24/11/2021
Deus é imutável, isto é, Ele não muda, é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23.19; SI 102.26-28; Is 41.4; Ml 3.6). Há várias declarações no AT que, isoladas do seu contexto, aparentemente indicam a mutabilidade de Deus. Ele é representado, às vezes, como arrependido de certos atos que deviam ser modificados para melhor. Mas, nas suas experiências religiosas, através da sua longa história, os profetas, salmistas e homens piedosos aprenderam que o Senhor, na sua própria natureza, não muda. Sendo perfeito nos seus atributos e na sua vontade.
As passagens que aparentemente atribuem mudanças a Deus podem ser explicadas de várias maneiras. A imutabilidade de Deus não significa que as Suas decisões sempre serão as mesmas, mas que elas sempre obedecerão aos Seus atributos. Essa uniformidade fixa das atividades do Senhor na história, é exemplificada pela cidade de Jerusalém, que nos tempos de Isaias foi poupada e tempo de Jeremias foi destruída, isso é possível porque as condições espirituais do povo de Jerusalém mudaram-se, enquanto a justiça de Deus permanece imutável. A justiça de Deus é perfeita e sua sabedoria é infinita, não cabendo mudanças nem para “melhor” e nem “pior”.
O amor e a justiça divina operam eternamente de acordo com as condições morais das gerações sucessivas, que mudam segundo as influências do ambiente social, do pecado, etc.; enquanto estes atributos naturais de Deus permanecem imutáveis. (Isso não significa que Ele vive em função do homem, mas, justamente o contrário.) Ou seja, Deus toma as decisões baseadas em sua justiça e nas condições espirituais dos homens. Deus não muda! Ele não rejeita corações contritos e quebrantados (SI 51.17; Is 57.15), mas corrige e castiga o pecado (Rm 1.18; Ef 5.8; Hb 12.6; PV 15.9).