Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães

Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães O Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães nasceu com o espírito de contribuir activamente para a salvaguarda, dinamização e divulgação do Mosteiro de Tibães.

O Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães nasceu com o espírito de contribuir activamente para “a salvaguarda, valorização, dinamização e divulgação do Mosteiro de Tibães”, é este o objectivo primeiro que prossegue um grupo de cidadãos profundamente ligados a todo o processo que se iniciou com a compra do referido mosteiro pelo Estado português e se desenvolveu com o exemplar programa de recuperação, revitalização e estudo do espaço monástico em todas as suas vertentes. Para concretizar tal projecto, este Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães, entende que é necessário promover uma estreita relação com a região onde está inserido e envolver a comunidade no apoio ao mosteiro, ajudando a resolver os problemas com que se debate para o prosseguimento da sua missão em tempos que se adivinham difíceis. O GAMT procurará ainda colaborar na localização e inventariação do espólio monástico disperso ou mesmo perdido, pois entende que só assim se poderão preencher muitas das lacunas ainda existentes relativas à história do cenóbio beneditino e do seu património artístico. Como associação que é está aberta à adesão de todos quantos estejam empenhados em preservar activa e afectivamente a memória, a presença e o sortilégio do Mosteiro de Tibães. Para aderir a este projecto e desse modo contribuir para alcançar os objectivos propostos pelo GAMT, faça-se Amigo do Mosteiro, tem apenas de preencher e remeter a Ficha de Sócio para:

(Ficha)
https://drive.google.com/open?id=0B_H_h8boD45kdHpETzFSX1M5Rkk

GAMT - Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães
Morada:
Rua do Mosteiro, nº 59
4700-565 Mire de Tibães
ou
Email:
[email protected]

O valor da quota anual para sócio efetivo é de € 30.00, ou de €15.00 se for jovem; a de sócio benemérito, tem um valor mínimo de €60.00, mas pode ser estabelecida pelo próprio associado. O pagamento da quota poderá ser feita por transferência bancária para a conta do GAMT, na CGD, com o NIB 003506680001854913055 ou por cheque passado ao GAMT, enviado para a morada acima.

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Órgãos Sociais para o triénio 2024/2027
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Conselho Diretor:

Presidente - Aida Maria Reis da Mata, sócia número um;
Secretário - geral - Florêncio Manuel Matos Gonçalves, sócio número dois;
Tesoureiro - José Rodrigues da Silva, sócio número treze;
Vogal - Ana Cláudia Vieira Lopes Fernandes – sócia número sessenta e quatro;
Vogal - Maria Teresa Pitta de Lacerda-Arôso, sócia número setenta e oito;
Suplente - Eduardo Pires de Oliveira, sócio número oito.
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Assembleia Geral:

Presidente - João Fernandes Gomes da Costa e Cunha - sócio número noventa e nove;
Vice-presidente - Henrique Manuel Barreto Nunes – sócio número três;
Secretária - Marisa Mónia Henriques Pacheco – sócia número sessenta e nove;
Suplente - António Mário Lourenço da Fonseca Almeida - sócio número noventa e oito.
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Conselho Fiscal:

Presidente - Paula Alexandra Fernandes da Silva Baptista - sócia número quarenta e um;
Vogal - Nuno Miguel Ramôa Teixeira - sócio número cento e sete;
Vogal - Domingos Fernandes Dias Araújo - sócio número setenta e três;
Suplente - José Carlos Moreira da Costa Faria - sócio número dez.
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𝐀𝐨 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨𝐬 - 𝐏𝐨𝐫 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐓𝐚𝐛𝐮𝐚𝐜̧𝐨𝐒𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨 | 𝟐𝟔-𝐒𝐞𝐭-𝟐𝟎𝟐𝟔Esperando que o período de descanso anual tenha...
15/09/2026

𝐀𝐨 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨𝐬 - 𝐏𝐨𝐫 𝐭𝐞𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐓𝐚𝐛𝐮𝐚𝐜̧𝐨
𝐒𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨 | 𝟐𝟔-𝐒𝐞𝐭-𝟐𝟎𝟐𝟔

Esperando que o período de descanso anual tenha corrido como planearam, retomamos os nossos contactos para vos falar da próxima edição do nosso projeto "Ao encontro de Patrimónios", a ter lugar no próximo dia 26 de Setembro e a realizar-se em terras de Tabuaço.

Iremos ao encontro de importantes marcos do património cultural da região, nas diversas vertentes do material, imaterial e natural, representadas no Mosteiro de São Pedro das Águias; na Igreja Matriz de Tabuaço e Santuário Nossa Senhora do Sabroso; no Museu do Imaginário Duriense e no Relógio RIJOMAX; na Aldeia Vinhateira de Barcos.

O nosso primeiro contato com o território será na Loja Interativa de Turismo de Tabuaço onde, sob a orientação do Técnico de Turismo da Câmara, Dr. Marco Penela, começará o nosso percurso.

O momento seguinte será o encontro com o Relógio RIJOMAX, nome dado pelo seu construtor ao exemplar de relojoaria mais completo, complexo, exótico e insólito que se conhece.

Os próximos passos levar-nos-ão à Igreja Matriz de Tabuaço e ao Museu do Imaginário Duriense.

O templo paroquial, de invocação a Nossa Senhora da Conceição, de construção medieval, de que não restam quaisquer vestígios, excepto no facto do volume da capela-mor formar um ligeiro ângulo, denunciando ser uma edificação anterior, foi totalmente remodelada e ampliada a partir de finais do século XVII. Com estrutura e simplicidade maneiristas, apresenta planta longitudinal e é composta por nave, capela-mor, capela lateral e sacristia, espaços onde domina a talha barroca, alguma já de transição para o rococó.

O Museu do Imaginário Duriense, é um dos onze núcleos museológicos que o Museu do Douro ambiciona criar na Região Demarcada do Douro. Na sua essência, o MIDU pretende ser um espaço de divulgação e preservação de todas as manifestações do imaginário tradicional do Douro, tanto na vertente do património imaterial herdado (lendas, tradições, cancioneiro, romanceiro, etc.), como na vertente da utopia e da imaginação das novas gerações.

Do património imaterial passaremos para o património arquitectónico, agora para o Mosteiro de São Pedro das Águias, um local com referências a uma ocupação sacralizadora desde inícios do século XI.
Construído por beneditinos em meados do século XII, ter-se-á, logo cedo, acolhido à proteção da Ordem de Cister, na filiação de São João de Tarouca. Erigido num pequeno plateau desnivelado, a meia encosta, virado para o paredão, ao ponto de entre a porta principal e a rocha restar uma estreita entrada, uma espécie de nartex aberto, delimitado por um arco. Apesar da planta simples: nave única e capela mor retangular, apresenta interessante e significativa decoração, filiável nas oficinas do centro produtor Braga-Rates.
Na opinião do historiador Paulo Pereira, o conjunto de São Pedro das Águias oferece uma visão inédita do românico português. Associa um pequeníssimo templo a uma decoração quase "barroca" na sua inesperada densidade, como se todo o investimento tivesse sido apenas dirigido aos aspectos simbólicos.

Depois do almoço, no restaurante Quinta dos Magusteiros, seguiremos para a Aldeia Vinhateira de Barcos uma das seis Aldeias Vinhateiras da região. Ergue-se sobre um platô ligeiramente ondulado e é uma das povoações mais importantes do concelho de Tabuaço que tem uma longa história para contar desde a Idade do Bronze até aos nossos dias.

A tradição mantém-se nas casas típicas do povoado, que se organizam em torno da Igreja Matriz, classificada como Monumento Nacional desde 1922, que terá sido edificada nos séculos XIII/XIV, em estilo românico, sendo posteriormente objeto de novas obras nos séculos posteriores, e que conserva elementos arquitetónicos e decorativos dos estilos românico, gótico, maneirista e barroco.
Outros edifícios ricos em história que merecem o nosso olhar atento são, o Cruzeiro dos Centenários de Barcos, a primitiva Casa da Câmara e Cadeia, a antiga Casa da Roda dos Expostos, a Fonte Velha, o Fontanário do Largo do Adro, o antigo Forno do Povo, e a Mata da Forca, onde aquela terá sido levantada, aproveitando as estruturas altimedievas de um lagar, e que se encontra classificada como Imóvel de Interesse Municipal e ainda os tradicionais solares e casas senhoriais, com o tempo marcado nas suas fachadas, que atestam bem a importância que em tempos teve esta aldeia.

E o nosso último contato com as terras de Tabuaço será no Santuário de Nossa Senhora do Sabroso, erguido num local onde subsistem vestígios humanos que remontam, pelo menos, ao período castrejo, e é um lugar de romagem desde tempos medievos. É constituído por capela românica, datada do século XI / XII, profundamente alterada por intervenções seiscentistas, com uma nave, com lápides da idade média, e capela-mor, mais estreita, com coberturas em falsa abóbada de berço. Na fachada rasga-se um portal de arco ligeiramente apontado e há vestígios de um alpendre. Em volta do seu perímetro corre uma cachorrada decorada por meias esferas e alguns motivos figurativos, e nos seus muros estão dispostas tampas de arcas tumulares com cruzes esculpidas, provenientes, muito possivelmente, do primitivo cemitério que envolvia o imóvel.

Concluindo, o programa será o seguinte:

→ 𝟎𝟕.𝟎𝟎 - Saída do Mosteiro de Tibães;
→ 𝟎𝟕.𝟐𝟎 - Saída de Braga;

→ 𝟏𝟎.𝟎𝟎 - Recepção na Loja Interativa de Turismo de Tabuaço
Visita ao RIJOMAX – O relógio mais completo do Mundo
→ 𝟏𝟎.𝟑𝟎 - Visita à Igreja Matriz de Tabuaço
→ 𝟏𝟏.𝟎𝟎 - Visita ao Museu do Imaginário Duriense – MIDU
→ 𝟏𝟏.𝟒𝟓 - Visita ao Mosteiro de São Pedro das Águias – Granjinha

→ 𝟏𝟑.𝟎𝟎 - ALMOÇO na Quinta dos Magusteiros, com bacalhau assado na brasa. Para quem não gostar há lombinhos de porco grelhados.

→ 𝟏𝟓.𝟑𝟎 - Visita à Aldeia Vinhateira de Barcos
→ 𝟏𝟔.𝟑𝟎 - Visita ao Santuário de Nossa Senhora do Sabroso

→ 𝟏𝟖.𝟎𝟎 - Regresso a Mire de Tibães/Braga, com hora prevista de chegada às 𝟐𝟎.𝟎𝟎.

O preço da viagem será de 𝟓𝟓 € para sócios do GAMT e de 𝟔𝟎 € para não sócios (inclui transporte, almoço e seguro.)

As inscrições deverão ser feitas até ao dia 20 de Setembro.
Para isso, precisam de responder ao questionário inserido no Link de inscrição, onde encontram o IBAN para a transferência/pagamento. (enviar comprovativo para [email protected]).

𝐋𝐈𝐍𝐊 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨: https://forms.gle/fYtbfLNti4mmcbCM7

→ 𝐀𝐭𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨: devem responder a todas as questões do formulário e no final clicar no botão enviar, para obterem uma resposta automática de confirmação no mail que indicarem.

Embora já se tenha alcançado o limite máximo de inscrições programado para este percurso, novas inscrições serão aceites ficando estas em lista de espera, tornando-se efetivas sempre que existam desistências.

Agradecemos a vossa adesão a mais um 𝐀𝐨 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨𝐬.

Conselho Diretor do GAMT

14/09/2026

AGRADECIMENTO

Terminou esta semana mais um programa de voluntariado realizado pelo Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães (GAMT).
Entre junho e setembro, foram vários os associados do GAMT que nos ajudaram no acolhimento e orientação de visitantes e na vigilância de todo o conjunto monástico.
Uma preciosa ajuda na proteção, divulgação e valorização do Mosteiro de Tibães!

A todos, o nosso sincero agradecimento.
Contamos convosco no próximo ano!

18/08/2026

📆 𝗖𝗢𝗟𝗢𝗤𝗨𝗘 𝗡𝗔 𝗔𝗚𝗘𝗡𝗗𝗔 📆 𝟭𝟴 𝗔𝗚𝗢𝗦𝗧𝗢

Em 2026, 𝗼 𝗠𝗼𝘀𝘁𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗮̃𝗼 𝗠𝗮𝗿𝘁𝗶𝗻𝗵𝗼 𝗱𝗲 𝗧𝗶𝗯𝗮̃𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺𝗲𝗺𝗼𝗿𝗮 𝟰𝟬 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗮𝗾𝘂𝗶𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗼 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝘂𝗲̂𝘀. As comemorações arrancam já no próximo dia 18 de agosto de 2026 e prolongam-se até setembro de 2027.
Para o primeiro dia das comemorações, dia 18 de agosto de 2026, o programa será o seguinte:
📌 10h00 às 18h00 – Visitas livres gratuitas;
📌 11h00 e 15h00 – Visitas guiadas gratuitas, mediante inscrição prévia ([email protected] | 253 717 900 | 253 087 929);
📌 21h00 – Abertura da exposição fotográfica de Miguel Louro: «40 anos de memórias. Mosteiro de Tibães 1987»
📌 21h00 – Inauguração da instalação Projeto Dullmea – Il y avait un jardin, de Sofia Fernandes;
📌 21h00 – Apresentação do projeto documental «Mosteiro de Tibães, o Eterno Devir», elaborado no âmbito do PRR-Redes Culturais e Transição Digital, pelos realizadores, António Morais e Vanessa Ribeiro Rodrigues.
A programação comemorativa continuará depois deste dia de arranque, com atividades desenvolvidas com diversos parceiros especificamente para esta celebração.

𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗶𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀: https://www.patrimoniocultural.gov.pt/.../comemoracoes.../

𝐍𝐨𝐭𝐢́𝐜𝐢𝐚 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐚 𝟒ª 𝐄𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐏𝐚𝐬𝐬𝐞𝐢𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬: 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚, 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐞 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞 𝐧𝐨 𝐃𝐢𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐌𝐢𝐧𝐡𝐨
13/07/2026

𝐍𝐨𝐭𝐢́𝐜𝐢𝐚 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐚 𝟒ª 𝐄𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐏𝐚𝐬𝐬𝐞𝐢𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬: 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚, 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐞 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞 𝐧𝐨 𝐃𝐢𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐌𝐢𝐧𝐡𝐨

𝐕𝐨𝐥𝐮𝐧𝐭𝐚𝐫𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐆𝐀𝐌𝐓 𝐧𝐨 𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐓𝐢𝐛𝐚̃𝐞𝐬Dias com falta de pessoal FÉRIAS ANO DE 2026À semelhança dos anos anteriores, o ...
29/06/2026

𝐕𝐨𝐥𝐮𝐧𝐭𝐚𝐫𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐆𝐀𝐌𝐓 𝐧𝐨 𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐓𝐢𝐛𝐚̃𝐞𝐬

Dias com falta de pessoal
FÉRIAS ANO DE 2026

À semelhança dos anos anteriores, o Mosteiro de São Martinho de Tibães de novo solicitou ao Grupo de Amigos do Mosteiro de S. Martinho de Tibães - GAMT o seu apoio e colaboração para a organização de mais um programa de voluntariado nos meses de verão.

O trabalho dos voluntários, a decorrer entre 21 de junho e 6 de setembro, consiste em ajudar no encaminhamento e orientação de visitantes e chamar a atenção destes sempre que se verifique algum comportamento fora do comum.

Respondendo a este apelo, um grupo audacioso de vinte e dois voluntários inscreveu-se junto do GAMT, aderindo à nobre causa de proteção e valorização do nosso Património.

E, sendo íntegros, cabe-nos, desde já, agradecer a sua grande disponibilidade e manifestar o nosso orgulho por integrar um grupo que é capaz dispor, de forma generosa, de parte do seu tempo para participar nesta nobre causa.

Conselho Diretor do GAMT

𝟒ª 𝐄𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐏𝐚𝐬𝐬𝐞𝐢𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬: 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚, 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐞 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐓𝐢𝐛𝐚̃𝐞𝐬 | 𝟏𝟏 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨, 𝟏𝟔:𝟎𝟎No próximo dia 11 de...
27/06/2026

𝟒ª 𝐄𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐏𝐚𝐬𝐬𝐞𝐢𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬: 𝐏𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚, 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨 𝐞 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞
𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐓𝐢𝐛𝐚̃𝐞𝐬 | 𝟏𝟏 𝐣𝐮𝐥𝐡𝐨, 𝟏𝟔:𝟎𝟎

No próximo dia 11 de julho de 2026, decorrerá a 4ª Edição do evento Passeio das Virtudes: Pessoa, Património e Virtude, no Mosteiro de Tibães, às 16h00. Organizado pelo GAMT em parceria com a coordenação do curso de Psicologia Positiva e Logoterapia e a Executive Academy da Universidade Católica Portuguesa de Braga este evento conta com o Mecenato da Farmácia Narcisa C. Dias.

Nesta 𝟒ª 𝐄𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐏𝐚𝐬𝐬𝐞𝐢𝐨 𝐝𝐚𝐬 𝐕𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬 iremos ao encontro da arte do legado. Partindo da Sala do Capítulo seguiremos pela Cerca monástica até ao Escadório das Virtudes para conhecer as emblemáticas fontes barrocas ilustradoras das virtudes, ouvir histórias de lideranças inspiradoras e assim ascender à Capelinha de S. Bento. Regressando ao Mosteiro pelo Lago encerraremos com um magnífico concerto de música italiana do séc. XVII pelo Il Filo d´Oro.

Conduzido pelo tenor 𝐅𝐞𝐫𝐧𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐆𝐮𝐢𝐦𝐚𝐫𝐚̃𝐞𝐬 e pelo cravista 𝐅𝐞𝐫𝐧𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐌𝐢𝐠𝐮𝐞𝐥 𝐉𝐚𝐥𝐨̂𝐭𝐨, este programa do ensemble Il Filo d’Oro convidará o público a descobrir a influência e o legado africano na música europeia dos séculos XVI e XVII. Inspirado simbolicamente no Escadório das Virtudes do Mosteiro de Tibães, o concerto proporá uma viagem musical que cruzará diferentes tradições culturais, revelando como o diálogo entre povos e culturas dará origem a uma extraordinária riqueza e elevação artística.

Fernando Guimarães é uma referência da música antiga portuguesa, com reconhecimento internacional que inclui uma nomeação para os Grammy Awards e prémios em prestigiados concursos europeus. É cofundador e diretor artístico do ensemble Il Filo d’Oro, dedicado à interpretação historicamente informada do repertório italiano do século XVII.

Fernando Miguel Jalôto é um dos mais conceituados especialistas portugueses em instrumentos históricos de teclado. Fundador e diretor artístico do Ludovice Ensemble, desenvolve uma intensa atividade artística internacional, colaborando com alguns dos mais importantes agrupamentos europeus de música antiga e contando com uma vasta discografia de referência.

Os bilhetes têm o valor de 12€, para o Público Geral e de 10€ para Alunos e Sócios do GAMT.

As inscrições são limitadas e podem ser realizadas através do seguinte link: https://forms.gle/5FtqE7bFS26x31dN9

Teremos todo o gosto em contar com a vossa presença.

Conselho Diretor do GAMT

𝐀𝐨 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐚 𝐆𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚 - 𝐎𝐮𝐫𝐞𝐧𝐬𝐞 𝐞 𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐝𝐞𝐫𝐫𝐚𝐦𝐨 𝐧𝐚 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐒𝐚𝐜𝐫𝐚𝐒𝐚́𝐛...
26/05/2026

𝐀𝐨 𝐄𝐧𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐏𝐚𝐭𝐫𝐢𝐦𝐨́𝐧𝐢𝐨𝐬 𝐞𝐦 𝐓𝐞𝐫𝐫𝐚𝐬 𝐝𝐚 𝐆𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚 - 𝐎𝐮𝐫𝐞𝐧𝐬𝐞 𝐞 𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐝𝐞𝐫𝐫𝐚𝐦𝐨 𝐧𝐚 𝐑𝐢𝐛𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐒𝐚𝐜𝐫𝐚
𝐒𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨 | 𝟏𝟑-𝐉𝐮𝐧-𝟐𝟎𝟐𝟔

Vamos regressar à Galiza, …

Nesta viagem por terras de Ourense, teremos o acompanhamento orientador de uma guia de turismo da Galiza.
Começaremos por descobrir a ligação dos cistercienses com a Ribeira Sacra através de uma visita ao 𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐝𝐞𝐫𝐫𝐚𝐦𝐨 e a ligação de Dona Teresa de Portugal com este mosteiro e com o atual nome da denominação de origem do vinho e da região onde se situa, Ribeira Sacra.

No prosseguimento, almoçaremos em Ourense para depois conhecermos parte do seu reconhecido património.
Faremos uma visita panorâmica para ver a 𝐏𝐨𝐧𝐭𝐞 𝐑𝐨𝐦𝐚𝐧𝐚 sobre o Rio Minho e a moderna 𝐏𝐨𝐧𝐭𝐞 𝐝𝐨 𝐌𝐢𝐥𝐞́𝐧𝐢𝐨. De seguida, visitaremos 𝐀𝐬 𝐁𝐮𝐫𝐠𝐚𝐬, com as suas nascentes termais medicinais que brotam a 68º no coração da cidade, com um agradável passeio pelas ruas, Praza do Trigo, Alameda e o centro histórico, onde se encontra a 𝐂𝐚𝐭𝐞𝐝𝐫𝐚𝐥 𝐝𝐞𝐝𝐢𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐚 𝐒𝐚̃𝐨 𝐌𝐚𝐫𝐭𝐢𝐧𝐡𝐨 𝐝𝐞 𝐓𝐨𝐮𝐫𝐬, cuja construção teve início no final do século XII e que alberga tesouros como o Pórtico do Paraíso e a Capela do Santo Cristo de Ourense.

Mas voltando atrás, para acrescentar mais alguns pormenores concernentes ao património a visitar, o Mosteiro de Santa Maria de Montederramo foi um dos mosteiros de maior poder económico e social durante muitos anos na Galiza, parte do qual foi convertido num colégio entretanto encerrado.
Segundo referências históricas, o mosteiro primitivo não se localizava na atual Montederramo, mas sim perto de Leboreiro, na vila de Seoane Vello, sob a designação de São João, pertencente à ordem beneditina. A atual casa cenobial data do século XII, tendo sido renovada e ampliada nos séculos XVI e XVII.
Declarado Bem de Interesse Cultural em 1951, pertenceu à ordem cisterciense, e nele podemos encontrar os estilos renascentista, gótico e românico.
A maioria dos historiadores que escreveram sobre Montederramo atribui o início da sua história ao documento de fundação datado de 21 de agosto de 1124, concedido em Allariz por Dona Teresa de Portugal, ao Abade Arnaldo.
A data que se dá para a ligação efetiva à Ordem do Cister é 1153, quando o rei Afonso VII pediu apoio religioso a São Bernardo, que lhe enviasse monges para implantar a reforma de Cister em alguns mosteiros. Deste modo, procederam à construção de um novo mosteiro que já denominariam como de Santa Maria de Montederramo, continuando a residir no antigo cenóbio até por volta de 1163, ano em que acabaram as obras à comunidade.
Durante este século XII, aconteceram numerosas doações reais e o mosteiro cresceu. Neste mesmo ano de 1170 a comunidade encarrega-se da fundação do mosteiro de Xunqueira de Espadanedo, tornando-se este dependente de Montederramo.
O rei português D. Dinis também ditou ordem em favor do mosteiro em 1284, em relação à devolução de colheitas em Portugal levadas pela força e pertencentes ao mosteiro, dado que mostra as posses que tinha no reino vizinho de Portugal.
O rei Fernando IV nos anos 1302 e 1309 confirmou as cartas anteriores e concedeu ao abade de Montederramo o privilégio de nomear juiz e meirinho para governar os moradores do seu couto.
Em 1582, estabeleceu-se no mosteiro um Colégio de Artes e Filosofia, tornando-se a Casa Central de Estudos da Ordem Cisterciense.
Em 1820, foram aprisionados e justiçados 16 monges do mosteiro por serem considerados opositores ao regime constitucional. Após a confiscação de Mendizábal, o mosteiro foi subdividido e adquirido por diversos particulares.


A igreja atual do mosteiro é um projeto de finais do século XVI que resultou num belo templo com planta basilical em cruz latina, com três naves. No estilo austero, brilha a tradição funcionalista e despojada da arquitetura cisterciense medieval.
No retábulo principal, destacam-se as cenas em alto-relevo em madeira, dedicadas ao Novo Testamento.
O coro alto, obra do português Alonso Martínez do início do século XVII, é feito em madeira de nogueira branca sem policromia.
A fachada é uma das grandes obras da arquitetura renascentista galega, muito sóbria como o resto da construção.
Anexo à parede sul da igreja encontra-se o claustro processional, onde funcionou uma escola pública. Na parte inferior, encontramos uma sucessão de arcos semicirculares decorados com traçaria vazada em estilo gótico. A cobertura é constituída por abóbadas estreladas de grande solidez, com nove arcos suspensos, assentes em mísulas.
O mosteiro possui um outro claustro, o da hospedaria, de planta quadrada. A sua parte inferior é formada por quatro arcos semicirculares de cada lado, com colunas de fuste liso e capitéis. Medalhões com bustos em alto-relevo foram esculpidos nas extremidades dos arcos do piso inferior, dos quais se destacam o Imperador Carlos V e o seu filho Filipe II.


No centro histórico de Ourense, daremos uma atenção especial à sua Catedral com uma arquitetura de fortaleza.
Dedicada a São Martinho de Tours, é um templo de cruz latina e estilo fundamentalmente românico de transição para o gótico, elevado à categoria de basílica em 1887.
A sua construção atual data dos séculos XII e XIII, com uma notável influência da arquitetura cisterciense e da escola compostelana, assenta sobre uma basílica sueva do século VI. A lenda aponta para a construção de um templo primitivo pelo rei suevo Carriarico, como agradecimento a São Martinho de Tours pela cura do seu filho.
Devido a oito séculos de evolução, o templo integra também elementos renascentistas, barrocos e neoclássicos.
No conjunto edificado, destaca-se o Pórtico do Paraíso (Séc. XIII), inspirado no Pórtico da Glória de Santiago de Compostela. Considerado uma das grandes joias da catedral, torna-se relevante pela excelente qualidade escultórica que ainda preserva vestígios da sua policromia primitiva.
Recebeu a classificação de Monumento Nacional em 1931.

𝐓𝐞𝐫𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐧𝐭𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚:
Horas de Portugal

→ Hora de partida:
𝟎𝟔.𝟑𝟎 horas - Mosteiro de Tibães;
𝟎𝟔.𝟒𝟓 horas - Estacionamento da Makro, em Lamaçães (junto à Casa de Saúde de Nogueiró)

𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝟏
→ 𝟏𝟏.𝟎𝟎 - Mosteiro de Montederramo

→ 𝟏𝟑.𝟎𝟎 - Almoço no 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐀 𝐋𝐚𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚, com o seguinte menu:
Entradas e Churrasco,
Vinho da casa,
Sobremesa e Café.

𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝟐
→ 𝟏𝟓.𝟑𝟎 - Visita ao centro histórico de Ourense

→ 𝟏𝟖.𝟎𝟎 - Hora prevista de regresso a Mire de Tibães/Braga
→ 𝟏𝟗.𝟑𝟎 - Hora prevista de chegada.

→ 𝐑𝐞𝐜𝐨𝐦𝐞𝐧𝐝𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨: calçado e vestuário confortáveis, tendo em conta a previsão do tempo e o percurso pedestre pelo casco histórico da cidade de Ourense.

Agradecemos a vossa adesão a mais um Encontro de Patrimónios.

Conselho Diretor do GAMT

𝐏𝐞𝐫𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐁𝐞𝐧𝐞𝐝𝐢𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐧º 𝟒𝟑 - 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚 - 𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐯𝐞𝐥𝐚̃𝐬, 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚/𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐒. 𝐁𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐫𝐭𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐞...
12/03/2026

𝐏𝐞𝐫𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨 𝐁𝐞𝐧𝐞𝐝𝐢𝐭𝐢𝐧𝐨 𝐧º 𝟒𝟑 - 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚 - 𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐯𝐞𝐥𝐚̃𝐬, 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚/𝐌𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐒. 𝐁𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐫𝐭𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚̂𝐧𝐞𝐚 𝐆𝐫𝐚𝐜̧𝐚 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐝𝐨 𝐀𝐛𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐁𝐚𝐜̧𝐚𝐥
𝐒𝐚́𝐛𝐚𝐝𝐨 | 𝟐𝟏-𝐌𝐚𝐫-𝟐𝟎𝟐𝟔

Voltamos ao vosso contacto para informar que no próximo dia 𝟐𝟏 𝐝𝐞 𝐦𝐚𝐫𝐜̧𝐨, dia do Trânsito de São Bento, realizaremos o nosso 43º Percurso Beneditino à cidade de Bragança e ao seu notável património: Mosteiro de Castro de Avelãs; Igreja de S. Bento/Mosteiro de S. Bento; Centro de Arte Contemporânea Graça Morais e Museu do Abade de Baçal.

Ao longo dos anos, muitos foram os espaços beneditinos visitados, muitas foram as memórias recolhidas, muito foi o conhecimento adquirido.
Mas nunca demandámos terras de Bragança, cuja diocese tem como padroeiro São Bento. A escolha desta veneração decorre, naturalmente, do papel histórico dos monges beneditinos para o desenvolvimento da urbe brigantina e de toda a região norte do actual distrito de Bragança.
A presença beneditina neste território remonta ao século XII, quando, reedificando um cenóbio primitivo, fundaram o 𝐦𝐨𝐬𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐒. 𝐒𝐚𝐥𝐯𝐚𝐝𝐨𝐫 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐬𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐯𝐞𝐥𝐚̃𝐬, num lugar vulgarmente conhecido por Torre Velha, no cabeço de Castro de Avelãs, um lugar com permanência humana correspondente ao período proto-histórico, onde viveram os Zoelas, um povo de origem pré-romana que deixou fortes marcas na região.
Em crescendo de importância ao longo de toda a Baixa Idade Média, a que não é estranha a sua localização muito perto da via romana que ligava Bracara Augusta a Asturica Augusta e de um caminho de peregrinação a Santiago de Compostela, este mosteiro beneditino, dispondo de um imenso património, chegando a ser a mais rica instituição monástica de Trás-os-Montes, com terras espalhadas pelos atuais com concelhos de Bragança, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, encontra-se documentado pelo menos desde 1145, num diploma que foi apresentado pelo abade beneditino aos inquiridores de D. Afonso III.
Tratava-se de mosteiro com uma igreja erguida em tijolo, na tradição do românico mudéjar do País Leonês, com paralelos na zona de Zamora, Toro, Salamanca, Sahagún e na parte ocidental da província de Valladolid, e mesmo dentro da cidade de Bragança. Tal como acontece usualmente nesta arquitetura românica que usa o tijolo como material construtivo, a decoração de Castro de Avelãs é dominada, exteriormente, por um extremo geometrismo onde imperam as arcadas cegas de duplo arco, reentrantes, que se organizam em três registos, rematados, junto do lacrimal, por um friso de dentes-de-serra, um dos elementos decorativos mais comuns neste tipo de construções. Sobre a Igreja, o beneditino Frei Leão de S. Tomás, escrevia na sua Beneditina Lusitana, impressa em 1644, que a igreja medieval era “... hua igreja muy fermosa de tres naves & mayor que a de qualquer Sé..." e que “...as naves colateraes se derrubarão quando as rendas delle se aplicarão ao Cabido de Miranda...".
Sobre esta informação convém esclarecer que o mosteiro de S. Salvador de Castro de Avelãs foi extinto em 1545 pela Bula Pro Excellenti Apostolicae Sedis, do Papa Paulo III, o mesmo diploma que instituiu a Diocese de Miranda, na qual ficaram desde logo anexadas as rendas de Castro de Avelãs.
Em seu lugar foi erguida uma igreja paroquial de proporções mais modestas, que reduziu o plano da igreja românica, ocupou parte da nave central e continuou a utilizar a capela-mor com funções sacras. O absidíolo Norte foi aproveitado para Sacristia, o que permitiu a sua conservação em bom estado até aos nossos dias. Menos sorte teve o absidíolo do lado Sul, que ficou ao ar livre, tal como ainda hoje acontece, e que por isso entrou em progressiva degradação.

O conjunto está classificado como Monumento Nacional desde 1910, e o seu atual aspeto resulta de uma grande intervenção da D.G.E.M.N., realizada entre 1928 e 1950, que apresenta uma igreja de planta composta com nave única, rebocada e pintada, cabeceira tripardina e escalonada de abside e absidíolos em românico mudéjar, decoradas com um a três registos de arcaturas de arcos de volta perfeita, separados e rematados por frisos em dentes de serra. No interior, permaneceu a estrutura do antigo púlpito, o retábulo-mor e dois colaterais em estilo barroco nacional.

Mas o nosso tributo à memória beneditina não se esgota em Castro de Avelãs, ele vai estender-se à 𝐈𝐠𝐫𝐞𝐣𝐚 𝐝𝐞 𝐒. 𝐁𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚𝐧𝐜̧𝐚, um templo edificado em meados do século XVI e parte integrante do convento beneditino feminino de Santa Escolástica. Para além do rico recheio da igreja, composto por uma considerável quantidade de obras de imaginária, talha, azulejo e pintura, o seu legado mais impressionante é uma complexa e requintada pintura de quadratura no teto da nave, em óleo sobre madeira, executado, em 1763, pelo pintor Manuel Caetano Fortuna. Este trabalho, um dos mais sumptuosos exemplos da pintura ilusionista dedicada à hagiografia beneditina em Portugal, apresenta um programa iconográfico em que as quatro virtudes cardeais, alegoricamente ligadas aos quatro continentes, ombreiam com as representações, em ascensão, da Imaculada Conceição, de S. Bernardo, de S. Bento e de Santa Escolástica, culminadas com a figuração da Santíssima Trindade.

E do século XVIII, partimos para a contemporaneidade. Espera-nos o 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐀𝐫𝐭𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨𝐫𝐚̂𝐧𝐞𝐚 𝐆𝐫𝐚𝐜̧𝐚 𝐌𝐨𝐫𝐚𝐢𝐬, um projeto arquitetónico de referência da autoria do arquiteto Souto de Moura, galardoado com o prémio Pritzker em 2011, onde vamos encontrar alguma da vasta obra de Graça Morais, uma das mais ilustres da pintura contemporânea portuguesa centrada, segundo a própria, nas grandes dores do mundo, como a violência e a morte, as injustiças e a indiferença e onde universo feminino transborda como matéria principal do seu traço ao longo de toda a sua vida artística.

E como em Bragança, mais propriamente no 𝐌𝐮𝐬𝐞𝐮 𝐝𝐨 𝐀𝐛𝐚𝐝𝐞 𝐁𝐚𝐜̧𝐚𝐥, está patente, até ao mês de abril, a exposição temporária 𝐎𝐥𝐡𝐚𝐫 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥. 𝐀 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐢𝐫 𝐝𝐚𝐬 𝐜𝐨𝐥𝐞𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐌𝐍𝐀𝐀, não podemos perder a oportunidade de, segundo as palavras da entidade Museus e Monumentos de Portugal E.P.E, descobrir, em Bragança, obras fundamentais do património artístico nacional e aprofundar o conhecimento sobre a história e a arte portuguesas através das coleções do MNAA.

𝐎 𝐩𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚 𝐬𝐞𝐫𝐚́ 𝐨 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐧𝐭𝐞:

→ Hora de partida:
𝟎𝟔.𝟑𝟎 horas - Mosteiro de Tibães;
𝟎𝟔.𝟒𝟓 horas - Estacionamento da Makro, em Lamaçães (junto à Casa de Saúde de Nogueiró)
𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝟏
→ 𝟏𝟎.𝟎𝟎 - Mosteiro de Castro de Avelãs
𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝟐
→ 𝟏𝟏.𝟑𝟎 - Centro de Arte Contemporânea Graça Morais

→ 𝟏𝟑.𝟎𝟎 - Almoço no 𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐏𝐨𝐜̧𝐚𝐬, com o seguinte menu:
Sopa do Dia
Entradas Regionais (Alheira e Cogumelos)
Bacalhau à Transmontana
Ou
Lombinho de Porco Bísaro c/ puré de castanhas, puré de maçã, puré de batata doce e legumes
Sobremesas caseiras, à escolha, e fruta
Café
Bebidas.

𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝟑
→ 𝟏𝟓.𝟎𝟎 - Igreja de S. Bento
𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚 𝟒
→ 𝟏𝟓.𝟒𝟓 - Museu do Abade de Baçal

→ 𝟏𝟕.𝟑𝟎 - Hora prevista de regresso;
→ 𝟐𝟎.𝟑𝟎 - Hora prevista de chegada.

→ O preço da viagem será de 𝟔𝟓 € para sócios do GAMT e de 𝟕𝟎 € para não sócios (inclui transporte, entradas nos espaços, seguro e almoço).

As inscrições deverão ser feitas até ao dia 18 de março. Para isso, precisam de responder ao questionário inserido no
𝐋𝐈𝐍𝐊 𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨: https://forms.gle/3BghYwXhVzsKUGGu9,
onde encontram o IBAN para a transferência/pagamento. Por favor, enviar comprovativo para [email protected]).

→ 𝐀𝐭𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨: Devem responder a todas as questões do formulário e no final clicar no botão enviar, para obterem uma resposta automática de confirmação no mail que indicarem.

Sejam rápidos a decidir, pois as inscrições são efetuadas por ordem de chegada e estão limitadas a 50 participantes.

Como sempre, esperamos que nos acompanhem em mais um Percurso Beneditino

Conselho diretor do GAMT

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