Ilê Axé Oxum Dokô e Xangô Agodô

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24/08/2026

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Orixás de Rua

Bará Lodê é considerado o mais temível dos Barás, ligado às ruas, cruzeiros, encruzilhadas e às entradas das casas de religião. Junto de Ogum Avagã, guarda e protege os espaços sagrados. No Batuque, Bará vem primeiro, pois nada se realiza sem que seu caminho seja inicialmente aberto. É um Orixá de personalidade forte, que deve ser tratado com respeito e cautela. Sua ferramenta é a chave e suas guias são de aço. Atua na proteção, abertura de caminhos e em diferentes necessidades humanas.

Ogum Avagã é uma qualidade de Ogum ligada às forças da rua, à patrulha e à proteção dos limites do terreiro. Diferentemente de outros Oguns, seu assentamento não utiliza o okutá, sendo estruturado pelo ferro e pelo aço, representados por uma lança ou lâmina central envolvida por uma estrutura metálica em hélice. Sua força está relacionada ao movimento, ao corte, à condução e à defesa do território sagrado. É associado especialmente aos cruzeiros, encruzilhadas e espaços externos.

Oyá Timboá, uma das qualidades de Iansã, é Orixá dos ventos, da força guerreira e das alianças. Ligada à proteção das casas, mudanças e questões relacionadas ao lar, também atua no fortalecimento das alianças espirituais e materiais. Guerreira e companheira de Ogum nas batalhas, utiliza a espada e o eruexim para afastar os Eguns. Suas cores são vermelho e branco, seu dia é terça-feira e sua saudação é Epaiêio. Oyá Timboá manifesta-se na mata e está relacionada à força dos ventos e à defesa.

Bará Lodê, Ogum Avagã e Oyá Timboá apresentam forças distintas, mas complementares. Bará abre e movimenta os caminhos; Ogum Avagã protege, vigia e delimita os espaços; e Oyá Timboá movimenta os ventos, fortalece alianças e atua na defesa. Juntos, expressam movimento, proteção, força e transformação, especialmente nas relações entre o terreiro, a rua e as forças que guardam seus caminhos.
Créditos da imagem

Referências
ANDRADE, Í. F. A Forja Ancestral: Cultura Material, a Simbiose de Gu e Dan e a Persistência Ewe-Fon no Assentamento de Ogum Avagã, 2026

BARBOSA NETO, Edgar Rodrigues. Topologias do axé: a casa, o tempo, o corpo. Horizontes Antropológicos, n. 71, 2025

Você está vivendo o seu Orí ou a sombra do Orí de alguém?Muitas pessoas passam pela vida vivendo à sombra do Orí de outr...
18/08/2026

Você está vivendo o seu Orí ou a sombra do Orí de alguém?

Muitas pessoas passam pela vida vivendo à sombra do Orí de outro, tomando-o como espelho e referência, esquecendo-se de conhecer e caminhar segundo o próprio destino. É justamente essa individualidade que buscamos despertar quando cultuamos e veneramos nosso Orí: reconhecer quem somos, o caminho que nos pertence e aquilo que não pode ser vivido por ninguém em nosso lugar.

Toda vida tem sua sina, sua praga e sua bênção. O destino do outro não deve ser a medida do nosso. Cada Orí carrega sua própria história, seus aprendizados, seus desafios e suas possibilidades. Cultuar o Orí é, também, aprender a ocupar o nosso próprio lugar no mundo.

Bàbálòrìṣà Jefferson Motta
Àṣẹ Omieji

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17/08/2026

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NOTA DE REPÚDIO À EXPOSIÇÃO DE ANIMAIS SACRALIZADOS NAS REDES SOCIAIS

A Federação das Religiões Afro-Brasileiras – AFROBRAS vem a público manifestar seu mais veemente repúdio à exposição irresponsável de animais sacralizados, rituais internos e imagens associadas às religiões de matriz africana nas redes sociais.

A divulgação de cenas em que pessoas utilizam cabeças de animais, aproximando-as do próprio rosto ou da boca, como forma de espetáculo, provocação ou autopromoção, constitui um grave desserviço às tradições afro-religiosas.

Ainda que determinadas práticas sejam apresentadas apenas por analogia, encenação ou associação superficial com nossas religiões, seus efeitos atingem toda a comunidade.

Em muitos casos, o que é exibido não possui qualquer relação com rituais fundamentados, sendo utilizado exclusivamente para causar impacto, conquistar visualizações, impor medo ou demonstrar um suposto poder religioso.

Essas pessoas e essas práticas não nos representam.

A AFROBRAS esclarece, de forma firme e categórica, que tais exposições não representam o BATUQUE, não representam a UMBANDA e tampouco representam a dignidade, a força espiritual e os verdadeiros fundamentos dos EXUS.

Exu não é instrumento para causar medo.
Exu não é personagem de espetáculo.

Exu é força sagrada, comunicação, movimento, proteção e fundamento.

Não se pode transformar a fé em exibição, o fundamento em propaganda e a ancestralidade em instrumento de vaidade pessoal.

A exposição de animais sacralizados, sangue e elementos internos dos rituais, especialmente de maneira descontextualizada e sensacionalista, alimenta preconceitos, fortalece o racismo religioso e compromete a imagem de toda uma coletividade.

Quando uma conduta individual atinge a honra, a dignidade e a imagem de uma comunidade inteira, seus efeitos deixam de ser exclusivamente individuais e podem assumir dimensão coletiva.

Nossa manifestação não se dirige contra a liberdade religiosa nem contra os rituais legítimos realizados dentro de seus fundamentos.

O que repudiamos é a exposição pública, a vulgarização, a deturpação e a transformação do sagrado em espetáculo para as redes sociais.

Liberdade religiosa também exige consciência, ética e responsabilidade.

A AFROBRAS conclama sacerdotes, sacerdotisas, dirigentes, filhos de santo e toda a comunidade afro-religiosa a não filmarem, publicarem ou compartilharem imagens de rituais internos e de animais sacralizados.

Quem verdadeiramente respeita a religião compreende que nem tudo deve ser mostrado.

Não podemos permanecer calados enquanto atitudes irresponsáveis ferem a dignidade de todos e colocam nossas tradições sob o julgamento preconceituoso da sociedade.

O sagrado deve ser protegido, respeitado e preservado.

NÃO EXPONHA O SAGRADO!

NÃO EXPONHA A SACRALIZAÇÃO NAS REDES SOCIAIS!

SEJA RESPONSÁVEL!

RESPEITE A COLETIVIDADE!

Porto Alegre, 16 de agosto de 2026.

AFROBRAS
Federação das Religiões Afro-Brasileiras

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17/08/2026

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Epaôbaba 🤍🕊️🤍🕊️🤍🕊️
17/08/2026

Epaôbaba 🤍🕊️🤍🕊️🤍🕊️

Que a serenidade de Oxalá habite nossos pensamentos e acalme nosso coração diante de tudo aquilo que não podemos controlar. Que sua paz nos ensine a não responder com pressa, a não agir pelo impulso e a compreender que cada coisa possui o seu próprio tempo.
Oxalá nos ensina que a verdadeira força também está na calma. Nem toda batalha precisa de confronto, nem toda resposta precisa ser imediata. Às vezes, silenciar, respirar e esperar são atitudes de quem possui sabedoria.
Que Oxalá cubra nossos caminhos com sua paz, fortaleça nossa fé e nos dê equilíbrio para atravessar os dias difíceis sem perder a esperança.
Que a serenidade de Oxalá seja nossa força nos momentos de inquietação, nossa paz nos momentos de dúvida e nossa luz quando o caminho parecer incerto. E que nunca nos falte a calma necessária para confiar nos caminhos da vida.

Epaô Babá!

Não tem como ser triste , orixá é vivo
16/08/2026

Não tem como ser triste , orixá é vivo

Kâo cabelecile ⚖️🤍❤️⚖️ meu pai Ora ieiêo 💛✨
16/08/2026

Kâo cabelecile ⚖️🤍❤️⚖️ meu pai
Ora ieiêo 💛✨

✨✨✨
16/08/2026

✨✨✨

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