26/08/2025
Texto é grande... mas vale a pena!
ÒRUN (CÉUS)
Os 9 Oruns de Iansã - 9 (céus)
Alguns acreditam que o mistério da morte esta associada somente a Nanã e Òbaluwàiyé. Aí aparece Oyá ou Iansã.
Oyá, é o nome de um rio na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. É uma Divindade das águas assim como Oxum e Iemanjá, e também relacionada ao elemento ar, onde controla os ventos.
Iansã é isso tudo é mais um pouco. Permeia nesta ligação fazendo a transposição dos mortos, dos Eguns. E diferente de Nanã e Òbaluwàiyé (que determina a vida e a morte) vem Iansã que pontualiza a passagem e o transporte dos mortos para outra esfera. Sua missão enquanto Orixá Iyabá (feminina) é de conduzir, encaminhar e dar direção ao espírito, a partir do momento de seu desprendimento da materia corporal, até guiar o espírito a um de seus nove Orùns.
Isto conforme as determinações de Olodumaré (Deus criador na cultura yorubana).
Sabe-se que Iansã aprendeu a dominar o poder do fogo natural; àquele que provém da natureza como o raio, trovão, vulcão (com Sàngó); aprendeu com (Ogùn) a arte da forja e o manuseio das armas, da espada e do fogo não natural (aquele criado; produzido)
Aprendeu com o feiticeiro Òsóòsì a lidar com uma espécie de Erukerê especial chamado de Iruexim ou Eruxim, produzido com rabo de cavalo, que tem o poder proteção e de comando contra os Eguns.
E se num bastasse, soprou forte vento em Ossaen, conseguindo derrubar a cabaça onde continha o mistério das folhas de Ossaen, ficando alguns para si e outras para cada Orixá.
O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô, referindo-se "ao entardecer". Iansã significa "A mãe do céu rosado ou a mãe do entardecer".
E Iansa conquistou a confiança de Òbaluwàiyé aprendendo a conviver e determinar os Eguns sob seu comando. Assim, Oyá encaminha os espíritos a um de seus nove Òruns:
Orun Alààfia: Espaço de muita paz e tranqüilidade, reservado para pessoas de temperamento brando, bondosa, índole pacífica.
Orun Funfun: Espaço para os inocentes, espíritos de crianças, de pureza de sentimentos e intenções.
Orun Bàbá Eni: Espaço para os grandes sacerdotes e sacerdotizas, Bàbálórìsàs, Iyalorisas, Ogans, Ekedes, enfim, espaço para todos os que possuem tempo e responsabilidade dentro do culto afro.
Orun Afèfé: Local de oportunidades, espaco de aragem, local de correção para os espíritos, onde permanecem com a possibilidades de serem reencarnação, voltar ao Aye (terra).
Orun Ìsolù ou Àsàlù: Local de julgamento dos espíritos por Olodumarè para decidir qual dos respectivos Orùns o espírito será conduzido.
Orun Àpáàdì: Reservado para espíritos impossíveis de ser reparados. Local dos erros impossíveis de reparar.
Orun Rere: Espaço para aqueles que foram bons durante a vida.
Orun Burukú: Espaço destinado às pessoas más, ruim, "IBONAN Quente como pimenta”. Reservado para as pessoas sem prática boa.
Orun Marè: Espaço para aqueles que permanecem que tem autoridade absoluta sobre tudo que há no ORUN (céu) e no AYÊ (terra); para os absolutamente perfeitos, os supremos em qualidades e feitos. Reservado à Olodumarè e todos os Orixás e divindades. Possa ser que tenha correlação com Orun Oké Ora, em alusão ao lo al de onde partiu Odùdùwà para o Aiyê.
Iansã é quem Domina o ERÓ IKU (segredo da morte). Onde as Oyás do culto GBALÉ ou IGBALÈ, contribuem para essas personificações. Onde todas IANSÃ são capacitadas para exercer poder sobre os Eguns (mortos) e Ikú (morte).
Estamos falando de Divindade do Candomblé e não de Entidades, (apesar de consideradas de direitas, como são chamadas na Umbanda). Mas que não exercem este valor, consideração dada a Iansã (Orixá Divindade). A palavra IGBALÈ quer dizer àquela que varre a terra; as Oyás Igbalè’s, tem esta atividade e domínio, cada uma com sua característica.
Iansã é realmente fundamental em sua existência na natureza. Sem Ela não harmonia entre o mundo material e o espiritual, entre a dosagem de equilibrio que permeia entre o bem e o mal.
Texto da página: odé abàfé asé efón