Paróquia de Santa Marinha de Palmaz - Oliveira de Azeméis

Paróquia de Santa Marinha de Palmaz - Oliveira de Azeméis Comunidade Paroquial de Santa Marinha de Palmaz
Vigararia de OLIV/SJM

Hoje, o 5º Volume celebrou a Festa da Esperança."Senhor, queremos guardar no coração esta certeza: a nossa esperança est...
14/06/2026

Hoje, o 5º Volume celebrou a Festa da Esperança.

"Senhor, queremos guardar no coração esta certeza: a nossa esperança está em Ti. Ajuda-nos a viver com verdade, a escolher o bem e a sermos sinais de luz no mundo."

Parabéns a estes adolescentes, às catequistas e às suas famílias pelo caminho realizado até aqui e a certeza da Esperança no futuro.

13/06/2026

13 de Junho.
Santo Antonio de Pádua ou de Lisboa

Sacerdote e Doutor da Igreja
1195-1231
Santo Antonio de Pádua é tão conhecido por seu nome de ordenação que chamá-lo pelo nome que recebeu no batismo parece estranho: Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Além disso, ele era português: nasceu em 1195, em Lisboa.

De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis, e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal, instalando ali um mosteiro.

Os franciscanos eram conhecidos por percorrer caminhos e estradas, de povoado em povoado, de cidade em cidade, vestidos com seus hábitos simples e vivendo em total pobreza. Esse trabalho já produzia mártires. No Marrocos, por exemplo, vários deles perderam a vida por causa da fé e seus corpos foram levados para Portugal, fato que impressionou muito o jovem Fernando.

Empolgado com o estilo de vida e de trabalho dos franciscanos, que, diversamente dos outros frades, não viviam como eremitas, mas saiam pelo mundo pregando e evangelizando, resolveu também ir pregar no Marrocos. Entrou para a Ordem, vestiu o hábito dos franciscanos e tomou o nome de Antônio.

Entretanto seu destino não parecia ser o Marrocos. Mal chegou ao país, contraiu uma doença que o obrigou a voltar para Portugal. Aconteceu, porém, que o navio em que viajava foi envolvido por um tremendo vendaval, que empurrou a nave em direção à Itália. Antônio desembarcou na ilha da Sicília e de lá rumou para Assis, a fim de encontrar-se com seu inspirador e fundador da Ordem, Francisco. Com pouco tempo de convivência, transmitiu tanta segurança a ele que foi designado para lecionar teologia aos frades de Bolonha.

Com apenas vinte e seis anos de idade, foi eleito provincial dos franciscanos do norte da Itália. Antonio aceitou o cargo, mas não ficou nele por muito tempo. Seu desejo era pregar, e rumou pelos caminhos da Itália setentrional, praticando a caridade, catequizando o povo simples, dando assistência espiritual aos enfermos e excluídos e até mesmo organizando socialmente essas comunidades. Pregava contra as novas formas de corrupção nascidas do luxo e da avareza dos ricos e poderosos das cidades, onde se disseminaram filosofias heréticas. Ele viajou por muitas regiões da Itália e, por três anos, andou pelo Sul da França, principal foco dessas heresias.

Continuou vivendo para a pregação da palavra de Cristo até morrer, em 13 de junho de 1231, nas cercanias de Pádua, na Itália, com apenas trinta e seis anos de idade. Ali, foi sepultado numa magnífica basílica romana. Sua popularidade era tamanha que imediatamente seu sepulcro tornou-se meta de peregrinações que duram até nossos dias. São milhares os relatos de milagres e graças alcançadas rogando seu nome. Ele foi canonizado no ano seguinte ao de sua morte pelo papa Gregório IX.

Na Itália e no Brasil, por exemplo, ele é venerado por ajudar a arranjar casamentos e encontrar coisas perdidas. Há também uma forma de caridade denominada "Pão de Santo Antonio", que copia as atitudes do santo em favor dos pobres e famintos.

No Brasil, ele é comemorado numa das festas mais alegres e populares, estando entre as três maiores das chamadas festas juninas.

No ano de 1946, foi proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII.

Santo Antonio, rogai por nós!

12/06/2026

12 de Junho.
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

Hoje a Santa Igreja celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, por pedido explícito do próprio Cristo a Santa Margarida Maria Alacoque. São João Paulo II disse que “esta festa lembra o mistério do amor que Deus tem pelos homens de todos os tempos”.

“Peço que na primeira sexta-feira depois da oitava de Corpus Christi, se celebre uma Festa especial para honrar meu Coração, e que se comungue nesse dia para pedir perdão e reparar os ultrajes por ele recebidos durante o tempo que permaneceu exposto nos altares”, disse o Senhor a Santa Margarida, em junho 1675.

“Prometo-te que o Meu Coração se dilaterá para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada”, acrescentou.

Mais tarde, Santa Margarida com o jesuíta São Cláudio de La Colombière, seu diretor espiritual, propagariam as mensagens do Sagrado Coração de Jesus.

Posteriormente, o Beato Pio IX, em 1856, estendeu oficialmente a Festa do Sagrado Coração de Jesus a toda a Igreja. Em 1899, o Papa Leão XIII publicou a encíclica ‘Annum Sacrum’ sobre a consagração da humanidade ao Sagrado Coração de Jesus, que se realizou no mesmo ano.

Do mesmo modo, Pio XI, em 1928, escreveu a ‘Miserentissimus Redemptor’, encíclica que trata da reparação que todos devemos ao Sagrado Coração. E o Papa Pio XII, em 1956, publicou a encíclica ‘Haurietis Aquas’, em referência ao culto ao Sagrado Coração.

São João Paulo II em seu pontificado estabeleceu que na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus se realize o Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.

Muitos grupos, movimentos, ordens e congregações religiosas, desde os tempos antigos, foram colocados sob a proteção do Sagrado Coração de Jesus. Em Roma, encontra-se a Basílica do ‘Sacro Cuore’ (Sagrado Coração) construída por São João Bosco, encomendada pelo Papa Leão XIII e com doações de fiéis e devotos de vários países.

Sagrado Coração de Jesus, confio e espero em Vós!

11/06/2026

11 de Junho.
São Barnabé, Apóstolo
Século I

Barnabé não fez parte dos primeiros doze apóstolos escolhidos por Jesus. Mas acompanhou o Senhor e os apóstolos naqueles primeiros dias.

Quando assistiu a um milagre realizado por Jesus Cristo, que diante de seus olhos curou um paralítico, aquele bondoso judeu resolveu pedir admissão entre seus discípulos.

Aceito, vendeu um campo de plantações que possuía para doar seu dinheiro aos apóstolos, como conta Lucas nos Atos. Assim era Barnabé, homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, segundo narram as Sagradas Escrituras.


Ele era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes.

Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa "filho da consolação", devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o "filho da exortação".


Foi pelas mãos de Barnabé que Paulo de Tarso, o terrível perseguidor dos cristãos, ingressou nos círculos judeo-cristãos, sendo apresentado a Pedro, Tiago e aos fiéis de Jerusalém depois de sua conversão.

Barnabé também o acompanhou em sua primeira viagem apostólica e foram parceiros na grande obra de conversão realizada em Antioquia, onde estabeleceram e firmaram a primeira comunidade a chamar de cristãos aos fiéis seguidores de Cristo. Depois, aos dois se juntou João Marcos, e viajaram por Salamina, Patos, Chipre, Panfília, Pisídia, Icônio e Listra, pregando e realizando milagres como testemunho da presença do Espírito Santo.


Todo esse trabalho foi reconhecido pelo Concílio de Jerusalém, bem como o trabalho que realizou depois de passar a pregar separado de João Marcos e de Paulo, deste último por decisão pessoal, após uma divergência.

Barnabé estava em Chipre quando foi martirizado no ano 61.


Segundo uma antiga tradição, Barnabé pregava na sinagoga da Salamina quando foi interrompido por uma multidão de judeus fanáticos.

O apóstolo foi seqüestrado, levado para fora da cidade e apedrejado.

Entretanto existe uma outra, tão antiga quanto esta, que narra Barnabé pregando em Alexandria e em Roma, e que diz, ainda, que teria sido consagrado o primeiro bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje.

Ainda há ESPERANÇA!
10/06/2026

Ainda há ESPERANÇA!

A celebração foi presidida por D. Rui Gouveia, bispo auxiliar de Lisboa, que desafiou os mais novos a seguirem o exemplo da Irmã Lúcia de Jesus, procurando ver Deus na sua vida quotidiana e tornando-se reflexos da Sua luz.
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Sem dúvida!
09/06/2026

Sem dúvida!

ENTRE O ESSENCIAL E O ESPETÁCULO

Olho para o pontificado do Papa Leão XIV com um misto de profundo apreço e sincera admiração. Parece-me, genuinamente, um líder que sabe o que quer para a Igreja Católica, alguém focado no essencial e movido por boas intenções. As suas catequeses, alocuções e intervenções públicas são, com frequência, espelhos de um vasto conhecimento e de uma sabedoria invulgar, capazes de tocar o âmago dos desafios da nossa época.

No entanto, começo a notar com alguma preocupação um perigo latente: a forma como a comunicação papal é transmitida e, sobretudo, o modo como a comunicação social a absorve e traduz em slogans. Esta cultura da frase curta e do impacto mediático instantâneo dá azo a leituras redutoras e perigosas, que ameaçam desvirtuar a profundidade da sua mensagem.

Senti isso de forma particular ontem, ao ouvir as suas palavras dirigidas ao cardeal arcebispo de Madrid, José Cobo Cano: "Para um jogador, marcar um golo neste estádio é algo que marca a sua vida. Mas, hoje, a Igreja de Madrid marcou um golaço para sempre!". Confesso que não gostei. Esta analogia futebolística deixa um travo amargo de populismo, sugerindo que o valor da Igreja se mede pela quantidade de adeptos que consegue reunir ou pelo espetáculo efêmero que proporciona no palco mediático.

O mais grave neste tipo de linguagem é que tudo o resto (o que realmente importa) acaba por ser relativizado e esmagado pelo ruído do "golaço". Nessa mesma intervenção, o Santo Padre abordou com enorme lucidez a complexidade das grandes metrópoles contemporâneas, onde o ritmo avassalador faz com que as pessoas percam "os mapas para se orientarem em segurança". Foi belíssimo ver Leão XIV defender a urgência de "reaprender a arte espiritual da cordialidade", alertando que, sem ela, a partilha do Evangelho arrisca-se a ser apenas "uma repetição impessoal" geradora de desconfiança e frustração.

Ao olhar para Madrid como um mosaico de tradições e "almas", o Papa lembrou-nos que Deus conhece cada coração na sua singularidade, através do amor e da liberdade, deixando claro que "a verdade é sinfónica e transcende-nos sempre". Fez ainda um apelo corajoso à mudança de atitude dos fiéis, desafiando-nos a "desinstalarmo-nos" e a encarar a conversão na idade adulta não como uma exceção exótica, mas como a regra da missão. E terminou com um aviso cirúrgico contra os perigos da institucionalização excessiva, pedindo que a burocracia não asfixie o Espírito.

Toda esta riqueza teológica e pastoral foi, infelizmente, eclipsada por uma metáfora de bancada. F**a o meu reparo: quando a procura pela proximidade resvala no facilitismo da linguagem, o essencial corre o risco de se perder no espetáculo. Gostava que o Papa Leão XIV continuasse centrado no essencial, mas que a sua comunicação saiba proteger a profundidade que o seu pensamento exige.

(P. António Magalhães Sousa)

09/06/2026

09 de Junho.
São José de Anchieta

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias, Espanha.

Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua formação na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de "canarinho".

Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se à oração e à contemplação.

Certa vez, isolou-se na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a missão que o aguardava. Naquele mesmo instante, sentiu o chamado para dedicar sua vida ao serviço de Deus. Tinha dezessete anos e fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

Ingressou na Companhia de Jesus e, quando se tornou jesuíta, seguiu para o Brasil, em 1553, como missionário. Chegou na Bahia junto com mais seis jesuítas, todos doentes, inclusive ele, que nunca mais se recuperou.

Em 1554, chegou à capitania de São Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre Manoel da Nóbrega, fundou, no planalto de Piratininga, aquela que seria a cidade de São Paulo, a maior da América do Sul. No local foi instalado um colégio e seu trabalho missionário começou.

José de Anchieta não apenas catequizava os índios. Dava condições para que se adaptassem à chegada dos colonizadores, fortalecendo, assim, a resistência cultural. Foi o primeiro a escrever uma "gramática tupi-guarani", mas, ao mesmo tempo, ensinava aos silvícolas noções de higiene, medicina, música e literatura.

Por outro lado, fazia questão de aprender com eles, desenvolvendo diversos estudos da fauna, da flora e do idioma.

Anchieta era também um poeta, além de escritor. É célebre o dia em que, estando sem papel e lápis à mão, escreveu nas areias da praia o célebre "Poema à Virgem", que decorou antes que o mar apagasse seus versos.

A profundidade do seu trabalho missionário, de toda a sua vida dedicada ao bem do próximo aqui no Brasil, foi exclusivamente em favor do futuro e da sobrevivência dos índios, bem como para preservar sua influência na cultura geral de um novo povo.

Com a morte do padre Manoel da Nóbrega em 1567, o cargo de provincial do Brasil passou a ser ocupado pelo padre José de Anchieta. Neste posto mais alto da Companhia de Jesus, viajou por todo o país orientando os trabalhos missionários.

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o "Apóstolo do Brasil".

Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980 e canonizado pelo papa Francisco em 03 de abril de 2014.

A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.





Hoje é dia de São José de Anchieta: Nascido a 19 de março de 1534 nas Ilhas Canárias. Em 1551, entraria para a Companhia de Jesus. Contando apenas 19 anos de idade, foi enviado como missionário ao Brasil. Após ter realizado inúmeras conversões, curas e até ressurreições, aos 63 anos, Anchieta falece em Iritiba (a atual Anchieta), no estado do Espírito Santo. Era o dia 9 de junho de 1597.

Oração a Anchieta
São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil, que realizastes prodígios e milagres nestas terras, intercedei por este país para que dele sejam afastadas as pestes e as desordens civis que tanto assolam o mundo. Educador incansável, protegei a inocência das crianças que são destinadas a constituir a civilização que está por vir. Fervoroso na oração, dai-nos um entusiasmo ardente pelos sacramentos da Santa Igreja e um crescimento contínuo nas virtudes da Fé, Esperança e Caridade. Herói da confiança, dai-nos a certeza de que Nossa Senhora sempre estará ao nosso lado nos protegendo nos momentos mais difíceis. Assim Seja!

08/06/2026

08 de Junho.
São Medardo
457-545

Medardo nasceu no ano 457 em Salency, norte da França. Sua mãe era descendente de uma antiga e tradicional família romana, seu pai era um nobre da corte francesa e seu irmão Gildardo foi bispo de Rouen, mais tarde canonizado pela Igreja.

Essa posição social garantiu-lhe uma educação de primeiro nível. Desde criança foi colocado sob a tutela do bispo de Vermand, para receber uma aprimorada formação intelectual e religiosa.

Piedoso e inteligente, logo se evidenciaram seus dons de caridade e humildade, com atitudes que depois eram comentadas por toda a cidade. Ele chegava a ficar sem comer para alimentar os famintos e, certa feita, tirou a roupa do corpo para dá-la a um velhinho cego e quase despido que lhe pediu uma esmola.


Medardo ordenou-se sacerdote aos trinta e três anos e imediatamente começou uma carreira de pregador que ficaria famosa pelos séculos seguintes.

No ano 530, sucedeu o bispo de Noyon, sendo consagrado pelas mãos do bispo de Reims, Remígio, hoje santo, o qual era também conselheiro do rei Clotário, embora este ainda não tivesse se convertido, mas tolerava o cristianismo.

Foi pelas mãos do bispo Medardo que a rainha Radegunda tomou o hábito beneditino. Ela que abandonara o próprio rei Clotário, acusado de fratricídio. Aquela situação delicada não intimidou Medardo, que colocou sua vida em jogo para amparar a rainha cristã, que por motivos políticos fora obrigada a coabitar com um rei pagão. A história conta que Radegunda fundou um mosteiro beneditino, aliás o primeiro a cuidar de doentes, no caso os leprosos.


Mais tarde, quando Medardo já era conhecido como eficiente e contagiante pregador, recebeu do rei Clotário, então convertido, e do conselheiro, o bispo Remígio, o pedido de socorrer uma comunidade vizinha, ainda impregnada de paganismo, a diocese de Tournay.

Dirigiu as duas ao mesmo tempo, de forma perfeita, e converteu tanta gente de Tournay que, pelos quinhentos anos seguintes, elas seguiram sendo uma só diocese.

Mas não parou por aí. A província de Flandres, altamente influenciada pela filosofia dos gregos, tinha um índice de pagãos maior ainda. Novamente, Medardo foi solicitado.

Quando morreu em Noyon, no dia 8 de junho em 545, toda aquela província também era católica.

A sua morte foi muito sentida e imediatamente seu culto foi difundido por toda a França, espalhando-se por todo o mundo católico. O rei Clotário mandou trasladar suas relíquias de Noyon para a capital, Soisson, onde, sobre sua sepultura, o sucessor mandou erguer uma abadia, que existe até hoje na França.

05/06/2026

05 de Junho.
São Bonifácio Bispo e Mártir.
(+ Frísia, 754)

Pertencendo a uma rica família de nobres ingleses, ao nascer, em 672 ou 673, em Devonshire, recebeu o nome de Winfrido. Como era costume da época, foi entregue ao mosteiro dos beneditinos ainda na infância para receber boa educação e formação religiosa.

Logo, Winfrido percebeu que sua vocação era o seguimento de Cristo. Aos dezenove anos professou as regras na abadia de Exeter, iniciando o apostolado como professor de regras monásticas primeiro nesta mesma abadia, depois na de Nursling.

Em seguida, decidiu iniciar seu trabalho missionário para a evangelização dos povos germânicos do além Reno, mas por questões políticas entre o duque Radbod, um pagão, e o rei cristão Carlos Martel, os resultados foram frustrantes.

Em 718, fez, então, uma peregrinação a Roma, onde, em audiência com o papa Gregório II, conseguiu seu apoio para reiniciar sua missão na Alemanha. Além disso, o papa o orientou também a assumir, como missionário, o nome de Bonifácio, célebre mártir romano.

Bonifácio parou primeiro na Turíngia, depois dirigiu-se à Frísia, realizando as primeiras conversões nessas regiões. Durante três anos percorreu quase toda a Alemanha e, numa segunda viagem a Roma, o papa, agora já outro, entusiasmado com seu trabalho, nomeou-o bispo de Mainz. Esse contato constante com os pontífices foi importante, pois a Igreja na Alemanha foi implantada em plena consonância com a orientação central da Santa Sé.

Bonifácio fundou o mosteiro de Fulda, centro propulsor da cultura religiosa alemã, só comparável ao italiano de Montecassino. E muitos outros mosteiros masculinos e femininos, igrejas e catedrais de norte a sul do país, recrutando os beneditinos da Inglaterra. Acabou estendendo sua missão até a França.

Incansável, com sua sede episcopal fixada em Mainz, atuou em vários concílios e promulgou várias leis. Em 754, foi para o norte da Europa, região onde atualmente se encontra a Holanda.

No dia 5 de junho do mesmo ano, dia de Pentecostes, foi ao encontro de um grande grupo de catecúmenos de Dokkun, os quais receberiam o crisma. Mal iniciou a santa missa, o local foi invadido por um bando de pagãos frísios. Os cristãos foram todos trucidados e Bonifácio teve a cabeça partida ao meio por um golpe de espada.

Mesmo que são Bonifácio não tenha evangelizado por completo a Alemanha, ao menos se pode afirmar que foi graças a ele que isso aconteceu, nos tempos seguintes, como herança de seu trabalho.

São Bonifácio é venerado como o "Apóstolo da Alemanha".

Seu corpo foi sepultado na igreja do mosteiro de Fulda, que ainda hoje o conserva, pois em vida havia expressado essa vontade.

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Palmaz

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