05/11/2022
Continuando as minhas singelas reflexões sobre o papel da igreja ante a realização e o resultado do último pleito eleitoral:
2. Muitos cidadãos (em específico os cristãos) estão estarrecidos, chocados, boquiabertos, absortos e sei lá mais quantos adjetivos possamos usar ante o fato de que a metade dos brasileiros deu o seu aval a um dos piores (senão o pior) chefe de quadrilha que o nosso país conheceu e por tabela trazendo junto a corja que o acompanha. E como não se sentir assim? Mas quando olhamos para as Escrituras encontramos, senão conforto, pelo menos resposta, a esse fato.
E a resposta é simples: "‘Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer. Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam. Veneno de serpentes está em seus lábios. Suas bocas estão cheias de maldição e amargura. Seus pés são ágeis para derramar sangue; ruína e desgraça marcam os seus caminhos, e não conhecem o caminho da paz’" (Rm 3.10-17).
O texto é um dos muitos que ilustram a doutrina da nossa DEPRAVAÇÃO TOTAL. O homem é pecador e desde o Éden ama o pecado por natureza e política é feita por homens e quem vota nesses homens são outros homens. Por isso a nossa esperança nunca pode estar em "homens", nem nos que se candidatam e nem nos que elegem esses candidatos.
Bom seria que os últimos acontecimentos gerassem em nós uma noção da urgência de buscar a Deus, uma percepção de que não há esperança longe da graça sobrenatural e imerecida de Deus. Isso deveria nos levar a apelar a Deus por misericórdia. Nós deveríamos chamar a Jesus para nos salvar de nossa condição miserável. Amém.
Anderson Andujar