do tapete, esquecido sob o armário, no cantinho atrás da porta, disfarçado de coisa boa. Não espere para colocar na lixeira amanhã ou depois o que já é lixo hoje.
Não leve para o próximo mês o que já cumpriu o seu papel, o que não combina mais com você, o que se quebrou. Em vez de tentar consertar o que não tem conserto, abra espaço para a renovação. É inútil adiar despedidas. Exerça o seu direito de virar a página. Se não quer problemas, não leve para maio o que pertence a abril.
Para seguir florescendo, a roseira derruba as flores secas. Não carregue o que só atrapalha o seu progresso. Encare o final de um mês como uma pequena morte, dando adeus ao que já deu o que tinha para dar e também ao que ficou só na promessa; e assim, renasça mais forte, livre e confiante para viver o novo ciclo.
Dan Ashram
Inspirado por Rosa Caveira