14/09/2026
✝️ Neste 14 de setembro, a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz, sinal do amor de Deus que, em Cristo, transformou um instrumento de morte em fonte de vida e salvação.
A origem da celebração remonta ao século IV e está ligada à construção, por ordem do imperador Constantino, de duas basílicas em Jerusalém: uma sobre o Calvário e outra junto ao túmulo de Jesus. Os templos foram dedicados em setembro do ano 335 e, no dia seguinte, o madeiro da Cruz foi apresentado à veneração dos fiéis, dando origem à festa.
Segundo uma antiga tradição cristã, a relíquia havia sido encontrada alguns anos antes por Santa Helena, mãe de Constantino, durante uma peregrinação à Terra Santa. No início do século VII, após a conquista de Jerusalém pelos persas, a Cruz foi levada da Cidade Santa. Recuperada pelo imperador Heráclio, foi solenemente reconduzida a Jerusalém. A celebração, difundida inicialmente no Oriente, também passou a fazer parte do calendário litúrgico da Igreja no Ocidente.
Ao refletir sobre a festa, o Papa Leão XIV recordou o encontro noturno entre Jesus e Nicodemos, narrado no Evangelho de João. Àquele homem que buscava luz e orientação, Cristo revelou que o Filho do Homem deveria ser elevado, “a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna”.
Na Cruz, Deus manifesta até onde chega seu amor pela humanidade. Para nos salvar, fez-se nosso companheiro, mestre, médico e amigo, até se tornar Pão partido na Eucaristia e oferecer a própria vida no Calvário.
“Hoje celebramos a sua exaltação: pelo amor imenso com que Deus, abraçando-a para a nossa salvação, de instrumento de morte a transformou em instrumento de vida”, afirmou Leão XIV. A Cruz proclama que nada pode nos separar de Deus e que sua caridade é maior do que o nosso pecado.
Como escreveu São Paulo, “de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Exaltá-la signif**a reconhecer não a vitória do sofrimento, mas o triunfo do amor que se entrega totalmente e abre à humanidade o caminho da vida eterna.