Catequese da Paróquia de Sines

Catequese da Paróquia de Sines Catequese de iniciação da infância e adolescência da Paróquia de Sines.

Esta página surge com o intuito de complementar e aproximar a catequese às crianças e adolescentes da Paróquia de Sines. Ao longo do ano catequético serão publicados nesta página conteúdos que auxiliem a sua caminhada cristã.Contará também com a agenda de todas as atividades integrantes deste ano letivo.

15/06/2026

A liturgia
Terça-feira da Semana XI do Tempo Comum
Anos Pares

Leitura I 1Rs 21, 17-29
Depois de Nabot de Jezrael ter sido assassinado,
por não querer vender a sua vinha ao rei Acab,
o Senhor dirigiu a palavra ao profeta Elias, o tesbita, dizendo:
«Levanta-te e vai ao encontro de Acab, rei de Israel, na Samaria.
Ele encontra-se na vinha de Nabot,
aonde foi para tomar posse dela.
Fala-lhe deste modo: ‘Assim fala o Senhor:
Mataste e agora roubas.
Por isso, assim fala o Senhor:
No mesmo local em que os cães lamberam o sangue de Nabot,
hão de lamber também o teu’».
Acab disse a Elias:
«Conseguiste apanhar-me, ó meu inimigo».
Elias respondeu:
«Sim, apanhei-te, porque te vendeste
para fazer o que desagrada aos olhos do Senhor.
‘Farei cair a desgraça sobre ti – diz o Senhor –
acabarei com a tua descendência,
exterminarei todos os varões da casa de Acab,
escravos ou livres em Israel.
Farei à tua casa o que fiz à casa de Jeroboão, filho de Nebat,
e à casa de Baasa, filho de Aías,
porque provocaste a minha indignação
e fizeste pecar Israel’.
O Senhor falou também de Jezabel, dizendo:
‘Os cães devorarão Jezabel, junto às muralhas de Jezrael’.
Os da família de Acab que morrerem na cidade
serão devorados pelos cães
e os que morrerem no campo
serão comidos pelas aves do céu».
– Não houve ninguém que procedesse tão perversamente,
como Acab, incitado por Jezabel, sua mulher,
para fazer o mal aos olhos do Senhor.
Procedeu de modo abominável,
prestando culto aos ídolos, como faziam os amorreus,
que o Senhor expulsara diante dos filhos de Israel –.
Quando Acab ouviu estas palavras,
rasgou as vestes, cobriu-se de s**o e jejuou.
Dormia envolvido no s**o e andava abatido.
Então o Senhor dirigiu a palavra a Elias, o tesbita, dizendo:
«Viste como Acab se humilhou diante de Mim?
Porque se humilhou na minha presença,
não o castigarei durante a sua vida,
mas no tempo do seu filho
farei cair a desgraça sobre a sua casa».

compreender a palavra
Elias é enviado por Deus para uma causa difícil. O profeta leva ao rei a sentença de Deus por causa da sua má conduta. Não só casou com uma mulher estrangeira, como prestou culto aos ídolos cedendo aos seus caprichos e desejos. Para cúmulo, instigado pela mulher manda matar Nabot para ficar com a sua vinha. Esta conduta do rei é abominável aos olhos do Senhor e arrasta consigo todo o povo de Israel, pois onde um peca todos pecam e o rei com maior razão pois ocupa um lugar de destaque e exemplaridade. Perante as palavras de Elias, Acab humilha-se diante de Deus, rasga as vestes, faz penitência e jejum e recebe o perdão de Deus.

meditar a palavra
A responsabilidade de cada um aumenta de acordo com o lugar que ocupa diante dos outros. O pecado não é um assunto privado, na medida em que as atitudes de um afetam também os outros. O sentido da comunidade exige de cada um o cuidado para não se tornar o motivo pelo qual, outros pecam seguindo o exemplo errado daqueles que ocupam uma posição de destaque ou exercem um ministério perante os outros. Tanto a santidade como o pecado influenciam, promovem, despertam, educam e orientam numa determinada direção. Não é indiferente o facto de alguém pecar, na medida em que pode ser escândalo para os outros e causa de perdição para muitos. É por isso que a reconciliação é um ato comunitário, porque a humilhação do pecador que se penitencia e pede perdão é também um sinal educativo, exemplar, que pode ajudar outros e redescobrir o caminho do reencontro com a misericórdia de Deus sempre pronto a perdoar.

rezar a palavra
Confesso a Deus todo-poderoso e a vós irmãos, que eu pequei muitas vezes por pensamentos, palavras, atos e omissões por minha culpa, minha tão grande culpa. Peço à Virgem Maria aos Anjos e Santos e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.

compromisso
Reconheço os meus pecados diante dos irmãos e diante de Deus.

Evangelho Mt 5, 43-48
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Ouvistes que foi dito:
‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’.
Eu, porém, digo-vos:
Amai os vossos inimigos
e orai por aqueles que vos perseguem,
para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus;
pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus
e chover sobre justos e injustos.
Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis?
Não fazem a mesma coisa os publicanos?
E se saudardes apenas os vossos irmãos,
que fazeis de extraordinário?
Não o fazem também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos,
como o vosso Pai celeste é perfeito».

compreender a palavra
Mateus fala para a Igreja. A comunidade cristã, expressão da Igreja, é a comunidade dos santos, daqueles que querem ser perfeitos como o Pai celeste é perfeito. Fazer o que fazem os publicanos e ter os mesmos sentimentos que os pagãos é pouco para um cristão, para um membro da Igreja, nascido para uma vida nova pelo Batismo. A lei dos antigos coloca os limites até onde devemos ir. A nova lei de Jesus diz onde começa o nosso agir e não coloca limites até onde. O início é o amor aos inimigos e a partir daí não há fronteiras.

meditar a palavra
Colocar-se sob a lei do amor é perder os limites do razoável. Querer ser perfeito como o Pai celeste implica deixar de lado o que é sensato aos olhos do mundo. O amor que Jesus nos propõe está para lá da mentalidade contabilística dos homens. A recompensa não é deste mundo e, portanto, os limites também não são colocados pelos homens, mas por Deus. Amar desde onde e até onde? Jesus fala hoje ao meu coração dizendo que amar os que todos amam ou os que já amo é pouco para mim. Eu, seu discípulo, sou chamado a começar por amar os inimigos e a não colocar mais fronteiras ao amor, até que se cumpra em mim o mesmo mistério da cruz de Jesus.

rezar a palavra
Que posso eu fazer de extraordinário, Senhor? Que recompensa posso esperar, se faço apenas os mínimos do que me propões como caminho de vida e de felicidade? Quero ter medida grande no amor para poder colher também a medida grande na recompensa do reino dos céus. Quero ser grande no desafio para chegar a ser perfeito como tu, Senhor, és perfeito. Não quero ser o “antigo”, que passa, mas o “novo” que permanece até à vida eterna.

compromisso
Quero olhar os meus inimigos com os olhos do amor de Deus.

Retirado da Pastoral Litúrgica.

No dia 13 Junho, sábado dia de Santo António, tivemos junto de nós o senhor Bispo de Beja para a celebração do Sacrament...
15/06/2026

No dia 13 Junho, sábado dia de Santo António, tivemos junto de nós o senhor Bispo de Beja para a celebração do Sacramento da Confirmação ou Crisma.
Damos graças a Deus por tão belos momentos vividos, e pedimos que o Espírito Santo aja nestes novos crismados com os seus dons, de forma a que possam dar bons frutos. 🙏

A liturgiaImaculado Coração da Virgem santa MariaSantoralFestaMemória mariana de origem devocional, instituída por Pio X...
14/06/2026

A liturgia
Imaculado Coração da Virgem santa Maria
Santoral

Festa

Memória mariana de origem devocional, instituída por Pio XII, esta celebração do Imaculado Coração da Virgem Santa Maria convida-nos a meditar no mistério de Cristo e da Virgem Maria, na sua interioridade e profundidade. Maria, que conservava no seu coração os mistérios da salvação, é morada do Espírito Santo, sede da sabedoria, imagem e modelo da Igreja, que escuta e dá testemunho da mensagem do Senhor.

LEITURA I Is 61, 9-11

A linhagem do povo de Deus será conhecida entre os povos
e a sua descendência no meio das nações.
Quantos os virem terão de os reconhecer
como linhagem que o Senhor abençoou.
Exulto de alegria no Senhor,
a minha alma rejubila no meu Deus,
que me revestiu com as vestes da salvação
e me envolveu num manto de justiça,
como noivo que cinge a fronte com o diadema
e a noiva que se adorna com as suas jóias.
Como a terra faz brotar os germes
e o jardim germinar as sementes,
assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor
diante das nações.

compreender a palavra
O profeta Isaías manifesta a abundância da sua alegria porque se vê como lugar onde Deus se revela a todo o povo. Pela sua missão todo o povo se transforma em povo de Deus, em linhagem abençoada pelo Senhor. Ele, o profeta, foi alvo da escolha divina e isso é para ele motivo de júbilo e de alegria, só comparável à alegria da noiva preparada para ir ao encontro do seu esposo.

meditar a palavra
Estas palavras de Isaías aplicam-se na perfeição a Maria, mãe de Jesus. Também ela foi escolhida pelo Deus altíssimo para ser lugar onde se manifesta a salvação para todos os povos. Dela, como terra boa onde cai a boa semente, nascerá o esperado, o Messias, que traz a salvação. Por isso, com mais razão que o profeta, ela canta no seu magnificat. “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva”.

rezar a palavra
Que o meu coração reconheça a salvação que me ofereces e que posso anunciar aos meus irmãos, para também eu, como terra onde cai a boa semente, me torne lugar da manifestação do teu amor pela humanidade. Que eu exulte de alegria e rejubile por tudo quanto fazes por mim e pela humanidade.

compromisso
Contemplo Maria no mistério da sua humildade.

EVANGELHO Lc 2, 41-51

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém,
pela festa da Páscoa.
Quando Ele fez doze anos,
subiram até lá, como era costume nessa festa.
Quando eles regressavam, passados os dias festivos,
o Menino Jesus ficou em Jerusalém,
sem que seus pais o soubessem.
Julgando que Ele vinha na caravana,
fizeram um dia de viagem
e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos.
Não O encontrando,
voltaram a Jerusalém, à sua procura.
Passados três dias,
encontraram-n’O no templo,
sentado no meio dos doutores,
a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas.
Todos aqueles que O ouviam
estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas.
Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados;
e sua Mãe disse-Lhe:
«Filho, porque procedeste assim connosco?
Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura».
Jesus respondeu-lhes:
«Porque Me procuráveis?
Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?».
Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse.
Jesus desceu então com eles para Nazaré
e era-lhes submisso.
Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração.

compreender a palavra
Uma vez mais Lucas apresenta a família de Nazaré no contexto da vida do seu povo. Subir a Jerusalém pela festa da Páscoa era uma tradição que todos os judeus procuravam cumprir. Nesse ano, Jesus com doze anos, vive uma experiência nova na sua vida. No Templo, observa os doutores da lei e entusiasma-se de tal forma que ficou por ali dialogando com eles. Seus pais procuram-no desesperados sem saberem o que terá acontecido. Os doutores da lei estão perplexos com a sabedoria do jovem. Ao encontrá-lo no templo, Maria questiona Jesus pelo sucedido e dá-se conta da que está diante de alguém que é mais do que seu filho. Maria guarda todas as coisas no coração. Lucas revela-nos o mistério de sabedoria que habita Jesus e prepara-nos para o Jesus adulto que arrasta multidões com a sua palavra e mostra-nos o coração de Maria que acolhe o mistério de Deus.

meditar a palavra
Maria, a Mãe de Jesus, é apresentada por Lucas como aquela que, acompanhando Jesus, se vai deixando redimir pouco a pouco pela meditação do mistério que se revela no seu filho. O coração de Maria, que hoje celebramos, é um coração inquieto, mas delicado. Atento e submisso, acolhe o que Deus revela nos acontecimentos da vida. Um coração capaz de cuidar do seu filho e, ao mesmo tempo, de o observar como lugar onde Deus se revela misteriosamente. O coração de Maria nem sempre entende, mas ainda assim confia plenamente. Ela é, para nós, o lugar seguro porque nos ensina o caminho do silêncio interior, a meditação sobre a vida, o encontro no inesperado do nosso dia a dia.

rezar a palavra
Coração de Maria, a ti confio as minhas dúvidas, as incertezas da minha vida, as noites e os desalentos do meu coração. Quero conhecer o mistério do amor que te preenche e aprender contigo a dizer sim. Quero-te no meu caminho para Jesus e junto a mim aos pés da minha cruz, para cantar contigo o Magnificat da minha vida.

compromisso
Rezo o terço num compromisso de amor.

Retirado da Pastoral Litúrgica. (texto)

13/06/2026

A liturgia
Domingo XI do Tempo Comum (Ano A)
Ano A

A perder de vista… tudo começa e faz sentido

No horizonte, a perder de vista, o fim da jornada.
No início de cada madrugada uma seara enorme, a perder de vista, se abre diante dos olhos que despertam. Lá longe o fim da jornada, tão longe que ninguém sabe onde acaba. Começa aqui, em pequenas espigas salteadas em terreno pedregoso, à beira do caminho, no meio de cardos enganadores. Parece não valer a pena o esforço necessário de tão escasso e difícil de colher. Para nada, diz o pensamento.
Levanta-se a voz chamando pelo nome, Pedro, Tiago, João… “Ide primeiro…”. E, ali, à voz do Mestre, tudo começa e faz sentido.

LEITURA I Ex 19, 2-6a

Naqueles dias,
os filhos de Israel partiram de Refidim
e chegaram ao deserto do Sinai,
onde acamparam, em frente da montanha.
Moisés subiu à presença de Deus.
O Senhor chamou-o da montanha e disse-lhe:
«Assim falarás à casa de Jacob,
isto dirás aos filhos de Israel:
‘Vistes o que Eu fiz ao Egito,
como vos transportei sobre asas de águia
e vos trouxe até Mim.
Agora, se ouvirdes a minha voz,
se guardardes a minha aliança,
sereis minha propriedade especial entre todos os povos.
Porque toda a terra Me pertence;
mas vós sereis para Mim um reino de sacerdotes,
uma nação santa’».

Saído do Egito, o povo de Deus, chega ao monte Sinai. Aqui, Deus manifesta-se com todo o seu poder e fala a Moisés. O Senhor está disposto a fazer uma aliança com este povo, ridículo, mas amado por ele. Uma aliança que restaura o povo e o transforma em reino de sacerdotes e nação santa e compromete Deus como seu proprietário.

Salmo responsorial Sl 99 (100), 2.3.5
O salmo proclama a bondade de Deus, a sua misericórdia e fidelidade, razões suficientes para que todo o povo se sinta convocado a ir à sua presença, a louvá-lo e servi-lo com alegria, porque “Ele, o Senhor, nos fez, a Ele pertencemos”.

LEITURA II Rm 5, 6-11

Irmãos:
Quando ainda éramos fracos,
Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado.
Dificilmente alguém morre por um justo;
por um homem bom,
talvez alguém tivesse a coragem de morrer.
Mas Deus prova assim o seu amor para connosco:
Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
E agora, que fomos justificados pelo seu sangue,
com muito mais razão seremos por Ele salvos da ira divina.
Se, na verdade, quando éramos inimigos,
fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho,
com muito mais razão, depois de reconciliados,
seremos salvos pela sua vida.
Mais ainda: também nos gloriamos em Deus,
por Nosso Senhor Jesus Cristo,
por quem alcançámos agora a reconciliação.

A nossa esperança na salvação está alicerçada no amor de Deus por nós, manifestado na morte de Cristo, quando ainda éramos pecadores. Por nós mesmos não conseguimos salvar-nos, mas em Cristo, Deus justifica-nos e prova assim o seu amor.

EVANGELHO Mt 9, 36 – 10, 8

Naquele tempo,
Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão,
porque andavam fatigadas e abatidas,
como ovelhas sem pastor.
Jesus disse então aos seus discípulos:
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi ao Senhor da seara
que mande trabalhadores para a sua seara».
Depois chamou a Si os seus doze discípulos
e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros
e de curar todas as doenças e enfermidades.
São estes os nomes dos doze apóstolos:
primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano;
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou.
Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções:
«Não sigais o caminho dos gentios,
nem entreis em cidade de samaritanos.
Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus.
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos,
sarai os leprosos, expulsai os demónios.
Recebestes de graça, dai de graça».

Jesus partilha com os discípulos o sentimento de compaixão que sente pela multidão que, desorientada, parece um rebanho sem pastor. E chama os discípulos a assumir a sua preocupação pelas pessoas para os enviar com a mesma missão que ele recebeu do Pai.

Reflexão da Palavra

A chegada do povo ao Monte Sinai é a oportunidade para Deus estabelecer com eles um pacto. O fundamento deste pacto é o próprio Senhor. Foi ele quem os retirou do Egito, terra de escravidão e os conduziu até àquele lugar. O pacto, apresentado de forma simples, é a manifestação da eleição do povo por parte de Deus. O povo que o Senhor libertou é também o povo que o Senhor escolheu. Com ele faz uma aliança que compromete os dois lados. O povo compromete-se a escutar o Senhor e a guardar a aliança e Deus compromete-se a receber o povo como sua propriedade e a protege-lo como tal. Como povo do Senhor, será um “reino de sacerdotes, uma nação santa”.

O salmo 100 é um pequeno hino que começa com um invitatório, no qual se faz o convite para ir à presença do Senhor através imperativos, “Vinde”, “entrai”, “sabei”, “aclamai”, “servi”, “glorificai” e “bendizei” o Senhor. No final apresenta a motivação para os imperativos. “Porque o Senhor é bom, eterna é a sua misericórdia, a sua fidelidade estende-se de geração em geração”.

Paulo recorda um tempo antes de Cristo em que o homem não podia viver a esperança porque, por si mesmo nada podia fazer para sair da situação de pecador. Aprisionado pelas suas próprias ações, não tinha possibilidade de se libertar. A intenção de Paulo é colocar diante da comunidade cristã de Roma a verdade central do evangelho: “Cristo morreu pelos ímpios” no tempo de Deus. Desta forma, fala da morte de Cristo como expiação e não como fatalidade, como lugar da manifestação de Deus e não como condenação.

Querendo reforçar a grandeza da morte de Cristo, afirma que dificilmente alguém estaria disposto a morrer por um justo. Para logo recuperar a grandeza da razão divina: “é assim que Deus prova o seu amor para connosco” e repete a razão da morte de Cristo “por nós”.

Se Deus nos ama ao ponto de deixar o seu filho morrer “por nós”, sendo pecadores, como é que nos vai abandonar, agora, que fomos justificados, conclui Paulo. É nesta certeza que está alicerçada a nossa esperança.

O texto de Mateus que é apresentado no evangelho, está antecedido por uma introdução que especifica a missão de Jesus que vai ser dada, também, aos doze, como iremos ver. Jesus percorre as cidades e aldeias, “ensinando, proclamando e curando” (v. 35).
Prescindindo desta introdução o texto vai diretamente para o impacto que as multidões têm em Jesus (v. 36-38). A multidão desorientada provoca em Jesus sentimentos de compaixão, misericórdia, bondade, amor, característica atribuídas a Deus, como se vê no salmo e nas leituras. No dizer de Mateus, o povo é como um rebanho sem pastor e Jesus é o pastor, o único capaz de reunir todas as “ovelhas perdidas da casa de Israel”. No entanto, deixa já espaço para o que Jesus quer fazer, que é envolver nesta missão os doze, desafiando-os a reconhecer que tudo está nas mãos de Deus “pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”. Moisés no deserto também pediu a Deus um condutor para o povo (Nm 27,17). Aqui Jesus quer envolver os doze nesta missão.

O povo fatigado e cansado não consegue restabelecer-se como um só rebanho se não tiver quem se disponha a cuidar dele. Por isso “chamou a si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades”. O pastor do rebanho é Jesus, o dono da messe é o Pai e os discípulos nada fazem por si mesmos. Compete-lhes pedir e estar disponíveis para serem chamados e enviados. Não se chamam a si mesmos nem se enviam a si mesmos, são chamados e enviados. Os enviados são revestidos do mesmo poder daquele que os envia.

Mateus tem o cuidado de referir que Jesus lhes concedeu o poder para a missão e indica que é a mesma missão de Jesus, “proclamai que está perto o Reino dos céus, curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios”. Esta missão une definitivamente os doze a Jesus, numa relação de dependência total daquele que lhes concedeu o seu poder.

Meditação da Palavra

Impulsionado por sentimentos de compaixão, Jesus dispõe-se a responder ao apelo silencioso de uma multidão que, na busca do essencial para satisfazer as necessidades básicas, nem se dá conta de que a felicidade passa perto. Jesus percebe o desnorte da multidão, fatigada, cansada, que ele identifica como um rebanho sem pastor. Os chefes do povo não sabem cuidar das suas ovelhas e elas dispersam-se e cansam-se por nada.

Jesus veio para as ovelhas perdidas da casa de Israel. Ele está ali, e tem em si mesmo o poder para curar, salvar e libertar de acordo com a missão que recebeu do Pai que é o dono da messe. A missão de Jesus, porém, não se esgota nele, deve ter nos discípulos preciosos colaboradores, homens que adquirem os mesmos sentimentos, assumem a mesma preocupação pelas ovelhas perdidas e se implicam no trabalho como ceifeiros da seara do Pai.

Para isso “chamou-os a si”, quer dizer, introduziu-nos na sua intimidade para adquirirem um coração capaz de se compadecer, para compreenderem que a motivação para a missão é o amor do Pai e a resposta ao seu amor e encontrarem no trabalho da messe o sentido radical das suas vidas. Depois, envia-os com urgência, “ide às ovelhas perdidas da casa de Israel” com o poder de curar, salvar e libertar, porque a seara já está pronta. A presença de Jesus revela que o tempo da ceifa chegou e, mesmo que não se veja o tempo em que o trigo estará todo recolhido no celeiro do Pai, o trabalho começa já. Se não há trabalhadores suficientes, isso não impede que os disponíveis comecem já o seu trabalho e a súplica ao dono da messe por mais trabalhadores.

Porque hão de os doze ir nesta missão? Humanamente, não há nenhuma razão que possa justificar que uns abandonem tudo para que outros encontrem o caminho. Os doze, porém, como acontece com muitos homens e mulheres ao longo da história da Igreja, sabem-se amados no amor daquele que entrega o filho para salvar os ímpios. Porque “quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios”, atitude também ela incompreensível aos olhos dos homens, pois “dificilmente alguém morrer por um justo”.

“Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando ainda éramos pecadores”. Por esta razão os doze não podem negar-se à missão e, pela mesma razão nós também não podemos deixar de nos alistarmos para o trabalho na seara do Senhor e realizar a parte da ceifa que nos corresponde.

Como aos israelitas, o Senhor fez-nos chegar até aqui, “sobre asas de águia”, para que vendo o que fez por nós na cruz de Jesus, escutemos a sua voz e nos tornemos para ele um “reino de sacerdotes, uma nação santa”, “povo de Deus, as ovelhas do seu rebanho”.

Rezar a Palavra

Olho a multidão a partir do teu coração apaixonado pelo homem perdido, fatigado, abatido. No teu coração encontro os sentimentos de compaixão, misericórdia, bondade e amor. Sinto-me impelido pela tua voz que ressoa em mim, para ir, como tu, com o teu poder e a tua graça e dar de graça o que de ti recebi sem merecer.

Compromisso semanal

Compreendo-me implicado na missão de Jesus sem poder dizer não, porque recebi no batismo o poder de curar, salvar e libertar os que andam cansados, como ovelhas sem pastor.

Retirado da Pastoral Litúrgica.

A liturgiaSanto António de LisboaSantoralNota históricaAntónio nasceu em Lisboa (Portugal), por volta do ano 1195. Foi r...
13/06/2026

A liturgia
Santo António de Lisboa
Santoral

Nota histórica
António nasceu em Lisboa (Portugal), por volta do ano 1195. Foi recebido entre os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho e, pouco depois da sua ordenação sacerdotal, ingressou na Ordem dos Frades Menores, com a intenção de se dedicar à propagação da fé entre os povos da África. Mas foi na França e na Itália que ele exerceu com grande fruto o ministério da pregação. Escreveu vários sermões, cheios de doutrina e de unção espiritual. Por ordem de São Francisco, ensinou Teologia aos seus irmãos. Morreu em Pádua, no ano 1231. É universalmente venerado pelo povo cristão.

LEITURA I Sir 39, 8-14 (gr. 6-11)
Aquele que medita na lei do Altíssimo,
se for do agrado do Senhor omnipotente,
será cheio do espírito de inteligência.
Então ele derramará, como chuva, as suas palavras de sabedoria
e na sua oração louvará o Senhor.
Adquirirá a retidão do julgamento e da ciência
e refletirá nos mistérios de Deus.
Fará brilhar a instrução que recebeu
e a sua glória estará na lei da aliança do Senhor.
Muitos louvarão a sua inteligência,
que jamais será esquecida.
Não desaparecerá a sua memória
e o seu nome viverá de geração em geração.
As nações proclamarão a sua sabedoria
e a assembleia celebrará os seus louvores.

compreender a palavra
Jesus, filho de Sira, escreveu este livro com a intenção de dar a conhecer a herança recebida dos antepassados. A experiência judaica é, para ele, uma herança superior a qualquer outra cultura ou religião e que todo o bom judeu deve preservar. Nas linhas do texto faz-se o elogio daquele que medita a lei do Senhor. De facto, não há nenhum povo que possua lei ou preceitos tão sábios como o povo do Senhor. Todo aquele que medita nesta lei alcança a sabedoria. Toda a sua vida se transforma em lugar de bênção. Como a chuva é bênção para os campos ele será, com a sua vida e as suas palavras, uma bênção para os que o rodeiam. Da sabedoria vem a retidão de vida e o conhecimento dos mistérios divinos. Será elogiado pela sua inteligência e não mais será esquecido.

meditar a palavra
Sirac convida-nos a mergulhar mais profundamente na palavra de Deus para alcançar a inteligência que vem do Espírito. O verdadeiro conhecimento vem de Deus e adquire-se na reflexão e meditação das Escrituras. Não é um conhecimento humano nem fundado nas ciências humanas, mas um penetrar no mistério de Deus. A sabedoria divina é útil para ensinar os homens e para louvar a Deus na oração. Aquele que medita a palavra não será esquecido porque a sua vida e as suas palavras se tornam fecundas como chuva e transformam aqueles que o escutam. Estas palavras, tão apropriadas à vida de Santo António, servem-nos de estímulo para continuar na leitura, meditação e aprofundamento da palavra de Deus.

rezar a palavra
Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, mas encontra alegria na lei do Senhor e nela medita noite e dia (Sl 1). Quero ser, Senhor, como uma árvore plantada à beira da corrente das águas. Quero viver plantado junto da fonte da tua palavra, riqueza inesgotável que torna fecunda a minha vida.

compromisso
Quero ser perseverante na leitura e meditação da palavra do Senhor.

EVANGELHO Mt 5, 13-19
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Vós sois o sal da terra.
Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se?
Não serve para nada,
senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo.
Não se pode esconder uma cidade
situada sobre um monte;
nem se acende uma lâmpada
para a colocar debaixo do alqueire,
mas sobre o candelabro,
onde brilha para todos os que estão em casa.
Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens,
para que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.
Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas;
não vim revogar, mas completar.
Em verdade vos digo:
Antes que passem o céu e a terra,
não passará da Lei a mais pequena letra
ou o mais pequeno sinal,
sem que tudo se cumpra.
Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos,
por mais pequenos que sejam,
e ensinar assim aos homens,
será o menor no reino dos céus.
Mas aquele que os praticar e ensinar
será grande no reino dos céus».

compreender a palavra
O texto faz parte do Sermão da montanha. Jesus apresenta aos discípulos e às multidões uma nova maneira de viver. A sabedoria de Deus quando atua no homem faz com que veja novas realidades e as deseje com o seu coração. Desta forma o homem torna-se um sinal, sal e luz. Sal que dá sabor ao mundo e luz que indica o caminho. Jesus insiste com os discípulos para que a sua luz brilhe, que não se esconda, mas brilhe no mundo para que se vejam as boas obras e provoquem o louvor. O contrário será arriscar ser o menor no Reino dos Céus. Ou seja, o cumprimento dos mandamentos até à mais pequena letra é a garantia do Reino.

meditar a palavra
Tenho que fazer o caminho da minha vida. Ninguém me livra dessa realidade. Posso fazê-lo sem sabor, sem sentido, sem direção, sem luz, às apalpadelas. Mas posso também encontrar o sabor, o sentido, a direção para o meu caminho e tornar-me sal e luz para outros, se escutar a palavra e nela encontrar os mandamentos de Deus. Posso ser sal e luz se viver e ajudar a viver a palavra de Deus. Posso ser oportunidade para que todos glorifiquem o Pai que está nos céus. Depende de mim unicamente.

rezar a palavra
Que eu seja sal e luz, Senhor. Que as minhas ações possam ser vistas por todos os homens. Que todos encontrem em mim os sinais da tua palavra e a luz da tua sabedoria e desejem viver segundo os teus mandamentos. Faz de mim, Senhor, instrumentos para que todos cheguem a glorificar o teu nome e em ti alcancem o Reino dos Céus.

compromisso
Hoje necessito iluminar as zonas escuras da minha vida de fé.

Retirado da Pastoral Litúrgica. (texto)

12/06/2026
A liturgiaSagrado Coração de Jesus (Ano A)Ano A, SantoralSolenidade do Sagrado Coração de Jesus, manso e humilde de cora...
11/06/2026

A liturgia
Sagrado Coração de Jesus (Ano A)
Ano A, Santoral

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, manso e humilde de coração, que, exaltado na cruz, Se tornou fonte de vida e de amor, no qual podem saciar-se todos os povos.

LEITURA I Dt 7, 6-11
Moisés falou ao povo, dizendo:
«Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus;
foi a ti que o Senhor, teu Deus, escolheu, para seres o seu povo,
entre todos os povos que estão sobre a face da terra.
Se o Senhor Se prendeu a vós e vos escolheu,
não foi por serdes o mais numeroso de todos os povos,
uma vez que sois o menor de todos eles.
Mas foi porque o Senhor vos ama
e quer ser fiel ao juramento feito aos vossos pais,
que a sua mão poderosa vos fez sair
e vos libertou da casa da escravidão,
do poder do Faraó, rei do Egito.
Reconhece, portanto,
que o Senhor, teu Deus, é o verdadeiro Deus,
um Deus leal, que por mil gerações
é fiel à sua aliança e à sua benevolência
para com aqueles que amam e observam os seus mandamentos.
Mas Ele pune diretamente os seus inimigos,
fazendo-os perecer
e infligindo sem demora o castigo merecido
àquele que O odeia.
Guardarás, portanto, os mandamentos, leis e preceitos
que hoje te mando pôr em prática».

compreender a palavra
Deus mostra-se a Israel como um Deus interessado no seu povo. O interesse do Senhor não provém da grandeza de Israel pois é um povo pobre, pequeno, insignificante no contexto dos povos da época. Outros povos podiam despertar maior interesse. Deus ama o seu povo. Um amor voluntário, livre, sem qualquer exigência para além da reciprocidade do amor. Este é o Deus fiel que fez promessas no passado e quer cumpri-las no presente, que libertou do Egito e quer continuar a libertar. Israel é convidado a deixar-se render a este amor cumprindo os mandamentos.

meditar a palavra
O Senhor prendeu-se a nós não por sermos os melhores entre todos os homens, o povo mais numeroso de entre os povos. O Senhor enamorou-se da nossa pobreza. Foi a nossa pequenez e fragilidade que comoveu o seu coração. Alterar esta raiz do amor é perder-se do olhar amoroso de Deus. Deus ama os pobres, os pequenos, os pecadores, os oprimidos, os que por si mesmos não podem salvar-se. Ele vem libertar todo aquele que se encontra na terra de opressão, no Egito da escravidão. É a nós, a mim, como sou, com a minha história de fragilidades que ele ama e que ele quer ver livre e feliz.

rezar a palavra
Liberta-me, Senhor, com a tua mão forte e o teu braço poderoso. Salva-me com a tua justiça. Desembainha a espada do amor e fere para sempre o meu coração até que te pertença todo, para que, a ti só tema, a ti só ame, por ti suspire sempre, por ti chame, a ti busque, a ti ache, a ti se entregue, com tão intenso amor, com tal vontade que nunca mais de ti me desapegue.

compromisso
Quero perder-me no amor de Deus.

LEITURA I 1Jo 4, 7-16

Caríssimos:
Amemo-nos uns aos outros,
porque o amor vem de Deus;
e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.
Quem não ama não conhece a Deus,
porque Deus é amor.
Assim se manifestou o amor de Deus para connosco:
Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito,
para que vivamos por Ele.
Nisto consiste o amor:
não fomos nós que amámos a Deus,
mas foi Ele que nos amou, e enviou o seu Filho
como vítima de expiação pelos nossos pecados.
Caríssimos, se Deus nos amou assim,
também nós devemos amar-nos uns aos outros.
Ninguém jamais viu a Deus.
Se nos amarmos uns aos outros,
Deus permanece em nós,
e em nós o seu amor é perfeito.
Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós:
porque nos deu o seu Espírito.
E nós vimos e damos testemunho
de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo.
Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus,
Deus permanece nele e ele em Deus.
Nós conhecemos o amor que Deus nos tem
e acreditámos no seu amor.
Deus é amor:
quem permanece no amor permanece em Deus,
e Deus permanece nele.

compreender a palavra
João coloca frente a frente o amor de Deus e o nosso amor a presença do amor e a sua ausência. Onde há amor está Deus e onde não há reina a ignorância. No amor Deus permanece com o homem e o homem com Deus, mas onde não há amor só pode existir ausência. O amor de Deus é o amor que amou primeiro e amou ao ponto de nos dar o seu filho. Na força deste amor que nos ama primeiro somos chamados a amar-nos uns aos outros. Confessar este amor maior, este amor primeiro é ser habitado pelo Pai, o Filho e o Espírito.

meditar a palavra
Reconhecer o amor de Deus é o primeiro passo para amar a Deus e aos irmãos. Se recusamos que Deus é amor e que nos ama antes de o amarmos, gera-se em nós a ausência do amor e viveremos para nós próprios. Jesus, enviado pelo Pai, é o grande sinal deste amor que permanece em nós e nos faz permanecer em Deus. Torna-se difícil para os nossos corações demasiado apegados a nós mesmos, abrir o coração para amar aqueles que Deus amou primeiro e reconhecer que neles amamos a Deus. Este amor é fonte de vida, daquela vida que não se acaba porque é vida de Deus, porque é amor eterno que permanece em nós.

rezar a palavra
Quero render-me ao teu amor, Senhor. Antes de tudo tu me amaste com amor eterno. Antes que eu pudesse amar, antes ainda que eu pudesse crer em ti, antes mesmo de poder merecer, tu me amaste e entregaste o teu filho por mim. Como agradecerei tanto amor, tanta generosidade, tanta dádiva. Põem em meus lábios, Senhor, as palavras e no coração a fé para poder responder a esse teu amor que me ama primeiro.

compromisso
Aprendo a força do amor generoso de Deus, amando aqueles que ninguém ama.

EVANGELHO Mt 11, 25-30
Naquele tempo,
Jesus exclamou:
«Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes
e as revelaste aos pequeninos.
Sim, Pai, Eu Te bendigo,
porque assim foi do teu agrado.
Tudo Me foi dado por meu Pai.
Ninguém conhece o Filho senão o Pai,
e ninguém conhece o Pai senão o Filho
e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Vinde a Mim,
todos os que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo,
e aprendei de Mim,
que sou manso e humilde de coração,
e encontrareis descanso para as vossas almas.
Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

compreender a palavra
É emblemática esta passagem do Evangelho. Jesus revela em oração, com palavras simples, o coração de Deus que se dá a conhecer aos pequeninos. E estas palavras servem de introdução para manifestar a sua união com o Pai, de tal modo que, para conhecer um é necessário conhecer o outro, mas a revelação é feita por Jesus àqueles que ele entende. O Pai revela-se aos pequeninos através de Jesus, por isso ele convida todos os que andam inclinados sobre si mesmos, curvados sob o peso da vida, para que venham e aprendam uma nova forma de viver, uma forma livre de viver.

meditar a palavra
Sou convidado a ser pequenino, livre e desprendido das realidades que podem tornar-se um peso na minha vida. Só tornando-me pequenino poderei conhecer a Deus e só assim poderei aprender de Jesus que é manso e humilde de coração. Estar com Jesus é aprender uma forma nova de viver que pode ser loucura aos olhos dos homens, mas será sabedoria aos olhos de Deus.

rezar a palavra
O desprendimento das coisas deste mundo é condição essencial para te deixar entrar na minha vida. Tu dizes esta verdade de muitas maneiras no evangelho. “Não vos preocupeis com o que haveis de comer…”; “a cada dia a sua preocupação”; “acumulai tesouros no céu” “onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração”. De muitos modos me convidas a sair de mim, a deixar o meu orgulho, a desprender-me das coisas tidas como valiosas, para te ter a ti, Senhor, como único tesouro que vale a pena procurar no campo da minha existência.

compromisso
Vou esforçar-me por vencer o desejo das riquezas que os homens buscam incansavelmente.

Retirado da Pastoral Litúrgica. (texto)

Endereço

Largo Poeta Bocage
Sines
7520-152SINES

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Catequese da Paróquia de Sines publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Local De Adoração

Envie uma mensagem para Catequese da Paróquia de Sines:

Compartilhar