Pascom Alvorada do Sul

Pascom Alvorada do Sul Página da Pastoral da Comunicação da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Alvorada do Sul - PR.

9º Domingo do Tempo Comum - 03/06/2018Marcos inicia seu Evangelho com o anúncio de João Batista que vem “preparar o cami...
03/06/2018

9º Domingo do Tempo Comum - 03/06/2018

Marcos inicia seu Evangelho com o anúncio de João Batista que vem “preparar o caminho” de Jesus. Agora, os discípulos de Jesus começam a “abrir caminho”. Marcos, na primeira parte de seu Evangelho, coloca a “casa” como o lugar de formação e convívio das comunidades envolvidas pelo ministério de Jesus. Na segunda parte, quando vai se encerrando o ministério ao redor da Galiléia, o destaque é o “caminho” para Jerusalém, onde se dará o confronto final com os chefes do Templo.
Ao longo do ministério na Galiléia e vizinhanças, f**a caracterizado o confronto com os chefes das sinagogas locais pelas infrações às regras de pureza, pela observância sabática, pelo jejum e pelo convívio social, bem como pela promulgação do perdão dos pecados. Jesus, por sua prática, revela que a necessidade está acima da Lei.
O que Jesus e os discípulos estavam fazendo em Marcos 2,23 seria perfeitamente lícito aos olhos dos fariseus se não fosse realizado no sábado (Deuteronômio 23,25). A Tradição oral determinava minuciosamente o que podia e não podia ser feito aos sábados. Havia até uma lista de 39 verbos (trabalhos) que não podiam ser feitos naquele dia. Quatro destes verbos (colher, debulhar, limpar e preparar) eram descrições de que os discípulos estavam fazendo ao comer.
Jesus combateu a tradição judaica muitas vezes, especialmente as tradições com respeito ao sétimo dia. Há uma grande quantidade de situações onde Jesus entrou em choque com os judeus nesta questão (Mc 3,1-6; Lc 13,10-17; 14,1-6; Jo 5,1-9; 16-17; 7,22; 9,1-14). A seita dos chamados essênios, por exemplo, proibia claramente que um homem tirasse de uma cisterna ou fosso um animal que ali tivesse caído (Documento de Damasco, 11.13-14). Jesus, e até mesmo a maioria dos judeus, achava isto um absurdo (Mt 12.11; Lc 14,5, também 13,15).
O Mestre citou o exemplo de Davi em 1Sm 21,1-6 para chamar atenção dos seus opositores ao fato que nem tudo pode ser resumido ou explicado pela tradição rabínica. Davi comeu os pães da proposição (Lv. 24,5-9) numa situação de perigo de vida e não foi punido por isto. De fato, este evento ocorreu num sábado, dia no qual os pães eram retirados do tabernáculo, substituídos por outros e disponibilizados aos sacerdotes para seu alimento. Tal fato não prova que os pães da proposição podiam ser comidos por qualquer um; pelo contrário, a exceção prova a regra. Quebrar a lei de Deus quando houver necessidade não é o que Jesus ensina aqui. O que f**a provado é que o modo rígido e legalista dos fariseus de interpretar a Lei não explicava tudo (Mc. 2,25 – 26).
De fato, Davi só comeu os pães da proposição impunemente por ter Deus concedido a ele esta prerrogativa naquele momento. De uma forma similar, Jesus tem prerrogativas e autoridade superiores às da Tradição e da própria Lei judaica. Jesus está dizendo: “Se Davi teve autorização para quebrar o protocolo, muito mais o Senhor de Davi pode fazê-lo”.
Mateus ainda menciona o caso dos sacerdotes judaicos que trabalham no templo em pleno sábado (Mt 12,5-7). Se o serviço no templo exige a suspensão da lei do sábado para alguns, a obra de Jesus exige a suspensão da mesma lei, pois Jesus é maior que o templo (Mt 12,6). Se o templo era maior que o sábado e se Jesus era maior que o templo, certamente era maior que o sábado, um dos grandes preceitos da Lei.
Em tudo isto, pode-se notar também que há prioridades dentro das prescrições da Lei e que há momentos em que um princípio maior supera outras regras menores. A citação de Os 6,6 aponta nesta direção. O ritual não é maior que a fidelidade; a Palavra do Cristo era maior que o ritual do sábado.
O provérbio “O sábado foi estabelecido (feito) por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” é peculiar a Marcos, não sendo retomada por Mateus e Lucas. É difícil saber o motivo da omissão da frase nestes dois Evangelhos. O interesse pode ser simplesmente o de resumir Marcos, gerando espaço para introduzir outros materiais. Este é o costume de Mateus e Lucas. Outro motivo seria o de eliminar qualquer ambiguidade ou mau uso da frase nas comunidades receptoras das obras, embora seja muito questionável e difícil imaginar quais seriam estes maus usos do provérbio.
Mateus e Lucas, ao omitirem o provérbio que estamos estudando, colocaram toda a ênfase do episódio na frase: “O Filho do Homem é Senhor do sábado” (Mt. 12,8 e Lc. 6,5). Lucas, inclusive, por não mencionar (como faz Mateus) a questão do serviço do templo, faz com que o leitor seja claramente induzido a entender a comparação que Jesus fez de si mesmo com Davi. Observe que Jesus, como Davi, era o ungido de Deus, que agia sob orientação divina e por causa disto tinha grande autoridade.
“O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” é uma clara alusão à criação. Jesus usa o verbo na chamada voz passiva (‘foi feito’) para designar a ação de Deus. o Senhor criou o homem no sexto dia e estabeleceu o sétimo como dia de repouso.
A própria ordem da criação indica que o homem era o alvo do benefício do repouso sabático. Contudo, o modo rabínico de interpretar o Velho Pato afastava o mandamento das intenções originais de Deus. O sábado, que era para ser um dom, um presente e um dia de refrigério, acabou sendo um dia de castigo, de opressão e de tensão devido à grande carga de mandamentos associados com ele e dos inúmeros preceitos reguladores. Esqueceram a função do sábado e f**aram apenas com a sua forma externa.
Este método de recorrer às origens e à criação para resolver questões é característico de Jesus. Na questão do divórcio, narrada em Mc 10,2-12, enquanto todos buscavam alguma “interpretação” que permitisse o divórcio, Jesus buscava a intenção original do Criador na instituição do primeiro casal (Mc 12,6-9).
Jesus arremata a questão dizendo: “De sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc. 2,28). No Evangelho de Marcos esta frase aparece como conclusão do texto, mas apresenta uma verdade que é anterior à argumentação. De fato, o ensino que Jesus é o Senhor do sábado e de tudo mais permite que ele diga como que o mandamento do sábado deve ser obedecido. A razão para aceitar o ensino de Jesus é o fato d’Ele ser o Filho do Homem. Seu ensino não tem validade apenas por sua lógica ou por sua veracidade, mas sobretudo por causa de sua autoridade. O modo de Jesus interpretar a questão é importante, pois a norma é Ele mesmo. A era messiânica já havia começado, e o conhecimento de quem era o Messias traria compreensão para saber cumprir a vontade de Deus.
Somos chamados a abrir caminhos, rompendo as cercas ideológicas ou materiais armadas pelo sistema de poder, para que o pão seja farto na mesa de todos.
Fonte:
https://homilia.cancaonova.com/homilia/o-filho-do-homem-e-senhor-do-sabado-mc-223-28/

Solenidade da Santíssima Trindade - 27/05/2018A festa de hoje é um convite a mergulhar no imenso mistério da vida íntima...
27/05/2018

Solenidade da Santíssima Trindade - 27/05/2018

A festa de hoje é um convite a mergulhar no imenso mistério da vida íntima do próprio Deus e a louvar a grandeza do seu amor: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!
Deus revela-nos o mistério da sua vida quando, para nos fazer participar da sua própria vida, nos envia o seu Filho à Terra, e o Filho – consumada a obra da Redenção – nos envia do Pai o Espírito Santo.
A Igreja – fundada por Deus à imagem da SSª Trindade – é também um mistério de comunhão na unidade, a que jamais pode renunciar.
Jesus se comunica não com terrores e poder, mas com palavras dirigidas aos seus discípulos de irmão para irmão, de amigo para amigo. São palavras de vida que seduzem e conquistam. Os discípulos são enviados de modo a eles próprios fazerem novos discípulos entre todas as nações. Não há nenhuma eleição particular; todos são chamados ao seguimento de Jesus, na observância de sua palavra e na adesão à vontade do Pai. Agora, os discípulos são enviados para batizar, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Jesus ao afirmar: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra, torna muito bem claro que Ele não é somente o Filho de Deus, como algumas pessoas acreditam, mas sim, o próprio Deus descido do Céu, consubstancial ao Pai, isto é, da mesma natureza que o Pai, com os mesmos poderes do Pai, porque quem o viu, viu o Pai. Ele está repetindo o discurso que havia feito antes através do evangelista João: Eu e o Pai somos um!
Ao enviar ordenadamente os seus discípulos: Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ele está nos confirmando que Deus é uno e trino, pois é composto de três pessoas distintas, muito embora não entendamos isso com a nossa razão nem com a nossa inteligência, mas sim com os olhos da fé. Não se trata de um dogma inventado pelos papas e bispos, mas sim, uma realidade anunciada pelo próprio Deus na pessoa de seu filho amado. A Santíssima Trindade, assim como a existência da nossa alma invisível, é um grande desafio para a nossa fé, pois tais verdades anunciadas por Jesus, só podem ser detectadas, repito, pelos olhos da nossa fé.
Quando Jesus nos garante: Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo. É para a gente confiar mesmo, ter coragem e a decisão inabalável de continuar o nosso trabalho de multiplicação de cristãos, de catequistas, de padres, através do nosso trabalho missionário, sem nenhum ciúme entre nós irmãos. Isto porque não somos concorrentes uns dos outros, mas sim, somos multiplicadores de muitos outros cristãos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Vejam que os discípulos são enviados de modo que eles próprios vão fazer novos discípulos entre todas as nações. Não há nenhuma eleição particular, nem tampouco nenhuma obrigação de aceitar, também não há nenhum processo de seleção, porque todos, sem distinção, são chamados ao seguimento de Jesus, para ouvir a sua palavra, e colocá-la em prática, e através da observância de sua lei e na adesão à vontade do Pai, todos sejam salvos. A missão de Jesus começou com o seu batismo no Rio Jordão.
No Evangelho de hoje, Jesus me envia e te envia como discípulos para evangelizar e batizar, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não ofereça resistência à sua voz. Responda sim ao seu chamado e vai unido, unida à Santíssima Trindade: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Fonte:
https://homilia.cancaonova.com/homilia/unidos-na-trindade-santa-mt-2816-20/

Solenidade da Ascenção do Senhor- 13/05/2018Tu e eu já estamos com um pé no céu. Acredite nesta afirmação! Celebrando ho...
13/05/2018

Solenidade da Ascenção do Senhor- 13/05/2018

Tu e eu já estamos com um pé no céu. Acredite nesta afirmação! Celebrando hoje o Domingo da Ascensão, a Igreja nos leva a contemplar em Cristo o nosso triunfo lá no céu. É fundamental conhecer a Cristo para que saibamos a esperança que seu chamado nos dá, descobre-nos as riquezas da glória que está na herança dos santos e o imenso poder que exerceu em favor dos que crêem. Essa riqueza não é algo a buscar no futuro, mas a viver já aqui hoje e agora, na sagrada liturgia na qual estamos com Ele, o Sumo Sacerdote, glorif**ando o Pai. Seria tão bom se pudéssemos celebrar com intensidade, não apegados a ritos, mas ao mistério que nos é revelado em cada celebração.
Em cada uma delas as portas do Céu, no qual entramos com Cristo glorif**ado se abrem. Com o Espírito que nos é dado, podemos nos alegrar com o Pai que vê seu Filho voltando com os filhos que adotou.
E nesta incontável alegria, Jesus nos encarrega a missão: Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura!. Se por um lado estamos com Ele na glória, por outro lado estamos na história da qual é o condutor, pois é o Senhor da História. Por mais que sejamos desconhecidos, Ele conduz o universo e nos deixou com a missão de, com Ele, colocar todos os seus inimigos debaixo de seus pés. O inimigo é toda espécie de mal. O anúncio do Evangelho retirará do mundo o poder do mal e o conduzirá a criar, já aqui na terra, um novo céu e uma nova terra, com dores, mas com a esperança da glória.
A Ascensão de Jesus não marca um fim ou uma virada de página. Ele continua vivo e presente, pois estamos unidos a Ele. Ele é a cabeça que atrai o seu corpo para o Pai, vivif**ando-o por meio de seu Espírito. A Ascensão coloca-o no centro de nossa vida e de nossa história. Jesus é o Senhor de todas as coisas, é a pedra angular que fora rejeitada pelos construtores. Ele é elevado até junto do Pai, com o qual se torna na sua humanidade vivif**ante, fonte do rio da vida.
Na Ascensão, Cristo não desaparece, mas, pelo contrário, começa a mostrar-se e a vir. Por isso os Anjos dizem: Ele vai voltar do mesmo modo como vistes partir para o Céu. Ele está sempre vindo. Ele levou os cativos, que somos nós, para o mundo novo da sua Ressurreição, e derrama sobre os homens os seus dons, o seu Espírito. Sua Ascensão é um movimento progressivo. Sua ascensão é para que cheguemos ao estado de homem perfeito, à medida de Cristo na sua plenitude. O movimento da Ascensão só f**ará completo quando todos os membros do seu corpo estiverem sido atraídos para o Pai e vivif**ados pelo Espírito. Ela é a energia pascal do Cristo que enche o universo. A liturgia é o momento de sua vinda. Nos encontramos tudo isso na liturgia que é feita em união com a liturgia celeste. Ele é sumo-sacerdote que continua a presidir no templo da glória. Em Jesus há uma volta ao Pai em cada liturgia celebrada. Celebramos a alegria do Pai ao ver o regresso do Filho amado da parábola. Ele não volta só, mas volta na carne, trazendo os filhos de adoção. Eis-me aqui com os filhos que Deus me deu. Cada filho tem a face do Filho amado. O Pai se faz acolhimento de todos os filhos. Partilhamos da liturgia eterna.
Já estamos com um pé no Céu. Somos um só Corpo com Jesus, por isso temos uma parte nossa no Céu. Ele, ao deixar o mundo, no dia da Ascensão, não subiu aos céus para afastar-se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá à gloria da imortalidade.
Irmãos e irmãs. Escutem o que dizem os dois Anjos aos discípulos: Por que olham para o alto? Agora é a vez de fazer o que Ele fazia. É a hora de nossa missão. Não estamos sozinhos. Temos o Espírito Santo. Por isso, lança-te à missão e vai anunciar que já a nossa natureza já está lá no Céu com Cristo nosso irmão, esforcemo-nos para ir a conquistando a cada dia que passa.
Padre Bantu M. K. Sayla
http://homiliadopebantu.blogspot.com.br/2009/05/estamos-ja-com-um-pe-no-ceu-mc-1615-20.html

6º Domingo da Páscoa - 06/05/2018A fonte e o modelo do nosso amor fraterno é Jesus. Ele próprio proclama: “Se praticais ...
06/05/2018

6º Domingo da Páscoa - 06/05/2018

A fonte e o modelo do nosso amor fraterno é Jesus. Ele próprio proclama: “Se praticais o que vos ordeno, vós sois meus amigos”. Compromisso de aliança e de união. À primeira vista, parece-nos que mandamento e amor são estranhos um ao outro. Porém, o amor de Jesus não é mero sentimento, é expressão do seu coração aberto na cruz e expressa sua generosa e gratuita doação de vida, no cumprimento da vontade do Pai. Pasmos, reconhecemos que, em sua doação gratuita e irrevogável, o nosso amor fraterno se transforma em sacramento de Cristo, um “outro Cristo”, no dizer de S. João Crisóstomo. E, no esplendor da bondade divina, os limites mais altos de nossos desejos são superados, pois somos introduzidos pelo Crucif**ado na grandeza de sua doação: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos”.
Partilhamos o fluxo do amor que o Pai e Ele têm para conosco, amor que levou o Pai a enviar ao mundo seu próprio Filho Unigênito. Nele, nós nos aproximamos da plenitude da graça, da vida, da paz e da alegria, existentes em Deus. O amor do Pai e do Filho manifesta-se em nossa vida e, pela ação do Espírito Divino, nos penetra e nos arrasta. Assim, a alegria que o Senhor encontra em nós atinge a sua plenitude e “nossa alegria torna-se plena”. Contanto que observemos os seus mandamentos, como ele guarda “os preceitos do Pai e permanece em seu amor”.
Os Santos Padres não cessam de entoar louvores ao amor de Cristo. S. João Crisóstomo exclama: “Olha como Jesus cuida dos que o crucif**am e o insultam com furor. Eis Jesus falando com o Pai e dizendo: ‘Perdoai-lhes porque não sabem o que fazem’. Mais tarde, ele envia seus discípulos para anunciar-lhes a Boa-Nova do Evangelho. Imitemos essa caridade no seguimento do Senhor”. No pressentimento do amor do Pai, o discípulo sente e ama seu semelhante, que ele experimenta como existência pessoal, única, situada para além dos seus limites. O outro se torna uma “marca” indelével em sua imagem de Deus. Diz o abade Agatão: “Se eu pudesse encontrar um leproso, doar a ele o meu corpo e tomar o seu, eu seria felicíssimo. Eis o verdadeiro amor!”
Ao unir-se ao Senhor, na entrega de sua vida em benefício de toda a humanidade, o discípulo alimenta e revigora seu amor fraterno. S. João Clímaco conta ter visto, “um dia, três monges, humilhados da mesma maneira e no mesmo momento. O primeiro se sentiu cruelmente ofendido, perturbou-se, mas permaneceu em silêncio. O segundo provou alegria pessoal, mas tristeza pelo ofensor. O terceiro pensou unicamente no dano do seu próximo, e chorou cheio de compaixão. Um estava sob o influxo do temor, o outro animado pela esperança da recompensa, o terceiro animado pelo amor”.

Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM
https://domfigueiredo.blogspot.com.br/2014/05/reflexao-do-evangelho-de-jo-15-9-17.html

5º Domingo da Páscoa - 29/04/2018No quinto Domingo da Páscoa, a Liturgia apresenta – nos a página do Evangelho de João n...
29/04/2018

5º Domingo da Páscoa - 29/04/2018

No quinto Domingo da Páscoa, a Liturgia apresenta – nos a página do Evangelho de João na qual Jesus, falando aos discípulos na Última Ceia, os exorta a permanecer unidos a Ele como os ramos à Videira. Trata – se de uma parábola verdadeiramente signif**ativa, porque expressa com grande eficiência que a vida cristã é Mistério de Comunhão com Jesus: “Quem permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15, 5). O segredo da fecundidade espiritual é a união com Deus, união que se realiza sobretudo na Eucaristia, justamente chamada também “Comunhão”.
Jesus é o tronco e nós somos os ramos! O ramo que não der frutos é cortado e lançado ao fogo. O ramo que dá frutos é podado para que dê mais frutos. Jesus convida os apóstolos a permanecerem n’Ele:” permanecei em Mim, como Eu em vós”. Como o tronco da videira transmite a vida aos ramos e os ramos são vivif**ados quando permanecem ligados ao tronco, assim se dá com Cristo e os cristãos. Os ramos assim ligados ao tronco é que produzem fruto. Para produzir frutos, os ramos precisam de seiva da videira e da poda.
A Vinha verdadeira de Deus, a Videira verdadeira é Jesus que, com o seu Sacrifício de Amor, nos oferece a salvação, nos abre o caminho para fazermos parte desta Vinha. E do mesmo modo como Cristo permanece no Amor de Deus Pai, assim também os discípulos, sabiamente podados pela Palavra do Mestre ( cf. Jo 15, 2 – 4), se estiverem unidos de modo profundo a Ele, tornam – se ramos fecundos, que produzem uma colheita abundante. São Francisco de Sales escreve: “ O ramo unido e vinculado ao tronco produz fruto não pela sua própria virtude, mas em virtude do cepo: pois bem, nós fomos unidos pela caridade ao nosso Redentor, como os membros à cabeça; eis por que motivo… as boas obras, haurindo o seu valor d’Ele, merecem a vida eterna” ( Tratado do Amor de Deus).
Só unidos ao tronco podem viver e frutif**ar os ramos; do mesmo modo, só permanecendo unido a Cristo pode o cristão viver na graça e no amor e produzir frutos de santidade. Isto manifesta a impossibilidade do homem em tudo o que se relaciona com a vida sobrenatural e a necessidade da sua total dependência de Cristo; mas manifesta também a vontade positiva de Cristo de fazer com que o homem viva a Sua própria vida.
Quem não está unido a Cristo por meio da graça terá, o mesmo destino que as varas secas: o fogo. Diz Santo Agostinho: ”os ramos da videira são do mais desprezível se não estão unidos ao tronco; e do mais nobre se o estão (…) Se se cortam não servem de nada nem para o vinhateiro nem para o carpinteiro. Para os ramos há duas opções: ou a videira ou o fogo: para não irem para o fogo, que estejam unidos à videira”.
Estejamos atentos! O Senhor nos faz um apelo: ”produzir frutos…”. Porém impõe uma condição: “permanecer unido a Ele”. Para isso precisa: gastar tempo com Ele! Nenhum trabalho, mesmo pastoral, justif**a o abandono do encontro pessoal com Cristo, na Oração. Jesus nos adverte: ”sem mim nada podeis fazer”.
Alimentar a nossa espiritualidade com esta “seiva divina”, que é a graça de Deus, na escuta da Palavra, na pratica sacramental… Dizia o Beato Papa João Paulo II: ”A oração é para mim a primeira tarefa, como o primeiro anúncio; é a primeira condição de meu serviço à igreja e ao mundo”.
São Francisco de Assis ensinava que “do homem que não reza não se pode esperar nenhum bom fruto”. “A senda que conduz à santidade é a senda da oração; e a oração deve vingar, pouco a pouco, como a pequena semente que se converterá mais tarde em árvore frondosa”.(São Josemaría Escrivá).
O senhor nos adverte: ”se não permanecerdes em mim, não podeis dar frutos”. Tornar-se-à “um galho seco” que será cortado e jogado ao fogo… Isso acontece com aqueles que se separam de Cristo. “A vida de união com Cristo transcende necessariamente o âmbito individual do cristão para se projetar em benefícios dos outros: daí brota a fecundidade apostólica, já que o apostolado, seja ele de que tipo for, consiste numa superabundância da vida interior”(Amigos de Deus,239).
Intensifiquemos a nossa vida de oração, pois sem uma profunda relação de amor com Jesus seremos um sal que não dá sabor, uma comunidade cristã estéril, sem alegria e sem vida.
“Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós”(Jo 15,4).

Mons. José Maria Pereira

http://www.presbiteros.org.br/homilia-do-mons-jose-maria-v-domingo-de-pascoa-ano-b/

4º Domingo da Páscoa - 22/04/2018   O Quarto Domingo da Páscoa é o domingo do BOM PASTOR. Depois de várias aparições de ...
22/04/2018

4º Domingo da Páscoa - 22/04/2018

O Quarto Domingo da Páscoa é o domingo do BOM PASTOR. Depois de várias aparições de Cristo ressuscitado às mulheres, aos apóstolos, aos discípulos, hoje Jesus se apresenta como o BOM PASTOR! É um título de Cristo muito familiar aos primeiros cristãos.
A liturgia deste domingo convida-nos a meditar na misericordiosa ternura de nosso Salvador, para que reconheçamos os direitos que Ele adquiriu sobre cada um de nós com a sua morte. No Evangelho ( Jo 10, 11-18) ouvimos a palavra do próprio Cristo que nos fala em primeira pessoa: Eu sou o bom pastor! É uma catequese sobre a missão de Jesus: conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas, de onde brota a vida em plenitude.
O Bom Pastor aparece numa atitude de ternura com as ovelhas… Ele as conhece, as chama pelo nome, caminha com elas e estas O seguem. Elas escutam a Sua voz, porque sabem que as conduz com segurança.
Em contraste com o pastor, aparece a figura dos mercenários. São todos os que se apresentam como Pastor, ou até falam em nome de Cristo, mas procuram somente vantagens pessoais. Além do título de Bom Pastor, Cristo aplica-Se a Si mesmo a imagem da porta pela qual se entra no aprisco das ovelhas que é a Igreja.
Ora, a Igreja é Cristo continuado! Diz São Josemaria Escrivá: “Cristo deu à Sua Igreja a segurança da doutrina, a corrente de graça dos sacramentos; e providenciou para que haja pessoas que nos orientem, que nos conduzam, que nos recordem constantemente o caminho. Dispomos de um tesouro infinito de ciência: a Palavra de Deus guardada pela Igreja; a graça de Cristo, que se administra nos Sacramentos; o testemunho e o exemplo dos que vivem com retidão ao nosso lado e sabem fazer das suas vidas um caminho de fidelidade a Deus” (Cristo que passa, nº 34). Jesus é a porta das ovelhas! Para as ovelhas signif**a que Jesus é o único lugar de acesso para que as ovelhas possam encontrar as pastagens que dão vida.
Para os cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus… Portanto, Cristo deve conduzir as nossas escolhas.
Quem nos conduz? Qual é a voz que escutamos? A voz da política, a voz da opinião pública, a voz do comodismo e da instalação, a voz dos nossos privilégios, a voz do êxito e do triunfo a qualquer custo, a voz da novela? A voz da televisão?
Cristo é o nosso Pastor! Ele conhece as ovelhas e as chama pelo nome, mantendo com cada uma delas uma relação muito pessoal. Diz – nos o Senhor: “Conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem – me” ( Jo 10, 14).
Verdadeiramente, Jesus “conhece – nos”, de maneira ainda mais profunda de quanto nos conhecemos a nós mesmos, e Ele tem um plano para cada um de nós. Sabemos também que onde quer que Ele nos chame, encontraremos felicidade e satisfação; com efeito, encontrar-nos-emos a nós próprios ( Mt 10, 39)
A existência humana é bem complexa para que se possa vivê-la com segurança absoluta. Jesus, porém, oferece a quem O segue a direção exata e a proteção ef**az para evitar os elementos que podem prejudicar. Afirma o Sl 22(23): “ Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei; estais comigo…”. Hoje, de modo especial, os jovens são convidados a considerar como o Senhor os está chamando a segui-Lo e a edif**ar a sua Igreja. Tanto no ministério sacerdotal ou na vida consagrada, como no sacramento do matrimônio, Jesus tem necessidade de vós para fazer ouvir a sua voz e para trabalhar pelo crescimento do seu Reino.
O Divino Pastor é quem pode, realmente, ajudar, salvar e conservar a vida. Ele afirmou: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10).
Para distinguir a Voz do Pastor é preciso três coisas: – Uma vida de oração intensa; um confronto permanente com a Palavra de Deus e uma participação ativa nos sacramentos, onde recebemos a vida, que o Pastor nos oferece.

Mons. José Maria Pereira

http://www.presbiteros.org.br/homilia-do-mons-jose-maria-iv-domingo-de-pascoa-ano-b/

3º Domingo da Páscoa - 15/04/2018   No Tempo Pascal a liturgia oferece-nos numerosos estímulos para fortalecer a nossa f...
15/04/2018

3º Domingo da Páscoa - 15/04/2018

No Tempo Pascal a liturgia oferece-nos numerosos estímulos para fortalecer a nossa fé em Cristo ressuscitado. No Evangelho (Lc 24, 35-48), São Lucas narra como os dois discípulos de Emaús, depois de O terem reconhecido “ao partir o pão”, se dirigiram cheios de alegria a Jerusalém para informar os outros de quanto tinha acontecido. E precisamente quando estavam a falar, o próprio Senhor fez-se presente mostrando as mãos e os pés com os sinais da Paixão. Diante da admiração incrédula dos Apóstolos, Jesus pediu peixe assado e comeu – o diante deles. Cristo vai ao encontro deles para fortalecer-lhes a fé e dizer-lhes: “Vós sereis testemunhas de tudo isso” (Lc 24,48).
A seguir passa a interpretar as Escrituras: “Era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Então abriu-se-lhes a mente para que entendessem as Escrituras, e disse-lhes: “Assim está escrito que o Messias devia sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que, em seu nome, fosse proclamada a conversão para a remissão dos pecados a todas as nações, a começar por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso”.
O Salvador garante–nos a sua Presença Real entre nós, por meio da Palavra e da Eucaristia. Por conseguinte, assim como os discípulos de Emaús reconheceram Jesus ao partir o Pão ( Lc 24, 35 ), também nós encontramos o Senhor na Celebração Eucarística. Explica São Tomás de Aquino que “é necessário reconhecer segundo a fé católica, que Cristo está inteiramente Presente neste Sacramento, (…) porque a divindade deixou o corpo que adquiriu” ( S. Tomás, lll, q. 76, a. 1).
Jesus aponta a MISSÃO: “Sereis minhas testemunhas”.
Esta missão impossível é aquilo que vemos realizar-se no trecho bíblico de At 3, 13-19. Na manhã de Pentecostes, Pedro diz ao povo de Jerusalém: Matastes o Príncipe da Vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas […]. Arrependei-vos, portanto, convertei-vos, para que vossos pecados sejam apagados. Embora tendo f**ado poucos e sozinhos, com o encargo de pregar o Evangelho em todo o mundo (Mc 16,15), os apóstolos não desanimam; sabiam que sua missão era uma só: dar testemunho do que tinham ouvido e visto cumprir-se em Jesus de Nazaré; o resto o teria feito Ele mesmo agindo junto com eles e confirmando Sua Palavra com os prodígios (At 1,22). A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas é o resumo de sua pregação (At 2,32; 5,15; 10, 40). Nós vimos a Vida e lhe damos testemunho ( 1Jo 1,2).
Esse testemunho levou a todos, um depois do outro, ao martírio; no entanto, porém, em poucos decênios se cumpriu aquilo que antes parecia uma missão impossível aos homens a divulgação do Evangelho em todo o mundo, fazendo discípulos todos os povos.
Os apóstolos não demoraram a descobrir que não estavam sozinhos para dar testemunho de Jesus; outra testemunha, silenciosa, mas irresistível, se unia a eles toda vez que falavam de Jesus, o Espírito Santo: Deste fato nós somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus deu a todos aqueles que lhe obedecem (At 5,32). O Espírito da Verdade, que procede do Pai- tinha predito Jesus -, ele dará testemunho de mim. Também vós dareis testemunho (Jo 15,26).
Ser testemunha é conhecer, viver e anunciar a mensagem de amor, que Cristo trouxe. A Ressurreição de Jesus, no Evangelho, aparece como um fato real, mas assim mesmo os apóstolos não conseguiam acreditar facilmente. O caminho foi longo, difícil, penoso, carregado de dúvidas e incertezas. O caminho espiritual para chegar à fé continua o mesmo.
“Tocai em mim”, diz Jesus. O gesto de tocar nos ensina que o encontro dos discípulos com Jesus ressuscitado foi um fato real e palpável.
Também o Ressuscitado revela o sentido profundo das Escrituras. Cada um de nós, a comunidade, deve reunir-se com Jesus ressuscitado para escutar a Palavra, que sempre ilumina a nossa vida e nos ajuda a descobrir os caminhos de Deus na história…
Os discípulos recebem a MISSÃO de serem testemunhas de tudo isso…
A raiz da Missão é o Encontro com o Ressuscitado e a compreensão das Escrituras. Cristo continua precisando, ainda hoje, de testemunhas…
O Concílio Vaticano II fala dos bispos e sacerdotes como “testemunhas de Cristo e do Evangelho” (LG, 21.25).
Porém, quando refere-se aos leigos diz que eles também são testemunhas da ressurreição de Cristo. “Cada leigo deve ser diante do mundo uma testemunha da ressurreição e da vida de Jesus, um sinal do Deus vivo” (LG 38).
Todos somos chamados a ser testemunhas da presença do Ressuscitado, através de nossas palavras e ações. Cristo, ainda hoje, continua nos lembrando: “Vocês também devem ser minhas testemunhas!”
Nos dias seguintes à Ressurreição do Senhor, os Apóstolos permaneceram reunidos entre si, confortados pela presença de Maria, e depois da Ascensão perseveraram juntamente com Ela em orante expectativa do Pentecostes. Nossa Senhora foi para eles mãe e mestra, papel que continua a desempenhar para os cristãos de todos os tempos.
Que a Mãe de Deus nos ajude a escutar com atenção a Palavra do Senhor e a participar dignamente da Mesa do Sacrifício Eucarístico, para nos tornarmos testemunhas da humanidade nova.
Confiemos a Maria as necessidades da Igreja e do mundo inteiro, especialmente neste momento marcado por não poucas sombras.
Que Maria, Rainha do Céu, interceda a Deus Pai por nosso país, pelo mundo inteiro!
Rainha da Paz: Rogai por nós!

Mons. José Maria Pereira

http://www.presbiteros.org.br/homilia-do-mons-jose-maria-iii-domingo-de-pascoa-ano-b/

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