10/07/2024
Cristo está vivo ou morto? O Apóstolo Paulo, por afirmar que está vivo, foi levado ao tribunal (At 25,19) declarado inocente, porém atendendo o Cristo vivo, a sua missão continua em Roma até o seu martírio (At 26-28).
As vésperas de mais um jubileu sobre Esperança, a cada um (a) é feita a pergunta: Creio no Cristo vivo ou morto, hoje, agora?
Como vou saber que creio no Cristo vivo? Diz Tiago na sua carta: “pelas obras” (Tg 2, 14-26)
“Não foi Deus que escolheu os pobres de bens neste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino” (Tg 2,5) Será que entendi o recado?
O Papa Francisco, um pobre escolhido por Deus, vai abrir as Portas Santas em Roma e fará o mesmo numa prisão. Insta os bispos do mundo inteiro a fazer o mesmo em suas dioceses.
Serão ricos na fé e herdeiros no Reino os que cuidarão das chagas do mundo:
- a tragédia das guerras, quando há um desejo de paz no mundo.
- os prisioneiros, quando se clama por condições dignas, anistias e abolição da pena de morte.
- os doentes, tanto em casa ou hospitais.
- os jovens.
- os migrantes, exilados e refugiados.
- a escandalosa produção de armas, quando os pobres são a maioria do planeta.
- os bens da terra são de todos e não destinados a alguns privilegiados, portanto o cuidado com a casa comum.
- a natalidade em declínio.
- a procura da unidade visível dos cristãos .
Como no passado, diante das chagas abertas, a fé motivou, nos conta Heb 11: “a fé é a firme garantia do que se espera, a prova do que não se vê” é a antecipação de um futuro, por exemplo no batismo abre a perspectiva de uma vida que nem a morte pode destruir.
Abraão e Sara, casal idoso e sem filhos, acolheu uns peregrinos (Gn 18, 1-16) e em troca recebeu a promessa de um filho, Isaac.
Quando Deus pediu o filho, Abraão na fé antecipou que “Deus pode ressuscitar dos mortos”, e assim foi (Heb 11, 17-19).
Nossa fé pode ser provada como a do pai do menino especial ( Mc 9,24), que em diálogo com Jesus confessou a sua pouca fé e pediu crescer na fé.
Sim, no caminho da fé olhos fixos em Jesus ( Heb 12, 2) podemos correr o risco da fé. Outro nome da fé é confiança. A confiança salienta a relação entre eu e outro(a) que dá nascimento ao Nós, no caminhar juntos, Igreja Sinodal.
Rodeados de tantas testemunhas de ontem e de hoje, e a Graça, temos com que perseverar na fé.
Pela fé Maria deu o seu sim livremente.
Desde já comece a se preparar:
- Quem ajudou a despertar em mim a fé?
- Quando comecei a responder pessoalmente pela minha fé e tomei responsabilidades?
-Agora quais são os apelos que Deus me faz?