03/01/2025
Hoje na História da Igreja relembramos que em 3 de janeiro de 1521, Martinho Lutero foi oficialmente excomungado pelo Papa Leão X com a publicação da bula "Decet Romanum Pontificem."
Leão X excomungou Lutero por não ter comprido as ordens estabelecidas em uma bula anterior, a "Exsurge Domine", datada de 15 de junho de 1520, onde o papa exigiu que Lutero se retratasse sobre 41 de suas famosas Noventa e Cinco Teses, em um prazo de 60 dias após a emissão. Lutero ignorou a bula de 1520 e a queimou publicamente em dezembro de 1520, o que levou à emissão da "Decet Romanum Pontificem".
Um trecho da "Decet Romanum Pontificem." declara: 'Agora (Martinho Lutero) é solenemente declarado herege; e assim também os outros, qualquer que seja a sua autoridade e grau, que não tiveram cuidado algum com a sua própria salvação, mas publicamente e diante dos olhos de todos os homens se tornam seguidores da perniciosa e herética seita de Martinho; e aqueles que deram a ele aberta e publicamente a sua ajuda, conselho e favor, encorajando-o no meio deles na sua desobediência e obstinação, ou obstaculizando a publicação da nossa citada missiva: esses homens incorreram nas p***s estabelecidas em tal missiva e devem ser tratados legitimamente como hereges e evitados por todos os fiéis cristãos"
Lutero desde 1518 escreveu diversas obras que contestaram diversos pontos das doutrinas católicas romanas, como o número de sacramentos, a divisão entre clero e leigos, sobre as boas obras e a liberdade cristã, entre outros. Até certo ponto Lutero insistiu que o papado poderia aderir as reformas propostas, mas em 1520 Lutero já denunciava o Papa como o Anticristo. Ao queimar a bula "Exsurge Domine", Lutero rejeitou a autoridade eclesiástica de uma vez e isso foi um ponto de 'não retorno'.
Nos últimos anos, alguns grupos Luteranos e Católicos Romanos tem conversado no intuito ecumênico de relativizar as doutrinas defendidas na Reforma, como se essas estivessem sido superadas, porém o papado de Roma alega não poder revogar a "Decet Romanum Pontificem' por Lutero já estar falecido, e o Concílio de Trento, que repudiou a Reforma, ainda está em vigor.