Conforme o costume daquele tempo, quando acordos políticos entre as nações se consolidavam através de casamentos, Isabel fora prometida em casamento para o filho do Duque da Turíngia, Ludovico. Aos 14 anos, a pequena Isabel, casa-se com Ludovico, que tinha 20 anos, tornando-se a Duquesa da Turíngia. Embora tivesse sido um casamento decidido pelos pais, foi um matrimônio de intenso amor e feliz uni
ão. O jovem casal soube entrosar, na vivência conjugal do dia a dia, a ascese cristã e a felicidade humana, o diadema real e a auréola da santidade. A simplicidade e o despojamento da jovem duquesa despertou a antipatia e o desprezo da sogra e da cunhada. Ludovico, um marido muito apaixonado e influenciado pela esposa, decidiu colocar no Brasão e no Estandarte Real todo o programa de vida do casal: “Piedade, Pureza, Justiça”. A jovem Duquesa costumava dizer: “Se eu amo de tal modo uma criatura mortal, como deveria amar ao meu Senhor Imortal, dono da minha alma?”. Aos 15 anos teve seu primeiro filho e em seguida vieram mais duas filhas. Isabel passou à história como sendo nobre e, ao mesmo tempo, como alguém que viveu um completo desapego das coisas e de si mesma. A todos acolhia sem distinção, pobres, mendigos, leprosos, coxos, etc., encontravam na jovem duquesa o amparo e o co***lo. Na Semana Santa, exatamente na Quinta-Feira Santa, costumava reunir os leprosos e, como São Francisco, beijava-lhes os pés em sinal de humildade e carinho; dedicava-se com piedade, em atender aos pobres moribundos, largados nas ruas e vielas da miséria. O episódio mais conhecido é, sem dúvida, o das rosas. Acusada de esbanjamento dos bens da família com os pobres, num determinado dia, à saída do palácio, levava alimentos para os pobres, quando foi abordada pelo marido e pela sogra com a seguinte interrogação: “O que você está levando?”, perguntou-lhe o esposo. Isabel, sem hesitação, respondeu: “Rosas!”, sem lembrar-se de que era pleno inverno e, ao abrir a sacola... eis que apareceram efetivamente rosas coloridas e perfumadas! Certamente, este episódio que se refere à vida de Santa Isabel da Hungria, que atravessou os séculos, nos faz entrever que qualquer gesto de atenção ao próximo, como aconteceu na vida da santa, é transformado em algo significativo e bonito aos olhos de Deus! O Duque Ludovico, ao incorporar-se à Quinta Cruzada, promovida pelo Papa, acabou falecendo. Isabel tinha 20 anos quando ficou viúva. Com a morte do marido, começou para Isabel um calvário de sofrimentos e, ao mesmo tempo, de heroísmo. Os parentes do marido, achando que ela estava esbanjando os bens da família com a ajuda que prestava aos necessitados, a expulsaram da corte. Com seus três filhinhos, e mais as ajudantes, ela se refugiou num convento de Marburgo: lá, tomou o hábito da Ordem Terceira de São Francisco. Dedicava-se a uma intensa vida de oração e, ao mesmo tempo, com a indenização recebida pelos bens que lhe haviam injustamente retirado, servia, ela mesma, aos pobres e aos doentes. Conseguiu construir até um hospital para os abandonados. Isabel, o Anjo Nobre da Caridade, veio a falecer com apenas 24 anos, no ano de 1231. Santa Isabel certa vez falou: “Sempre temos os dois olhos para olhar os pobres com compaixão, dois ouvidos para escutá-los, uma língua para confortá-los, duas mãos para ajudá-los e um coração para amá-los”. Santa Isabel da Hungria é Padroeira da Ordem Franciscana Secular.