IECA Pastorado do Ramiros

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IECA Pastorado do Ramiros 1. **Cristianismo**:
- "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna."

(João 3:16)
- "Tudo posso naquele que me fortalece." (Filipenses 4:13 RELIGIÃO

30/09/2026

CONQUISTANDO A MONTANHA

Texto bíblico: Números 14:12-13; Josué 14:12
N.A.A.
Todos temos sonhos, objetivos e propósitos, mas entre nós e aquilo que desejamos conquistar existem montanhas: dificuldades, medos, fracassos, limitações e decisões difíceis. Para muitos jovens, essas montanhas podem representar os estudos, a profissão, o casamento, o trabalho, o futuro e, acima de tudo, a própria vida espiritual.

Quando Israel chegou diante de Canaã, doze homens foram enviados para observar a terra. Todos viram a mesma terra, as mesmas cidades fortificadas e os mesmos gigantes. Porém, dez voltaram olhando para o tamanho dos obstáculos, enquanto Josué e Calebe olharam para o tamanho do Deus que havia feito a promessa. O problema não estava apenas na montanha; estava na maneira como cada um a enxergava.

Calebe tornou-se um exemplo de fé porque não permitiu que o medo dos outros determinasse o seu futuro. Anos depois, já com 85 anos, ele declarou: “Dá-me esta montanha” (Js 14:12). Ele não pediu a parte mais fácil. Escolheu justamente Hebrom, região habitada pelos enaquins, aqueles mesmos gigantes que haviam provocado medo no coração de Israel.

A fé de Calebe não significava ausência de dificuldades. Significava confiança na presença de Deus dentro das dificuldades. Ele sabia que a montanha era grande, mas sabia também que a promessa de Deus era maior.
Existem “enaquins” na vida de cada jovem. São obstáculos que parecem grandes demais: portas fechadas, dificuldades financeiras, fracassos, rejeições, incertezas sobre o futuro.

Mas também existem gigantes espirituais: maus hábitos, pecado acariciado, desânimo, falta de disciplina, afastamento de Deus e perda do desejo pela Canaã celestial.

A grande pergunta não é se teremos montanhas, mas como enfrentaremos as montanhas que Deus colocar diante de nós. Calebe não conquistou Hebrom porque era mais forte que os gigantes; conquistou porque confiou naquele que era maior do que os gigantes.

Subir a montanha exige coragem, perseverança e renúncia. Nem sempre o caminho mais fácil é o caminho que Deus deseja que escolhamos. Há momentos em que precisamos deixar o vale do conforto e subir o monte da fé. A montanha pode assustar quando olhamos para cima, mas torna-se diferente quando sabemos quem está caminhando conosco.

Jesus também enfrentou a Sua montanha. No Getsêmani, diante da cruz, experimentou profunda angústia e orou ao Pai. Não escolheu o caminho mais fácil, mas submeteu-se à vontade de Deus. A cruz mostra que grandes vitórias muitas vezes passam por grandes lutas.

Jovem, não permita que o tamanho da montanha determine o tamanho da sua fé. Não olhe apenas para os gigantes; olhe para Deus. Não fuja diante do desafio; avance confiando na promessa. Talvez hoje exista uma montanha diante de você, mas ela não precisa ser o fim da sua caminhada. Pode ser o lugar onde sua fé amadurecerá e onde você descobrirá que Deus continua fiel.
Quando chegar o momento de decidir, não pergunte apenas: “Qual é o caminho mais fácil?” Pergunte: “Onde Deus quer que eu demonstre minha fé?”

Calebe subiu a montanha e encontrou a vitória porque confiou no Senhor. A nossa força não está na ausência de gigantes, mas na presença de Deus. Portanto, quando a montanha aparecer diante de você, não recue. Ore, confie, avance e diga com fé:
“Senhor, se esta é a montanha que está diante de mim, dá-me força para subi-la.”
Porque, com Deus, a montanha não é maior que a promessa.

Pr Lino carnaval Sambambi

29/09/2026

Texto bíblico: 1 Tessalonicenses 5:18-22 — NAA
Tema: Dar graças a Deus.

A gratidão revela muito mais o coração de quem agradece do que o tamanho daquilo que recebeu.
O filósofo Cícero afirmou que não existe dever mais importante do que a gratidão. A Bíblia, porém, vai além: Paulo não apresenta a gratidão apenas como uma virtude, mas como uma vontade de Deus para aqueles que estão em Cristo..

A igreja de Tessalônica havia sido fundada por Paulo em sua segunda viagem missionária, conforme Atos 17. Paulo permaneceu ali pouco tempo, mas deixou uma igreja que enfrentava dúvidas, dificuldades e preocupações, especialmente relacionadas à volta de Cristo e à ressurreição. É nesse contexto que Paulo exorta os irmãos: “Em tudo, deem graças, porque esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.”

A expressão “em tudo” é importante. Paulo não está dizendo que devemos agradecer a Deus pelo mal, pela injustiça ou pela dor, mas que, mesmo em meio a todas as circunstâncias, podemos continuar reconhecendo a bondade e a soberania de Deus.

Matthew Henry, conhecido estudioso das Escrituras, certa vez foi assaltado. Depois do acontecimento, escreveu em seu diário razões pelas quais ainda poderia agradecer: era a primeira vez que fora assaltado; levaram os seus bens, mas não a sua vida; levaram apenas o que possuía; e, finalmente, ele não era o ladrão.
Que maneira diferente de olhar para a mesma situação!

Talvez o segredo da gratidão esteja justamente aqui: não olhar apenas para aquilo que perdemos, mas também para aquilo que Deus preservou.

Às vezes reclamamos pelo que falta e esquecemos o que já recebemos. Olhamos para uma porta fechada e esquecemos quantas outras Deus manteve abertas. Concentramos os olhos na dificuldade e deixamos de perceber a graça.

A gratidão não significa dizer que tudo está bem. Significa reconhecer que, mesmo quando nem tudo está bem, Deus continua sendo bom.
Hoje, antes de reclamar pelo que ainda não chegou, lembre-se daquilo que Deus já fez. Você chegou até aqui não apenas pela sua força, mas pela graça.

Pr Lino carnaval Sambambi ..

28/09/2026

SENHOR, NOSSO DEUS, É DE PAZ
Texto bíblico: Filipenses 4:6-7 — NAA
Como precisamos de paz quando estamos divididos? Famílias divididas, relacionamentos quebrados, sociedades divididas e um mundo marcado por conflitos. Quando tudo ao nosso redor parece perder a estabilidade, onde encontramos paz?
Esta passagem nos leva a um momento muito significativo da vida de Paulo. Filipenses é uma carta escrita a partir de uma situação de prisão, tradicionalmente identificada com Roma, durante os primeiros anos do governo de Nero. Paulo não escreve a partir de um gabinete confortável, distante das dificuldades da vida. Ele escreve sob restrições, enfrentando incerteza e pressão, e mesmo assim diz: “Alegrem-se sempre no Senhor” (Fp 4:4).
É justamente aí que está a força da mensagem. Paulo não está dizendo que as circunstâncias eram alegres. Ele está ensinando que a alegria do cristão não pode depender das circunstâncias. A expressão “no Senhor” é fundamental: a fonte da alegria não está no que acontece ao nosso redor, mas naquele que permanece conosco dentro do que acontece.
Então, no versículo 6, surge a segunda palavra: “Não andem ansiosos por coisa alguma.” O verbo grego merimnáō transmite a ideia de preocupação que divide interiormente a pessoa. A ansiedade fragmenta o coração: uma parte está no hoje, outra no amanhã, outra no problema que ainda não aconteceu.
Talvez alguém esteja preocupado com a defesa na universidade, com a gravidez, com o emprego, com a estabilidade financeira, com o sustento da família, com os filhos, com a mãe, com os negócios ou até com um perdão que ainda não foi resolvido.
Paulo não está dizendo que essas coisas não são importantes. Ele está dizendo: não permita que elas governem o seu interior.
E então chegamos ao coração do texto: “E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.”
A palavra grega eirēnē, traduzida por “paz”, não aponta simplesmente para ausência de problemas. É uma paz que nasce da relação com Deus. Por isso Paulo não promete que a situação exterior será imediatamente transformada; promete que Deus pode guardar o interior enquanto a situação ainda existe.
O verbo “guardará”, phrourēsei, era usado para a ideia de vigiar ou manter sob guarda. A imagem é poderosa: a paz de Deus torna-se como uma sentinela diante do coração e da mente.
É aqui que entendemos a profundidade das palavras de Jesus no cenáculo: “Deixo-lhes a paz, a minha paz lhes dou” (João 14:27). Os discípulos estavam diante da partida de Jesus, mas a paz que Ele lhes oferecia não dependia da ausência da dor. Dependia da presença dele.
Agostinho definiu a paz como a “tranquilidade da ordem”. E talvez seja justamente isso que precisamos recordar: quando tudo ao redor parece desordenado, Deus ainda pode colocar ordem dentro de nós.
Por isso, talvez hoje não precisemos primeiro de uma mudança nas circunstâncias. Precisamos lembrar quem está conosco dentro delas.
O mundo pode estar dividido. A família pode estar atravessando lutas. O futuro pode parecer incerto. Mas existe uma realidade que permanece: o Senhor, nosso Deus, é Deus de paz.
E quando o coração estiver dividido, volte para Cristo. Quando a mente estiver inquieta, volte para Cristo. Quando o amanhã parecer maior do que as suas forças, volte para Cristo.
A circunstância pode ainda não ter mudado, mas o coração já pode estar guardado.
O Senhor, nosso Deus, é de paz.
Pr Lino carnaval Sambambi.
Fonte : lecionário IECA

28/09/2026
QUANDO O GALHO DA VIDA ESTREMECETexto bíblico: Salmo 34:15-18Certa vez, há alguns anos, eu estava na minha fazenda, caça...
25/09/2026

QUANDO O GALHO DA VIDA ESTREMECE
Texto bíblico: Salmo 34:15-18
Certa vez, há alguns anos, eu estava na minha fazenda, caçando e aproveitando aquele momento para uma espécie de investimento mental. Enquanto observava a natureza, reparei num pássaro pousado num galho. Parecia dormir tranquilamente, sem cair.
Olhei para ele e pensei: Como é que ele consegue dormir assim?
Se nós tentássemos dormir naquela posição, provavelmente cairíamos e poderíamos até sofrer consequências graves. Mas há algo extraordinário no desenho do Criador: os tendões das pernas e dos pés da ave permitem-lhe agarrar-se ao galho enquanto repousa. Quanto mais ela se acomoda, mais firme pode ficar a sua posição.
Naquele momento, pensei: há uma grande lição espiritual aqui.
Quando o galho da vida parece precário, quando tudo parece ameaçar a nossa estabilidade, a nossa maior segurança não está em tentar controlar tudo, mas em aprender a permanecer de joelhos diante de Deus.
É precisamente neste ponto que o Salmo 34:15-18 ganha uma força extraordinária.
O salmo nasce no contexto de uma vida ameaçada. David estava a fugir de Saul e chegou a Gate, território dos filisteus, onde a sua própria identidade o colocava em perigo. A inscrição do salmo associa-o ao episódio em que David fingiu estar louco diante de Abimeleque, também identificado no relato bíblico como Áquis, e foi expulso.
David conhecia o que significava ter o galho da vida a estremecer.
Por isso declara:
Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos estão atentos ao seu clamor.
Salmo 34:15
No hebraico, a ideia é muito expressiva: os olhos do Senhor estão voltados para os justos, e os seus ouvidos estão atentos ao seu clamor. Deus não está distante do sofrimento humano. O salmo apresenta Deus como aquele que vê e aquele que ouve.
Depois, no versículo 17, aparece uma sequência poderosa: clamam, e o Senhor ouve; Ele livra.
O verbo hebraico relacionado com clamam é tsā‘aq, usado para expressar um grito de aflição, um clamor que nasce quando a pessoa já não consegue resolver a situação pelas suas próprias forças. E shāma‘, ouvir, não significa simplesmente captar um som; no contexto bíblico, pode carregar a ideia de escutar atentamente e responder.
Mas David chega ao ponto mais profundo no versículo 18:
Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido.
Salmo 34:18
A palavra hebraica qārôb, perto, significa proximidade. Deus não apenas vê o quebrantado de longe. Ele aproxima-se.
Coração quebrantado traduz a ideia de shābar leb, um coração partido, quebrado. E espírito oprimido vem de uma expressão ligada a algo esmagado, abatido, reduzido a pedaços.
Que palavra para quem hoje sente que o seu galho está a partir!
David não diz que o justo nunca enfrentará perigo. Pelo contrário, o versículo 19 afirma que muitas são as aflições do justo. A promessa bíblica não é a ausência de tempestades; é a presença de Deus dentro delas.
O pássaro pode dormir porque o Criador lhe deu um mecanismo para permanecer agarrado ao galho.
E nós?
Deus deu-nos a oração.
Quando o galho da família estremecer, ore.
Quando o galho das finanças estremecer, ore.
Quando o galho da saúde, do ministério ou do futuro parecer frágil, ore.
Porque há momentos em que não precisamos de um galho mais forte; precisamos de joelhos mais dobrados.
O pássaro descansa porque consegue agarrar-se ao galho.
O crente descansa porque aprendeu a agarrar-se a Deus.
E quando o coração está quebrado, a promessa continua de pé:
Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado.
Talvez o seu galho esteja a estremecer hoje.
Não tenha medo de dobrar os joelhos. É ali que começa a verdadeira estabilidade.
Pr. Lino Carnaval Sambambi

VOCÊ PRECISA SABERTodos nós somos potencialmente curiosos. Quando alguém diz: “Precisas saber isto”, imediatamente quere...
25/09/2026

VOCÊ PRECISA SABER
Todos nós somos potencialmente curiosos. Quando alguém diz: “Precisas saber isto”, imediatamente queremos saber o quê.
Então, você precisa saber:
Os ratos não vomitam.
Você pisca milhares de vezes por dia.
Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo.
O Atlântico é mais salgado do que o Pacífico.
O elefante possui uma estrutura óssea das pernas bastante peculiar.
O nosso corpo está constantemente a renovar os seus átomos.
Rir pode ajudar no relaxamento e no sono.
Perdemos dezenas de fios de cabelo todos os dias.
Uma barata pode sobreviver algum tempo sem a cabeça.
E esta é a mais curiosa: provavelmente, ao ouvir que ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, você tentou!
Pr. Lino Carnaval Sambambi

‎ONDE ESTÁ A VERDADEIRA FELICIDADE?‎‎Texto bíblico: João 15:11 — NAA‎‎Vivemos numa época em que quase todos procuram a f...
24/09/2026

‎ONDE ESTÁ A VERDADEIRA FELICIDADE?
‎
‎Texto bíblico: João 15:11 — NAA
‎
‎Vivemos numa época em que quase todos procuram a felicidade, mas poucos sabem verdadeiramente onde encontrá-la.
‎
‎O homem moderno corre atrás dela como quem persegue uma miragem no deserto. Uns procuram-na no dinheiro; outros, no prazer; outros, na fama, no poder, na carreira, no conhecimento ou na liberdade absoluta. Há quem pense que será feliz quando tiver uma casa, um carro, uma conta bancária maior, uma posição social mais elevada ou o reconhecimento das pessoas.
‎
‎Mas a história da humanidade é uma grande testemunha de que ter aquilo que desejamos nem sempre significa possuir aquilo de que precisamos.
‎
‎A palavra felicidade está relacionada com a ideia de um estado de bem-estar, satisfação e realização. Em português, a palavra vem do latim felicitas, relacionada com felix, que significa “feliz”, “afortunado”, “próspero”, “fecundo”. Porém, existe uma diferença profunda entre prazer e felicidade. O prazer pode ser momentâneo; a felicidade, no sentido mais profundo, envolve sentido, paz, esperança e uma vida reconciliada consigo mesma e com Deus.
‎
‎A Bíblia apresenta uma ideia ainda mais profunda. O verdadeiro bem-estar do ser humano não começa naquilo que ele possui, mas na sua relação com Deus.
‎
‎O Salmo 1 começa justamente com essa ideia:
‎
‎«“Bem-aventurado é aquele que não anda no conselho dos ímpios...”»
‎
‎A palavra hebraica frequentemente traduzida por “bem-aventurado” é אַשְׁרֵי (’ashrê), uma expressão relacionada à ideia de felicidade, bênção e vida verdadeiramente realizada diante de Deus.
‎
‎É interessante perceber que a Bíblia não começa por perguntar: “Quanto dinheiro você tem?”
‎Começa por perguntar: “Onde está o seu caminho?”
‎
‎É possível sorrir por fora e estar em guerra por dentro.
‎
‎É possível possuir uma grande casa e não possuir paz.
‎
‎É possível ter muitos amigos e sentir-se profundamente sozinho.
‎
‎É possível ser aplaudido por milhares e, quando as luzes se apagam, descobrir o silêncio de um coração vazio.
‎
‎Jesus conhecia profundamente essa realidade humana. Por isso, quando chegamos a João 15:11, encontramos uma afirmação extraordinária:
‎
‎«“Tenho lhes dito estas coisas para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa.”»
‎
‎Mas precisamos perguntar: Em que contexto Jesus pronunciou estas palavras?
‎
‎João 15 faz parte do chamado discurso de despedida de Jesus aos seus discípulos, apresentado nos capítulos 13–17 do Evangelho de João. Jesus está próximo da cruz. A sua prisão e morte estão diante dele. Os discípulos também enfrentariam medo, perseguição, separação e sofrimento.
‎
‎E é precisamente nesse contexto que Jesus fala de alegria.
‎
‎Isso é extraordinário.
‎
‎Jesus não está numa festa.
‎Não está cercado de riquezas.
‎Não está sentado num palácio.
‎Não está a anunciar que os seus discípulos terão uma vida sem problemas.
‎
‎Ele está a caminhar para a cruz.
‎
‎Mesmo assim, fala de alegria.
‎
‎Isso mostra que a alegria de Cristo não depende simplesmente das circunstâncias externas.
‎
‎No grego de João 15:11, a palavra utilizada para “alegria” é χαρά (chara), que significa alegria, deleite, satisfação, regozijo. É a mesma família de palavras que aparece em vários textos do Novo Testamento para expressar a alegria que nasce da relação com Deus.
‎
‎E Jesus diz algo ainda mais profundo:
‎
‎«“para que a minha alegria esteja em vocês.”»
‎
‎Não é apenas uma alegria produzida pelo homem.
‎
‎É “a minha alegria”.
‎
‎A alegria que Cristo possui e comunica aos seus discípulos.
‎
‎E depois acrescenta:
‎
‎«“e a alegria de vocês seja completa.”»
‎
‎A palavra grega é πλήρης (plērēs), ideia de algo cheio, completo, pleno, sem estar vazio.
‎
‎Há, portanto, um contraste muito forte:
‎
‎O mundo oferece momentos de prazer;
‎Cristo oferece uma alegria que pode preencher o coração.
‎
‎O mundo oferece felicidade condicionada às circunstâncias;
‎Cristo oferece uma alegria que pode permanecer mesmo no meio das circunstâncias difíceis.
‎
‎E Jesus não apresenta essa alegria como algo separado da vida com Ele.
‎
‎João 15 começa com uma das imagens mais conhecidas do Evangelho:
‎
‎«“Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o lavrador.” — João 15:1»
‎
‎E depois Jesus diz:
‎
‎«“Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês.” — João 15:4»
‎
‎Mais adiante:
‎
‎«“Permaneçam no meu amor.” — João 15:9»
‎
‎E então chegamos ao versículo 11:
‎
‎«“Tenho lhes dito estas coisas para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa.”»
‎
‎Existe aqui uma sequência espiritual muito importante:
‎
‎Permanecer em Cristo → permanecer no seu amor → viver em obediência → experimentar a sua alegria → possuir uma alegria completa.
‎
‎Portanto, João 15:11 não é uma promessa de uma vida sem sofrimento.
‎
‎É uma promessa de uma vida em que Cristo está presente.
‎
‎A verdadeira felicidade não significa que nunca choraremos.
‎
‎Significa que podemos chorar sem perder a esperança.
‎
‎Não significa que nunca enfrentaremos perdas.
‎
‎Significa que podemos perder algumas coisas sem perder Cristo.
‎
‎Não significa ausência de tempestades.
‎
‎Significa ter Cristo dentro do barco durante a tempestade.
‎
‎Como diz Habacuque:
‎
‎«“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que falhe o produto da oliveira... todavia, eu me alegro no Senhor e exulto no Deus da minha salvação.” — Habacuque 3:17-18.»
‎
‎Esta é uma das maiores diferenças entre o prazer e a verdadeira alegria.
‎
‎O prazer pergunta:
‎
‎“O que está a acontecer comigo?”
‎
‎A alegria em Cristo pergunta:
‎
‎“Quem está comigo?”
‎
‎Por isso, a grande pergunta não é simplesmente: “Como ser feliz?”
‎
‎A pergunta mais profunda é:
‎
‎Onde está a verdadeira felicidade?
‎
‎A história oferece-nos exemplos impressionantes.
‎
1. ‎A felicidade não está na incredulidade
‎
‎Voltaire, filósofo francês do século XVIII, tornou-se conhecido pelas suas críticas severas à religião e às instituições religiosas. Embora seja historicamente mais correcto classificá-lo como deísta e não simplesmente como ateu, a sua vida intelectual tornou-se símbolo de uma forte oposição a determinadas formas de religião.
‎
‎E aqui está uma lição importante: a inteligência humana, por mais brilhante que seja, não consegue preencher sozinha o vazio espiritual do coração.
‎
‎Conhecimento não é necessariamente paz.
‎
‎Raciocínio não é necessariamente esperança.
‎
‎Questionar Deus não significa encontrar o sentido da existência.
‎
‎O ser humano pode conquistar respostas para muitas perguntas e continuar sem resposta para a pergunta fundamental:
‎
‎Para que estou a viver?
‎
‎Salomão, homem de extraordinária sabedoria, chegou a experimentar precisamente esse problema. Possuiu conhecimento, riquezas, prazer, obras e reconhecimento, mas escreveu:
‎
‎«“Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” — Eclesiastes 1:2.»
‎
‎A questão não é que conhecimento, inteligência ou pensamento sejam maus.
‎
‎A questão é que nenhuma dessas coisas foi criada para ocupar o lugar de Deus.
‎
‎Como escreveu Agostinho de Hipona, séculos depois, o coração humano permanece inquieto até encontrar o seu descanso em Deus.
‎
‎O conhecimento pode informar a mente.
‎
‎Mas somente Deus pode reconciliar o coração.
‎
1. ‎A felicidade não está no prazer
‎
‎Lord Byron, uma das grandes figuras da literatura inglesa do século XIX, viveu cercado de fama, relações amorosas, viagens e intensa experiência social. Entretanto, no poema On This Day I Complete My Thirty-Sixth Year, escrito em 1824, próximo do fim da sua vida, deixou uma imagem profundamente melancólica:
‎
‎«“My days are in the yellow leaf;
‎The flowers and fruits of Love are gone;
‎The worm, the canker, and the grief
‎Are mine alone!”»
‎
‎A imagem é poderosa: as folhas amarelecem, as flores desaparecem e aquilo que parecia tão belo não consegue impedir a chegada da decadência.
‎
‎O prazer pode ocupar uma noite, mas não consegue necessariamente preencher uma existência.
‎
‎O prazer pode fazer-nos esquecer a dor por algumas horas, mas não consegue responder à pergunta sobre o sentido da vida.
‎
‎A própria Bíblia pergunta:
‎
‎«“Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” — Marcos 8:36.»
‎
‎O problema não está em desfrutar das coisas boas que Deus nos concede.
‎
‎O problema começa quando transformamos aquilo que deveria ser presente em deus.
‎
‎Por isso, quem transforma o prazer em finalidade acaba descobrindo que aquilo que prometia felicidade pode produzir vazio.
‎
1. ‎A felicidade não está no dinheiro
‎
‎Jay Gould, um dos grandes milionários americanos do século XIX, acumulou uma enorme fortuna. Possuía aquilo que milhões de pessoas desejariam possuir.
‎
‎Mas existe uma frase atribuída a ele no fim da vida que atravessou a história:
‎
‎«“I suppose I am the most miserable man on earth.”»
‎
‎Ou seja: “Suponho que sou o homem mais miserável da terra.”
‎
‎Que paradoxo!
‎
‎Um homem pode ter muito dinheiro e pouca paz.
‎
‎Pode ter património, mas não ter esperança.
‎
‎Pode comprar uma cama, mas não comprar descanso.
‎
‎Pode comprar medicamentos, mas não comprar saúde.
‎
‎Pode comprar uma casa, mas não comprar um lar.
‎
‎Pode comprar entretenimento, mas não comprar alegria.
‎
‎O dinheiro pode facilitar a vida, mas não consegue ser o fundamento da alma.
‎
‎Jesus contou a parábola de um homem que tinha acumulado tantos bens que já não sabia onde guardá-los. E disse:
‎
‎«“Então direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e alegre-te.” — Lucas 12:19.»
‎
‎Mas Deus respondeu:
‎
‎«“Louco, esta noite lhe pedirão a sua alma.” — Lucas 12:20.»
‎
‎O homem tinha muito para o futuro, mas não tinha preparado a sua alma para a eternidade.
‎
‎Eis a questão:
‎
‎Não é errado possuir dinheiro. É perigoso permitir que o dinheiro possua o coração.
‎
‎Como disse Paulo:
‎
‎«“Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os tipos de males.” — 1 Timóteo 6:10.»
‎
‎O dinheiro é um excelente servo, mas é um péssimo senhor.
‎
1. ‎A felicidade não está na posição nem na fama
‎
‎Benjamin Disraeli, escritor e estadista britânico, resumiu de maneira extraordinariamente expressiva as diferentes fases da existência:
‎
‎«“Youth is a blunder; manhood a struggle; old age a regret.”»
‎
‎A frase aparece na sua obra Coningsby, publicada em 1844.
‎
‎A juventude passa.
‎
‎A idade adulta traz responsabilidades.
‎
‎A velhice obriga-nos a olhar para trás.
‎
‎E então percebemos uma verdade que a fama não consegue esconder: a posição social não pode impedir o tempo de passar.
‎
‎O aplauso das multidões não consegue silenciar a consciência.
‎
‎A fama pode colocar o nosso nome nos jornais, mas não necessariamente colocar paz no coração.
‎
‎Podemos ser conhecidos pelos homens e permanecer desconhecidos de Deus.
‎
‎Jesus perguntou:
‎
‎«“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” — Marcos 8:36.»
‎
‎Há pessoas preocupadas em construir um grande nome na terra, mas esquecem-se de construir uma vida diante de Deus.
‎
‎A Bíblia diz:
‎
‎«“Pois os que me honram, honrarei.” — 1 Samuel 2:30.»
‎
‎A verdadeira honra não é simplesmente ser reconhecido pelos homens.
‎
‎É viver de tal maneira que a nossa vida seja conhecida e aprovada por Deus.
‎
1. ‎A felicidade não está na glória militar
‎
‎Alexandre, o Grande, conquistou um vasto império e tornou-se uma das figuras militares mais célebres da Antiguidade.
‎
‎Mas existe uma ironia profunda na história: um homem pode conquistar territórios sem conseguir conquistar a própria mortalidade.
‎
‎Pode conquistar cidades e continuar incapaz de conquistar a morte.
‎
‎Pode dominar povos e continuar incapaz de dominar o vazio do coração.
‎
‎Pode chegar ao topo do mundo e descobrir que o topo não é suficiente.
‎
‎Porque há batalhas que nenhum exército consegue vencer.
‎
‎Há um inimigo que nenhum império conseguiu derrotar definitivamente: a morte.
‎
‎A Bíblia diz:
‎
‎«“Que homem pode viver e não ver a morte? Ou livrar a sua alma do poder da sepultura?” — Salmo 89:48.»
‎
‎Mas o Evangelho apresenta uma notícia diferente.
‎
‎Cristo venceu aquilo que nenhum conquistador humano conseguiu vencer.
‎
‎Paulo declara:
‎
‎«“Tragada foi a morte pela vitória.” — 1 Coríntios 15:54.»
‎
‎É aqui que a felicidade cristã ultrapassa as fronteiras desta vida.
‎
‎O cristão não encontra a sua esperança apenas naquilo que possui hoje.
‎
‎A sua esperança está naquele que venceu a morte.
‎
1. ‎A verdadeira felicidade está em Cristo
‎
‎Aqui chegamos ao centro da mensagem.
‎
‎A resposta do Evangelho é simples, profunda e transformadora:
‎
‎A verdadeira felicidade encontra-se em Cristo.
‎
‎Jesus não prometeu uma vida sem lágrimas.
‎
‎Não prometeu ausência de dificuldades.
‎
‎Não prometeu que o cristão jamais enfrentaria doença, perdas, injustiças ou sofrimento.
‎
‎Mas prometeu algo muito maior: a presença de Deus dentro da caminhada humana.
‎
‎Jesus disse:
‎
‎«“Tenho lhes dito estas coisas para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa.”
‎
‎João 15:11»
‎
‎Observe a expressão:
‎
‎“a minha alegria.”
‎
‎Cristo não oferece simplesmente uma felicidade fabricada pelas circunstâncias.
‎
‎Ele oferece uma alegria que nasce da comunhão com Deus.
‎
‎É possível atravessar uma tempestade e ainda ter paz.
‎
‎É possível chorar e ainda ter esperança.
‎
‎É possível perder bens e não perder a fé.
‎
‎É possível ser rejeitado pelos homens e continuar amado por Deus.
‎
‎É possível passar pelo vale e continuar caminhando porque sabemos que o Pastor está connosco.
‎
‎Por isso, a verdadeira felicidade não consiste em possuir tudo aquilo que queremos.
‎
‎Consiste em ter Cristo, mesmo quando não temos tudo aquilo que queremos.
‎
‎O mundo pergunta:
‎
‎“Quanto você tem?”
‎
‎Cristo pergunta:
‎
‎“Você está comigo?”
‎
‎O mundo diz:
‎
‎“Procure o prazer.”
‎
‎Cristo diz:
‎
‎“Permaneça em mim.”
‎
‎O mundo diz:
‎
‎“Construa o seu nome.”
‎
‎Cristo diz:
‎
‎«“Busquem, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça.” — Mateus 6:33.»
‎
‎O mundo diz:
‎
‎“Conquiste tudo.”
‎
‎Cristo pergunta:
‎
‎«“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”»
‎
‎Eis a grande descoberta:
‎
‎A felicidade não é encontrada quando conseguimos controlar todas as circunstâncias da vida; é encontrada quando colocamos a nossa vida nas mãos daquele que continua Senhor sobre todas as circunstâncias.
‎
‎Dinheiro pode acabar.
‎
‎Prazer pode desaparecer.
‎
‎Fama pode ser esquecida.
‎
‎Posição pode ser perdida.
‎
‎Juventude passa.
‎
‎Força diminui.
‎
‎Mas Cristo permanece.
‎
‎Por isso, a pergunta desta mensagem não é simplesmente:
‎
‎“Você é feliz?”
‎
‎A pergunta é muito mais profunda:
‎
‎“Onde você está procurando a sua felicidade?”
‎
‎Porque aquilo em que colocamos a nossa esperança determinará a qualidade da nossa vida.
‎
‎Se procuramos felicidade no dinheiro, viveremos com medo de perdê-lo.
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‎Se procuramos felicidade na fama, viveremos dependentes do aplauso.
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‎Se procuramos felicidade no prazer, precisaremos sempre de uma nova experiência.
‎
‎Se procuramos felicidade na posição, teremos medo de ser ultrapassados.
‎
‎Mas, se encontramos a nossa felicidade em Cristo, descobrimos uma alegria que não depende completamente daquilo que temos, daquilo que somos diante dos homens ou das circunstâncias que enfrentamos.
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‎A verdadeira felicidade não está nas mãos do mundo.
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‎Está no coração reconciliado com Deus.
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‎E essa felicidade tem um nome:
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‎Jesus Cristo.
‎
‎Porque Jesus não disse simplesmente: “Eu vos darei alegria.”
‎
‎Ele disse:
‎
‎«“Para que a minha alegria esteja em vocês.”»
‎
‎É a alegria de Cristo em nós.
‎
‎É a presença de Cristo em nós.
‎
‎É a vida de Cristo em nós.
‎
‎E quando Cristo ocupa o centro, aquilo que temos deixa de ser a medida da nossa felicidade.
‎
‎Podemos ter pouco e agradecer.
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‎Podemos atravessar dificuldades e continuar firmes.
‎
‎Podemos chorar e continuar esperando.
‎
‎Podemos perder coisas e continuar dizendo:
‎
‎«“Ainda que...”»
‎
‎Como Habacuque:
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‎«“Todavia, eu me alegro no Senhor e exulto no Deus da minha salvação.” — Habacuque 3:18.»
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‎Esta é a verdadeira felicidade.
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‎Não uma felicidade construída sobre aquilo que passa, mas uma alegria firmada naquele que permanece.
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‎Onde está a verdadeira felicidade?
‎
‎Não está simplesmente no dinheiro.
‎
‎Não está no prazer.
‎
‎Não está na fama.
‎
‎Não está na posição.
‎
‎Não está nas conquistas.
‎
‎A verdadeira felicidade está em Cristo.
‎
‎Porque o dinheiro passa.
‎
‎A juventude passa.
‎
‎A fama passa.
‎
‎A força passa.
‎
‎A vida terrena passa.
‎
‎Mas Cristo permanece.
‎
‎E é por isso que Jesus diz:
‎
‎«“Tenho lhes dito estas coisas para que a minha alegria esteja em vocês, e a alegria de vocês seja completa.”
‎
‎
‎Pr Lino carnaval Sambambi .
‎

Endereço

Luanda
Benfica
4645

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