10/09/2021
Levantando os olhos para o céu, suspirou e lhe diz: “ Ephphatá”, que é “ Abra- te”
( Marcos 7: 34)
A palavra do Cristo, ao surdo e gago, intimava-lhe as faculdades do espírito a se abrirem para a vida.
Encerrados quase sempre, no poço do “eu”, nada mais lobrigamos que a sombra das ilusões a que nos afazemos, esbanjando tempo e força em lamentáveis reclamações.
O senhor nos solicita a descerrar passagens no mundo intimo, a fim de que os dons inefáveis da Espiritualidade superior nos enriqueçam de alegria e de luz.
Necessário verificar se carregamos sentimentos e raciocínios, olhos e ouvidos, lábios e mãos fechados ao entendimento e ao serviço.
Indispensável abrir o coração à bondade, o cérebro à compreensão, a existência ao trabalho , o passo ao bem, o verbo à fraternidade...
Imperioso abrir igualmente o livro edificante ao estudo, a bolsa à beneficência, a capacidade à cooperação e o caminho à hospitalidade.
O Sol para sustentar o mundo, pede horizontes abertos.
Diante do enfermo de espírito, encarcerado em si próprio, disse Jesus: “ Abra-te”.
Saibamos acolher a advertência sublime e, perante a luz do infinito Amor de Deus a clausura do “eu” e ouçamo-la também.
( Reformador,pág.270)