17/11/2023
A DUREZA FATAL
"Nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos." Apocalipse 9:21
Quando o coração é continuamente exercitado no pecado, as admoestações por mais duras e claras que sejam, tornam-se ineficazes.
Um coração que permanece no pecado é semelhante ao barro exposto ao sol, quanto mais passar o tempo mais endurece. Deve-se ter em conta que ninguém chega a este estado repentinamente, é um processo lento e quase não se percebe.
Começa por um considerar leviano, a alma deixa de estremecer-se diante do pecado e clamar a Deus por libertação e purificação.
Depois, avança-se para a justificação do pecado. "Que mal há nisso?" diz a pobre alma, "só um pouco não faz mal, depois eu vou deixar." Esquece, porém, que se ao pecado conceder-se um metro, quererá dois quilómetros.
E no final, a alma que encontrará num estado que sua consciência não mais o acusará, pois, deixou de ouvi-la e usou de todos meios calar a voz da consciência.
Neste nível qualquer repreensão vai parecer uma afronta com intenções malefica. E a hipocrisia torna-se a veste preferida, apenas uma aparência de piedade!
Mas, isso não demora muito, pois, com o passar do tempo, quem estiver neste estado não suportará permanecer entre os que de coração puro invocam ao Senhor, porquanto não aguentará mais a sã doutrina.
É neste estado que se assisti, com dor e grande tristeza, homens voltando aos seus pecados antigos.
É terrível quando um homem chega a este estado o qual chamo de "dureza fatal", pois, resta-lhe apenas ser quebrantado (Pv 29:1), salvo se o Espírito Santo em Sua graça soberana quebrar tal dureza pelas suas graciosas operações.
Se você está nessa condição, arrependa-se! Clame a Deus por graça e restauração.