02/02/2024
A polêmica do sinal de Dorama
Quais destes três sinais é o pior a serem feitos?
(1) O sinal de legal, que é o do polegar pra cima. 👍🏽
O primeiro registro do sinal como algo positivo vem de 1917, no livro “Over The Top”, de Arthur Guy Empey. A obra conta as experiências de um americano que serviu no exército britânico na Primeira Guerra Mundial. Neste caso, o joinha é descrito como uma sinalização aos colegas para comunicar que estava tudo bem.
Algumas das primeiras referências ao sinal com polegar para o alto vêm da Roma Antiga; se você já assistiu a Gladiador (2000), sabe que a direção apontada pelo dedo decidiria o destino dos combatentes da arena. Só que o filme erra nessas cenas.
Na realidade, o joinha que conhecemos hoje como um sinal positivo manifestava desaprovação na época – e era o que condenava à morte os gladiadores que perdiam seus combates. O oposto dele, de aprovação, também não era um joinha para baixo, e sim um punho fechado, com o dedão dobrado por cima. Em latim, esse gesto favorável era chamado de pollices premere, algo como “pressione os polegares”. Já o sinal de condenação era o pollice verso (“polegar virado”).
(2) O sinal de ok 👌🏽
Houve inúmeras tentativas de explicar o surgimento dessa expressão, que parece ter se tornado popular nos Estados Unidos em meados do século XIX. Acredita-se que sua origem deu-se a partir das evidências linguísticas e históricas com raízes em vários lugares, como por exemplo na expressão escocesa och aye, do grego ola kala (“é bom”), do oke; ou no okeh indiano Choctaw (“é assim”); no francês aux Cayes (‘de Cayes’, um porto no Haiti com uma reputação de bom rum); no au quai (‘para o cais’ no francês), ou ainda as iniciais de um agente de frete ferroviário chamado Obediah Kelly, que supostamente as escreveu em documentos verificados por ele.
Uma explicação mais provável é que o termo se originou como uma abreviatura de orl korrekt, um erro ortográfico de “tudo correto” que era comum nos Estados Unidos na década de 1830.
No Budismo, Hinduísmo e Jainismo são utilizados gestos simbólicos conhecidos como Mudras. Eles são empregados em práticas espirituais, como no Yoga, o qual utiliza o corpo, os dedos e as mãos, para entrar em contato com o eu interior e o divino.
No Japão, quando utilizado com o dorso da mão voltado para baixo e o círculo virado para a frente, significa dinheiro; e na França significa zero. Na Austrália e em Portugal, pode significar tudo bem ou zero.
No mundo árabe, este sinal é usado como um gesto ameaçador, como ao dizer: "Você verá".
Esse sinal representa uma expressão vulgar para a prática da homossexualidade masculina ou sodomia heterossexual em vários países sul-americanos.
Em Setembro de 2019 a ADL mudou a sua posição, acrescentando o gesto OK à sua base de dados "Hate on Display". Segundo a ADL, até 2019 alguns supremacistas brancos tinham começado a usar o símbolo OK "como uma expressão sincera da supremacia branca", e muitos supremacistas brancos reconheceram o uso do símbolo como um gesto de "poder branco".
(3) O sinal do coração de dorama 🫰🏽
A origem exata do “coração de dorama” é incerta. Alguns artistas do K-Pop alegam que fazem esse gesto desde crianças, enquanto outros indicam que se popularizou em torno dos anos 2000 a 2010. Celebridades como Kim Hye Soo e G-Dragon foram mencionadas em discussões sobre a popularização do gesto. O gesto também é parte da cultura Aegyo, equivalente à cultura Kawaii do Japão, usada para demonstrar afeto e carinho.
A expressão “Coração de Dorama”, mais conhecido como “coração com os dedos” ou “Finger Heart” em inglês, refere-se a gesto popular originário da Coreia, feito ao juntar o polegar e o dedo indicador para formar um pequeno coração. Em coreano, esse gesto é chamado de 손가락 하트 (seon garak hateu), que significa literalmente “coração de dedos”. Esse gesto é uma demonstração de amor e carinho.
Embora seja um gesto adorável e representativo de amor na Coreia, o mesmo gesto pode ter significados diferentes em outros contextos culturais. Por exemplo, no Brasil, um gesto similar é frequentemente associado a dinheiro.
Existem rumores de que na língua de sinais coreana, esse gesto pode ter outros significados, como “calcinha” ou “mamilos”, dependendo de como é feito.
Importante dizer que o gesto não está relacionado ao gênero de uma pessoa e sim a uma cultura de um país dando o gesto é oriundo.
Matif Anderson Ribamar