21/01/2026
21 de janeiro é memória, denúncia e compromisso.
A história de Iyá Gilda de Ogum não é um caso isolado. Ela revela um sistema inteiro de violência que, há séculos, tenta destruir as religiões de matriz africana por serem negras, ancestrais, coletivas e livres. O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa existe porque terreiros foram atacados, porque corpos foram feridos, porque vidas foram interrompidas por ódio. Mas essa data não é só sobre lembrar, é sobre agir.
Combater o racismo religioso é:
• defender o direito de existir
• proteger territórios de memória
• garantir que crianças possam crescer sem vergonha de seus orixás
• assegurar que o Brasil reconheça suas raízes africanas como parte viva de sua identidade
Quando um terreiro é atacado, não é só uma religião que sofre. É uma cultura, uma tecnologia de vida, uma forma de organizar o mundo que está sendo violentada.
Que o 21 de janeiro nos convoque a não silenciar, a não relativizar, a não aceitar o ódio como normal.