05/07/2026
O místico não pede uma coisa completa, acabada, e sim a iluminação pela qual ela possa ser materializada através dos seus esforços; ou, se seu desejo por uma determinada coisa não for correto, pede que o desejo seja eliminado.
Conhecendo a limitação do seu próprio eu objetivo, o místico pede que, se não for possível mostrar-lhe como satisfazer a necessidade, que lhe mostrem como livrar-se do falso desejo que o faz considerá-lo necessário. Assim, o místico prova que não insiste na infalibilidade dos seus propósitos. Indica igualmente que deseja estar certo de que não está causando injustiça a nutrem pelos desejos manifestados, ao pedir algo que não deveria solicitar. O místico percebe que, com compreensão adequada, muitas das coisas pelas quais agora oramos, perderiam sua importância para nós e se mostrariam insignificantes e indignas de um apelo a Deus. Muitas das coisas com as quais nos atormentamos e consideramos tão essenciais ao nosso bem-estar são assim consideradas porque não foram analisadas à luz do seu aspecto mais amplo, isto é, em sua relação com todo o plano Cósmico.
O místico, ao suplicar ao Cósmico, volta sua consciência para dentro, em lugar de dirigir seu apelo a uma entidade ou poder externo distante. O místico percebe que o Cósmico está nele. Não está apenas nas vastidões do espaço. Sabe,
além disso, que sua Alma responderá à sua súplica. A Alma é do Cósmico e o guiará para a auto-ação. Para o místico, a oração é, na realidade, uma consulta entre os dois eus do homem. É um apelo da mente mortal à mente imortal do eu interior.