24/08/2025
Scott Hahn conta a história de um padre amigo que foi a Roma para uma audiência privada com São João Paulo II. Antes do encontro, entrou numa basílica e reconheceu entre os mendigos à porta um antigo colega de seminário, agora caído em desgraça. O padre prometeu rezar por ele e seguiu para o encontro com o Papa, onde, emocionado, pediu que rezasse pelo seu amigo.
Mais tarde, recebeu um convite inesperado: ele e o ex-padre foram chamados a jantar com o Santo Padre. O mendigo, envergonhado pelo estado em que se encontrava, foi ajudado pelo amigo a preparar-se. No jantar, João Paulo II pediu para ficar a sós com o homem.
O surpreendente aconteceu: o Papa pediu ao mendigo que o confessasse. O homem resistiu, lembrando que já não exercia como sacerdote, mas o Papa respondeu: “Uma vez sacerdote, sempre sacerdote. E quem de nós não é um mendigo diante de Deus?” João Paulo II reabilitou-o ali mesmo, ajudou-o a recordar a fórmula da absolvição e, depois de se confessar, também ouviu a confissão do mendigo.
Por fim, o Papa deu-lhe uma missão: voltar a servir os pobres e os sem-abrigo nos degraus da igreja.
A história recorda-nos a grandeza do Sacramento da Reconciliação: todos somos pecadores e necessitados do perdão de Deus. João Paulo II, que se confessava semanalmente, é exemplo de humildade. Se seguíssemos o mesmo caminho, o mundo teria menos pecado e mais santos.