Centro Espírita Francisco de Assis e Pai Jacob

Centro Espírita Francisco de Assis e Pai Jacob Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Os gastos não eram muitos, mas era sacrifício
arcarmos com eles.

Nascimento de nossa Casa
CENTRO ESPÍRITA FRANCISCO DE ASSIS E PAI JACOB·SEGUNDA-FEIRA, 17 DE SETEMBRO DE 2018·
Iniciamos nossas reuniões em 1974 em um quartinho de tábua que ficava no fundo de casa
embaixo de uma mangueira em um grupo de amigos. Juntamos eu (Joyce), Elcio, minha irmã
Jane,
Eduardo, Lídia, Lineide, Paulina e arrumamos esse quartinho, cimentamos, lavamos etc...
Começamos lendo o Eva

ngelho Segundo Espiritismo e com alguns rituais pertinentes à
umbanda, porém uma Umbanda do Bem, evangelizada,coisa que não existia na época. Pai Jacob (mentor da nossa casa) era nosso protetor Espiritual o qual orientava em nossos
trabalhos. Contávamos com o auxilio dos Pretos Velhos, Indios e muitos outros trabalhadores do bem. Houve muitas curas, muito auxílio em um local que não cabia mais que 6 pessoas sentadas.Os
fenômenos foram extraordinários graças a essas entidades as quais somos muito agradecidas.
Época muito difícil em todos os sentidos. Meu pai Antonio
(agora trabalhador da nossa casa)
Ajudava com as contas de água e luz já que eu morava na casa dele e limpava toda área
externa, quintal, corredor etc. Recepcionava as pessoas com muito carinho e cativou a
amizade daqueles que frequentavam. Eram muitos aqueles que eram atendidos sem dia e
hora. Às vezes eram trazidos obsediados como uma mocinha que a mãe trouxe no meio da
noite, eu estava tão cansada, tinha filho pequeno e queria dormir quando escutei uma voz
“Joyce, é melhor cuidar dos filhos dos outros do que seus filhos estarem nessa situação”, aí
levantei e fui atender. Outra vez me levaram um paciente psiquiátrico que havia quebrado o Hospital Benedita
Fernandes em um surto, foi amarrado e não ficaram com ele, o pai foi com ele em casa e mais
três homens para segurar, pensei senão deram conta lá como iremos dar conta aqui?? Ele foi
se acalmando, tomou o passe e saiu outra pessoa Graças a Deus. O publico foi crescendo. Construímos outro cômodo mais confortável e de cimento. Aumentamos nossas atividades Espirituais e introduzimos aquilo que se chamava de Mesa
Branca que nada mais é que reuniões de desobsessão. Nessa época fazíamos a campanha do quilo para montarmos Cesta básica e distribuirmos nos
bairros na época de Natal junto com almoço que fazíamos para eles. Fazia pães e bolos para vender e pagar as despesas. Pretendíamos comprar um terreno. Quando surgiu a venda do terreno do centro, havia um senhor que havia feito uma poupança
na Caixa Federal no nome do centro e faziam sorteio pela loteria Federal. A promessa era que
se ele ganhasse iria comprar o terreno. Não é que ele ganhou?Mas dinheiro que é bom não
veio fácil não. Ele alegou que a irmã não deixou dar o dinheiro. Claro que o Centro não tinha o
dinheiro suficiente então eu comprei metade e pretendia construir uma casa ao lado do centro
e nosso amigo Elcio emprestou 25% para comprar o restante e usamos o que faltava com o
dinheiro de campanhas: feijoada, tortas etc
Começamos a construção com a doação de dois mil tijolos feita pelo meu tio José Usan. Foram muitos pães, doces e tortas para construirmos. Não houve doações. Houve voluntários
para carregar tijolos e fazermos o telhado, talvez por isso que adoro esse madeiramento. Colocamos as pedras e fizemos a cachoeira com muito amor. Sem pensarmos fizemos uma
parede similar a da igreja de Francisco de Assis na Itália. Mudamos no prédio da Rua Antonio
Lino em 1996 quase com a mesma estrutura de hoje exceto a àrea do fundo, a sala de
evangelização e jardim. Nessa época trabalhávamos na Umbanda com mais de duzentos
Frequentadores. Introduzimos o estudo do Livro dos Espíritos coisa inédita nesse tipo de
crença, até que houve a transformação de nossos trabalhos para a Doutrina dos Espíritos mais
de acordo com aquilo que pensávamos.Percebíamos a necessidade da mudança trabalhando
com os mesmos Espíritos mas de maneira diferente. Pedimos orientação ao Presidente da USE Regional Ismael Gobo que muito nos ajudou com
seu conhecimento doutrinário. Já não mais os petitórios, já não mais a escravização dos Espíritos para satisfazer nossos
caprichos ou necessidades que cabia a nós suprirmos. Não éramos instruídos para fazermos a nossa parte e que a mudança do nosso destino cabia a
nós mesmos passando a ficar sob nossa responsabilidade, sem atribuirmos essa tarefa aos
Espíritos. Iniciáramos a nossa reforma íntima com a dor da transformação ocorrida dentro e
fora de nós. Muitos espíritos foram encaminhados, outros passaram a estudar conosco. Diminuíram o número dos frequentadores já que muitos iam à busca de milagres mas aqueles
que ficaram se uniram para estudarmos e introduzir o trabalho de sopa no bairro Umuarama,
primeiro bairro a ser atendido.. Com o passar do tempo começamos a ir ao Bairro Alvorada também com a distribuição de
sopa e roupas até que pediram para que a roupa fosse distribuida no Centro. Começava o
trabalho de atendimento às famílias. Começamos a plantar o jardim com a primeira planta chamada cambará que pode ser
plantada no meio das pedras. O terreno era muito pedregoso, mas conseguimos plantar roseiras e tivemos até uma grande
horta em nosso quintal. Introduzimos o Curso Básico de Espiritismo e COEM. Houve aumento dos frequentadores principalmente de mulheres que traziam crianças. Para que elas pudessem assistir a palestra começamos a cuidar dessas crianças sob
responsabilidade de uma “tia”. Nascia assim nossa querida Evangelização. Com o tempo algumas crianças cresceram e houve necessidade de separar em outro grupo
sendo criado o Grupo de Jovens de nossa Casa. Hoje estamos mais estruturados e estamos idealizando a construção de um novo salão no
terreno ao lado para podermos
Dar um melhor atendimento e aumentarmos o trabalho de Assistência. Nossos trabalhos continuam com estudos, trabalho de assistência às pessoas carentes e
entrega de sopa nos Bairros. Contamos com verbas de campanhas, venda de doces, almoço Beneficente e com a ajuda de
voluntários que nos ajudam em várias tarefas como a preparação de legumes para sopa e para
distribuirmos às famílias necessitadas fazendo o puco que nos cabe para um mundo melhor. Joyce Maria Corrêa
Presidente

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNSChico Xavier - EmmanuelDesertores Reunião pública de 13/5/1960Questão nº 220 – Parágrafos 1º, 2º ...
26/08/2026

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNS
Chico Xavier - Emmanuel

Desertores

Reunião pública de 13/5/1960
Questão nº 220 – Parágrafos 1º, 2º e 3º
Médiuns desertores não são apenas aqueles que deixam de transmitir com fidelidade sinais e palavras, avisos e observações da Esfera Espiritual para a Esfera Física. De criatura a criatura flui a corrente da vida e todos nós, encarnados e desencarnados de qualquer condição, estamos conclamados a lutar pela vitória do
Bem Eterno. Desertores são igualmente:
Os que armazenam o pão, sem proveito justo, convertendo cereais em cifrões vazios;
Os que pregam virtudes religiosas e sociais, acolhendo-­se em trincheiras de usura;
Os que fecham escolas, escancarando prisões;
Os que transformam as chaves da Ciência em gazuas douradas;
Os que levantam casas de socorro, desviando recursos que deveriam ser aplicados para sanar as dores do próximo;
Os que exterminam crianças em formação, garantindo a Impunidade, no silêncio das próprias vitimas;
As mães que, sem motivo, emudecem as trompas da vida no santuário do próprio corpo, embriagando-­se de prazeres que vão estuar na loucura;
Os que aviltam a inteligência, vendendo emoções na feira do vício;
Os que se afogam lentamente no álcool;
Os que matam o tempo para que o tempo não lhes dê responsabilidade;
Os que passam as horas censurando atitudes de outrem, olvidando os deveres que lhes competem;
Os que andam no mundo com todos os desejos satisfeitos;
Os que não sentem necessidade de trabalhar;
Os que clamam contra a ingratidão sem examinar os problemas dos supostos Ingratos;
Os que julgam comprar o céu, entregando um vintém ao serviço da caridade e reservando milhões para enlouquecer os próprios descendentes, nos inventários de sangue e ódio;
Os que condenam e amaldiçoam, ao invés de compreender e abençoar;
Os que perderam a simplicidade e precisam de uma torre de marfim para viver;
Os que se fazem peso morto, dificultando o curso das boas obras... Deserção! Deserção! Se trazemos semelhante chaga, corrigenda para nós!... E se a vemos nos outros, compaixão para eles!...

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNSChico Xavier - EmmanuelIncrédulos Reunião pública de 9/5/1960Capítulo 31 – Dissertação 6 Regozija...
25/08/2026

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNS
Chico Xavier - Emmanuel

Incrédulos

Reunião pública de 9/5/1960
Capítulo 31 – Dissertação 6
Regozijar­-se-­iam, sim, com a verdade que nos enriquece de otimismo e co***lo!
Se pudessem, acalentariam a claridade da fé, com a emoção dos cegos que recobrassem repentinamente a visão, diante da alvorada, deslumbrados de júbilo... Se pudessem, estariam erguidos à confiança como árvores generosas levantadas para o céu.
Contudo, transitam na Terra à feição de alienados mentais que a Ciência não vê. Terrenos devastados pelo incêndio das paixões, acabaram dominados pelos vermes do materialismo que lhes corroem os últimos embriões de esperança, muitas vezes em festins de sarcasmo. Quereriam vibrar ao calor da convicção na sobrevivência, mas trazem o coração enregelado pela névoa da morte. São legisladores e não procuram as leis profundas que regem a vida, são professores e não conhecem a essência das lições que transmitem, são médicos e não auscultam os princípios sutis que organizam as formas, são juízes e não estudam as
reações do destino nas vitimas do mal que lhes são dadas a exame, são advogados e não Identificam a santidade do direito, são artistas e não buscam a glória oculta da arte, são operários e não percebem a substância divina do trabalho, são pais e mães e
não pressentem a sabedoria com que se lhes estrutura o alicerce do lar.
Incrédulos, tateiam na sombra que lhes verte do cérebro mergulhado na incompreensão. Não lhes agraves os padecimentos com palavras amargas!
Injuriando­-lhes as opiniões, mais abriremos as feridas que lhes sangram no peito. O azedume estabelece, para os espíritos viciados na irritação, seis modalidades de tributos calamitosos: a perda do trabalho, a perda do auxilio, a perda do equilíbrio, a perda da afeição, a perda da oportunidade e a perda de tempo. Diante deles, nossos Irmãos que se tresmalharam na Irresponsabilidade e no
desespero, desdobremos a abnegação, a tolerância e a caridade, multiplicando as obras da educação e os valores espontâneos do bem, porque toda criatura que nega a paternidade de Deus e recusa admitir a existência da própria alma está carecendo de
socorro no hospital da oração e no abrigo do bom exemplo.

Bom dia Irmãos Franciscanos …Para a montagem das cestas desse mês ainda necessitamos: Feijão 90Óleo 70Bolacha 90 Fubá 75...
24/08/2026

Bom dia Irmãos Franciscanos …

Para a montagem das cestas desse mês ainda necessitamos:

Feijão 90
Óleo 70
Bolacha 90
Fubá 75

Contamos com a caridade de cada um de vcs

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNSChico Xavier - EmmanuelMédium inesquecível Reunião pública de 6/5/1960Questão nº 231 – Parágrafo ...
24/08/2026

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNS
Chico Xavier - Emmanuel

Médium inesquecível

Reunião pública de 6/5/1960
Questão nº 231 – Parágrafo 1º
Estudando mediunidade e ambiente, recordemos um dos médiuns
inesquecíveis dos dias apostólicos: Paulo de Tarso. Em torno dele, tudo era contra a luz do Evangelho. A sombra do fanatismo e da crueldade não se instalara apenas no Sinédrio, onde se lhe situava a corte dos mentores e amigos, mas também nele próprio,
transformando-­o em perigoso instrumento da perseguição e da morte. Feria, humilhava e injuriava a todos os que não pensassem pelos princípios que lhe norteavam a ação. Mas, desabrocha-­lhe a mediunidade inesperadamente. Vê Jesus redivivo e escuta-­lhe a voz. Aterrado, reconhece os enganos em que vivera. Entretanto, não perde tempo em lamentações inúteis. Não sucumbe desesperado. Não se confia à volúpia da autocondenação. Não foge à luta pela renovação intima. Percebe que não pode recolher, de pronto, a simpatia da família espiritual de Jesus, mas não se sente fracassado por isso. Observa a extensão dos próprios erros, mas não se entrega ao remorso vazio. Empreende, com sacrifício, a viagem da própria renovação. Para tanto, não reclama a cooperação alheia, mas dispõe­-se, ele mesmo, a colaborar com os outros. Encontra imensas dificuldades para a iluminação da alma; no entanto, não esmorece na luta. Segundo a palavra fiel do Novo Testamento, é açoitado e preso, várias vezes, pelo amor com que ensinava a verdade, mas, em contraposição, na Licaônia e
na Macedônia, foi tido como sendo “Mercúrio” encarnado e “Servo do Pai Altíssimo”. Não se sente, todavia, esmagado pela flagelação ou confundido pelo êxito. Tolera assaltos e elogios como o pagador correto, interessado no resgate das próprias contas. Diz ainda a Boa ­Nova que “Deus operava maravilhas pelas mãos dele”;
entretanto, ele próprio declara trazer consigo “um espinho na carne”, que o obriga a viver em provação permanente. E enquanto o corpo lhe permite, dá testemunho da realidade espiritual, combatendo ignorância e superstição, maldade e orgulho, tentação e vaidade.
Nem ouro fácil. Nem privilégios. Nem cidadela social. Nem apoio político. Ele e o tear que o ajudava a sustentar­-se ficaram, através dos séculos, como símbolo perfeito de influência pessoal e meio adverso, ensinando-­nos a todos, principalmente a nós outros, encarnados e desencarnados de todos os tempos, que
podemos pedir orientação falar em orientação, examinar os sistemas de orientação mas que, acima de tudo, precisamos ser a própria orientação em nós mesmos.

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNSChico Xavier - EmmanuelMediunidade e privilégios Reunião pública de 2/5/1960Questão nº 306 Todos ...
23/08/2026

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNS
Chico Xavier - Emmanuel

Mediunidade e privilégios

Reunião pública de 2/5/1960
Questão nº 306
Todos estamos concordes em que a Doutrina Espírita revive agora o Cristianismo puro; no entanto, há muita gente que lhe estranha a organização, sem os chamados valores nobiliárquicos que assinalam a maioria das instituições terrestres. A força de se iludirem com a idolatria, que sempre nos custa caro, muitos
companheiros, menos vigilantes, desejariam condecorar trabalhadores da Nova Revelação, criando galerias para o relevo pessoal. E se pudessem determinar o rumo das coisas, no consenso opinativo, decerto que há muito estaríamos mobilizando
doutrinadores ­chefes e médiuns­ titulares, com as nossas casas de serviço perdendo tempo em mesuras e rapapés. Entretanto, não há uma só frase na Codificação Kardequiana em que se
recomende tratamento especial a esse ou àquele médium porque fale com mestria ou materializa desencarnados, porque transmita força curativa ou psicografe livros renovadores. A preocupação fundamental dos emissários divinos, na formação de nossos
princípios, foi, aliás, edificar moralmente a instrumentação mediúnica em bases de simplicidade e desinteresse, para que ela “corresponda às vistas da Providência”. Não existem, desse modo, médiuns maiores ou médiuns menores, favorecendo, entre nós, a constituição de prerrogativas e castas. Tanto na mensagem do Evangelho, quanto na mensagem do Espiritismo, o que prevalece, acima de tudo, é a responsabilidade para cada um de nós. Responsabilidade de sentir e pensar, de falar e fazer. Não temos o direito de enfeitar os outros com os brasões da excessiva confiança, para que realizem o trabalho que nos compete. Por essa razão, todos os operários da construção espírita são respeitáveis. Os doutrinadores que se esmeram em socorrer um irmão obsidiado, através de entendimento particular, estão fazendo obra idêntica aos que usam brilhantemente a palavra, arrebatando multidões, e os médiuns que grafam compêndios santificantes não são superiores àqueles outros que se consagram à restauração dos enfermos. Sustentar a ideia espírita, indene de qualquer imaginária fidalguia para aqueles que a servem, é dever para todos nós. Na formação cristã não sobraram privilégios para ninguém. O próprio Cristo, que se revelou pelo que fez e pelo que deixou de fazer, não se furtou ao sacrifício e à humilhação. Algum tempo depois dele, Tiago, filho de Zebedeu, foi assassinado, Estêvão caiu sob injúrias e pedras, Simão Pedro foi conduzido ao martírio extremo e Paulo de Tarso tombou, sob golpes de espada, por estarem, todos eles, ensinando a verdade e praticando o bem. Hoje, não podemos precisar de que modo desencarnarão os médiuns espíritas ocupados em tarefa libertadora das consciências, mas é importante que vivam atendendo aos próprios deveres, para que recebam corretamente a morte, quando não seja na palma do heroísmo, pelo menos na dignidade do trabalho edificante.

Começando os trabalhos para entregar a melhor torta para vocês.Fez sua reserva? Não esqueça de retirar amanhã.
22/08/2026

Começando os trabalhos para entregar a melhor torta para vocês.
Fez sua reserva? Não esqueça de retirar amanhã.

Mais um sábado e os trabalhos continuam com a graça de Deus e nosso pequeno jardim ficando cada dia mais belo.🙏🙏
22/08/2026

Mais um sábado e os trabalhos continuam com a graça de Deus e nosso pequeno jardim ficando cada dia mais belo.🙏🙏

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNSChico Xavier - Emmanuel Essas outras mediunidades Reunião pública de 29/4/1960Questão nº 185 Na e...
22/08/2026

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNS
Chico Xavier - Emmanuel

Essas outras mediunidades

Reunião pública de 29/4/1960
Questão nº 185
Na expansão dos recursos medianímicos que te enriquecem a experiência, sob as diretrizes dos benfeitores desencarnados, não te despreocupes das faculdades edificantes, suscetíveis de te vincularem à elevação e à melhoria dos companheiros
na Terra.
*
Pronuncias a palavra preciosa que os emissários da cultura e da inteligência te levam à boca, impressionando auditórios atentos. Mas não negues o verbo da tolerância aos que te reclamam indulgência e carinho dentro de casa.
*
Doutrinas eficientemente os Espíritos transviados nas sombras da viciação e do crime, transmitindo conselhos e avisos da Esfera Superior.
Não recuses, porém, a conversação amorosa e paciente aos familiares ainda confinados à ignorância e à perturbação.
*
Escreves a frase escorreita, para entendimento do público, sob a influência de instrutores domiciliados no Plano Maior.
Grava, entretanto, no próprio caminho, a sinalização do bom exemplo, induzindo os semelhantes a que nobilitem a própria existência.
*
Contemplas quadros prodigiosos, através da clarividência, caindo em êxtase ante as alegrias sublimes que observas, por antecipação, na Glória Espiritual. Não olvides, contudo, fitar as chagas dos que padecem, estendendo até eles migalha do teu conforto, por mensagem de auxilio.
*
Escutas vozes comovedoras do Grande Além, delas fazendo narrativas surpreendentes para os que te admiram as incursões no país do inabitual. Busca, no entanto, ouvir as aflições dos irmãos sofredores, aprendendo a ser útil.
*
Estendes mãos fraternas, no passe balsamizante, em favor dos que te procuram, sedentos de alívio. Não furtes, porém, os braços prestimosos ao trabalho de cooperação espontânea junto daqueles que o Senhor te confiou na intimidade doméstica.
*
Atende às faculdades múltiplas pelas quais se evidencie a bondade dos mensageiros divinos, mas não desdenhes essas outras mediunidades, tanta vez esquecidas, da renúncia e da paciência, da humildade e do serviço, da prudência e da lealdade, do devotamento e da correção, em que possas mostrar os teus préstimos diante daqueles que te partilham a luta, porque somente assim serás suporte firme da luz e chama da própria luz.

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNSChico Xavier - EmmanuelAviso, chegada e entendimento Reunião pública de 25/4/1960Questão nº 160 A...
21/08/2026

LIVRO SEARA DOS MÉDIUNS
Chico Xavier - Emmanuel

Aviso, chegada e entendimento

Reunião pública de 25/4/1960
Questão nº 160
A intervenção franca do Plano Espiritual, no Plano Físico, pode ser
admitida no conceito popular como embaixada portadora de metas decisivas, a definir-­se em três períodos essenciais: aviso, chegada e entendimento. De Swedenborg a Andrew Jackson Davis, surpreendemos a mediunidade ativa, sob as ordens da Esfera Superior, no aviso da renovação necessária. E se pequenas disparidades são registradas no verbo dos obreiros em serviço, é justo lembrar que na interpretação da realidade, quanto na interpretação da música, a expressão isolada varia, conforme as peculiaridades do instrumento. Em 1848, no vilarejo de Hydesville, inicia­-se publicamente a chegada dos comandos da sobrevivência. Os emissários desencarnados, quais familiares há muito tempo ausentes da própria casa, alcançam a moradia terrestre, batendo freneticamente à porta. Na residência dos Fox, não faltam nem mesmo as palmas de quem chega e de quem recepciona, entre a menina Kate e o Espírito Charles Rosna, baseando-­se
em pancadas os rudimentos da linguagem primitiva entre os dois planos. Desde então, embora as dificuldades morais de muitos dos trabalhadores humanos, reencarnados no circulo terrestre, começam a operar diversas comissões mediúnicas, chamando pacificamente a atenção da Terra. Os fenômenos físicos por Daniel Dunglas Home e pelos irmãos Davenport, por Florence Cook e por Eusápia, tanto quanto através de outros medianeiros, falam
à aristocracia do poder e da inteligência, em palácios e laboratórios, agitando os salões de lazer e as preocupações da imprensa. Aos ruídos da visitação invisível, misturam-­se os ruídos da opinião. Ouvem­-se batidas surpreendentes aqui e ali, mãos luminosas acenam por toda a parte, vozes ressoam entre lábios selados, mensagens rápidas são transmitidas, de maneira direta, e entidades materializam-­se ante os experimentadores, tomados de assombro. Entretanto, a obra do entendimento é encetada com Allan Kardec, que esclarece a posição da doutrina e do fenômeno, como quem separa o trigo da vestimenta de palha, estabelecendo rumos, criando obrigações e definindo responsabilidades. Mas, como toda edificação espiritual obedece à cronologia da mente, ainda hoje encontramos milhares de pessoas na fase do aviso e milhares de outras na fase da chegada, entre a esperança e a convicção. Quanto a nós, que nos achamos na fase do entendimento, saibamos concretizar os princípios da fraternidade e esparzir o socorro moral, em beneficio das consciências, estendendo a luz ao coração do povo, porquanto o Plano Espiritual
atinge o Plano Físico, em cumprimento das promessas do Cristo, de modo a reunir todas as criaturas na lei do bem e habilitá-­las, convenientemente, para a continuidade do serviço de hoje, no grande futuro ou no grande além, ante a Vida Maior.

Endereço

R. Antonio Lino, 41
Araçatuba, SP
16015-330

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