09/05/2025
“A honra não se herda — se conquista.
A lealdade não se exige — se reconhece.
E a ancestralidade… ah, essa é a estrada viva que molda o destino dos que caminham com fé, coragem e verdade.”
Na Quimbanda, nada é acaso. Cada passo ressoa nas encruzilhadas do tempo, onde Exus e Pombagiras guardam os segredos dos que vieram antes de nós. É lá, no ventre da encruza, que habita o Maioral Sete Encruzilhadas da Lira — senhor dos caminhos, patrono da Casa de Quimbanda Reino das 7 Encruzilhadas. Ele nos ensina que liberdade é compromisso, e força, fruto do equilíbrio.
Mas quantos, em vez de ouvir o chamado ancestral, se deixam enlaçar pelas teias da autossabotagem? Curvam-se diante do medo, ao invés de firmar o corpo na gira da coragem. Escuta: autossabotagem é oferenda sem fundamento, vela acesa sem alma. E na Quimbanda, nada se move sem intenção.
Ser leal não é ser submisso. É ser inteiro. É carregar no peito o compromisso com a verdade do próprio sangue — com os pactos selados tanto no mundo dos vivos quanto no dos mortos. É ter a firmeza de olhar nos olhos de Exu e dizer:
“Estou aqui. De pé. Pronto para cumprir o que prometi.”
Honrar os ancestrais vai além de velas e pontos riscados. É viver de modo que eles não se envergonhem de nós. É não esquecer que o axé que corre em nossas veias foi sonhado por aqueles que lutaram com faca nos dentes para que hoje pudéssemos nos afirmar: filhos da Rua, da Lira e do Trono da Liberdade.
Não temas tua grandeza.
Teme, sim, o esquecimento de quem tu és.