Igreja Batista Reformada da Graça - IBRG - Aral Moreira/MS

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Você já ficou em silêncio não porque não tinha o que dizer, mas porque teve medo do que as pessoas pensariam?Vivemos dia...
09/08/2026

Você já ficou em silêncio não porque não tinha o que dizer, mas porque teve medo do que as pessoas pensariam?

Vivemos diante de uma plateia invisível: família, amigos e sociedade. Para receber sua aprovação, muitos escondem a fé e adaptam as palavras de Cristo. Mas essa plateia passará. Suas vozes se calarão, e o julgamento final pertencerá ao Filho do Homem.

Aquele que voltará em glória como Juiz ainda é anunciado hoje como Salvador. Cristo suportou a vergonha da cruz, morreu por pecadores e ressuscitou para conceder perdão e vida eterna a todos os que se arrependem e creem nele.

No Culto Evangelístico de hoje, ouviremos a mensagem:

“Quando a Plateia se Calar”
📖 Marcos 8:38
🕖 Hoje, às 19h
📍 Rua 19 de Novembro, n. 49

Venha com sua família. Não viva para a aprovação de uma geração que está passando. Conheça aquele cujo Reino jamais passará.

QUANTO VALE A SUA ALMA?Você sabe exatamente o preço que precisou pagar para alcançar seus objetivos neste mundo: sua cas...
02/08/2026

QUANTO VALE A SUA ALMA?

Você sabe exatamente o preço que precisou pagar para alcançar seus objetivos neste mundo: sua casa, seu trabalho e tudo aquilo que conquistou com esforço ao longo da vida. Mas já parou, de verdade, para refletir sobre o valor da sua alma? Quanto ela vale? E será que existe algo neste mundo capaz de pagar o seu verdadeiro valor, a ponto de não a perder?

Quando Jesus chama alguém para segui-lo, Ele não está falando de um compromisso de fim de semana ou de momentos ocasionais. Ele fala de uma entrega total: “negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. E, para que ninguém subestime o que está em jogo, Ele usa uma linguagem que todos compreendem — a do valor, da troca, do preço e do que realmente tem peso na eternidade. Ele nos leva a refletir sobre o que estamos dispostos a perder ou ganhar, mostrando que a alma não é algo comum, mas algo de valor tão alto que não pode ser comparado a nada deste mundo.

É como se Jesus estivesse perguntando: “De que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
Ou ainda: “O que alguém poderia oferecer em troca dela?”

A resposta é simples e dura: nada. Não existe dinheiro, conquista ou status que pague aquilo que foi feito para a eternidade. E é justamente aí que o evangelho se torna tão profundo: o preço que ninguém poderia pagar, Cristo pagou com a própria vida.

No Culto Evangelístico de hoje, vamos refletir sobre essa verdade na mensagem “Quanto Vale a Sua Alma?”. Também celebraremos a Santa Ceia e, ao final, teremos um momento especial de comunhão.

Participe!

01/08/2026
É possível admirar Jesus e, ainda assim, não segui-lo verdadeiramente.Cristo não chamou admiradores, mas discípulos: pes...
26/07/2026

É possível admirar Jesus e, ainda assim, não segui-lo verdadeiramente.

Cristo não chamou admiradores, mas discípulos: pessoas que, alcançadas pela graça, negam a si mesmas, tomam a sua cruz e o seguem.

No culto evangelístico de hoje, continuaremos nossa exposição do Evangelho de Marcos com a mensagem:

O DISCÍPULO SEM CRUZ
📖 Marcos 8:34–38

Venha ouvir o evangelho e descobrir por que ganhar o mundo inteiro jamais compensará perder a alma.

Série: Boas Novas1. O EVANGELHO COMEÇA EM DEUS: DEUS É AMOR“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus env...
20/07/2026

Série: Boas Novas
1. O EVANGELHO COMEÇA EM DEUS: DEUS É AMOR

“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.”
1 João 4:9

Quando falamos sobre o evangelho, é comum começar pelo ser humano: suas dores, necessidades, medos, culpas e buscas por sentido. Muitas pessoas enxergam o evangelho principalmente como uma resposta para seus problemas pessoais: encontrar paz, receber perdão, superar sofrimentos ou ter esperança diante das dificuldades da vida. Há também a compreensão de que algo precisa ser feito para que o destino após a morte não seja a condenação eterna, mas o lugar de paz e descanso que a Bíblia chama de céu.

Tudo isso é importante, mas o evangelho não começa em nós e nem se reduz às nossas necessidades como seu propósito central.

O evangelho não é, em primeiro lugar, uma mensagem sobre como Deus pode melhorar a nossa vida. Ele é a revelação de quem Deus é e do que Ele fez para salvar pecadores e glorificar o seu santo nome na história da redenção. Antes de falarmos sobre a nossa necessidade de salvação, precisamos conhecer o Deus que salva.

Por isso, esta série começa com a pergunta fundamental: quem é Deus?

A apresentação do evangelho bíblico deve começar em Deus, porque tudo procede dele. O pecado é uma ofensa contra o seu caráter, a salvação revela a sua graça, e a fé nos conduz de volta à comunhão com Ele.

Antes de falarmos sobre pecado, arrependimento, fé e salvação, precisamos olhar para o próprio Deus. E a Bíblia nos revela muitas coisas sobre o caráter de Deus. Uma delas é que: "Deus é amor".

Mas o amor de Deus não é mero sentimentalismo, fraqueza ou uma simples tolerância com tudo o que fazemos. O amor de Deus está ligado à essência do seu próprio ser: "Deus é amor". Isso significa que o amor não é apenas algo que Deus demonstra; ele faz parte de quem Deus é.

Entretanto, é preciso observar que o amor de Deus não entra em conflito com outros de seus atributos, como santidade, justiça e verdade. O amor de Deus é santo, justo, verdadeiro, infinito, sacrificial e salvador. Ele não fecha os olhos para o pecado, mas também não abandona a humanidade em sua condição de pecado e condenação.

João não diz apenas que Deus possui amor ou que Deus demonstra amor em alguns momentos. Ele afirma que "Deus é amor". E esse amor foi revelado de maneira concreta na história.

João escreve: “Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco...”

O amor de Deus não ficou escondido ou limitado a uma declaração. Ele foi "manifestado". Deus tornou seu amor visível, real e acessível.

Como? “Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo.”

O amor de Deus não é uma ideia abstrata. Ele tem nome: Jesus Cristo.

A maior demonstração do amor de Deus foi enviar seu Filho ao mundo para morrer por pecadores maus, ingratos e rebeldes. Na cruz, Deus revelou a profundidade do seu amor ao oferecer Cristo como Salvador daqueles que nada poderiam fazer para salvar a si mesmos.

Deus não nos amou porque éramos bons, merecedores ou espiritualmente atraentes. Ele nos amou quando estávamos mortos em nossos pecados, separados dele, incapazes de produzir qualquer justiça própria que pudesse nos recomendar diante do céu.

Por isso, o amor de Deus não deve ser confundido com uma simples aprovação da nossa vida como ela está. Deus odeia o pecado que destrói pecadores. Seu amor não nos deixa nas trevas; ele envia luz. Não nos deixa presos à culpa; ele envia o Salvador. Não nos deixa mortos espiritualmente; ele nos dá vida por meio de Cristo.

O texto continua dizendo: “...para que por ele vivamos.”

Isso significa que o amor de Deus não veio apenas para melhorar nossas circunstâncias ou proporcionar uma sensação de bem-estar. Ele veio para nos dar vida verdadeira: vida espiritual, vida reconciliada com Deus, vida que nasce da obra de Cristo, o Filho enviado pelo Pai.

O evangelho nos mostra que Deus não esperou que o homem encontrasse o caminho até Ele. Deus tomou a iniciativa e veio ao encontro de pecadores por meio de seu Filho.

E essa é a grande notícia do evangelho: o mesmo Deus que é perfeitamente santo e justo também é cheio de amor e misericórdia. Ele oferece salvação não por causa do nosso merecimento, mas por causa da sua graça revelada em Jesus Cristo.

Talvez você tenha uma visão equivocada sobre Deus. Talvez pense que Ele é distante, indiferente ou apenas um juiz severo. Mas olhe para Cristo. Na vinda de Jesus ao mundo, Deus revelou seu amor de forma gloriosa.

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Romanos 5:8

O amor de Deus nos conduz à cruz. Nela, vemos a gravidade do pecado e a grandeza do amor de Deus. Ali, Cristo morreu no lugar de pecadores, para que todos os que se arrependem e creem nele recebam perdão, reconciliação e vida eterna.

Portanto, não trate o amor de Deus como algo comum. Não transforme esse amor em uma desculpa para permanecer distante dele, acreditando que na rebelião contra Ele encontrará alívio para o peso do pecado que o oprime dia após dia. O amor de Deus é um chamado para voltar-se a Cristo.

Deus não está oferecendo uma religião vazia. Ele está anunciando salvação por meio de seu Filho.

Arrependa-se dos seus pecados.
Creia em Jesus Cristo.
Receba a vida que somente o Filho de Deus pode dar.

O evangelho começa em Deus.
E esse Deus é amor.

André Queiroz

O REI ETERNO QUE ESTÁ VOLTANDO“E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.”Apoc...
17/07/2026

O REI ETERNO QUE ESTÁ VOLTANDO

“E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.”
Apocalipse 19:16

A visão de Cristo como Rei dos reis nos apresenta a majestade daquele que governa sobre todas as coisas. Em Apocalipse 19:11-16, João contempla Cristo vindo em glória como o Guerreiro divino e Rei vitorioso. Essa passagem é uma gloriosa representação da segunda vinda de Cristo e da manifestação final de sua vitória sobre todos os poderes que se levantam contra Deus. Ela não descreve apenas um governo futuro, mas revela a soberania absoluta de Cristo sobre a história, a igreja e as nações.

Ele é descrito como Fiel e Verdadeiro (v. 11). Cristo é fiel porque todas as promessas de Deus encontram nele seu cumprimento. Ele é verdadeiro porque sua natureza, seus juízos e suas palavras são perfeitamente justos. Toda a criação e a história apontam para Ele. Diferente dos governantes humanos, que frequentemente julgam segundo aparências, interesses ou corrupção, Cristo julga e peleja com justiça (v. 11). Seu governo não é marcado por erro ou parcialidade, mas pela perfeita retidão do Rei divino.

Seus olhos são como chama de fogo (v. 12). Essa imagem aponta para sua onisciência e para sua capacidade de discernir todas as coisas. Nada está oculto diante dele. Ele conhece os corações, vê as intenções e manifesta aquilo que está escondido. O Rei que virá julgar o mundo não será enganado por aparências, pois seu julgamento é perfeito e santo.

Sobre sua cabeça há muitos diademas (v. 12), indicando sua autoridade suprema e universal. Essa imagem aponta para o senhorio absoluto de Cristo sobre todos os poderes e reinos. Ele não é apenas um rei entre outros reis; Ele é o soberano diante de quem todos os governantes e nações prestarão contas. Toda autoridade pertence a Ele.

Sua veste é descrita como tingida em sangue (v. 13). Essa imagem tem sido interpretada de diferentes formas, mas no contexto de Apocalipse 19 ela está ligada à vitória do Messias sobre seus inimigos e ao juízo que Ele executará contra a rebelião humana. Ele mesmo pisa o lagar (tanque ou recipiente onde as uvas eram colocadas e esmagadas com os pés para produzir o vinho) da ira de Deus. Ao mesmo tempo, ela nos lembra que esse Rei vitorioso é o mesmo Cordeiro que derramou seu sangue para redimir seu povo. O Cristo que voltará em juízo é aquele que primeiro veio em humildade para salvar pecadores.

Seu nome é o Verbo de Deus (v. 13). Essa expressão conecta Cristo à revelação plena de Deus, como também vemos em João 1:1-14. Ele não apenas transmite a Palavra de Deus; Ele é a própria Palavra encarnada. Pela sua boca sai uma espada afiada (v. 15), simbolizando o poder eficaz da sua Palavra e o juízo que será executado por sua autoridade. As nações serão julgadas não pelos padrões humanos, mas pela verdade daquele que é Senhor de todos.

Essa visão deve produzir temor, esperança e compromisso missionário.

Temor, porque Cristo virá julgar com justiça. Nenhuma pessoa, povo ou nação estará fora do alcance do seu governo. A rebelião contra Deus não permanecerá para sempre, pois o Rei dos reis triunfará sobre todos os seus inimigos (vv. 15-16).

Esperança, porque o mal não terá a palavra final. A perseguição contra a igreja, a violência, a idolatria, a mentira e toda injustiça serão definitivamente vencidas quando Cristo manifestar plenamente seu reino. A vitória pertence ao Cordeiro que reina.

Também encontramos encorajamento ao observar os exércitos celestiais que seguem Cristo (v. 14). João vê os cavaleiros vestidos de linho fino, branco e puro, acompanhando o Rei dos reis. Essa imagem se conecta com a descrição da noiva do Cordeiro, que recebeu vestes de justiça (v. 8), indicando que aqueles que pertencem a Cristo participam da sua vitória. Os cavaleiros representam os salvos. A igreja não estará derrotada diante do avanço do mal, mas será conduzida pelo próprio Cristo no dia da sua manifestação gloriosa. Aqueles que hoje servem ao Senhor em meio às lutas e anunciam o evangelho entre as nações participarão da vitória final do seu Rei.

Compromisso missionário, porque a certeza da volta de Cristo não conduz a uma igreja passiva, mas a uma igreja que anuncia o evangelho enquanto aguarda a consumação do reino. O mesmo Cristo que virá como Juiz é aquele que hoje chama pecadores ao arrependimento e à fé. A missão da igreja é proclamar entre as nações que Jesus Cristo é o Rei dos reis.

Missões não é apenas uma atividade da igreja; é a proclamação do senhorio de Cristo sobre todas as coisas. Ele não é uma opção religiosa entre muitas. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores (v. 16). O mundo precisa ouvir que há salvação em Cristo, perdão por meio de sua obra redentora e esperança para todos aqueles que se arrependem e creem.

Por isso, a igreja não pode permanecer indiferente diante da missão de anunciar o evangelho. Em uma realidade onde muitos corações se tornam frios diante de Cristo, onde sua voz é desprezada e onde são poucos os que verdadeiramente respondem ao chamado do evangelho com arrependimento e fé, a igreja é chamada a permanecer fiel e perseverante. A história caminha para a manifestação final da glória de Cristo. Cada pessoa, cada família e cada nação estará diante daquele que é chamado de Fiel e Verdadeiro (v. 11). A certeza do juízo futuro deve fortalecer a urgência da evangelização no presente.

O Rei dos reis está voltando.

Enquanto esse dia não chega, anunciemos o evangelho. Oremos pelas nações. Sustentemos a obra missionária. Falemos de Cristo aos nossos familiares, vizinhos e amigos. Proclamemos que o Salvador ainda recebe pecadores e que o Rei justo virá para julgar e reinar com perfeita justiça.

A pergunta não é se Cristo reinará. Ele já reina, pois toda autoridade lhe foi dada (Mt. 28:18), e manifestará plenamente seu domínio no dia de sua volta.

A pergunta é: estaremos entre aqueles que se rendem a Ele com arrependimento e fé, ou entre aqueles que permanecem em rebelião contra seu senhorio até o dia do juízo?

Hoje é tempo de graça. Hoje é tempo de arrependimento. Hoje é tempo de anunciar ao mundo:

Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Oração:
Senhor Jesus Cristo, Rei dos reis e Senhor dos senhores, dá-nos temor diante da tua majestade, esperança diante da tua vitória e fidelidade para anunciar o teu evangelho entre as nações. Que não sejamos uma igreja acomodada, mas um povo comprometido com tua missão até a tua volta. Salva pecadores, fortalece tua igreja e faz teu nome conhecido em toda a terra. Amém.

André Queiroz

PERDOADOS PARA PERDOAR“Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outr...
16/07/2026

PERDOADOS PARA PERDOAR

“Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”
Colossenses 3:13

A família é um dos lugares onde mais precisamos aprender a viver o evangelho. É fácil falar sobre graça, perdão, paciência e amor na teoria. Mas é dentro de casa, na rotina comum, nas pequenas irritações, nas palavras impensadas, nas diferenças de temperamento e nos conflitos do dia a dia, que descobrimos o quanto realmente precisamos da graça de Deus.

Colossenses 3:13 foi escrito para pessoas que pertencem a Cristo e agora são chamadas a viver uma nova vida. No contexto, Paulo fala sobre revestir-se de misericórdia, benignidade, humildade, mansidão e longanimidade. Ou seja, a vida cristã não é apenas abandonar pecados visíveis, mas aprender a vestir o caráter de Cristo nos relacionamentos.

Quando o texto diz “suportando-vos uns aos outros”, ele não está ensinando indiferença ou frieza. Está mostrando que a convivência entre pessoas exige o desenvolvimento da arte da paciência. Não existe outro lugar onde essa a arte seja tão requisitada que dentro de casa. Pessoas pecadoras convivendo diariamente precisarão aprender a lidar com fraquezas, limitações e falhas umas das outras.

Quando Paulo diz **“perdoando-vos uns aos outros”**, ele reconhece que a convivência entre pessoas inevitavelmente gera atritos. Pequenas faíscas, quando não são tratadas com sabedoria e graça, podem se transformar em grandes incêndios: rupturas graves, portas batidas com força e até anos de distanciamento.

Existem palavras que ferem, atitudes que decepcionam e pecados que precisam ser tratados com seriedade. Mas note também que o texto deixa claro que não apenas as outras pessoas pecam contra nós; nós também pecamos contra elas. Por isso, o perdão cristão não nasce de uma posição de superioridade ou de sempre se ver como vítima, mas da consciência de que todos nós podemos pecar contra o nosso próximo.

Mas o padrão do perdão cristão não é viver o resto da vida com o orgulho ferido. Não é a vingança. Não é o silêncio ressentido. Não é jogar o erro do outro no rosto a cada discussão, mesmo dizendo que perdoou.

O padrão é Cristo.

“Assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”

Perdoamos porque fomos perdoados. Temos misericórdia porque recebemos misericórdia. Buscamos reconciliação porque Deus nos reconciliou consigo por meio de Jesus Cristo.

Um lar cristão não é uma casa onde ninguém erra. É uma casa onde o pecado é levado a sério, mas a graça também é levada a sério. É um lugar onde se aprende a pedir perdão, confessar falhas, corrigir caminhos, abraçar com sinceridade e recomeçar diante de Deus.

Talvez hoje você precise dar o primeiro passo. Pedir perdão. Perdoar alguém. Chamar sua família para orar. Abrir a Bíblia. Tratar uma ferida antiga. Abandonar o orgulho. Parar de tentar vencer todas as discussões e começar a buscar restauração.

Muitas vezes esperamos que a outra pessoa tome a iniciativa, especialmente quando fomos feridos. Mas o evangelho nos chama a olhar primeiro para a graça que recebemos de Deus. A reconciliação cristã não começa com a pergunta: “O outro merece meu perdão?”, mas com a lembrança: “Eu já fui alcançado pelo perdão de Cristo”.

Jesus ensinou isso na parábola do credor incompassivo, em Mateus 18:23-35. Um homem devia ao seu senhor uma quantia impagável. Sem condições de quitar sua dívida, ele suplicou por misericórdia, e o senhor, movido de compaixão, perdoou completamente aquela dívida. Porém, ao sair dali, esse mesmo homem encontrou um conservo que lhe devia uma pequena quantia e, em vez de demonstrar a mesma misericórdia que havia recebido, exigiu o pagamento e o lançou na prisão.

Ao saber disso, o senhor lhe disse: “Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu igualmente compadecer-te do teu conservo, como eu também me compadeci de ti?” (Mateus 18:32-33).

A grande base para perdoarmos não está na ausência de dor, nem na facilidade da situação, mas na realidade de que fomos perdoados por Deus. Nossas ofensas contra Ele são infinitamente maiores do que qualquer dívida que alguém possa ter conosco. Ainda assim, Deus tomou a iniciativa de nos buscar, nos reconciliar consigo e nos perdoar por meio de Jesus Cristo.

Quem realmente entende a graça recebida em Cristo não pode guardar o perdão apenas para si. Se fui perdoado de uma dívida que jamais poderia pagar, como posso me recusar a oferecer perdão àqueles que me ofendem?

O perdão cristão não ignora a dor, não chama o pecado de algo pequeno e não elimina a necessidade de arrependimento e mudança e as vezes até de se afastar por medida de segurança. Mas ele nos impede de viver presos ao ressentimento, porque nossos olhos estão fixos na misericórdia que recebemos do nosso Senhor.

Que dentro de nossas famílias sejamos pessoas que refletem a graça de Cristo: prontas para pedir perdão, dispostas a perdoar e comprometidas com a restauração. Afinal, quem vive diante do trono da graça aprende também a oferecer graça aos outros.

O evangelho não deve ser apenas uma mensagem que ouvimos no domingo. Ele deve entrar pela porta da nossa casa, sentar-se à nossa mesa e moldar a forma como tratamos aqueles que Deus colocou mais perto de nós.

André Queiroz

O TRONO DA GRAÇA ESTÁ ABERTO“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e...
15/07/2026

O TRONO DA GRAÇA ESTÁ ABERTO

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”
Hebreus 4:16

Há uma grande diferença entre falar sobre Deus e realmente aproximar-se de Deus.

Hebreus 4:16 é um convite para chegar perto do Senhor. Mas esse convite não nasce da ideia de que somos fortes, merecedores ou suficientes. Ele está fundamentado na pessoa e na obra de Jesus Cristo, o nosso grande Sumo Sacerdote.

O contexto desse versículo nos lembra que Cristo conhece profundamente a nossa condição. Ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Ele não é um Salvador distante ou indiferente às nossas lutas. Ele conhece nossas fraquezas e, por isso, podemos nos aproximar de Deus por meio dEle.

A expressão “Cheguemos, pois” aponta para uma conclusão baseada no que foi dito antes: porque temos um Sumo Sacerdote perfeito, podemos nos achegar. A nossa confiança não está em nossa obediência, em nossas obras ou em qualquer mérito pessoal. A nossa esperança está em Cristo, que abriu o caminho para pecadores se aproximarem do Deus santo.

O texto não diz: “torne-se digno e depois venha”. Ele diz: “Cheguemos”. A graça de Deus não é uma recompensa para quem conseguiu vencer sozinho; é o socorro oferecido àqueles que reconhecem sua necessidade.

E o lugar para onde somos chamados é profundamente significativo: o trono da graça.

Um trono fala de autoridade, governo e majestade. Diante de um trono, normalmente pensamos em julgamento e temor. Mas o evangelho nos mostra algo maravilhoso: por causa de Cristo, o trono do Deus santo é apresentado ao seu povo como um lugar onde a graça reina. O Rei continua sendo santo e justo, mas recebe seus filhos não por causa deles mesmos, e sim por causa da obra perfeita de Jesus.

Por isso, podemos chegar com confiança. Essa confiança não é irreverência diante de Deus, nem uma atitude de superioridade. É a segurança humilde de quem sabe que foi aceito pelo Pai através do Filho.

Poucas situações do dia a dia conseguem rivalizar com a ternura do momento em que um filho, depois de fazer uma arte e se machucar, em vez de se esconder, corre para os braços do seu pai. Mesmo sabendo que fez algo errado e sofrendo as consequências, ele sabe que seu pai o ama e, por isso, se aproxima com confiança. Assim também nós nos aproximamos de Deus: não escondendo nossos pecados, mas levando-os ao trono da graça.

Nesse trono encontramos:

Misericórdia para a nossa culpa.
Deus não nos trata conforme os nossos pecados, mas nos oferece perdão em Cristo.

Graça para a nossa fraqueza.
O Senhor não apenas perdoa, mas sustenta aqueles que dependem dEle.

Socorro para o tempo oportuno.
Deus sabe o momento certo e permanece presente em nossas aflições.

A oração é a resposta de uma igreja que reconhece sua dependência do Senhor. Nós não oramos porque temos tudo sob controle; oramos porque precisamos de Deus. A oração não é uma tentativa de convencer um Deus distante a nos ouvir, mas o privilégio de nos aproximarmos de um Pai que abriu o caminho por meio de Cristo.

Hoje estaremos reunidos como igreja para nos achegar com confiança perante o Pai, através de Filho e com a ajuda do Espírito Santo.

Venha orar conosco.

MODELADOS PELA GRAÇA“Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renun...
14/07/2026

MODELADOS PELA GRAÇA

“Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piedosamente.”
Tito 2:11-12

A graça de Deus é a manifestação do seu amor por nós. Ela revela que Deus não permaneceu distante, mas veio ao nosso encontro por meio de Jesus Cristo, oferecendo perdão, salvação e um novo relacionamento com Ele.

A graça não é uma recompensa por nossos méritos ou esforços. É um presente de Deus para pessoas que não poderiam salvar a si mesmas. Mas ela não apenas nos livra da condenação; ela também transforma nossa vida.

É por isso que:

A mesma graça que perdoa é a graça que muda.

Muitas vezes, a graça é entendida apenas como uma oportunidade de receber perdão, mas o propósito de Deus vai além. A graça não é uma autorização para continuarmos vivendo da mesma forma. Ela nos ensina a abandonar aquilo que nos afasta de Deus e a viver uma nova realidade em Cristo.

É como um vaso de barro nas mãos de um oleiro. O barro, por si só, não tem forma, beleza ou utilidade definida. Mas, nas mãos do artesão, ele é moldado com cuidado, corrigido e transformado em algo novo. Assim também acontece conosco: a graça de Deus não apenas encontra pessoas quebradas, mas trabalha nelas, moldando o caráter, removendo velhos hábitos pecaminosos e formando a imagem de Cristo em nós.

Paulo afirma que a graça nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas. Isso significa deixar para trás o orgulho, o pecado, os desejos que ocupam o lugar de Deus e os antigos padrões de vida que não refletem a vontade do Senhor.

A graça nos conduz a uma vida diferente: uma vida de equilíbrio, justiça e dedicação a Deus.

Viver de maneira sóbria é aprender a ter domínio próprio, cuidando das nossas escolhas, pensamentos e atitudes. Viver de maneira justa é demonstrar integridade, amor e respeito pelas pessoas ao nosso redor. Viver piedosamente é reconhecer Deus em todas as áreas da vida e buscar honrá-lo diariamente.

A santidade não é uma tentativa de conquistar o amor de Deus. É uma resposta ao amor que já recebemos. Não obedecemos para sermos aceitos por Deus; obedecemos porque fomos alcançados pela sua graça.

A transformação é um processo diário. Deus trabalha em nós continuamente, fortalecendo-nos para vencer tentações, corrigir caminhos, crescer na fé e nos tornar mais parecidos com Cristo. Essa mudança não depende apenas da nossa força de vontade, mas da ação do Espírito Santo em nossa vida.

A verdadeira liberdade também é fruto da graça. Ser livre não significa fazer tudo o que desejamos, mas ser libertos daquilo que nos escraviza para viver de acordo com a vontade de Deus. Cristo não nos chamou para voltar aos antigos caminhos, mas para experimentar uma nova vida.

Que possamos refletir: tenho usado a graça como motivo para mudar ou como desculpa para permanecer igual? Quais áreas da minha vida ainda precisam ser entregues ao Senhor? Minha vida demonstra gratidão pelo amor que recebi?

A graça de Deus nos encontra quando estamos perdidos, nos sustenta quando estamos fracos e nos ensina a viver de uma maneira que glorifica o seu nome.

O evangelho não anuncia apenas que Deus perdoa pecadores, mas que Ele transforma pecadores.

Que todos os dias possamos depender do Senhor, confiando que aquele que começou a boa obra em nós é fiel para completá-la.

Oração:
Senhor, obrigado pela tua graça que me alcançou sem que eu merecesse. Obrigado porque não apenas perdoas meus pecados, mas também transformas meu coração. Ajuda-me a viver de maneira que honre o teu nome, fortalecendo-me contra o pecado e ensinando-me a seguir a tua vontade. Que minha vida seja uma resposta de gratidão pelo teu amor e pela tua misericórdia. Amém.

André Queiroz

Endereço

Rua 19 De Novembro, N. 49
Aral Moreira, MS
79930-000

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Quarta-feira 19:00 - 20:30
Domingo 09:00 - 10:30
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