07/09/2026
O PROFETA PODE AJUDAR OU NÃO? A IRMÃ PERDEU TUDO NO JOGO DE AVIATOR,
Eu nuncca pensei que um jogo pudesse destruir a minha vida. Quando ouvi falar do Aviator, parecia apenas mais uma forma de tentar ganhar algum dinheiro extra. No começo era só curiosidade… depois virou esperança… e no fim tornou-se a minha ruína.
Profeta lembro-me do primeiro dia que ganhei algum dinheiro. Não era muito, mas parecia fácil. Bastava apostar, esperar o avião subir e tirar antes de cair. Aquilo dava uma sensação estranha de poder… como se finalmente a sorte estivesse do meu lado. Eu pensava: “é aqui que vou resolver os meus problemas”.
Mas a verdade é que foi ali que começaram.
No início eu apostava pouco. Depois comecei a aumentar. Quando perdia, pensava que na próxima rodada iria recuperar tudo. Quando ganhava, achava que podia ganhar ainda mais. E assim, sem perceber, fui entrando cada vez mais fundo.
Pai primeiro perdi as economias.
Depois comecei a usar o dinheiro que era para comida da casa. A minha esposa perguntava por que o dinheiro desaparecia tão rápido. Eu mentia. Dizia que tinha ajudado um amigo, que tinha surgido uma despesa inesperada. Cada mentira pesava no peito, mas mesmo assim eu continuava.
O Aviator virou um vício.
Eu acordava pensando no jogo. Dormia pensando no jogo. No trabalho eu já não prestava atenção em nada. Só queria pegar no telefone e apostar outra vez. Achava sempre que a próxima aposta ia salvar tudo.
Mas nunca salvou.
Perdi mais dinheiro… e mais… e mais.
Até o dia em que as dívidas começaram.
Comecei a pedir dinheiro emprestado. Primeiro aos amigos. Depois a conhecidos. Depois a pessoas que eu nem devia ter procurado. Prometia pagar quando “ganhasse no Aviator”. Eu acreditava mesmo nisso.
Mas o jogo não perdoa ninguém.
As dívidas cresceram tanto que eu já não sabia como explicar. As pessoas começaram a vir bater à porta de casa. Alguns já não vinham falar… vinham exigir.
Foi aí que a minha família começou a s'ofrer por minha culpa o meu esposo ch'orava. Dizia que eu já não era o mesmo mulher. Os meus filhos começaram a sentir vergonha. O respeito que eu tinha no bairro foi desaparecendo. As pessoas cochichavam quando eu passava.
E depois veio o pior dia da minha vida.
Perdi o emprego.
Eu já não conseguia trabalhar direito. Chegava atrasado, faltava, vivia no telefone. Um dia chamaram-me ao escritório e disseram que já não podiam continuar comigo. Saí de lá com o coração vazio, sabendo que tinha destruído a única coisa que ainda mantinha a casa de pé.
Sem trabalho. Cheio de dívidas. Sem respeito.
Foi quando começaram a levar as coisas da minha casa.
Primeiro foi a televisão. Depois a geleira. Depois móveis. Pessoas a quem eu devia vieram buscar como forma de pagamento. Cada coisa que saía de casa era como se levassem um pedaço da minha dignidade.
A minha própria casa já não parecia a minha casa.
A minha família foi embora.
Houve uma noite muito escura… em que eu pensei em acabar com tudo. Senti que já não havia saída. Pensei que talvez fosse melhor desaparecer do que continuar vivendo com tanta culpa.
Sentei-me no silêncio da casa vazia e chorei como nunca tinha chorado na vida.
Cho'rei pelo mulher que eu era antes. Ch'orei pela família que perdi. Ch'orei pelas m'entiras, pelas apostas, pelas escolhas erradas.
Percebi tarde demais que o Aviator não era um jogo… era um buraco sem fundo.
Ele não tirou apenas o meu dinheiro.
Tirou a minha paz. Tirou o meu respeito. Tirou a minha família. Tirou a minha vida como eu a conhecia.
Hoje eu olho para trás e vejo uma mulher que tinha tudo… e que perdeu tudo por causa de um vício.
Se alguém estiver lendo isto e ainda estiver no começo desse caminho… por favor, pare enquanto ainda pode.
Porque eu sou a prova viva de que às vezes o avião sobe… mas a nossa vida é que acaba caindo.
Tenho bebê e eu estou com depressão a dívida e 1.700.000 um milhão e setessentos mil kwanzas.
Contato.