17/09/2026
A Cruz: mistério do amor que salva
No passado dia 14 de setembro, inserida nas festividades de Nossa Senhora das Dores e no contexto do nosso Ano Jubila , a comunidade reuniu-se para celebrar a Exaltação da Santa Cruz, numa celebração presidida pelo Padre Ricardo Monteiro.
A liturgia da Exaltação da Santa Cruz coloca-nos diante do centro do mistério cristão: a Cruz de Cristo não é simplesmente o lugar do sofrimento, mas o altar onde se revela plenamente o amor de Deus pela humanidade. Na Cruz, Cristo entrega-se livremente ao Pai e, pela sua obediência e amor, transforma o instrumento de morte em sinal de vida e salvação.
Celebrar a Santa Cruz no contexto das festividades de Nossa Senhora das Dores adquire um significado ainda mais profundo. Maria permanece junto à Cruz, unida ao sofrimento do seu Filho e participando, pela fé, do mistério da Redenção. Aquela que acolheu o Verbo no seu seio permanece também junto d’Ele no Calvário , tornando-se para a Igreja testemunha de uma fé que permanece firme mesmo diante do sofrimento.
Neste Ano Jubilar , somos chamados a olhar para a Cruz não apenas como um símbolo, mas como um convite à conversão. Contemplar o Crucificado significa deixar-nos alcançar pelo seu amor e permitir que esse amor transforme a nossa maneira de viver, servir, perdoar e caminhar em comunidade.
A Cruz aponta para a Ressurreição. Por isso, a dor não tem a última palavra, o pecado não tem a última palavra e a morte não tem a última palavra: em Cristo crucificado e ressuscitado, a vida triunfa.
Que Nossa Senhora das Dores, a Mulher que permaneceu de pé junto à Cruz, nos ensine a permanecer firmes na fé e a acompanhar Cristo em todos os momentos da nossa caminhada.
“Eis o madeiro da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.”
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.
Cristo Crucificado e Ressuscitado, centro da nossa fé, salvai-nos.