IEIA Talatona

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20/08/2026
Ontem dia 17.08.2026, nos despedimos da irmã Maria Miguel Quizembe. Ela foi professora da EBD da IEIA-Talatona. O minist...
18/08/2026

Ontem dia 17.08.2026, nos despedimos da irmã Maria Miguel Quizembe. Ela foi professora da EBD da IEIA-Talatona. O ministério de ensino de crianças era o que pulsava em seu coração e entregou-se a esta tarefa.

Durante os 2 últimos anos, sua saúde começou a deteriorar-se devido a um cancro, familiares, amigos e a igreja envolveu-se em ajudas médicas possíveis, orando com súplica a Deus que tem tudo sobre o seu controle.

Mas Deus, o Senhor soberano, chamou-lhe para o seu seio. Esperamos somente a consolação do Espírito Santo, a todos que conheceram e amaram ela…🙏🏾🙏🏾🙏🏾🙏🏾🙏🏾

A ASSEMBLEIA NACIONAL aprovou, na generalidade, uma proposta de alteração da LEI SOBRE A LIBERDADE DE RELIGIÃO E DE CULT...
14/08/2026

A ASSEMBLEIA NACIONAL aprovou, na generalidade, uma proposta de alteração da LEI SOBRE A LIBERDADE DE RELIGIÃO E DE CULTO. Entre os pontos que têm provocado debate está a exigência de FORMAÇÃO ACADÉMICA para o exercício da liderança religiosa.

E antes que alguém me interprete mal, quero começar pelo outro lado:

ANGOLA TEM, SIM, UM PROBLEMA SÉRIO DENTRO DE MUITAS IGREJAS.

Temos pessoas que se autoproclamam APÓSTOLOS, PROFETAS E PASTORES sem preparação bíblica mínima. Pessoas que não conseguem interpretar corretamente um texto das ESCRITURAS, mas querem interpretar sonhos, revelar casamentos, desfazer feitiços e determinar o futuro das pessoas.

Portanto, se a pergunta for:

UM PASTOR PRECISA ESTUDAR?

A minha resposta é: ABSOLUTAMENTE SIM.

Paulo diz que o presbítero deve ser “APTO PARA ENSINAR” 1 Timóteo 3:2.

Tito 1:9 diz que ele deve estar apegado à PALAVRA FIEL, sendo capaz de ensinar a SÃ DOUTRINA e refutar aqueles que a contradizem.

E 2 Timóteo 2:15 manda o obreiro manejar corretamente a PALAVRA DA VERDADE.

Então essa conversa de “eu não preciso estudar porque tenho o Espírito Santo” não é espiritualidade.

É IGNORÂNCIA BATIZADA.

Agora vem a pergunta que realmente importa:

QUEM DEVE DETERMINAR AS QUALIFICAÇÕES PARA O PASTORADO: A IGREJA, SOB A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS, OU O ESTADO?

Porque aqui a conversa muda completamente.

Leia 1 TIMÓTEO 3 E TITO 1.

A Bíblia apresenta uma lista impressionante de qualificações para um pastor: CARÁTER IRREPREENSÍVEL, DOMÍNIO PRÓPRIO, FIDELIDADE, MATURIDADE, CAPACIDADE PARA ENSINAR, BOA ADMINISTRAÇÃO DA PRÓPRIA CASA E APEGO À VERDADE.

Sabe o que NÃO APARECE nessa lista?

DIPLOMA UNIVERSITÁRIO.

Isso não significa que FORMAÇÃO TEOLÓGICA seja inútil. Pelo contrário. Seminários, faculdades e bons professores podem ser instrumentos extraordinários para preparar ministros.

Mas uma coisa é dizer:

“A IGREJA DEVE PREPARAR OS SEUS PASTORES.”

Outra completamente diferente é dizer:

“O ESTADO DECIDIRÁ QUAL CREDENCIAL ACADÉMICA TORNA UM HOMEM APTO PARA O MINISTÉRIO.”

Imagine dois homens.

O primeiro conhece profundamente as ESCRITURAS, serve a igreja há vinte anos, possui CARÁTER IRREPREENSÍVEL, sabe ensinar, aconselhar e defender a fé…mas não possui uma licenciatura em Teologia.

O segundo possui LICENCIATURA, MESTRADO E DOUTORAMENTO EM TEOLOGIA, mas é ADÚLTERO, GANANCIOSO, ARROGANTE E INCAPAZ DE GOVERNAR A PRÓPRIA CASA.

Pergunto:

QUAL DOS DOIS ESTÁ BIBLICAMENTE QUALIFICADO PARA SER PASTOR?

É exatamente aqui que precisamos compreender a diferença entre QUALIFICAÇÃO ACADÉMICA E QUALIFICAÇÃO BÍBLICA.

Um diploma pode demonstrar formação.

NÃO PODE PRODUZIR CARÁTER.

E há uma preocupação ainda maior.

Hoje o Estado diz:
“Para seres pastor, precisas de formação académica e teológica aprovada por nós.”

Amanhã poderá dizer:
“Para pregares, precisas de uma licença emitida pelo Governo.”

Depois poderá dizer:
“Todas as igrejas são obrigadas a ensinar a ideologia de género e a afirmar que o casamento entre pessoas do mesmo s**o é legítimo.”

E depois?
“Este texto bíblico pode ser pregado… aquele (sobre pecado sexual, julgamento e arrependimento) não. Quem insistir, perde a licença.”

Não estou dizendo que necessariamente acontecerá. Estou mostrando o PRINCÍPIO PERIGOSO que precisamos discutir:

ATÉ ONDE VAI A AUTORIDADE DO ESTADO SOBRE A IGREJA?

ROMANOS 13 reconhece autoridade legítima ao governo civil. O ESTADO deve proteger cidadãos, preservar a ordem e punir o mal.

Se um pastor comete FRAUDE, ABUSO, VIOLÊNCIA OU QUALQUER CRIME, que responda perante a lei.

PASTOR NÃO ESTÁ ACIMA DO CÓDIGO PENAL.

Mas CRISTO também estabeleceu autoridades dentro da Sua IGREJA.

Em TITO 1:5, Paulo encarrega Tito de estabelecer presbíteros nas cidades. Em ATOS 14:23, vemos presbíteros sendo estabelecidos nas igrejas.

O NOVO TESTAMENTO não entrega ao imperador romano uma comissão para determinar quem estava academicamente autorizado a pregar o EVANGELHO.

O ESTADO PODE RECONHECER UM HOMEM COMO PASTOR QUE DEUS DESQUALIFICA, E PODE RECUSAR UM HOMEM QUE AS ESCRITURAS CONSIDERAM QUALIFICADO.

Por isso, precisamos evitar DOIS EXTREMOS.

De um lado, a IGREJA IRRESPONSÁVEL que transforma ignorância em espiritualidade e coloca qualquer pessoa num púlpito.

Do outro, um ESTADO que começa a ultrapassar a sua esfera de autoridade e passa progressivamente a definir as condições internas do MINISTÉRIO CRISTÃO.

Eu quero PASTORES PREPARADOS.

Quero pastores que estudem TEOLOGIA.

Quero SEMINÁRIOS SÉRIOS.

Quero líderes capazes de interpretar a BÍBLIA no seu contexto histórico, linguístico e teológico.

MAS QUERO ISSO PORQUE A IGREJA LEVA A PALAVRA DE DEUS A SÉRIO… NÃO PORQUE O ESTADO PRECISA TRANSFORMAR-SE NO EXAMINADOR TEOLÓGICO DA IGREJA.

A solução para falsos pastores não é entregar ao ESTADO AS CHAVES DO PÚLPITO.

A solução é a própria IGREJA recuperar aquilo que abandonou:

DOUTRINA. DISCIPLINA. PREPARAÇÃO. CARÁTER. PRESTAÇÃO DE CONTAS.

Porque existe uma pergunta que os CRISTÃOS ANGOLANOS precisam começar a fazer enquanto ainda podemos fazê-la tranquilamente:

SE É O ESTADO QUE DECIDE QUEM ESTÁ QUALIFICADO PARA SUBIR AO PÚLPITO, QUANTO TEMPO FALTA PARA COMEÇAR A DECIDIR TAMBÉM O QUE PODE SER DITO DELE?

A IGREJA deve respeitar o ESTADO dentro da autoridade que DEUS lhe concedeu.

MAS O ESTADO TAMBÉM PRECISA RESPEITAR OS LIMITES DA AUTORIDADE QUE DEUS NÃO LHE DEU.

✍🏾Rodrigo Natal
VERDADE SEM ANESTESIA

Estudar com afinco, as ciências também faz parte de um jovem cristão. Jovens na vanguarda para a glória do nosso Deus ❤️...
11/08/2026

Estudar com afinco, as ciências também faz parte de um jovem cristão. Jovens na vanguarda para a glória do nosso Deus ❤️🙏🏾🙏🏾🙏🏾🙏🏾

11/08/2026
OS CREDENCIAIS DA IDENTIDADE DO MOVIMENTO DOS IRMÃOS EM ANGOLA ESTÃO VIVOS.O mês passado o Movimento dos Irmãos em Angol...
10/08/2026

OS CREDENCIAIS DA IDENTIDADE DO MOVIMENTO DOS IRMÃOS EM ANGOLA ESTÃO VIVOS.

O mês passado o Movimento dos Irmãos em Angola completou 142 anos de existência, entre alegrias e tristezas e um forçar por parte de alguns irmãos de algumas igrejas locais e algumas estruturas de representação em tornar o movimento dos irmãos, como uma denominação piramidal que tem se verificado nestes últimos 20 anos. Testemunhos destes é na realidade um ânimo, para continuar a lutarmos pelos princípios bíblicos das igrejas locais com base no Novo Testamento, que começou a 200 anos atrás, através do Movimento dos Irmãos.

É refrescante ouvir o testemunho do irmão Moniz Sebastião, de um grupo Evangélico denominacional em Angola, que viveu no seio de uma igreja local conectada ao movimento dos irmãos, hoje chamado IEIA (Igreja Evangélica dos Irmãos em Angola), durante 4 anos.

Eis extracto do seu testemunho: “ O que mais me impressionou foi o ambiente de verdadeira fraternidade. Ali o serviço não depende de títulos, qualquer membro em plena comunhão, reconhecido pelo seu bom testemunho, pode servir na liturgia, ministrar a Palavra ou servir a Ceia do Senhor”… O testemunho completo, está aqui na página do Facebook com o título uma “Quando uma igreja ensina pelo exemplo” Leia e ficarás impactado pelo testemunho.

Chorei de alegria, a ouvir este testemunho, que para mim, foi uma prova mais que evidente, que os princípios do Novo Testamento para as igrejas locais trarão sempre impacto positivo, quando são vividos com integridade e para honra e louvor do Senhor Jesus Cristo, o cabeça da Igreja..

By: José Neto

QUANDO UMA IGREJA NOS ENSINA PELO EXEMPLO: O caso IEIA Piloto, no BiéMoniz Sebastião As placas nas fachadas das igrejas ...
10/08/2026

QUANDO UMA IGREJA NOS ENSINA PELO EXEMPLO: O caso IEIA Piloto, no Bié

Moniz Sebastião

As placas nas fachadas das igrejas deveriam servir apenas para indicar a localização. Em teoria, todos adoramos o mesmo Deus, seguimos a mesma Bíblia e professamos a mesma fé. As diferenças doutrinárias existem, mas nunca deveriam ser tão grandes a ponto de impedir a comunhão, o respeito e a aprendizagem mútua entre irmãos.

A minha formação cristã é baptista, na IEBA (Igreja Evangélica Baptista de Angola), igreja onde fui conduzido pelos meus tutores desde muito cedo. Contudo, ao longo da vida, Deus permitiu-me conhecer outras comunidades. Enquanto estudava no Sumbe, província do Kwanza-Sul, congreguei na Convenção Baptista de Angola, depois na Igreja Metodista Unida, na Igreja Presbiteriana e na Assembleia de Deus Pentecostal.

Mais tarde, quando fui trabalhar no Cuito, província do Bié, tornei-me membro em plena comunhão da Igreja Evangélica dos Irmãos de Angola (IEIA), mediante transferência assinada pelo meu pastor da IEBA. Ali servi também na equipa de pregadores.

Foi uma experiência que me marcou profundamente. Não apenas pelas mensagens, mas, sobretudo, pela forma como aquela igreja vive o Evangelho no dia a dia.

A comunidade do Bairro Piloto nasceu em 22 de Setembro de 2009 a partir de um pequeno trabalho com cerca de vinte crianças, iniciado pelo Pr. Hermenegildo Pinto e pela sua esposa, Cristina Pinto. O propósito era claro: fazer discípulos numa geração globalizada, ser uma igreja relevante no contexto urbano, plantar novas igrejas e investir em missões. Hoje tem oito pastores efectivos, sustenta missionários, controla cerca de 1300 almas em células, que chamam GD ( grupos de crescimento) e já autonomizou várias congregações e continua a expandir a obra.

O que mais me impressionou, porém, foi o ambiente de verdadeira fraternidade.

Ali, o serviço não depende de títulos. Qualquer membro em plena comunhão, reconhecido pelo seu bom testemunho, pode servir na liturgia, ministrar a Palavra ou servir a Ceia do Senhor. As grandes decisões não pertencem a um pequeno grupo de líderes; são tomadas pela assembleia da igreja. Cada irmão tem voz, responsabilidade e participação.

Essa abertura também se manifesta na relação com outras igrejas.

Todos os anos, a comunidade realiza congressos e convida irmãos de diferentes igrejas irmãs para integrarem o painel de prelectores. E há um detalhe que considero particularmente bonito: não é necessário ser pastor para ser convidado. O que parece contar é o testemunho, a experiência e a contribuição que a pessoa pode oferecer ao corpo de Cristo.

Eu próprio tive o privilégio de ser prelector num desses congressos, assim como o Pr. António Kilandani. São encontros profundamente abençoados, nos quais as fronteiras denominacionais parecem perder importância diante daquilo que nos une: Cristo, a Palavra e a missão.

Outro aspecto digno de destaque é a transparência financeira.

No início de cada ano, a igreja aprova o seu orçamento. No último ano em que participei, o alvo estava fixado em 42.000.000 de kwanzas. Todos os domingos, antes do encerramento do culto, são apresentados em tela os valores arrecadados em ofertas e dízimos, o total acumulado, o objectivo anual e a percentagem já alcançada. É uma prática rara na maior parte das igrejas que conheço.

Curiosamente, durante os quatro anos em que ali congreguei, nunca ouvi um sermão centrado em dinheiro. Nunca ouvi alguém da liderança fazer um apelo por algum tipo de contribuição financeira. Nem um.

Isso intrigava-me. Como podia uma igreja falar tão pouco sobre finanças e, ao mesmo tempo, ver longas filas de irmãos entregando voluntariamente os seus dízimos na tesouraria, e não no balaio?

Sim, durante o culto de celebração existem dois balaios, apenas para tornar mais célere o momento da oferta. Os dízimos, porém, são entregues directamente na tesouraria da igreja.

Nunca perguntei qual era o segredo dessa entrega dos fiéis. Até hoje continuo sem uma resposta definitiva. Mas suspeito que a confiança, a transparência, a oração e o testemunho da liderança falam mais alto do que qualquer campanha de arrecadação.

Também me chamou a atenção o facto de os pastores exercerem profissões seculares, recebendo apenas um subsídio para despesas ministeriais. Nenhum deles recebe salário da igreja. E mais: nem todos os pastores pregam com regularidade nos cultos de celebração. Cada um assume uma área específica — famílias, aconselhamento, discipulado, intercessão, Escola Bíblica Dominical, missões, entre outras — compreendendo que o pastorado é um serviço e não um privilégio.

Até a disposição das cadeiras comunica uma mensagem. Não existem lugares reservados para líderes ou pessoas importantes. O pastor principal pode sentar-se ao lado de alguém que entra pela primeira vez num templo. Ali, a autoridade não se afirma pela distância, mas pela proximidade.

O Pr. Hermenegildo Pinto, fundador da comunidade, nunca cultivou uma imagem de protagonismo. Sempre o vi como um irmão mais velho, disponível para aconselhar, ouvir e servir. É doutorado em Linguística, docente universitário e autor de diversas obras, mas nada disso o afastou das pessoas. Continua simples, acessível e próximo — daqueles líderes que, como se costuma dizer, "cheiram a ovelhas".

Não escrevo estas linhas para estabelecer comparações nem para afirmar que existe um único modelo de igreja. Cada comunidade tem a sua identidade e a sua forma de organização.

Partilho esta experiência porque acredito que boas práticas merecem ser conhecidas. Quando encontramos comunidades marcadas pela humildade, pela participação, pela transparência, pela abertura e pelo serviço, devemos celebrá-las e permitir que inspirem outras.

No fim de contas, a igreja torna-se mais parecida com Cristo quando o poder dá lugar ao serviço, quando os títulos cedem espaço ao testemunho, quando as paredes denominacionais não nos impedem de reconhecer irmãos e quando a autoridade é exercida com simplicidade, amor e integridade.

Talvez seja esta uma das maiores lições que aquela pequena comunidade do Bairro Piloto me deixou: podemos ser diferentes na forma de organizar a igreja sem sermos diferentes naquilo que realmente importa — servir a Cristo e uns aos outros.

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