19/02/2026
Foram quatro dias intensos em que Pitões esteve de braços abertos ao mundo e voltou a afirmar aquilo que a distingue: uma identidade viva, feita de património imaterial, autenticidade e do saber-fazer dos seus habitantes. O nosso Entrudo não se faz sozinho. Faz-se das nossas gentes e de quem, não sendo de cá, sente com o mesmo amor como se fosse — e, por isso, já o é.
A Mostra de Produtos Locais, que se realiza há mais de dezasseis anos, voltou a provar que a nossa riqueza nasce aqui — na terra, no trabalho e no coração de quem acredita que a aldeia tem futuro porque honra o passado.
O Polo do Eco Museu foi ponto de encontro, com os nossos artesãos — Manuel Gonzaga, na cestaria, e Dinis Amaro e filhos, nas máscaras. O Forno Comunitário foi partilha e gargalhadas das boas. Os Rampeiros, Corda Banda, Xiclas, Banda de Logo à Noite e Sons do Rio fizeram-nos dançar e cantar com emoção. Obrigada a todos.
Aos nossos figurantes, Farrapões e Caretos, que mantém viva uma tradição que é só nossa. São vocês que dão alma ao Entrudo. De dia e de noite.
Ao Município, que todos os anos nos apoia, ao Ecomuseu de Barroso, aos comércios locais e a todos os que caminham connosco, o nosso obrigado por ajudarem a levar mais longe a beleza natural da nossa aldeia e o valor do nosso património.
Aos fotógrafos que nos acompanharam nestes dias — Diogo Soares, Marcelo Brites, Ruca Frutuoso, Armando Jorge, Luís Borges, Ana Maria, João Carvalho e à nossa dupla Valter e Beatriz, responsáveis por dar voz, corpo e alma nas redes sociais, e tantos outros que, mesmo sem se identif**arem, por aqui passaram — obrigada por guardarem em imagem aquilo que nós guardamos no peito. Serão também peça fundamental no trabalho que continua a ser desenvolvido, em parceria com a Associação para o Desenvolvimento de Pitões (APDP), na afirmação e reconhecimento do Entrudo de Pitões das Júnias como Património Cultural Imaterial.
Continuamos a recolher histórias, a estudar os trajes, a ouvir os mais velhos, a aprender com quem sabe. Queremos fazer mais e melhor, a cada ano.
A aldeia cresce sempre que se junta.
Até para o ano 🤍
Pitões, terra de tradições, mistérios e natureza