Movimento jovem Fraternidade e Caminho

Movimento jovem Fraternidade e Caminho Somos um Movimento jovem, cristão, católico. Os nossos encontros são aos sábados, às 18:30h na igreja Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.

14/07/2020
Da liturgia do III Domingo do Advento...A catequese da liturgia quaresmal nos alcança dessa vez por meio da imagem do po...
15/03/2020

Da liturgia do III Domingo do Advento...

A catequese da liturgia quaresmal nos alcança dessa vez por meio da imagem do poço e da água, caras expressões do dom do Amor de Deus: generosamente oferecido a nós, que floresce na resposta, se deteriora na infidelidade, e é reconciliado e feito fecundo pela misericórdia (Cf Rm 5,1-2.5-8, 2a Leitura)

Nas Sagradas Escrituras, junto aos poços acontecem os encontros entre as grandes mulheres da história de Israel e aqueles que serão mais tarde seus maridos, pensemos em Raquel, Rebeca, Séfora (Gn 24;29; Ex 2,15). Isso, seja porque na divisão das atividades do povo antigo de Israel cabia às mulheres a tarefa de pegar a água do poço para suprir as necessidades dos seus, seja pelo forte simbolismo que os mesmos se prestam, enquanto “espaço” onde floresce a vida.

Partindo da compreensão do poço como espaço do florescimento do “amor esponsal”, demos um passo adiante, recorrendo a outra realidade ambiente interpretativo das Escrituras, precisamente no que encontramos no capítulo 2 da profecia de Oséias: Deus, no tempo do deserto, no tempo do primeiro amor para Israel, manifestou-se como o Divino noivo que desposa a Samaria, personificação do povo por ele escolhido. Essa, após corresponder incialmente ao amor do Senhor, acabou por afastar-se da Aliança celada e entregou-se aos ídolos, caindo na infidelidade, pervertendo o culto, e com isso arriscando-se por morrer de sede, longe da fonte da sua presença e palavra. Mas Deus em sua fidelidade volta a enamora-la, reconciliando-a no seu amor misericordioso.

Com essas chaves de leitura, voltemos a relato de João:
Jesus cansado da viagem, senta-se junto ao poço de Jacó, no momento mais quente do dia, enquanto aproxima-se dele uma mulher da Samaria que também se dirigia ao poço. Retomando as imagens bíblicas do Antigo Testamento, João nos faz entender: na aridez do deserto, Deus nos abriu a fonte definitiva do seu amor dando-nos o seu Filho. Nele, o Divino esposo encontra a Samaritana, personificação do seu povo infiel, mas amado, para reconciliá-la no seu amor misericordioso.

No diálogo de Jesus a com Samaritana contemplamos toda insistência do Amor, daquele incomparável amor de Deus que, como lhe é próprio, busca provocar o caminho de retorno, de conversão, para unir novamente aquele que se tornou distante. Diálogo vivo e real: feito de provocações e embates, de honestidade com as próprias dúvidas e restrições de visão. Diálogo que pouco a pouco conduz ao alargamento na compreensão da própria sede, das buscas por satisfazê-la e daquilo que verdadeiramente a satisfaz (Cf. a expressão dessa insistência amorosa no AT em Êx 17,3-7, 1a Leitura). Itinerário que faz possível acolher o Chamado a ir além dos “poços de amores falsos e ilusórios” com os quais nos acostumamos, incapazes de saciar a sede em profundidade; provocando uma verdadeira mudança de rota, para trilhar os passos que aproximam daquela fonte da presença da palavra de Deus, aberta a nós em Cristo.
No encontro de Jesus com a Samaritana contemplamos o encontro de amor e salvação ao qual somos todos chamados nesse tempo favorável que se chama hoje: nos abramos, então, sem reservas!
*Pe. Valdes

09/03/2020
Da Liturgia do II Domingo da Quaresma...Mais uma vez nos deparamos com o deserto no início do tempo quaresmal. Esse não ...
01/03/2020

Da Liturgia do II Domingo da Quaresma...

Mais uma vez nos deparamos com o deserto no início do tempo quaresmal. Esse não se identifica simplesmente como um espaço físico, geográfico. Nem mesmo diz respeito a um tempo de prova indiscriminado, sem trama e e sem luz. O deserto aqui em questão é aquele das Sagradas Escrituras, é o deserto de Jesus, ou seja, aquele que é atravessado mantendo a penumbra luminosa da fé na Aliança e na Promessa de Deus.
Na busca por compreensão do que nos é oferecido, a liturgia da Palavra desse primeiro domingo da quaresma deixa entrever uma íntima conexão entre “o deserto da prova” e o “jardim do dom não acolhido”. Nesse contexto: o jardim mal vivido da comunhão com Deus nos faz melhor compreender o porquê do deserto a ser atravessado para reencontrá-lo.
Sendo assim, iniciemos nosso caminho tomando parte nesse outro espaço teológico-simbólico de particular importância: o jardim. Na primeira leitura temos o relato do dom da criação do homem e da mulher, do cuidado providente de Deus para que nada lhes falte, colocando-os em um jardim. Nesse, dentre as muitas árvores, expressão dos inúmeros dons oferecidos, encontrava-se a árvore da vida - da vida como generosa oferta da graça de Deus - e a árvore do bem e do mal - como oferta-chamado de uma obediência filial no viver a verdade de si mesmo e a verdade de Deus sem ilusões.
Entre a árvore do bem e do mal, entre o homem e o dom precioso da obediência à verdade, encontramos um outro personagem: a serpente. Os estudiosos afirmam que no hebraico o termo serpente coincide com aquele da enganosa profecia. E é justamente essa a arma da serpente contra os nosso primeiros país: a insinuação perversa do mal para com Deus aliada a promessa de ilusão do poder.
No relato bíblico, Adão e Eva dão espaço ao mal insinuado e acabam cedendo a desordem do possuir para devorar, do ver desejando aquilo que não lhe pertence, da curiosidade movida unicamente pelo prazer egoísta, pela vantagem grosseira (Cf. Gn 2,6-7). Deus havia lhes pedido a obediência no que diz respeito a verdade daquilo que eram. Foram lhes dado todos os dons, que teriam acesso na medida em que não cedessem a tentação ilusória de se colocarem como Deus. Porque tal mentira acerca de si mesmo os fecharia aos dons, ao dom que é próprio Deus e, portanto, geraria, como de fato gerou, a morte, pois se o galho não permanece unido a videira, ele acaba secando e morrendo (Cf. Jo 15,1-6).
Voltemos ao deserto com Jesus... Ele vai ao deserto, Ele vive o deserto da hostilidade que o pecado colocou entre nós e o Pai para reatar a comunhão de amor. E faz isso, iluminando as provas do Acusador com suas insinuações, vivendo na livre e libertadora obediência a Palavra do Pai, obediência que lhe define como Palavra de Deus a nós revelada:

Diante da desordem do possuir para devorar, Jesus responde: “'Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus'”, alargando o horizonte do que buscamos nessa vida. Diante do “olhar” desejoso para aquilo que não nos pertence, afirma: 'Não tentarás o Senhor teu Deus!', salvaguardando a verdade do nosso mistério à luz do mistério de Deus mesmo. Contrapondo-se à prova da curiosidade movida unicamente pelo prazer egoísta, pela vantagem grosseira, Ele responde citando novamente as Escrituras: 'Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a ele prestarás culto'; redirecionando a sede do novo àquele mistério que não decepciona se esgotando, esvaziando-se diante da busca. (Cf. Mt 4,1-11)
Como síntese desse particular caminho, temos esse precioso trecho da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma desse ano:
A alegria do cristão brota da escuta e acolhimento da Boa Nova da morte e ressurreição de Jesus: o kerygma. Este compendia o Mistério dum amor «tão real, tão verdadeiro, tão concreto, que nos proporciona uma relação cheia de diálogo sincero e fecundo» (Francisco, Exort. ap. Christus vivit, 117). Quem crê neste anúncio rejeita a mentira de que a nossa vida teria origem em nós mesmos, quando na realidade nasce do amor de Deus Pai, da sua vontade de dar vida em abundância (cf. Jo 10, 10). Se, pelo contrário, se presta ouvidos à voz persuasora do «pai da mentira» (Jo 8, 44), corre-se o risco de precipitar no abismo do absurdo, experimentando o inferno já aqui na terra, como infelizmente dão testemunho muitos acontecimentos dramáticos da experiência humana pessoal e coletiva.
Um abençoado domingo à todos!
*Pe. Valdes

Da Liturgia da Quarta de Cinzas...Cinzas sobre a cabeça e água sobre os pés: arrependimento e serviço, (Cf. https://www....
26/02/2020

Da Liturgia da Quarta de Cinzas...

Cinzas sobre a cabeça e água sobre os pés: arrependimento e serviço, (Cf. https://www.cercoiltuovolto.it/approfondimenti/don-tonino-bello-cenere-in-testa-e-acqua-sui-piedi/). Sinais sacramentais da liturgia desse tempo, fecunda expressão da catequese quaresmal da Igreja. Ritmados por esses “sinais de graça”, o tempo da quaresma - da Quarta de cinzas à Quinta santa, quarenta dias, o tempo de um obra completa nas Escrituras - reenvia ao tempo da nossa vida, chamado a se tornar completo no tempo da salvação do Cruficificado-Ressuscitado.

Dando os passos iniciais, fiquemos hoje com o primeiro sinal, com a primeira catequese da Igreja para esse tempo: as Cinzas sobre a cabeça: “'Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração (...), rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar (...) '(Jl 2,12-13). “Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus” (2 Cor 5,20b).

Mas quem poder sentir, compreender e mais ainda se comprometer com a verdade dessas palavras, se não aquele que sabe recordar a largueza e a fidelidade do amor de Deus em Cristo em sua vida: aquele que faz memória desse Amor vivido como companhia fiel nas curvas e itinerários interrompidos, como presença e palavra libertadora quando se foi escravo, como auxílio capaz de devolver a alegria quando a tristeza havia deitado raízes. Como Alguém que continuou acreditando quando muitos e até nós mesmos havíamos perdido a esperança, que restituiu as forças do coração quando se pensava desistir. Aquele que se lembra que a fé no Senhor é o motivo maior, a alegria maior, a esperança maior que faz valer a pena continuar vivendo, esperando, amado o bem dessa vida.

Para que a verdade dessa Palavra de Deus nos alcance, transforme, renove, recordemos do Amor que ele sempre nos teve e tem, e diante desse incomparável amor reconheçamos com coragem e confiança nossas infidelidades e distâncias, nossas fraquezas, misérias, e voltemos ao Senhor nesse tempo favorável por meio da oração, do jejum e da partilha, para o encontrá-lo, Ele que continuamente está voltado a nós por amor (Cf. 2Cor 6,2).

O nosso Papa Francisco, escrevendo para toda a Igreja nesse tempo de graça, convida-nos com ternura e força:
Por isso, nesta Quaresma de 2020, quero estender a todos os cristãos o mesmo que escrevi aos jovens na Exortação apostólica Christus vivit: «Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa. Contempla o seu sangue derramado pelo grande amor que te tem e deixa-te purificar por ele. Assim, poderás renascer sempre de novo» (Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2020).

*Pe. Valdes

Da Liturgia do VII Domingo do TC... Na liturgia desse Domingo, permanecemos ainda no largo e fecundo horizonte das bem-a...
23/02/2020

Da Liturgia do VII Domingo do TC...


Na liturgia desse Domingo, permanecemos ainda no largo e fecundo horizonte das bem-aventuranças: aquele do caminho novo de Jesus compartilhado conosco! Caminho de profunda configuração ao seu mistério, por meio do qual nos fazemos sal da terra e luz do mundo, Nele. De um modo ainda mais particular, continuamos nos desdobramentos da “justiça maior” que Jesus pede para aqueles que se colocam nesse seu seguimento.

“(...) sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!” (Mt 5,48), diz Jesus aos seus discípulos! Mas de que se trata tal “perfeição”? Essa é realmente possível? O ambiente bíblico de interpretação, no qual Ele está inserido por meio da encarnação, ao mesmo tempo em que se coloca como sua fonte, pois aquele que se encarnou é a Palavra eterna de Deus revelada, nos auxilia na compreensão. Encontramos no trecho do livro do Levítico, da primeira leitura dessa liturgia: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2). A perfeição pedida é aquela da santidade de Deus, diz respeito a manifestação da sua glória, da sua própria vida a nós oferecida. Tal santidade não tem sua fonte em nós, não se vive segundo a nossa medida, não é algo para ser conquistado com as próprias forças, ela é expressão da vida de Deus a nós ofertada, ela é antes de tudo “dom”. É graça, e como tal traz consigo a exigência, não de menos, da resposta empenhada para que seja acolhida e dê frutos.

Seja no trecho do evangelho de hoje, seja naquele do livro do Levítico, da primeira leitura, seja ainda em tantos outros momentos das Escrituras, a santidade de Deus encontra-se intimamente ligada à dimensão do amor, do amor fraterno em sua beleza e desafios: essa é manifestação do seu amor generoso, misericordioso e livre! O espaço concreto da vivência da santidade para Jesus é aquele do amor concreto, do bem que rompe na sua liberdade o círculo doentio do mal ofertado, acolhido, e de novo oferecido em reposta. As imagens não se colocam como regra restrita de conduta, mas como largo horizonte de compreensão do amor maior, do bem maior do Pai, anunciado, vivido por Jesus, e partilhado conosco no seu seguimento. Elas nos convidam a liberdade de um bem maior diante do mal. Não é um convite a impunidade e a banalização do mal infringindo, mas sim um caminho novo para que o mal, o nosso, também aquele do outro, não tenha a última palavra sobre as nossas vidas. As imagens reenviam ao acolhimento profundo do amor do Pai segundo os sentimentos do Filho, como exercício de uma liberdade maior no amor e no bem, diante do mal que nos habita e nos circunda. É em consonância com esse caminho novo de Jesus que Paulo escreve ao Romanos, e, poderíamos dizer, também a nós: “A ninguém pagueis o mal com o mal. Empenhai-vos em fazer o bem diante de todos. (...) Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal pelo bem (Rm 11,21).
*Pe. Valdes

Da Palavra, o ritmo do dia...Com o trecho do evangelho dessa liturgia permanecemos no capítulo quinto do evangelho de Ma...
16/02/2020

Da Palavra, o ritmo do dia...

Com o trecho do evangelho dessa liturgia permanecemos no capítulo quinto do evangelho de Mateus, e desse modo, ainda no contexto do largo e fecundo horizonte do Caminho Novo, da sabedoria do evangelho testemunhado por Jesus (Cf. 1ª Leit. - Eclo 15,16-21; 2ª Leit. - 1Cor 2, 6-10), das Bem-aventuranças: entramos e participamos do Reino dos céus anunciado, nos colocamos no seguimento apaixonado de Cristo, nos transfiguramos na sua luz, ganhamos o seu sabor de bem, vivendo de forma comprometida a sua Palavra revelada. O evangelho, hoje, nos oferece os passos a serem dados nessa direção: “Eu vos digo: se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,20).
É preciso uma justiça maior, portanto, um modo de viver a Palavra mais verdadeiro, porque mais comprometido e fecundo. Atitude que se decide na profundidade do coração, aqui compreendido no sentido bíblico: sede da consciência, do afeto, da memória, da escolha, da oferta mais verdadeira da própria adesão. Desse modo, não basta, afirma Jesus implicitamente, o cumprimento exterior da “lei”, e portanto da própria Palavra, é preciso mais... Aquele mais que vemos Nele mesmo, quando cumpre a “lei” da Palavra, que se identifica com a sua própria pessoa, vivendo-a como seu ritmo mais próprio e fecundo. O chamado é aquele de dar um passo além... para que a vida iluminada por um fé robusta e verdadeiramente transformadora floresça e dê frutos de plenitude:
Um passo além na vida fraterna - não basta não matar o irmão, é necessário respeitá-lo;
Um passo além da celebração descompromissada do rito - não basta celebrar, é necessário que o amor celebrado se traduza no empenho, apoiado pela graça, de também nos tornarmos oferta de amor misericordioso;
Um passo além no amor - não basta não trair fisicamente, é necessário cuidar para que o olhar deturpado não faça do outro “objeto” de satisfação egoísta do próprio prazer;
Um passo além na sinceridade - não basta não jurar no nome de Deus, é preciso que sejamos tão coerentes, não dissimulados, que baste à nossa Palavra o testemunho da nossa vida.
Um caminho feito de empenho e graça! Cada dia é preciso lutar para que a vida seja pura no Amor Compassivo que nos alcançou em Cristo, como sugere as fortes “imagens” usados por Jesus (Cf. Mt 5,29-30). Pe. Valdes

Da Palavra, ao ritmo do dia.Mc 7, 24-30 – O Evangelho de hoje, nos oferece reflexões importantíssimas acera da identidad...
13/02/2020

Da Palavra, ao ritmo do dia.
Mc 7, 24-30 – O Evangelho de hoje, nos oferece reflexões importantíssimas acera da identidade de Jesus.
Logo no início do texto, Jesus é visto fora do território de Israel. Jesus encontra-se em terra estrangeira. Ele que é o Caminho, vai além dos limites geográficos e existencial.
Mc, 7,24 – Mas não conseguiu ficar oculto – Jesus, é Luz das nações, é o centro de nossas vidas, toda humanidade é destinada a atrair-se, mover-se na direção do Bom e Belo Pastor.
Mc 7, 29 – E Ele disse: “Pelo que disseste vai: O demônio saiu da filha dela.” Todo homem e toda mulher, que põe em Jesus toda confiança, não sai da presença de dele sem antes ter sido iluminado, alcançado por sua Misericórdia.
Não é em vão que a mulher que fora ao encontro de Jesus, é uma siro-fenícia, também conhecida como a cananéia. Caná quer dizer REDIMIR. Assim, a origem da mulher nos fala do amor de Deus, que em Jesus Cristo cumpriu sua missão, redimindo toda a humanidade por sua Morte e Ressurreição. O autor sagrado frisa com insistência as origens da mulher, para nos dizer que Jesus veio para todo aquele que se abre à sua graça. A redenção de Jesus é uma redenção total, e ninguém pode ficar de fora.
Mc 7,30 – Ela voltou para casa e encontrou a criança atirada sobre a cama, e o demônio saiu dela ... A mulher cujo nome não é mencionado, fala muito De como deve ser nossa fé. Ela ouviu falar de Jesus...o seguiu...atirou-se a seus pés. Somos chamados assim como ela, a professar nossa fé em Cristo, ouvi-lo, segui-lo, e mais ainda, amá-lo.
Parafraseando São Francisco de Assis, ao atirar-se aos pés de Jesus, a mulher nos ensina que somente NELE encontra-se a perfeita alegria, toda Graça e Redenção.
o Aos pés do que ou de quem estamos depositando nossa fé? Tudo o que temos e somos?
Por fim, no Evangelho de Mateus 15,21-28, também podemos apreciar com riqueza de detalhes a narração desse fato. Elementos da fé cristã como Filho de Davi, estão presentes. Jesus é o Messias esperado! (SILVANETE)

*Da Palavra, ao ritmo do dia*_Mc 7, 14-23__"o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que s...
12/02/2020

*Da Palavra, ao ritmo do dia*
_Mc 7, 14-23_
_"o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que saí do seu interior"_

Hoje o Senhor vem nos perguntar o que há dentro do nosso coração é puro?
Não nos tornamos impuros pelo contato ou pelo mundo externo a nós, mas sim pelo o que está no mais íntimo do nosso coração! Nossos pensamentos, desejos, intenções, moralidades e juizo tem que caminhar semelhante ao coração de Jesus, sem hipocrisias.
Peçamos no dia de hoje: purifica-nos Senhor com um coração manso, humilde e fraterno.

Tenham todos um bom dia 👣 (Nathalia)

Olá...Você que nos acompanha pelo face, temos também o Instagram. Curte lá, e nos acompanhe também. Vamos crescer essa f...
09/02/2020

Olá...
Você que nos acompanha pelo face, temos também o Instagram. Curte lá, e nos acompanhe também. Vamos crescer essa família lá tb! Um abraço Fraterno 👣

Da liturgia do Quarto Domingo do tempo comum... Estamos nos versículos sucessivos àqueles das Bem-aventurança, da vida f...
09/02/2020

Da liturgia do Quarto Domingo do tempo comum...


Estamos nos versículos sucessivos àqueles das Bem-aventurança, da vida feliz e santa como o caminho mais autêntico de seguimento que Jesus nos abriu. Jesus continua falando aos discípulos, aos que são chamados a bem-aventurança do seu seguimento: “Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo.” (Mt 5,13-14). Ser sal e luz aparece então como chamado e consequência do caminho das bem-aventuranças!

Sal e luz, no nosso mundo, e mais ainda no mundo antigo, são realidades extremamente importantes para a vida, e por isso mesmo tão significativas. O sal dá sabor, mas também conserva os alimentos, a luz ilumina, permitindo ver melhor as coisas, os passos que precisamos dar, mas também aquece, mantendo o calor da vida, mantendo o ânimo e as forças. A luz e o sal, tomadas no seu significado mais largo, nos reenviam a sabedoria, que oferece sabor preservando a vida, que ilumina os passos e anima o coração caminhando na direção da liberdade e do bem.

Jesus é a Sabedoria do Pai, o seu caminho das bem-aventuranças é caminho de incomparável sabor e luz que alegra e torna fecunda a vida como nenhum outro, tão diferente das muitas pretensas sabedorias do nosso mundo (Cf. 1Cor 2,1-5). Quem por ele se decide não somente tem a vida “temperada e iluminada” pelo seu mistério, mas vê transformado a si mesmo em belo reflexo desse sabor e dessa luz nova. O evangelho revela a nossa mais autêntica vocação de cristãos, a vocação de toda Igreja, que se rejuvenesce e renova a sua fecundidade na medida que vive o mistério do seu Senhor: “Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo.” (Mt 5,13-14).

O caminho das bem-aventuranças é caminho de amor segundo os sentimentos do coração do Filho, portanto de amor concreto e empenhado a Deus e aos irmãos, que não permanece no nível de conceitos e abstrações distantes da vida e das nossas ações de todos os dias: Da primeira carta de João: “Quem diz que está na luz mas odeia o seu irmão continua nas trevas. Quem ama o seu irmão permanece na luz e não tropeça. Quem odeia o seu irmão está em trevas e não sabe onde vai, pois a escuridão lhe cega os olhos” (1Jo 2,9-11). Da profecia de Isaías: “Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo o socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia.” (Is 58,7-10)

Já somos luz e sal, pelo batismo, pela graça que nos alcança de tantas formas todos os dias, mas ainda precisamos nos tornar o que somos. Seno assim, é preciso cuidar para que não se perca a luz e o sabor, para que não nos percamos dos seus caminhos de vida e para vida: “Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.” (5,13b). Lembrando que sim, podemos perde a luz e o sabor pela ausência, o que pede de nós um contínuo alimentar a vida nas fontes da fé; mas da mesma forma se perde o sabor, a luz da vida e da fé com o excesso. Ser sabor nunca pode ser entendido como “salgar”, e ser luz como um brilhar de forma tão exagerada ao ponto de cegar quem está ao nosso redor. A luz e o sabor de Cristo nada tem a ver com a arrogância do saber e a prepotência do impor, que como a maioria das coisas sem fundamento acabam não perdurando no tempo. Essas são como um fósforo, acendem com força e intensidade e pouco tempo depois apagam, por não terem consistência. Quanto brilho aparente, e tantas vezes inutilmente dispendioso, até financeiramente, dentro e fora da Igreja, quanto brilho aparente dentro e fora de nós, que encantam com engano o olhar e logo depois a “traça” corrói, os “ladrões” roubam, desfazem-se como bola de sabão. O Sabor de Cristo que contagia de vida e amor, a luz de Cristo que brilha com ternura e firmeza se parece muito mais com a chama de uma rústica lamparina, plena daquela beleza discreta e consistente, tão rara em nossos dias, que nos foi generosamente acesa na Encarnação e continua assim ao longo dos tempos, porque é eterna, porque nela arde o amor eterno de Deus, sempre disponível. Mas que para dela nos aproximarmos precisamos reaprender a apagar nossas luzes de prepotência enganosa, precisamos fazer corajosamente a experiência das nossas trevas e também das nossas mais profundas esperanças, precisamos reaprender a assumir os percursos interrompidos e empoeirados da nossa história e daquela dos nossos irmãos, reaprender a aproximar nossa vida do mistério sempre novo de Deus, e dos homens na sua luz, de modo que nos tornemos luz e sabor, de modo que com Jesus e nele também brilhe a nossa luz diante dos homens, para que vejam as nossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus (cf. Cf. Mt 5,16). Nele sempre encontro razões para a apologia da beleza discreta e consistente, que nada tem a ver com desleixo, pois é harmonia e transparência do mistério que a supera, beleza tão necessária em nossos tempos!

*Pe. Valdes

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