16/04/2026
Boa noite meus amores meditação:
Em Mateus 24:12, quando se diz que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”, não se trata apenas de um aviso sobre o mundo, mas de um espelho voltado para o coração humano. A iniquidade não cresce apenas nas ruas ou nas estruturas, mas também nas pequenas concessões silenciosas da alma — onde a verdade é relativizada, a compaixão é adiada e a fé se torna morna. O esfriamento do amor não acontece de súbito; é um processo lento, quase imperceptível, como brasas que deixam de ser alimentadas até restar apenas cinza. O perigo maior não é o caos ao redor, mas a indiferença que se instala por dentro.
É necessário vigiar não apenas os sinais externos, mas a temperatura do próprio espírito. Amar em tempos de frieza é um ato de resistência espiritual; é escolher permanecer aceso quando o mundo inteiro parece se apagar. Onde a iniquidade tenta endurecer, o discípulo é chamado a amolecer; onde o egoísmo cresce, ele responde com graça. Pois o amor que vem de Deus não depende das circunstâncias para existir — ele persiste, aquece e ilumina, mesmo em meio à noite mais densa. É esse amor que guarda o coração para que não se perca no inverno da alma.