SOBRE A IGREJA
Comunidade Eclesial de Base (CEB) Nossa Senhora da Penha Santa Cruz, pertencente a Paróquia Imaculada Conceição Coqueiral-Aracruz
Descrição
Segundo historiadores, Santa Cruz possuía uma capela rústica, construída em 1836, uma casinha com esteio de madeira, paredes de taipa e cobertura de palhas de palmeira. Em 1857, segundo o historiador Placidino Passos, começou a ser construíd
a a fachada, um imponente frontispício de alvenaria, sustentado por trás com estrados de madeira, mantendo os sinos no alto. Segundo o mesmo historiador, o pintor francês François Biard, de passagem pela Vila de Santa Cruz, desenhou a belíssima fachada com uma pequena palhoça. Pedro II, em visita a Vila em 1860, escreveu em seu livro de anotações “O Frontispício da Igreja é maior do que esta; iludindo de longe a quem o ve de frente“. A autorização de conclusão da Igreja veio em 1838, pela Lei Provincial n.º 18 autorizando o Presidente da Província, o Coronel José Thomaz Nabuco de Araújo a realizar o empreendimento. A Igreja foi restaurada em 21/12/2000, pela Prefeitura de Aracruz e Conselho Estadual de Cultura. Presidente Vargas, centro – Santa Cruz / ES. PEDRO II
“Antes de entrar na vila, ao longe, avistava-se a torre branca da igreja, com vasos esculpidos e dois sinos. Reservava-se para o augusto viajante a mesma impressão de surpresa que sentiu o pintor François Biard, ao descobrir, de perto, que a imponente construção não passava de uma fachada escorada na parte de trás por andaimes, onde se encarapitava o sineiro. O corpo daquele templo era originário da pequena capela levantada em 1836; tinha esteios de madeira, paredes de taipa e coberturas de folhas de palmeiras. Pedro anotou:
O frontispício da igreja é maior do que esta, iludindo de longe a quem o vir de frente. A ereção de tal frontispício fora iniciada em 9 de maio de 1857, por subscrição entre os exportadores de jacarandá do município. Mas as proporções do templo foram consideradas gigantescas, em relação à pobreza da vila, pois eram calculados necessários mais de vinte contos para a sua conclusão. Ao deixar a estrada, pela mata, S. atravessou a planície salpicada de palhoças de pescadores, entremeadas de casinhas a que a caiação dava um melhor aspecto. Repicavam os sinos, estrugiam foguetes e o povo aguardava com alegria a chegada do soberano, cuja hora precisa foi registrada em sua caderneta:
8 h – Vila de Santa Cruz alegre à margem direita do rio; casas térreas pequenas e a maior parte de sapé. Aquela vila, outrora Aldeia Velha, também se originara do esforço de catequese dos índios, empreendido pelos jesuítas em meados do século de Cabral. Serviu, depois, como quartel de destaca- mento e a sua elevação a município, em 1848, muito devia ao particular.”