O Jango Pentecostal

O Jango Pentecostal Nosso jango de reflexões e edificação sobre a tradição pentecostal e não só.
(1)

Por que estamos perdendo jovens para a fé reformada?Hoje observo dois fenômenos no movimento pentecostal em Angola:1. Te...
03/09/2025

Por que estamos perdendo jovens para a fé reformada?

Hoje observo dois fenômenos no movimento pentecostal em Angola:
1. Tentativas de calvinizar igrejas pentecostais;
2. O crescente número de jovens que migram do pentecostalismo para a fé reformada;

Por agora, vou me dedicar a falar sobre a migração dos jovens pentecostais a fé reformada. Mas antes, quero deixar claro duas coisas:

- Embora não seja um reformado, tenho grande respeito pelos irmãos dessa tradição. Apesar das divergências tenho eles como irmãos em Cristo, tanto que compartilho com muitos deles a minha jornada na fé.
- Quando falo de pentecostalismo/pentecostal, entenda como uma referência ao pentecostalismo Assembleano (ADP) . Não tenho contacto com outras denominações/vertentes pentecostais angolanas, por isso não me proponho a falar delas.

Dito isso, vamos ao que interessa. Por que estamos perdendo jovens para a fé reformada ?
Bom, são muitas as respostas que poderia colocar aqui, mas vou me dedicar em falar de três potenciais motivos.

1. Teologia

Não existe uma teologia sólida em grande parte das igrejas pentecostais em Angola. O jovem que deseja aprender mais sobre doutrina e Bíblia quase nunca encontra referências locais e, por isso, sua primeira opção é sempre a internet. Lá, é inevitável encontrar teólogos reformados, afinal, eles fazem melhor proveito do mundo digital. Eu sei que você dirá: também existem teólogos pentecostais na internet. Sim, mas aqui surge algumas perguntas:

- Por que a primeira opção é a internet e não o pastor da sua igreja?
- Por que o jovem não pensa em algum teólogo pentecostal da sua comunidade?
- Onde andam nossos teólogos? Como está a nossa produção acadêmica e pastoral?

É fato: a internet oferece tanto conteúdo reformado quanto pentecostal. Mas os reformados souberam aproveitar muito melhor o mundo digital para expandir sua fé. Enquanto isso, nós ficamos quase invisíveis nesse espaço.

Outro ponto grave é que boa parte dos jovens nem sabe que existe uma teologia pentecostal. E aqui eu digo que, dizer que na internet também tem teologia pentecostal não resolve a coisa. Que existe, existe. Mas vocês recomendam teólogos pentecostais? Blog? Algum canal do YouTube ? Não.

São poucos os jovens pentecostais que conhecem nomes como Roger Stronstad, Robert Menzies, Anthony D. Palma, Gordon Fee, Gutierres, Alcino Júnior, César Moisés… e quando conhecem, foi porque ouviram/viram fora da sua igreja local.

É estranho que jovens pentecostais conheçam mais teólogos reformados do que pentecostais.

Outra coisa, não temos conferências sobre Teologia Pentecostal, quase não falamos dessas coisas em nossas comunidades. Ano após ano, repetimos os mesmos temas superficiais, conferência “Ana e Penina”, “Derrote seu gigante”, “Semeie sua vitória”.

Enquanto isso, do outro lado, conferências como a Fiel (reformada) apresentam teologia profunda, exegese séria e literatura abundante.
Resultado? Você já sabe.

2. Pregação

Sejamos honestos, a pregação pentecostal em muitos contextos está desgastada. Grande parte dos sermões se resume a:
Frases de efeito
Gritaria
Espetáculo
Duplos sentidos e trocadilhos apresentados como se fossem revelação profunda.

Há uma debilidade exegética clara. Muitos pregadores não se preparam adequadamente e se apoiam na frase “O Espírito vai falar”. Meus irmãos, a inspiração do Espírito não anula a necessidade de estudo. O mesmo Espírito que revela é o que nos manda manejar bem a Palavra da verdade (2Tm 2:15).

Não podemos esperar muito de um pregador que prepara o sermão às 23h de sábado para pregar às 10h de domingo. Esse pregador não pode esperar pregar com a mesma seriedade de um Hernandes Dias Lopes que dedica horas ao estudo fiel da Palavra.

E aqui surge mais algumas perguntas:
Por que não temos mestres preparados?
Por que não levantamos bons pregadores?
Por que chamamos de bom pregador aquele que grita frases de efeito?

Enquanto isso, quando nossos jovens entram no YouTube para ouvir pregação, quem aparece? Paul Washer, Spurgeon, Augustus Nicodemus, Heber Campos, Franklin Ferreira… todos reformados.
Não é pecado ouvi-los. A questão é: por que eles têm essa autoridade no imaginário do jovem e vocês não?

3. A falta de identidade

Outro ponto crítico é a crise de identidade pentecostal. Descobri a riqueza da identidade pentecostal não dentro da minha igreja local, mas quando tive contacto com autores como Gutierres Siqueira ( que nem é angolano) e mais tarde com o pastor Israel Miranda ( que é uma excessão ). O preocupante é que ele não deveria ser exceção, mas é.

Para muitos jovens, falar em identidade pentecostal soa estranho, porque nunca ouviram falar. Nossa declaração de fé diz uma coisa, mas na prática das igrejas locais encontramos outra. Em algumas congregações o culto parece mais neopentecostal do que outra coisa.

Essa diluição gera confusão. Afinal, o que significa ser pentecostal hoje?
No meio dessa confusão toda não se sabe o que é ser pentecostal.

Perdemos jovens para a fé reformada porque faltam respostas internas. Precisamos reconhecer nossas fragilidades:
Não temos presença teológica relevante
Nossos púlpitos carecem de seriedade exegética
E nossa identidade está em crise.

A migração sempre vai existir, mas poderia ser menor se oferecêssemos aos jovens um espaço onde pensar a fé fosse tão valorizado quanto vivê-la.
Porque no fim das contas a juventude pentecostal não quer apenas fogo, ela também quer fundamento.

Temístocles Carvalho

NOTA DE REPÚDIOEm pleno alinhamento com os princípios bíblicos e os direitos fundamentais do ser humano, nós, Sociedade ...
12/06/2025

NOTA DE REPÚDIO

Em pleno alinhamento com os princípios bíblicos e os direitos fundamentais do ser humano, nós, Sociedade Arminiana Angolana – SAA, Academia Imago Dei, Ondjango Apologético, Jango Pentecostal e organizações parceiras, vimos, por meio desta, manifestar o nosso total repúdio à proposta de Lei de Alteração à Lei n.º 12/19, de 14 de Maio, sobre a Liberdade de Religião e de Culto.

1. Enquanto cristãos, entendemos que a Bíblia Sagrada estabelece que a fé e a sua matéria são produto de escolhas livres e conscientes (Deuteronómio 30:19; Josué 24:15), que não devem ser impostas coercivamente (Apocalipse 3:20). Entendemos que Jesus Cristo, sendo para nós modelo ministerial e sacerdotal, respeitou as liberdades individuais (João 6:67; Mateus 19:21-22; João 6:66-67) e os apóstolos serviram-se da persuasão para a proclamação do Evangelho, nunca da violência ou de ferramentas governamentais (Actos 17:2-4; 1 Pedro 3:15). As Escrituras testificam que a fé e a aceitação de princípios religiosos devem emanar do coração (João 4:23-24; Romanos 14:5). Entendemos que a igreja primitiva serviu-se de casas, quintais, salões e até catacumbas para realizar os seus cultos (conforme o modelo constatável no livro de Actos dos Apóstolos). Nesta senda, toda lei opressiva ou que vise suprimir aspectos fundamentais da liberdade religiosa é biblicamente condenada.

2. Enquanto cidadãos angolanos, entendemos que esta proposta de lei é inconstitucional, pois fere os artigos 10.º e 41.º da Constituição da República de Angola (CRA), que juntos estabelecem as bases para as liberdades de consciência, religião e culto. Entendemos, com base no princípio da laicidade, que: a) O Estado deve manter uma postura de neutralidade no que diz respeito às religiões; b) O Estado deve respeitar o direito de crer ou descrer (no tocante à matéria de fé), sem imposições, pois a liberdade religiosa implica também o direito de não crer ou deixar de crer em algo (existem muitos cristãos ou subgrupos que não crêem ou aceitam a teologia como matéria de fé); c) O Estado não tem competência nem legitimidade para estabelecer critérios de fé ou de exercício ministerial; d) O Estado não pode impor objectos de crença à igreja e vice-versa.

3. Do mesmo modo, repudiamos todo e qualquer líder cristão que se mostre favorável a estas medidas. Entendemos que tal postura não representa o verdadeiro “espírito” cristão, que pauta pela expansão do Reino, suporte dos mais fracos, liberdade de crença e súplicas por mais obreiros. Entendemos que esta proposta de lei abre perigosos e graves precedentes para futuras violações dos direitos fundamentais e supressão da liberdade religiosa.

Apelamos que se respeite a pluralidade religiosa, preservando a todos o direito de crer ou deixar de crer em qualquer ponto referente à matéria de fé. Só com liberdade e respeito se constrói uma sociedade justa e pacífica.

Sociedade Arminiana Angolana – SAA, Academia Imago Dei, Ondjango Apologético, Jango Pentecostal, aos 11 de Junho de 2025.

01/11/2024

O ESPÍRITO SANTO ESTÁ TRISTE!

Talvez nada entristeça mais o Espírito do que as pessoas que o reduziram a um conceito teológico, encarando-o como algo somente a ser estudado, e não o Deus a ser adorado e experimentado.

O Espírito Santo que muitos afirmam crer não passa de uma mera teoria ou experiência passada. Eles não acreditam mais que o Espírito atua poderosamente, acham superficial e coisa de classe baixa depender do Espírito.

Querem tanto ser teológos, mas acabaram esquecendo que o próprio Jesus se reduziu tanto até não ser capaz de fazer absolutamente nada sem a influência consciente do Espírito Santo.

Alguns querem ser mais do que Jesus foi...

Infelizmente, perdeu-se a fé no Espírito.

Mas aqueles que sempre se reduzem e o buscam, Jesus sempre os surpreenderá com efusões novas do seu Espírito. Ser cheio do Espírito ainda é prioridade da agenda de Jesus para o seu povo, afinal, uma de sua principal missão é "batizar o seu povo com o Espírito Santo e com fogo".

- Bervânio Satuta

OS MILAGRES DE JESUS APONTAVAM PARA CRUZ E A RESSURREIÇÃOOs discípulos pensaram que morreriam por causa da tempestade, J...
30/10/2024

OS MILAGRES DE JESUS APONTAVAM PARA CRUZ E A RESSURREIÇÃO

Os discípulos pensaram que morreriam por causa da tempestade, Jesus se levanta e acalma a tempestade.

Muitas vezes quando não sermos capazes de confiar em Jesus diante das maiores dores de nossa vida, Jesus não permanecerá dormindo.

Ele não é insensível, ele se levantará para intervir por nossa vida. Mesmo quando não conseguirmos confiar, Jesus não desistirá de nós.

Mas essa narrativa indica para algo muito maior:

Os discípulos pensaram que morreriam, mas acabaram vivendo porque Jesus se levantou. "Mestre, o senhor não se importa que pereçamos?" (Mc 4:38), eles sentiram o terror da sensação do abandono e insensibilidade de Jesus.

Em contrapartida, mais para frente, Jesus morreu de verdade, dormiu realmente por nós. Ele clamou "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste" (Mc 15:34), o mesmo que os seus discípulos anteriormente sentiram. Seus milagres indicavam que ele passaria pelas mesmas coisas, que estaria na condição de sofredor por amor a nós.

Para quê?

A única maneira de Jesus se levantar para acalmar o caos da criação caída, dos poderes da morte e trazer um novo céu e uma nova terra, era dormindo no barco do madeiro. Ele não permaneceu morto: Ele ressuscitou garantindo que em breve o mundo não será o mesmo! Ele acalmará todo caos e restaurará tudo.

Essa é a nossa esperança. As intervenções presentes de Deus (curas, milagres, etc) são amostras do futuro, a ausência de suas intervenções dramáticas é a nossa cruz, mas sua ressurreição é a certeza de que a cruz não será o fim: Ele se levantará e colocará todo COSMOS em ordem!

- Bervânio Satuta
https://www.facebook.com/profile.php?id=61566739474511

Um agradecimento especial aos mais novos superfãs! 💎 André De Oliveira Saraiva, João Luvaluka Jr., Åfōnsō Lūntådīlå Bēng...
26/10/2024

Um agradecimento especial aos mais novos superfãs! 💎 André De Oliveira Saraiva, João Luvaluka Jr., Åfōnsō Lūntådīlå Bēngå

Deixe um comentário para dar a eles as boas-vindas à nossa comunidade,

25/10/2024

A imaturidade de uma igreja carismática/ pentecostal.

Coríntios é essa igreja e infelizmente reproduzimos muito da sua ainda carnalidade ou imaturidade. Como superar isso? Paulo sugere no capitulo 1 três coisas que pelos vistos sua ausência é a causa do problema dessa carnalidade e imaturidade.

Os pastores e pregadores devem ser lembrados dessas três verdades mencionadas por Paulo como solução para esse problema de partidarismo, egocentrismo e culto a personalidade no contexto da igreja. Essas três coisas aqui mencionadas são muito comuns em ambientes carismáticos e em tempos de liquidez.

E como superar?

1. A centralidade de Jesus e da Cruz: Igreja dividida por colocarem outras coisas no centro( Paulo, Cefas, Apolo e etc), foi em nome dele o nosso Batismo é Ele o Senhor. O fundamento é o Senhor, é por isso que o fundamento para unidade não é a denominação mas a centralidade de Jesus.

2. O conteúdo da Cruz: Como ser soberbo e destratar o irmão, diante dela?

Deus está esvaziado. A humildade que precisamos ter e viver é fundamentada no conteúdo da cruz. O conteúdo da Cruz é um Deus esvaziado, que a si enfraquece, que se submete.

3. O propósito e o poder da cruz: Salvação.

Não há outro foco que não seja esse; Não temos outro discurso, outro mecanismo para salvação e transformação do homem, que não seja o evangelho. Por isso dele não nos envergonhamos ainda que beire a escândalo para alguns e loucura a outros, a transformação só se da pelo poder de Deus, o evangelho.

OS  (4) DESAFIOS DO PENTECOSTALISMO EM ANGOLAO pentecostalismo angolano enfrenta quatro desafios: ortodoxo, homilético e...
23/10/2024

OS (4) DESAFIOS DO PENTECOSTALISMO EM ANGOLA

O pentecostalismo angolano enfrenta quatro desafios: ortodoxo, homilético e teológico, e experiencial.

(1) Ortodoxo: Pentecostalismo angolano precisa relembrar-se de que antes de ser um movimento pentecostal, é um ramo do cristianismo global e ortodoxo. O cristianismo tem mais de 2000 anos de existência e fé definida. Ela é centrada no Evangelho que anuncia a morte e ressurreição de Jesus. Tenho a impressão de que o pentecostalismo angolano pensa ser um movimento aparte do cristianismo histórico, relativizando, negligenciando assim as grandes doutrinas que definem nossa fé, aceitando todo tipo de sincretismo, novidade e tolerando falsos ensinos e mestres. Se somos um movimento dentro do cristianismo histórico, precisamos ser fiéis a nossa fé e centralizar a Cristo, morte, ressurreição e todos os desdobramentos que sobrevêm dessa fé.

(2) Homilético: Não se entendendo como um movimento cristão, o pentecostalismo angolano acaba por enfatizar o que não é o Evangelho em seu púlpito. Ressurreição, Vinda de Cristo, Novo nascimento, fé, etc, são coisas que não se houvem falar muito. Teologia da prosperidade, coaching, carismania- falso profetismo. Nem sequer se fala mais sobre o Espírito Santo, e se isso acontece, acontece de modo distorcido. Falta profundidade nos púlpitos pentecostais, ela é incapaz de dialogar e aplicar o Evangelho contrapondo os paradigmas mundanos e seculares que permeiam o mundo atual. Pior é a tendência de olhar a pregação como lugar para espetáculo, animação e "novidade", onde qualquer um que fala o que nunca se ouviu em toda história do cristianismo é denominado como "homem de revelação".

(2) Teológico: A identidade da teologia pentecostal quase que se perdeu ou é desconhecida no pentecostalismo angolano. A teologia do Espírito centrada em Cristo que enfatiza o Batismo no Espírito como revestimento de poder para proclamar a Jesus, o full gospel, e a construção de uma hermenêutica pentecostal parecem ser desconhecidas entre os pentecostais angolanos. O pentecostalismo atual é bem robusto e definido em sua teologia. A tolerância ao falso profetismo impede claramente dos pentecostais angolanos conhecerem sua teologia e desenvolverem uma teologia pentecostal contextualizada. Isso está relacionado com o desafio homilético, visto que até a "pneumatologia pentecostal" angolana se distorceu ganhando ênfases estranhas: o poder do Espírito que era para a missão agora é para "combater o bruxo da família" ou se dar bem na vida, etc.

(4) Experiencial: Está claro que muitos pentecostais hoje desconhecem na experiência o batismo no Espírito e os dons. O que têm é falsificação derivada do falso profetismo ou uma experiencia genuina estagnada e parada no tempo. O mais perigoso está nos "modelos" da experiência dos pentecostais angolanos. O pentecostal por natureza é alguém que enfatiza os dons e busca o poder do Espírito, mas o perigo pode residir nos modelos e referências que ouvimos e lemos para aprender sobre o poder do Espírito. O pentecostalismo angolano tem como modelos homens claramente envolvidos com sincretismo, feitiçaria e descompromisso com o Evangelho: João Cabeia, Metushala, Jó Rodrigo, etc. Não devemos ter apenas uma teologia do Espírito, precisamos de experimentar o Espírito. Para isso, precisamos mudar nossas referências. Você pode mudar João Cabeia por pessoas como Jack Deere, Randy Clark, John Wimber, Craig Keener, Jon Ruthven, e outros carismáticos bíblicos e competentes.

Tudo se resume neste último ponto: se não mudarmos as nossas referências, não teremos um pentecostalismo verdadeiramente cristão, com púlpito realmente centrado no Evangelho, com teologia fielmente pentecostal e experiência dinâmica e carismática. O pentecostalismo angolano precisa ser salvo! Estamos dispostos a ser radicais e deixar de acompanhar quem achamos ser homens de Deus?

- Bervânio Satuta

O PROCESSO DA CURAOro regularmente pela cura das pessoas: vi pessoas instantaneamente curas, pessoas que não foram curad...
21/10/2024

O PROCESSO DA CURA

Oro regularmente pela cura das pessoas: vi pessoas instantaneamente curas, pessoas que não foram curadas, pessoas que não estavam sendo curadas inicialmente, mas com persistência de oração (as vezes durando horas ou dias), foram curadas.

Vi também curas que aconteceram com uma simples oração, vi outras que pareciam ineficazes, mas depois de uma "revelação" sobre o passado ou algum acontecimento que causou esse problema, foram curadas. As vezes, precisávamos de esperar em Deus um discernimento da atividade demoníaca de uma enfermidade. Vi também curas só acontecendo após uma confissão de pecados. Houve momentos que não recebemos nenhuma revelação, oramos na simples fé e pessoas foram curadas (nem todas!).

Como você vê, orar por cura é muito mais complexo do que se imagina. Para aqueles que entendem toda enfermidade como a vontade de Deus para as pessoas, elas abandonarão a oração por cura logo no início. Os discípulos aprenderam com o próprio Jesus que geralmente nossos fracassos em curar as pessoas vem pela nossa pouca fé, uma fé não desenvolvida por oração e jejum. Interessante que Jesus não apelou para a vontade de Deus como razão do fracasso de cura dos discípulos.

Richard Foster escreveu "Talvez a característica mais surpreendente da oração de Jesus é que ele nunca terminava com a frase 'se for da tua vontade' quando orava por alguém. [...] Obviamente, eles acreditavam saber qual era a vontade de Deus antes de fazer a oração da fé".

Eu descobri que orar por cura também é uma guerra (Mt 12:22-28). A enfermidade muitas vezes parece ser um dos poderes do reino presente que resiste nossas ordens inicialmente. Os demônios também tentam resistir inicialmente. Mas lembre-se: estamos em uma guerra. Eles estão resistindo, mas você precisa persistir na autoridade do reino de Deus inaugurado pela morte e ressurreição de Jesus. As vezes pode levar tempo e tempo. É necessário compaixão, paciência e espera ativa em Deus. Wayne Grudem disse que se Deus não mostrar por meio de uma oração ou da morte que ele não quer curar, então devemos continuar orando. A cura não precisa ser instantânea sempre para ser cura,só precisa ser sinal do reino de Deus.

- Bervânio Satuta, 23 de Setembro de 2024

TEOLOGIA DA CURA: CONTRASTE ENTRE ANTIGO E O NOVO TESTAMENTODeus revelou-se progressivamente na história, e a compreensã...
18/10/2024

TEOLOGIA DA CURA: CONTRASTE ENTRE ANTIGO E O NOVO TESTAMENTO

Deus revelou-se progressivamente na história, e a compreensão de diversas questões relativas ao mundo e a atividade divina também enfrentou progressão.

No Antigo Testamento a cura era uma promessa para aqueles que fielmente cumprissem a lei, permanecendo na aliança de Deus com seu povo. A saúde física era reflexo da condição espiritual da nação da aliança de Deus (Ex 15:26; Pv 4:20-21; Dt 28:21-22). Neste caso, a enfermidade geralmente resultava do pecado e infidelidade a aliança (Gn 20:6-7;1Sm 17-23;31; 2Cr 16:11-12; 26:16-19). Ezequias rogou por cura lembrando de sua fidelidade a aliança (2Rs 20:3). É neste contexto, de aliança e obediência, que se entende a percepção dos autores bíblicos do Antigo Testamento de Deus como causador de enfermidades.

No Antigo Testamento, Deus parece ser a causa de várias enfermidades. Mas provavelmente essa atribuição se deve ao pouco conhecimento das realidades espirituais no Antigo Testamento, afinal, a revelação foi progressiva. Jó parece ser uma exceção desse entendimento de que o sofrimento e a enfermidade sempre são resultados do pecado. Para John Wimber “Jó foi um percursor da total revelação que chegaria com Cristo, e que sua história é uma indicação de que o vínculo entre desobediência e enfermidade não é absoluta”.

Deus condenou os amigos de Jó por causa de sua teologia retribuitiva (Jó 42:7). Jó foi afligido por enfermidades, mesmo tendo uma vida recta diante de Deus. Embora ele mesmo tenha atribuído a Deus suas dores e enfermidades (Jó 2:10; 6:4; 30:11,19), ele não tinha revelação de que Satanás, e não Deus, era o causador delas (Jó 2:6-7). Jó nos mostra que Deus às vezes permite por seus propósitos que Satanás aflija com sofrimento, dores e enfermidades os seus servos. No final a cura e a restauração provêm de Deus (Jó 42:10).

Importante notar que não há tantos casos de milagres de curas no Antigo Testamento, como no Novo Testamento. Profetas, no entanto, afirmaram que haveria um tempo de explosões de cura e culminaria na cura definitiva da criação inteira. Eles anunciaram que quando o Messias chegasse com seu reino, uma escala de curas como nunca se viu aconteceria (Is 35:1-2,5-6).

Esse reino foi inaugurado por meio de Jesus Cristo. Jesus não descartou que pecados específicos podiam resultar em enfermidades (Mc 2:5,9-11; Jo 5:14; cf. 1Co 11:27-32), mas deixou claro que nem sempre é assim. Os autores bíblicos dos Evangelhos tinham consciência disso. Eles não se preocupavam em investigar e relatar as causas de várias enfermidades, porque para eles, não havia uma ligação absoluta entre enfermidade e pecados específicos.

No Novo Testamento a origem da enfermidade é mais ampla que no Antigo Testamento. As vezes é resultado direto de uma atividade demoníaca (ex., Mc 9:17-18), as vezes parece ser um mal natural, resultado do mundo caído, em última análise, expressões da autoridade indireta do diabo (At 10:38). Seus discípulos pensaram que o cego de nascença estava assim por algum pecado seu ou de seus antepassados (Jo 9:2). “Nem ele pecou, nem seus pais” disse Jesus “mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” (Jo 9:3). Jesus mostrou que nem sempre as pessoas estão enfermas por causa de algum pecado específico. Jesus, no entanto, não interpretou essa deficiência como “obra de Deus”, na verdade, as obras de Deus foram manifestadas na cura (Jo 9:3-7). Com a vinda de Jesus o reino de Deus foi inaugurado, e curas se tornaram mais comuns que no Antigo Testamento.

No Novo Testamento as curas expressam visivelmente o reino de Deus. E a lógica é: Se Deus tem autoridade para curar, Ele tem para fazer algo maior – redimir o mundo. Curas e milagres nos fazem experimentar uma parte do reino de Deus “agora”, mas nos relembrar que Deus “ainda não” fez tudo, mas fará no “futuro” algo maior: restaurar totalmente o mundo por meio de Jesus. Toda teologia e ministério de cura saudável deve fluir deve dessa compreensão da realidade do reino de Deus em Jesus.

- Bervânio Satuta, sobre o Ministério de cura

⚠️ESCRAVIDÃO E APOSTASIA: VOCÊ CORRE RISCO!!!!⚠️A teologia da prosperidade, o falso profetismo e o coaching só podem pro...
17/10/2024

⚠️ESCRAVIDÃO E APOSTASIA: VOCÊ CORRE RISCO!!!!⚠️

A teologia da prosperidade, o falso profetismo e o coaching só podem produzir duas coisas: escravidão ou apostasia.

Ela te escravizará debaixo de falsas promessas, ciclos cansativos de programas e sacrifícios que estão longe de libertar você. Você entrará em um ciclo vicioso de fé, onde sua fé não sobrevive sem receber uma profecia ou uma palavra de encorajamento.

Você vai correr de igreja em igreja, medja a medja, porque percebe que ali não funcionou, mas tem a expectativa falsa de que ali vai funcionar.

Ela te escravizará em uma religião onde o seu valor está naquilo que você faz. Você precisa de performance, de programas, de sacrifícios, de dízimos, de lavar os pés do "pastor", para ser abençoado por Deus! Ela te prenderá em uma vida longe da "graça".

Tudo que o homem quer é um mundo melhor, um novo céu e uma nova terra... Mas o incrédulo não quer que seja Jesus a trazer esse novo céu e nova terra que tanto anseia. Você vai procurar isso na prosperidade material, nas realizações, nas falsas promessas de mercenários que se dizem homens de Deus.
Essa é a escravidão.... Mas não é tudo. Você corre o risco de se apostatar definitivamente da fé.

Por quê? Porque o sofrimento existe... é imparável, é inevitável! Nem tudo dará certo. Nem todas as profecias vêm de Deus, nem todas elas se cumprirão. O mundo que vivemos é um mundo caído, e permanecerá assim até que venha O CRISTO! Você que não tem uma perspectiva de vida moldada pelo Evangelho corre o risco de se decepcionar com Deus e abandonar a fé.

"Se dei meus dízimos, fiz todos os jejuns, declarei várias vezes, sacrifiquei tudo, honrei os pais espirituais... por que o mal ainda acontece comigo, por que não consigo alcançar meus sonhos?" Essa será a sua pergunta no interior. E você corre o risco de encontrar a resposta errada para a pergunta errada: "DEUS ESTÁ SENDO INJUSTO COMIGO! DEUS NÃO EXISTE! DEUS NÃO ME AMA......"

Tudo isso porque o fundamento da teologia da prosperidade, falso profetismo e coaching é : DEUS É UM DEUS DEVEDOR, E O HOMEM É UM HOMEM MERECEDOR DE TODO LUXO, CONFORTO, RIQUEZA E REALIZAÇÃO. Mas Deus não se acomoda a essa visão tola: Deus está comprometido com seu propósito eterno que caminha até a vinda de Cristo!

O fim da teologia e cristianismo que angola está a gerar é o deísmo , ateísmo prático, a apostasia letal.

Levemos isso a sério: Vocês não notam que o Evangelho se tornou algo indiferente? Jovens não estão mais interessados com o Evangelho? Estão decepcionados com o Evangelho, porque não tiveram a oportunidade de ouvir em suas igrejas locais o Evangelho puro e simples.

- BERVÂNIO SATUTA
https://www.facebook.com/permalink.php/?story_fbid=122110932428557982&id=61566739474511

Endereço

Talatona

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando O Jango Pentecostal publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Local De Adoração

Envie uma mensagem para O Jango Pentecostal:

Compartilhar