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Superintendência de Evangelismo da IEADC Superintendência de evangelismo e Discipulado da Igreja Evangélica da Assembleia de Deus em Curitiba.

31/03/2021

O eminente Professor Pastor Newton Carlos de Campos, em seu livro “Discipulado Cristão. A arte de ganhar e não perdê-las” p. 28, traz a baila, um tema atual, responsável pelos movimentos flutuantes verificados hoje, em muitas igrejas. Os evangélicos modernos, que o autor denomina de parasitas, os quais vêem as igrejas como um “Shopping Espiritual” agem tal qual os frequentadores dos shopping Centers, onde lhes são expostos vários produtos à escolher. Como são consumidores, muitos deles são contumazes, procuram os produtos que atendam as suas exigências. Eles podem ser classificados de acordo com as suas: sede, fome e interesses. Os sedentos e famintos buscam saciar suas almas, porém, os consumidores buscam vantagens, status sociais, vantagens econômicas ou influências nos meios evangélicos ou trampolim para a política. Vamos nos deter em conceituar o “Shopping Espiritual” e por derradeiro as características dos “Consumidores”, bem como dos seus objetivos e finalidades.
Uma das características de um shopping é a oferta de produtos, que atendam a todos os gostos e exigências. É a centralização de vários produtos que supram as necessidades, diversas, das pessoas. Lembra a canção nordestina quando se refere a “Feira de Caruaru” na cidade de Caruaru, Estado de Pernambuco.
Nestes espaços, andam os consumidores, vestidos como querem, sem direção definida, à procura daquilo que lhes apraz, ver ou comprar.
Ninguém tem o compromisso de cuidar, zelar, edificar, exaltar, dar segurança a ninguém e a nenhuma das lojas. Nos shoppings, se exigem limpeza, beleza, segurança. Desde que estejam abertos, entra-se a qualquer hora.
Shopping é lugar de diversão, sem compromisso, basta desfrutá-lo.
No Shopping Espiritual, buscam-se do espiritual ao social. Tais como: Benefícios físicos, econômico-financeiros, curas, portas de empregos, bênçãos conjugais, ajuda nos negócios empresariais e sucesso nos estudos. Emoções, encantos, devaneios e extravasamento das angústias e opressões.
Quando um shopping não oferece os produtos que os satisfaçam, transmudam-se para outros shoppings espiritual, isto é, outra igreja ou denominação. As igrejas shoppings são descartáveis.
Assim, de shopping em shopping, desloca-se essa população flutuante, como dunas. Lota e esvazia templos, sem constituir- se em igrejas.
Uma boa parcela dos consumidores é de solitários em busca de companhia. Destacam-se neste bojo, aqueles que vão em busca de eventos que lhes atendam as emoções, sem falar naqueles que querem saciar os seus anseios culturais e conhecimento bíblico. Eles não têm desejo de mudança de vida e nem de ser participantes do Reino de Deus.
Assim, usam a igreja e os cristãos em seus benefícios próprios. Não podemos deixar de fora aqueles que buscam visibilidade; põem-se sempre à mostra diante dos focos, para receberem o brilho da igreja e dos seus mais ilustres membros. As suas insignificâncias, foscas e sem expressão, usurpam o brilho da glória dos crentes.
Mal intencionados, aproveitam-se da ingenuidade dos fieis, para se locupletarem na busca de projeções sociais.
Na mesma página o autor - Professor Newton Campos - faz menção a diferença entre os discípulos e os freqüentadores de igreja. Podemos chamar este último de “Não praticante”. Quanto aos primeiros (discípulos) caracterizam- se por ser praticantes ou ativos. A estes podemos chamá- los de fieis.
Características dos não praticantes ou meros consumidores do evangelho:
Consumidores - São aqueles que consomem, mas não são engajados no corpo (igreja). Portanto, não cooperam com o crescimento da sociedade em que está inserido. Além de não praticarem os ensinamentos aprendidos, os usam para ferrenhas críticas e julgamentos injustos.
Postam-se como donos da verdade. Condenam, acusam, reclamam mas são sem frutos para o Reino de Deus. Vêem muitos erros, cogitam soluções mas nunca se empenham em ajudar, em fim, nunca põem a "mão no arado“. Sempre acham que tudo poderia ser melhor e que eles/elas, poderiam trazer soluções. Talvez a esses poderíamos chamá- los de “Murmuradores”. Ativismo crítico e cruel. Normalmente são ingratos e frios. Indiferentes às necessidade físicas, emocionais e espirituais do povo de Deus. Agem como se “olhando para os seus umbigos”. O egoísmo não lhes deixam olhar para o lado.
Esses usuários, discutem, sugerem e pleiteam em prol de supostas melhorias, desde que sejam segundo os seus conselhos e entendimentos. Não respeitam a autoridade dos escalões eclesiásticos da igreja. Normalmente são rebeldes, quando não, debochados.
Consumidores passivos. Estes só participam, meramente, do alimento espiritual recebido. Querem saciar os seus
interesses intelectuais e culturais. Transparecem preocupar- se com a salvação, mas na prática não têm frutos que revelem a sua fé e nem evidências do desenvolvimento da mesma.
Os Consumidores simulam interesse cristão, mas são frios, apáticos e indiferentes.
Quando a igreja não lhes oferece os produtos que lhes interessam, vão para outra denominação que lhes ofereçam os supostos; refinados, sabores e beleza de um banquete espiritual. Portanto, são flutuantes, pois não firmam-se até que sejam atendidos em seus interesses.
Normalmente, visitam a igreja quando querem.
A maioria não é membro.
Não têm compromisso com a igreja.
Não têm vínculo fraternal com a membresia.
Não têm compromisso ético e moral com a liderança.
São irreverentes e descartam com facilidade.
A guisa de comparação temos aqueles opostos aos consumidores de evangelho, Isto é, aqueles que não gastam, não esvaziam, mas sim, acumulam, acrescem, integralizam todo os ensinamentos. Com o conteúdo aprendido, sustenta e alimenta a todos ao seu redor. Eles não só os praticam, como também, defendem, produzem frutos e fazem discípulos.
É importante que entendamos que a igreja não é um ambiente propício àqueles que não têm interesse no corpo de Cristo. Não façamos das igrejas, ambiente de lojas e vitrines.
A igreja é lugar que informa é formar. Não se constitui somente do ato de transferir conhecimento, informação, mas de acompanhar, de discipular, a fim de que os conceitos bíblicos sejam ensinados e incorporados ao hábito diário dos seus membros.
Texto do Pastor Edgar Leite dos Santos - Superintendente de Evangelismo

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