17/07/2021
O CRISTÃO E O AB**TO
O ab**to é um dos assuntos que muito tem se debatido no campo teológico e social. E a igreja como a coluna e o baluarte da verdade (1Tm 3:15) deve se posicionar fortemente diante dos diversos ataques que são direcionados a cosmovisão bíblica.
Hoje em dia, o liberalismo, o relativismo, o pluralismo, o pragmatismo têm invadido tanto as igrejas de tal maneira que infelizmente, até dentro delas, já existam pessoas que defendem o ab**to.
E fora da igreja, movimentos como o feminismo, o socialismo (esquerda), etc. se associam de modo a proliferar cada vez mais as suas aberrações a favor do ab**to. Hoje as nossas faculdades, estão cheias de docentes que doutrinam os seus estudantes com tais ensinos. E muitos dos cristãos frequentam essas faculdades, esses ambientes.
Daí nasce a necessidade de se falar sobre esse assunto numa perspectiva cristã. Somos orientados, não por uma verdade relativa, mas uma verdade absoluta que vem de Deus e que diz que AB**TO É PECADO! AB**TO É ASSASSINATO!
Há entre as feministas um slogan que diz “meu corpo minhas regras”. E infelizmente esse tem sido o argumento que leva muita gente a apoiarem o ab**to. Não somente as feministas, mas se nós procurarmos dentro das nossas igrejas, também encontraremos pessoas que defendem tal opinião.
Mas todos sabemos que devemos ser guiados não por aquilo que nós achamos ser o certo, nem tão pouco por aquilo que o mundo diz. Devemos unicamente ser guiados por aquilo que Deus diz em sua Palavra, pois somente ela é a nossa única regra de fé e prática.
Vamos então aqui apresentar alguns argumentos que nos ajudarão a desenvolver uma cosmovisão bíblica sobre o ab**to
1 – Deus é o doador da Vida, por isso ninguém pode tirá-la.
Se existe um ponto que muitos esquecem ao defenderem o comportamento abortista, é esquecer que Deus é que dá a vida e por Ele ser o dono de tudo, ninguém tem o direito de tirar a sua própria vida nem de outrem.
Se recorrermos às escrituras, veremos essa verdade estampada nas páginas do A.T e do N.T. encontramos por exemplo Deus em Gênesis 1 a criar todos os seres viventes, incluindo o homem. A vida do homem não veio a existir por acaso, mas sim por obra divina. Deus criou os animais e também o homem, tal como vemos em Gn. 2:7. Foi Deus quem deu o fôlego de vida ao homem. Deus como criador tem autoridade para dar a vida e tirá-la. Somente ele, tal como diz Jó 1:21.
A bíblia também nos ensina que Deus é quem concede filhos aos homens. Quando uma mulher f**a grávida, é uma dádiva de Deus. É Deus se compadecendo dessa mulher. Deus dá a fertilidade e a infertilidade. Ninguém mais tem essa autoridade. Somente Ele. Os homens fazem s**o, mas a gravidez é uma graça de Deus. Vemos isso em 1Samuel 1:5, onde vemos que a Ana só não concebia porque Deus não havia dado essa graça a ela, ou seja, a Ana não f**ava grávida porque Deus não queria. Lemos ainda sobre Sara e Abraão. Sara só não f**ava grávida porque Deus não havia concedido isso a Ela. Mas em Gn. 17:15-22, vemos Deus se compadecendo da Sara e de Abraão e decide dar-lhes um filho (o da promessa). Quando o filho está na barriga da mãe (ainda que um feto), é Deus quem o fez crescer aí. É Deus concedendo a sua misericórdia a um determinado casal. O salmista diz que os filhos são a herança do Senhor. Noutros textos o próprio salmista diz que Deus já o conhecia antes de se formar no ventre da sua mãe.
O profeta Jeremias diz que antes mesmo dele ter nascido, ou seja, antes de ser concebido, Deus já o conhecia. Antes de ele aparecer como feto, Deus já o conhecia, pois Deus é quem o criou. Jr.1:5.
Tendo esta linha de pensamento, começamos a entender que o ab**to é uma rebelião contra Deus. É desobedecer à ordem de Deus de sermos pais e mães. É afrontarmos Deus completamente. É olhar para Deus e dizer que somos melhor que Ele, pois nós decidimos quem vive. O ab**to é uma falta de respeito contra Deus. O ab**to é uma forma de nos tornarmos como o próprio Deus, pois nós dizemos NÃO ao que Ele diz SIM! O ab**to é uma contrariedade explicita contra Deus e a sua soberania.
Quando o ab**to é cometido, não apenas erramos contra aquele ser que está ser morto, mas acima de Tudo contra AQUELE que decidiu enviar-lhe ao mundo. Deus é o doador da vida e ninguém tem o direito de escolher sobre quem caiba ter essa vida ou não.
2 - AB**TO É UM ASSASSINATO
Um outro aspecto que esquecemos, é que ab**to não é apenas remoção de uma parte do nosso corpo, como é o caso de um câncer, furúnculo, etc. o ab**to é um ASSASSINATO!
A pessoa que está na barriga já é um ser. Ela já respira, já tem um conjunto de sistema que permite o funcionamento do corpo todo completo. Um feto de 14 semanas, já consegue franzir a face. Ele já tem vida própria. Já tem cabeça, braços, pernas, já tem o corpo completo. Em outras palavras, é uma vida já formada.
Então, quando alguém está fazendo o ab**to, nesse caso, há um crime a ser cometido contra alguém inofensivo. Se ele tivesse força, se defenderia. Mas por ser apenas uma pessoa pequena, não consegue.
Essas pessoas não apenas devem ser tratadas como abortista, mas sim de ASSASSINOS, pois elas estão tirando vidas inocentes. Elas não estão removendo algo que faz parte do seu corpo. Elas estão removendo uma vida autónoma. Estão cometendo um suicídio. Estão indo contra os direitos da dignidade humana, estão indo contra aquilo que é o sumo valor social, a saber: a vida. MAS MAIS DO QUE ISSO, ESTAS PESSOAS VÃO CONTRA O MANDAMENTO DE DEUS: “NÃO MATARÁS” – Ex. 20:13.
Quem comete ab**to, além de estar afrontando a Deus, também está cometendo pecado contra o Senhor, desobedecendo a sua Palavra. Teologicamente falando estão cometendo pecado, socialmente estão cometendo um crime e devem ser punidos por tais infrações contra a vida humana.
De forma conclusiva, quero agora responder a algumas objecções levantadas por algumas pessoas que servem como desculpas para cometerem o ab**to.
Algumas pessoas podem dizer: “mas o corpo é meu, logo eu é que escolho o que faço com ele” – verdadeiramente essa frase começa com uma preposição certa. Sim! O corpo é seu. Mas isso não te dá o direito de tirar a outra vida que está dentro de ti. Ela está dentro de ti, mas ela não é você. Ela não é um órgão seu. Ela não é sua cabeça, sua perna ou sua mãe. Tire do seu corpo o que você bem quiser, mas não tens direito de tocar numa vida que não é sua. Ela é uma vida independente, pois se ela não tivesse a placenta, ela sairia por si, pois ela tem vida própria, tem o seu próprio sistema nervoso e não depende do seu. Ela se comunica inclusive contigo, mas não é um membro seu.
Outras pessoas ainda podem dizer: “mas no caso daquelas mulheres que foram vítimas de estupros ou violação sexual e engravidaram, têm o direito de abortar” – Mesmo que isso tenha acontecido, precisamos entender que muitos dos ab**tos não têm como pano de fundo essa experiência. São poucos casos de agressão sexual que resultam em gravidez. Recorra às estatísticas e verás o que estou dizendo. Agora mesmo que isso tenha acontecido, ainda assim nem a família, nem a sociedade, nem ninguém tem a autoridade para decidir se aquela vida pode ou não morrer. Essa vida não é culpada. Ela não pode pagar pelo erro de outra pessoa. Ela não pode ser punida com a morte. Se a mãe acha que não conseguirá cuidar da criança por causa do trauma, seria bom deixar essa criança nascer e doar ela. Existem famílias que estão dispostas a adotarem crianças. E claro que essa mãe precisa de um acompanhamento psicológico e aconselhamento bíblico.
Outros ainda dizem: “mas os pais são muito jovens e não têm condições de cuidar dessa criança” – essa objecção é falaciosa e é naturalmente liberalista. Tal como respondemos na primeira objecção, a criança não pode pagar pela irresponsabilidade dos pais. E aliás, muitos querem os benefícios do s**o sem assumir as responsabilidades que ela acarreta. Quem o usufruir do prazer do orgasmo, mas não querem assumir as consequências dele. Quem faz s**o, deve estar consciente que além do prazer, é passível de uma gravidez, pois além da satisfação, o s**o também visa a reprodução. Então se os pais não têm condições, estes devem se esforçar para criar as condições. Ninguém não tendo condições de dar de comer ao seu filho, mata ele. Somente os doidos pensariam em algo assim. Ninguém em sã consciência pensaria nisso. Se os pais não têm condições, deixem o filho nascer e entreguem a doação.
Outros mais dizem: “mas se eu falar que estou grávida a minha família ou o meu namorado vai me rejeitar” – isso continua sendo uma objeção tola. Claro que no princípio, os familiares poderão rejeitar, pois estarão muito tristes. Mas depois eles se conformam e a realidade deixa isso bem claro. É difícil, pois encontrar famílias que não prestam apoio quando um membro dela dá a luz ou deseja criar um filho. Ainda que no princípio pareça difícil, mas no final das contas tudo vai dar certo. E quanto ao namorado, ele é tolo caso não vier a assumir a criança. E se não assumir ainda assim isso não é motivo para matar a criança que não tem nada haver com a irresponsabilidade do pai.
Existem outras objecções, mas todas elas seriam respondidas em torno do que eu disse acima.
Portanto, devemos ter cuidado, para que não estejamos absorver de modo inconsciente os princípios mundanos. Precisamos fortalecer as igrejas ensinando de forma bíblica que mesmo que seja legalizado o ab**to, ainda assim continua sendo um pecado contra Deus e continuaremos a condenar sempre.
Por: José da Silva Caba.
SUGESTÕES DE LEITURA:
PORTELA, Neto Solano Francisco. O que estão ensinando aos nossos filhos?: Uma avaliação crítica da pedagogia contemporânea apresentando a resposta da educação escolar cristã. SP: Fiel, 2012.
SHAEFFER, Francis. A Morte da Cidade. São Paulo. Cultura Cristã. SP: Cultura Cristã, 2003.
Veja o comentário do Pr. Yago Martins intitulado: “Não votem no Hitler”, no Youtube, canal Dois Dedos de Teologia.