18/05/2026
𝗔 𝗜𝗿𝗺ã 𝗙𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗳𝗼𝗶 𝗮𝗼 𝗽𝘂𝗿𝗴𝗮𝘁ó𝗿𝗶𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗶𝗿𝗿𝗲𝘃𝗲𝗿ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲 𝗽𝗼𝗿 𝗻𝗲𝗴𝗹𝗶𝗴ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲𝘀𝗽𝗶𝗿𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗼 𝗹𝘂𝗴𝗮𝗿 𝘀𝗮𝗴𝗿𝗮𝗱𝗼.
Devemos tratar os locais e coisas sagradas com santidade: toda irreverência nas práticas religiosas desagrada profundamente ao Senhor. Outra falta, que se deve ter cuidado para evitar, pois é muito fácil cair nela, é a falta de freio na língua no lugar sagrado. Oh! Como é fácil errar na fala! Como é raro falar por muito tempo sem proferir algumas palavras contrárias ao local sagrado.
Foi um fato que ocorreu em um mosteiro cisterciense, viviam duas jovens freiras chamadas: Irmã Gertrudes e a Irmã Margarida. A primeira, embora virtuosa em outros aspectos, não vigiava suficientemente sua língua; ela frequentemente quebrava o silêncio prescrito, ou seja, (como regra), às vezes até mesmo no coro, antes e depois do serviço. Em vez de se reunir reverentemente no lugar sagrado e preparar o coração para a oração, ela dispersava sua atenção dirigindo palavras vãs à Irmã Margarida, que estava sentada ao seu lado; de modo que, além de violar sua regra e demonstrar falta de piedade, ela foi motivo de escândalo para sua companheira.
Passando um tempo, a Irmã Gertrudes morreu ainda jovem; e eis que, pouco depois de sua morte, a Irmã Margarida, chegando ao coro, viu-a também chegar e sentar-se no lugar que ocupara em vida. Ao ver isso, a irmã quase desmaiou. Quando recuperou totalmente os sentidos, contou à sua Superiora o que acabara de ver.
A Superiora disse-lhe para não se alarmar; mas, se a falecida reaparecesse, era para lhe perguntar em nome do Senhor o motivo de sua vinda. Ela de fato reapareceu no dia seguinte, da mesma maneira, e, segundo a ordem da priora, a Irmã Margarida disse-lhe:
"Minha querida Irmã Gertrudes, de onde vens e o que queres?"
— "Vim", disse ela, "para satisfazer a justiça de Deus no lugar onde pequei."
Foi aqui, neste lugar sagrado, consagrado à oração, que ofendi a Deus com palavras vãs, contrárias ao respeito religioso, com a má edificação que dei à comunidade e com o escândalo que causei a vocês em particular. Oh! Se ao menos soubessem, acrescentou ela, o que estou sofrendo: estou consumida pelas chamas, minha língua, em especial, está cruelmente atormentada. Ela desapareceu depois de pedir orações.
Assim, aprendemos uma boa lição com este relato.
Mesmo dentro das Igrejas, deparamos infelizmente com conversas desnecessárias, distrações constantes, risos altos e até, falta de consciência da presença de Deus. Muitos entram diante do altar como quem entra num ambiente qualquer. Perdeu-se o senso do sagrado.
Muitas vezes vemos profanado exatamente o lugar onde deveríamos amar a Deus. Quantos entram na Igreja sem recolhimento e piedade com o sagrado? Quantos conversam inútilmente no templo Sagrado? Quantos transformam o templo em lugar de distração social? Quantos usam a língua para murmuração contra irmãos de Igreja, críticas ou banalidades dentro da Casa de Deus? Quantos, até durante a celebração da Santa Missa ficam de conversão vã e inúteis, com total desrespeito ao Sagrado?
Logo, a língua é pequena, mas pode causar enormes ruínas espirituais. Com ela rezamos, mas também ferimos. Com ela louvamos, ou também profanamos ao Senhor. São Tiago já advertia que a língua é como fogo capaz de incendiar uma floresta inteira. Esse relato nos chama a recuperar três coisas, essências:
1. o temor santo diante da presença de Deus;
2. Evitar conversas inúteis no templo Santo;
3. a vigilância sobre a língua.
Deus permitiu tal visão para despertar em nós, a necessidade de reverência ao seu Templo. Quantas graças talvez perdemos pela irreverência? Por fim, a boa notícia é: ainda há tempo de reparar, ainda há tempo de vigiar a língua, ainda há tempo de transformar novamente a língua e o próprio coração em verdadeiro lugar santo de Deus, em nossa vida e na vida dos irmãos.
— Referência:
[Abbé François-Xavier Schouppe,s.j. (1823-1904) Le Dogme du Purgatoire illustré par des Faits et des Révélations Particulières - Part. I, cap. ###VII]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!