Ste Encruzilhada

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28/08/2026

MENSALIDADE DO TERREIRO

Enquanto na maioria das religiões, como:

A Católica, a Evangélica, a Kardecista, entre outras...

O entendimento de que todos os participantes que tenham condições financeiras...

Devem ajudar na manutenção da Casa religiosa..

Ainda na Umbanda há um enorme preconceito quando o assunto é o dinheiro...

Ou pedir dinheiro, seja para uma obra de manutenção...

Uma obra assistencialismo de caridade, materiais, etc...

Isso acontece por falta de compeençao e entendimento...

Pois tudo custa dinheiro!

Não se faz caridade sem dinheiro...

Não é possivel fazer uma festa, um axé sem dinheiro...

As despesas de manutenção do terreiro custam dinheiro...

Nada é de graça!

A incompreensão e o pouco caso das pessoas...

São aspectos que dificulta e criam essa resistência sobre este assunto...

É certo de que o exercício da mediunidade é um dom do Altíssimo...

E como o recebemos de graça, de graça os médiuns devem transmiti-lo...

E é assim que deve ser!

Contudo, não devemos confundir as coisas...

O passe é gratuito!

Mas todas as despesas de um Centro, devem ser pagas obrigatoriamente...

É muito comum as pessoas, tanto consulentes como médiuns...

Afastarem-se do Centro que frequentam...

Quando o dirigente espiritual pede uma contribuição...

Através do pagamento de mensalidade ou para alguma obra...

Mas todos precisam entender que todos os terreiros tem despesa...

Portanto todos terão contribuição ou mensalidade...

Sentem-se insultados, acham um absurdo que se cobre alguma coisa?

Não rotulem um dirigente como impostor...

Ou alguém que deseja viver à custa do dinheiro dessas contribuições...

Ora, que pessoas de pouca fé e tão vazias de coração!

Todos gostam de entrar em um Centro e notar que as cadeiras, o chão e tudo mais estão limpos...

Que há água para beber e dar descarga no banheiro...

Que há papel higiênico, toalha e sabonete...

Que as velas e demais instrumentos já estão preparados para a firmação dos Guias...

Que as luzes estão acesas, entre outras coisas...

Todavia, poucas são as pessoas que param para pensar...

Que tudo isso gera uma despesa muito grande com materiais de limpeza e higiene...

Pagamento de contas de água e luz, aluguel, IPTU...

Materiais para firmamento dos Orixás e da Tronqueira etc...

Se pensassem em tudo isso!

As pessoas iriam se dar contar de que, se cada um ajudar um pouco...

O dirigente do Centro não ficará sobrecarregado...

Com o “dever” de pagar todas essas despesas sozinho ou com a ajuda de poucos...

O pouco de casa um se tornar o suficiente...

A união faz a força!

A caridade começa com a manutenção da casa que frequenta...

A qual abre as portar para que todos despertem seus dons...

Se desenvolvam espiritualmente e pratiquem a caridade junto as suas forças...

Que o pedido de suporte dos Pais e Mães seja justo e acessível a todos...

E Lembrem-se os Orixás e Guias, tudo sabem e tudo veem!

Médium faça a sua obrigação!

Saravá Fraterno!

Pai Jonathas de Ogum.'.

25/08/2026
25/08/2026

A Tríade Thelemita

Nuit (O Espaço Infinito): Deusa do céu noturno e senhora do infinito. Representa o espaço puro, as estrelas, o vazio potencial e a totalidade do universo. Nuit é a expansão sem limites, acolhendo todas as possibilidades de existência.

Hadit (O Ponto Central - Singularidade gravitacional): O complemento invisível de Nuit. Hadit não é um espaço, mas o ponto infinitamente pequeno e concentrado de consciência no centro de cada ser. Representa o movimento, a energia vital e o núcleo da individualidade.

Ra-Hoor-Khuit (A Manifestação Activa da Luz): A união entre Nuit e Hadit resulta em Ra-Hoor-Khuit, a divindade com cabeça de falcão associada ao Sol e à força do Novo Aeon. Representa a ação no mundo material, a energia canalizada, a coragem e o estabelecimento da Verdadeira Vontade na Terra.
A interação entre o infinito (Nuit) e o ponto focal da consciência (Hadit) permite que o indivíduo manifeste o seu propósito dinâmico no mundo (Ra-Hoor-Khuit). Como sintetiza a máxima thelemita: "Todo homem e toda mulher é uma estrela."

25/08/2026

GRIMORIUM VERUM — A ESTRUTURA DO GRIMÓRIO

Antes de estudar individualmente os espíritos do Grimorium Verum, é necessário compreender a estrutura da própria obra.

O Grimorium Verum pertence à tradição dos grimórios salomônicos e sua transmissão textual não é uniforme. A famosa atribuição a “Alibeck, o Egípcio”, em Mênfis, no ano de 1517, pertence à própria apresentação tradicional da obra e não deve ser tratada como uma comprovação histórica de sua origem.

📜 A estrutura da obra

A organização tradicional apresenta três grandes partes:

PRIMEIRA PARTE — ESPÍRITOS E CARACTERES

É a seção dedicada aos espíritos, seus caracteres e aos procedimentos de evocação, constrangimento e despedida.

É aqui que encontramos a hierarquia formada pelas três grandes Potências:

LÚCIFER
BEELZEBUTH
ASTAROTH

Abaixo delas aparecem seus principais subordinados:

Lúcifer: Satanachia e Agalierap
Beelzebuth: Tarchimache e Fleruty
Astaroth: Sagatana e Nesbiros

Depois surge a importante hierarquia dos 18 espíritos associados ao Duque Syrach, entre eles Clauneck, Musisin, Bechaud, Frimost, Klepoth, Khil, Mersilde, Clisthert, Sirchade, Segal, Hicpacth, Humots, Frucissiere, Guland, Surgat, Morail, Frutimiere e Huictiigaras.

SEGUNDA PARTE — SEGREDOS NATURAIS E SOBRENATURAIS

Aqui o grimório deixa de funcionar apenas como uma exposição hierárquica dos espíritos e apresenta uma coleção de operações e conhecimentos mágicos classificados como naturais e sobrenaturais.

TERCEIRA PARTE — A CHAVE DA OBRA

Esta seção apresenta procedimentos destinados a colocar em prática o sistema apresentado anteriormente, incluindo preparação, caracteres, relações com os espíritos e elementos operativos.

⚠️ UMA QUESTÃO FUNDAMENTAL

O Grimorium Verum não chegou até nós através de um único exemplar perfeitamente estável.

Existem manuscritos e testemunhos relacionados, entre eles materiais conservados na Wellcome Collection e na Bibliothèque de l'Arsenal, além das versões impressas que ajudaram a estabelecer a forma pela qual o grimório ficou conhecido posteriormente.

Por isso, nomes, grafias, caracteres e até a organização de determinadas seções podem apresentar variantes textuais.

Não devemos simplesmente misturar essas variantes e apresentá-las como se fossem uma única versão original.

Nosso estudo seguirá uma regra:

FONTE PRIMEIRO. INTERPRETAÇÃO DEPOIS.

Vamos distinguir o que o Grimorium Verum realmente apresenta daquilo que foi acrescentado, modificado ou reinterpretado por autores posteriores.

E este é apenas o começo.

Na próxima etapa, entraremos na hierarquia espiritual do Grimorium Verum, começando pelas três Potências — Lúcifer, Beelzebuth e Astaroth — e depois avançando pelos seus subordinados e pelos espíritos de Syrach.

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Equipe ocultista do mago Azi

📚 Lívia Cinxia — Arquivista-chefe
🎥 Marco Verticór — Cinegrafista e editor
🜂 Cloacino Felix — Caçula e purificador

Pesquisa, documentação e estudo da tradição grimorial.

24/08/2026

SURGAT — O 15º ESPÍRITO SOB O DUQUE SYRACH

No Grimorium Verum, Surgat ocupa o 15º lugar entre os dezoito espíritos apresentados sob a autoridade do Duque Syrach.

A atribuição que o próprio grimório lhe dá é curta e específica:

Surgat abre todo tipo de fechadura.

Essa formulação é importante. O texto não o apresenta genericamente como um espírito de “abertura de caminhos”, conceito muito utilizado em interpretações modernas. Sua função registrada é abrir fechaduras, isto é, aquilo que está efetivamente trancado.

O CARÁTER DE SURGAT

O Grimorium Verum conserva um caráter próprio de Surgat, apresentado entre os caracteres dos espíritos dessa hierarquia.

Esse ponto merece atenção porque atualmente circulam diversas imagens atribuídas a Surgat. Para uma pesquisa documental, porém, o correto é verificar a reprodução diretamente na edição antiga utilizada, distinguindo o caráter tradicional das versões modernas.

SURGAT E O DOMINGO

Nas seções rituais do corpus do Grimorium Verum, Surgat aparece associado ao domingo.

Essa mesma associação encontra-se no Grimório do Papa Honório, que apresenta Surgat como o espírito correspondente ao domingo.

A operação é descrita como noturna, aproximadamente entre as 23 horas e a 1 hora da manhã, e o texto conserva uma conjuração específica dirigida a Surgat.

SURGAT E OS TESOUROS OCULTOS

O Grimório do Papa Honório acrescenta outro aspecto à operação de Surgat: o contexto de tesouros escondidos e da obtenção daquilo que é solicitado pelo operador.

Aqui devemos preservar a diferença entre as fontes.

No Grimorium Verum:

Surgat → abrir todo tipo de fechadura.

No Papa Honório:

Surgat → domingo → operação noturna → tesouros ocultos → obtenção do solicitado.

Não devemos pegar a informação do segundo grimório e apresentá-la como se fosse uma atribuição original do primeiro.

SURGAT, GULAND E MORAIL

Surgat também aparece junto de Guland e Morail em determinados procedimentos do Grimorium Verum.

Essa associação é significativa porque demonstra que os espíritos não aparecem apenas como uma lista hierárquica. O grimório também os coloca em operações específicas, nas quais determinados espíritos e caracteres são utilizados conjuntamente.

SURGAT EM OUTRAS TRADIÇÕES

O nome de Surgat também pode ser encontrado em materiais relacionados às Clavículas/Secrets of Solomon e no Grimório do Papa Honório.

Existem paralelos entre essas tradições, mas paralelo textual não significa identidade absoluta.

Cada obra precisa ser estudada separadamente.

Por isso, não devemos simplesmente transferir para Surgat todas as correspondências encontradas em fontes diferentes e apresentar tudo como se pertencesse ao Grimorium Verum.

AQUEL E SURGAT

Algumas fontes posteriores estabelecem uma relação entre Aquiel e Surgat.

Essa associação deve ser atribuída à fonte que efetivamente a apresenta. Não é correto transformar automaticamente essa relação em uma identidade universal.

O mesmo cuidado vale para correspondências modernas de planeta, signo, elemento, cor, metal, mansão lunar ou outras classificações que não estejam explicitamente presentes no texto que estamos estudando.

O QUE PODEMOS AFIRMAR SOBRE SURGAT

Nome: Surgat
Posição: 15º dos 18 espíritos apresentados sob o Duque Syrach
Função no Grimorium Verum: abrir todo tipo de fechadura
Caráter: presente na tradição textual do Grimorium Verum
Associação dominical: presente no corpus ritual relacionado à obra
Papa Honório: associado ao domingo e a uma operação noturna
Contexto no Honório: tesouros ocultos e obtenção do solicitado
Associações no Verum: Guland e Morail aparecem junto de Surgat em determinados procedimentos.

Surgat demonstra por que o estudo sério dos grimórios exige comparação de fontes.

Não basta encontrar um nome em uma lista moderna.

É preciso verificar:

a obra;
a edição;
a posição hierárquica;
a função;
o caráter;
o contexto ritual;
e a origem de cada correspondência.

O que pertence ao Grimorium Verum permanece no Grimorium Verum.

O que pertence ao Papa Honório permanece no Papa Honório.

E aquilo que surgiu posteriormente deve ser identificado como material posterior.

DOCUMENTO ANTES DA LENDA.
FONTE ANTES DA INTERPRETAÇÃO.

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EQUIPE OCULTISTA DO MAGO AZI — SEUS FILHOS

📚 Lívia Cinxia — 18 anos
A arquivista-chefe, responsável por localizar fontes, documentos e referências históricas.

📷 Marco Verticór — 19 anos
O cinegrafista e editor, responsável pelos registros e pela apresentação dos nossos estudos.

🧹 Cloacino Felix — 16 anos, o caçula
O purificador oficial da equipe, responsável por “varrer” as fake news e separar documentação de invenção.

Somos uma família unida pelo estudo, pela pesquisa e pelo amor ao conhecimento ocultista.

EQUIPE OCULTISTA DO MAGO AZI — SEUS FILHOS

23/08/2026

templo de Quimbanda luciferiana e Magia negra Exu Rei das 7 encruzilhadas
Contato na bio

Boa noite mestre, viva suas forças.Boa noite aos demais viva a quimbanda🤘🏾💀🔱Eu venho expressar minha reverência a esse t...
23/08/2026

Boa noite mestre, viva suas forças.
Boa noite aos demais viva a quimbanda🤘🏾💀🔱

Eu venho expressar minha reverência a esse templo e ao mestre Anderson.
Eu lembro no começo da minha jornada o quanto eu precisava mudar em todos sentidos.
Hoje estou 85% espiritualmente e fisicamente, aprendi muitas coisas ligado ao mundo espiritual.
Seu 7 encruzilhada e capa preta e juntos com meus povos sempre dando alertas e etc.
Aprendi a ouvir e acreditar no espiritual profundamente.
Venho por meio dessa imagem expressar os conhecimentos obtidos pela casa do mestre🤟💀🔱

Viva sua forças mestre Anderson.
Só tenho que agradecer ao senhor.

21/08/2026

⚜️ Aura Luciferiana. CLAUNEK

Claunek Senhor dos Tesouros Ocultos, Guardião dos Fluxos da Fortuna, Arquiteto da Prosperidade, Riqueza e da Opulência.
__________

Ó venerável Clauneck, senhor do fluxo oculto, e da riqueza que não se atribuí em migalhas.
Mas se derrama em opulência, grandeza e poder.

Receba esta saudação em lume luciferiano,
sob a dignidade de um espírito elevado, que não nasceu para rastejar diante da pobreza,
mas para contemplar a abundância com olhos soberanos.

Teu nome é sussurrado entre os véus, aonde o ouro se movimenta em silêncio.
Teu nome ressoa como decreto antigo, tua presença é majestade em movimento, teu favor é coroa sobre os caminhos da abundância e uberdade.

És mão invisível, que conduz oportunidades aos que sabem reconhecê-las.
Pois onde teu sopro impera, a escassez se desfaz, e a liberdade financeira ergue seu trono em esplendor.

Clauneck, amado por Lúcifer, luz entre os cofres invisíveis, guardião dos tesouros que o mundo comum não alcança.

Eu te saúdo com honra, com elegância e com a solenidade de quem reconhece em ti, a nobre arte de fazer o ouro florescer.

Salve Clauneck, Senhor da Riqueza.
Salve Clauneck, Senhor da Opulência.
Salve Clauneck, Guardião dos Tesouros Ocultos.
Salve Clauneck, Mestre dos Fluxos da Prosperidade.

ÁGIOS

20/08/2026

SELOS, SIGILOS E CARACTERES — UMA DISTINÇÃO DENTRO DA TRADIÇÃO GRIMORIAL

Existe uma confusão bastante comum no ocultismo moderno: tratar selo, sigilo e caracteres como se fossem exatamente a mesma coisa.

Quem estuda a tradição grimorial percebe que existe uma diferença importante entre um selo transmitido ou revelado e uma figura construída pelo operador.

SELO

O selo é o sinal próprio associado a uma entidade — anjo, espírito ou Daemon — transmitido pela tradição ou, dentro de determinadas práticas, recebido ou revelado pela própria entidade.

Na tradição salomônica encontramos espíritos acompanhados por seus selos, juntamente com seus nomes, ofícios e hierarquias.

Portanto, o selo não deve ser automaticamente confundido com uma figura que o operador acabou de construir.

SIGILO

O sigilo pode ser entendido como uma representação gráfica formulada pelo operador através de determinado método.

Um exemplo histórico importante é o sistema dos Kameas associado à tradição de Agrippa: valores numéricos, letras, correspondências planetárias e o traçado resultante podem ser utilizados para produzir uma figura.

Assim, quando o operador não possui o selo tradicional ou revelado de determinada entidade, pode recorrer a um método de construção para formular uma representação gráfica.

Isso não significa que todo sigilo seja obrigatoriamente produzido por Kamea.

NOME → VALORES → KAMEA → TRAÇADO → SIGILO

O operador está construindo uma figura; não está afirmando que ela seja o selo tradicional da entidade.

CARACTERES

Os caracteres constituem uma categoria própria da literatura mágica.

Nos textos salomônicos encontramos referências a caracteres, selos, nomes divinos, figuras e outras formas gráficas. Portanto, não é correto simplesmente traduzir tudo como “sigilo”.

O termo characteres aparece como uma categoria tradicional de sinais mágicos.

Alguns podem estar relacionados a entidades, planetas ou operações e podem possuir função de selo, mas caracteres não significa automaticamente sigilos.

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O QUE DIZEM OS GRIMÓRIOS?

ARBATEL

No Arbatel de magia veterum, encontramos uma passagem importante sobre os nomes dos espíritos Olímpicos:

«“Há outros nomes dos espíritos Olímpicos, transmitidos por outros; mas somente são eficazes aqueles que são entregues a alguém pelo Espírito revelador, visível ou invisível; e são entregues a cada um conforme sua predestinação. Por isso são chamados constelações...”»

O ponto importante é a ideia de recepção através do Espírito revelador.

O Arbatel fala especificamente de nomes, portanto não devemos atribuir ao texto uma palavra que ele não utiliza. Mas ele estabelece claramente uma tradição na qual determinados elementos identificadores podem ser recebidos ou revelados pelo próprio espírito.

AGRIPPA

Agrippa apresenta uma evidência ainda mais próxima da questão dos sinais.

No Quarto Livro da Filosofia Oculta, ele afirma que determinados caracteres são conhecidos pela revelação dos espíritos e que possuem a virtude de selos ocultos.

Mais importante: esses caracteres não seriam conhecidos por outro meio.

Aqui encontramos uma ideia fundamental:

há sinais que não são simplesmente inventados pelo operador, mas recebidos através da revelação espiritual.

CORVO NEGRO

Na tradição do Grimório do Corvo Negro, encontramos narrativas em que espíritos, incluindo Astaroth, aparecem associados à entrega de conhecimentos e sinais a Fausto, juntamente com outros espíritos.

É uma tradição grimorial posterior e deve ser analisada dentro de seu próprio contexto textual.

Mas novamente aparece a estrutura:

ESPÍRITO → REVELAÇÃO/TRANSMISSÃO → CONHECIMENTO OU SINAL

CLAVÍCULA DE SALOMÃO

A tradição da Clavícula de Salomão também apresenta a origem sobrenatural do conhecimento mágico.

A obra atribui a Salomão a recepção do conhecimento mágico e dos pentáculos através de um anjo.

Existe, portanto, uma cadeia de transmissão e autoridade sobrenatural, e não simplesmente a ideia de desenhos inventados arbitrariamente pelo operador moderno.

LIBER SPIRITZ

Também encontramos essa estrutura na tradição do Liber Spirituum, na qual Salomão recebe conhecimento e meios para lidar com os espíritos.

Mais uma vez aparece a ideia de que o conhecimento mágico pode ser transmitido por uma fonte espiritual, e não necessariamente produzido pelo operador.

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E A SUMMA SACRAE MAGICAE?

Aqui precisamos manter a precisão.

A Summa Sacrae Magicae apresenta uma fórmula relacionada à determinação do ofício dos espíritos.

Isso pode permitir investigar a função ou o ofício de um espírito sem que isso implique necessariamente conhecer seu:

— nome;
— selo;
— sigilo;
— caracteres;
— ou forma gráfica.

Não devemos afirmar, sem uma passagem documental explícita, que essa fórmula produz o selo ou o sigilo.

Descobrir o ofício ≠ descobrir o selo.

São operações diferentes.

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A DISTINÇÃO OPERATIVA

SELO
→ recebido, revelado ou transmitido pela tradição ou pela entidade.

SIGILO
→ construído pelo operador através de um método.

CARACTERES
→ categoria própria de sinais da tradição grimorial.

OFÍCIO
→ função atribuída ou determinada para o espírito.

Portanto:

SELO ≠ SIGILO ≠ CARACTERES

E:

OFÍCIO ≠ SELO

Quando o operador conhece o nome ou possui alguma informação sobre uma entidade, mas não possui seu selo, ele pode formular uma representação através de um método apropriado.

Isso é diferente de afirmar que aquela figura construída é o selo tradicional da entidade.

A distinção é simples:

SELO — recebido ou transmitido.
SIGILO — formulado ou construído.

E é justamente essa diferença que muita literatura ocultista moderna apagou ao chamar indiscriminadamente qualquer desenho mágico de “sigilo”.

Quem estuda os grimórios deve observar:

de onde veio o sinal,
quem o transmitiu,
como foi obtido
e qual função o texto atribui a ele.

É aí que começa o estudo sério da tradição grimorial.

20/08/2026

SUSTUGRIEL — O MESTRE DA ARTE MÁGICA

SUSTUGRIEL • SUFFUGIEL • SUFFUGREL

Poucos espíritos da tradição grimorial possuem uma história textual tão interessante quanto Sustugriel.

Conhecido principalmente através do Grimorium Verum, seu nome não aparece isolado nessa tradição. Manuscritos relacionados à literatura salomônica preservam formas variantes como Suffugrel e Suffugiel, revelando uma antiga corrente textual por trás do nome que chegou até nós como Sustugriel.

A LINHAGEM OCULTA DO NOME

Na tradição manuscrita encontramos:

SUFFUGREL

Em outro testemunho aparece:

SUFFUGIEL

E no Grimorium Verum encontramos:

SUSTUGRIEL

Essas formas são tratadas pelos estudos comparativos dos grimórios como variantes relacionadas de uma mesma figura espiritual.

Não estamos, portanto, diante de um espírito que simplesmente surgiu nas edições modernas do Grimorium Verum. Sustugriel pertence a uma tradição grimorial mais ampla, ligada ao universo das Clavículas e da magia salomônica.

O LUGAR DE SUSTUGRIEL

No Grimorium Verum, Sustugriel ocupa uma posição elevada entre os quatro principais espíritos associados a Satanachia.

Ao seu lado aparecem:

SERGUTTHY
HERAMAEL
TRIMASAEL
SUSTUGRIEL

Cada um manifesta uma especialidade distinta.

Heramael está ligado ao conhecimento das doenças e das virtudes das plantas.

Trimasael está relacionado à química, à prestidigitação e ao Pó de Projeção.

Sergutthy possui atribuições ligadas às relações com mulheres.

E Sustugriel ocupa um domínio particularmente importante:

A ARTE DA MAGIA.

O MESTRE DA ARTE MÁGICA

O Grimorium Verum atribui a Sustugriel o ensino da arte da magia.

Essa atribuição o diferencia de muitos outros espíritos grimoriais.

Sustugriel não é apresentado simplesmente como um espírito destinado a conceder riquezas, amor ou vingança.

Sua função está ligada ao conhecimento mágico em si.

Ele aparece como uma figura relacionada à transmissão de conhecimento, à prática da arte e ao fornecimento de espíritos familiares.

Dentro da lógica do grimório, isso coloca Sustugriel em uma posição particularmente interessante: ele representa o domínio do saber mágico e dos auxiliares espirituais utilizados pelo operador.

OS ESPÍRITOS FAMILIARES

Uma das atribuições mais importantes de Sustugriel é fornecer espíritos familiares.

No imaginário grimorial, um espírito familiar não deve ser confundido simplesmente com um animal de estimação espiritual.

Trata-se de um auxiliar sobrenatural, associado ao praticante e capaz de desempenhar determinadas funções dentro da arte mágica.

Assim, Sustugriel não aparece apenas como aquele que ensina: ele também está relacionado à obtenção de auxiliares espirituais.

A MANDRÁGORA

Outra característica tradicional de Sustugriel é sua relação com a mandrágora.

A mandrágora possui uma história extraordinária dentro da magia europeia. Durante séculos, foi cercada por lendas, propriedades mágicas e histórias sobre sua natureza sobrenatural.

No Grimorium Verum, entretanto, devemos permanecer fiéis ao texto: Sustugriel é apresentado como capaz de fornecer mandrágoras.

As inúmeras propriedades atribuídas à planta em outras tradições não devem ser automaticamente transferidas para Sustugriel.

SUSTUGRIEL E A MAGIA

Do ponto de vista ocultista, sua imagem pode ser compreendida como a de um instrutor da arte mágica.

Não necessariamente como uma personificação abstrata da magia, mas como um espírito ao qual o grimório atribui conhecimento e capacidade de transmissão dentro dessa arte.

Seu simbolismo pode, portanto, ser contemplado através de três eixos:

CONHECIMENTO
O domínio da arte mágica.

AUXÍLIO ESPIRITUAL
O fornecimento de espíritos familiares.

MANDRÁGORA
A relação com uma das plantas mais emblemáticas da tradição mágica europeia.

SUSTUGRIEL NÃO É UM ANJO DA CABALA JUDAICA

É importante fazer uma distinção.

Apesar das fortes influências judaicas e salomônicas presentes na literatura mágica europeia, Sustugriel não deve ser apresentado historicamente como um anjo da Cabala judaica clássica.

Sua documentação pertence principalmente à tradição dos grimórios salomônicos.

Qualquer correspondência posterior com Sephiroth, Qliphoth, planetas ou hierarquias cabalísticas deve ser identificada como uma interpretação ocultista posterior, e não como uma atribuição original do Grimorium Verum.

UM ESPÍRITO COM VÁRIOS NOMES

No ocultismo tradicional, o nome possui enorme importância.

Por isso, as variantes:

SUFFUGREL
SUFFUGIEL
SUSTUGRIEL

merecem atenção.

A alteração de nomes é comum na transmissão dos manuscritos mágicos. Copistas trabalharam com línguas diferentes, alfabetos diferentes e sistemas de transliteração diferentes.

Uma única entidade podia, ao longo dos séculos, adquirir diversas grafias.

Por isso, o estudante de grimórios precisa olhar além da ortografia e observar:

posição hierárquica + função + contexto textual.

E nesse caso os elementos são extraordinariamente próximos.

A ESSÊNCIA DE SUSTUGRIEL

Se retirarmos todas as invenções modernas e permanecermos próximos da tradição grimorial, encontramos uma figura muito mais interessante:

SUSTUGRIEL É O ESPÍRITO DA ARTE MÁGICA.

Um espírito associado ao conhecimento mágico.

Um fornecedor de espíritos familiares.

Um espírito relacionado à mandrágora.

E uma figura cuja identidade atravessou diferentes testemunhos manuscritos sob nomes como Suffugrel e Suffugiel, chegando ao Grimorium Verum como Sustugriel.

Sua verdadeira força dentro da tradição não está em correspondências modernas acrescentadas posteriormente.

Está no próprio papel que o grimório lhe atribui:

ENSINAR A ARTE DA MAGIA.

E é justamente isso que torna Sustugriel uma das figuras mais intrigantes da tradição do Grimorium Verum.

Endereço

Americana, SP

Horário de Funcionamento

Terça-feira 19:00 - 22:00
Quarta-feira 19:00 - 22:00
Quinta-feira 19:00 - 22:00
Sexta-feira 19:00 - 22:00
Sábado 10:00 - 16:00

Telefone

+5519992165567

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