Paróquia de Gueifães

Paróquia de Gueifães Promover a vocação e missão, formação e espiritualidade, organização e atuação da juventude

Reflita Comigo - XIX Domingo do Tempo ComumTemos sempre a tentação de criar uma ideia, a respeito de A ou de B, de imagi...
08/08/2026

Reflita Comigo - XIX Domingo do Tempo Comum

Temos sempre a tentação de criar uma ideia, a respeito de A ou de B, de imaginar as pessoas segundo a nossa sensibilidade, critérios e interesses. São preconceitos ou simples fantasias o que muitas vezes nos move. Depois, por isto ou por aquilo, somos obrigados pelas circunstâncias a rever a nossa atitude, que de modo algum corresponde à realidade.
Inclusive, também este procedimento acontece a respeito de Jesus. Gastamos mais tempo a imaginá-Lo que a conhecê-Lo. E entretidos por fantasias a seu respeito, podemos vê-Lo transformado num fantasma, que nos encontra na solidão e perante o medo.
Mas quando procuramos Jesus para acreditar nEle, a nossa fé encontra o conforto e a segurança de uma rocha, que nos dá a força de enfrentar as dúvidas espirituais, as debilidades do coração e as provocações do mundo em que vivemos.
As crises, as deserções, as decepções, o derrotismo têm sempre como fundo um radical desconhecimento de Jesus. De facto, há um desconhecimento que se exprime pela recusa e outro que consiste numa interpretação presunçosa, subjectiva, que O desfigura e faz dEle um fantasma. Claro que, nenhum fantasma pode solucionar os nossos problemas nem provocar, e verdadeiramente, fundamentar a nossa confiança. Só o conhecimento pessoal.
Aquele que diz "Eu sou" dá-nos asas para voar sobre as águas revoltas da vida e enfrentar ventos que são contrários. Só a fé alimentada pela Palavra de Deus, e exercitada pela caridade, pode dar-nos coragem para enfrentar e ultrapassar as contrariedades.
Por isso, é fundamental acreditarmos em Jesus e não em fantasias ou fantasmas. De contrário, surgirão decepções desnecessárias perante problemas que a vida nos traz e de que Ele não nos torna isentos.
Lembro-me dos tempos da revolução dos cravos em que, por exemplo, alguns diziam que era preciso ler o Evangelho de Jesus por uma grelha, por uma chave de interpretação como era o marxismo (hoje, outros diriam que o deveremos fazer segundo o liberalismo económico) para fazermos uma leitura correcta da história e da vida actual. Naturalmente, tal perspectiva deu azo a formas erradas, fantasistas, erróneas e fantasmagóricas de falar dEle e da sua mensagem.
A leitura correcta do Evangelho é a do que tem um coração pobre, um coração puro, deixando-se conduzir pela brisa suave do Espírito Santo. Quem assim procede, vai conhecendo Jesus, não o teme nem se desilude. Sentirá Deus perto de si para, como Pedro, lhe dizer: "Salva-me, Senhor”.

Temos sempre a tentação de criar uma ideia, a respeito de A ou de B, de imaginar as pessoas segundo a nossa sensibilidade, critérios e interesses. São preconceitos ou simples fantasias o que muitas…

XIX – Domingo do Tempo ComumLeitura do Primeiro Livro dos ReisNaqueles dias, o profeta Elias chegou ao monte de Deus, o ...
08/08/2026

XIX – Domingo do Tempo Comum

Leitura do Primeiro Livro dos Reis

Naqueles dias, o profeta Elias chegou ao monte de Deus, o Horeb, e passou a noite numa gruta. O Senhor dirigiu-lhe a palavra, dizendo: «Sai e permanece no monte à espera do Senhor». Então, o Senhor passou. Diante d’Ele, uma forte rajada de vento fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, sentiu-se um terramoto; mas o Senhor não estava no terramoto. Depois do terramoto, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se uma ligeira brisa. Quando a ouviu, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e ficou à entrada da gruta.
Palavra do Senhor

Salmo: Mostrai-nos o vosso amor dai-nos a vossa salvação.

Dai-nos a vossa salvação.



Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis e a quantos de coração a Ele se convertem. A sua salvação está perto dos que O temem, e a sua glória habitará na nossa terra.

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade, abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra, e a justiça descerá do Céu.

O Senhor dará ainda o que é bom, e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente, e a paz seguirá os seus passos.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus». Palavra da Salvação

Leitura do Primeiro Livro dos Reis Naqueles dias, o profeta Elias chegou ao monte de Deus, o Horeb, e passou a noite numa gruta. O Senhor dirigiu-lhe a palavra, dizendo: «Sai e permanece no monte à…

Mais do que cantar: viver em comunhãoNo primeiro domingo de cada mês, após a celebração da Eucaristia das 9h00, o Coro d...
07/08/2026

Mais do que cantar: viver em comunhão

No primeiro domingo de cada mês, após a celebração da Eucaristia das 9h00, o Coro de Nossa Senhora da Assunção reúne-se no Bar da Paróquia para o seu habitual pequeno-almoço de convívio. Este momento de partilha proporciona a troca de novas ideias, reforça os laços de amizade e fortalece a união e a coesão do grupo coral.

Quando convidados a expressar, numa palavra, o que este grupo representa nas suas vidas, os membros do coro responderam:
Vida • Amizade • União • Partilha • Enriquecimento • Aprendizagem • Oração • Comunhão • Harmonia • Carinho • Família • Consistência • Servir

As palavras escolhidas revelam que o coro é, para os seus membros, muito mais do que um grupo coral: é um espaço de partilha de conhecimento, uma forma concreta de estar e crescer em comunidade, onde o convívio, a harmonia e a amizade fortalecem a missão de servir Deus através da música.

Como nos recorda o Papa Leão XIV:
"A beleza da música convida-nos a encontrar Aquele que é a própria Beleza."

Que este espírito de comunhão, serviço e louvor continue a inspirar todos aqueles que, através da música, ajudam a elevar a oração da nossa comunidade.
(Texto elaborado pelo Coro de Nossa Senhora de Assunção)

No primeiro domingo de cada mês, após a celebração da Eucaristia das 9h00, o Coro de Nossa Senhora da Assunção reúne-se no Bar da Paróquia para o seu habitual pequeno-almoço de convívio. Este momen…

61.º Aniversário de Ordenação Sacerdotal do nosso Padre Orlando
04/08/2026

61.º Aniversário de Ordenação Sacerdotal do nosso Padre Orlando

  No passado sábado, dia 1 de agosto, tivemos a alegria de celebrar, em Gueifães, mais um aniversário da Ordenação Sacerdotal do nosso Padre Orlando, uma data verdadeiramente marcante na sua v…

Nos Caminhos de São Bento da Porta AbertaDe 24 a 26 de julho, a Pastoral da Juventude da nossa paróquia colocou as mochi...
31/07/2026

Nos Caminhos de São Bento da Porta Aberta

De 24 a 26 de julho, a Pastoral da Juventude da nossa paróquia colocou as mochilas às costas e fez-se ao caminho até São Bento da Porta Aberta. A viagem começou de comboio até Barcelos e, a partir daí, seguindo pelos trilhos sinalizados. A Paróquia de Real e o Santuário da Nossa Senhora da Abadia foram os locais de repouso nas duas noites antes de se alcançar o destino.

Mas esta nunca foi apenas uma caminhada.

Não fomos até São Bento por uma questão de devoção particular, nem porque o importante fosse apenas chegar ao Santuário. Fomos porque acreditámos que o próprio caminho teria algo para nos ensinar. E teve.

Entre subidas exigentes, quilómetros de silêncio, gargalhadas inesperadas, momentos de cansaço, oração, descanso e entreajuda, fomos descobrindo que caminhar é muito mais do que avançar. É aprender a esperar pelo ritmo do outro, a estender a mão quando alguém precisa, a aceitar ajuda quando as forças começam a faltar e a perceber que ninguém chega verdadeiramente sozinho.

Numa das nossas t-shirts levávamos escrita uma frase que acabou por resumir toda a experiência: "Não é sobre chegar. É sobre quem te tornas em cada passo." E talvez tenha sido precisamente isso que vivemos.

São Bento acompanhou-nos ao longo destes dias. A tradição conta que um corvo o salvou de um pão envenenado, levando-o para longe antes que lhe causasse mal. Não foi por acaso que este animal se tornou símbolo destes caminhos. Tal como São Bento, também nós somos convidados a confiar que Deus coloca pessoas, sinais e gestos concretos no nosso percurso para nos proteger, orientar e recordar que nunca caminhamos sozinhos.

Quando finalmente chegámos ao Santuário de São Bento da Porta Aberta, participámos na Eucaristia e agradecemos a Deus tudo o que aqueles dias tinham despertado em nós. Porque o verdadeiro destino já não era apenas um lugar. Era o coração de cada um, transformado por tudo o que viveu ao longo da caminhada.

Regressámos a casa cansados, mas felizes. Levámos connosco muito mais do que fotografias ou quilómetros percorridos. Levámos amizades fortalecidas, fé renovada e a certeza de que, tal como na vida cristã, também nos caminhos há momentos difíceis, pausas necessárias, encontros inesperados e uma meta que só faz sentido quando é percorrida em comunidade.

Que nunca nos falte a coragem de continuar a caminhar, porque, afinal, não é sobre chegar. É sobre quem nos vamos tornando pelo caminho.

Texto: Pastoral da Juventude da Paróquia de Gueifães

De 24 a 26 de julho, a Pastoral da Juventude da nossa paróquia colocou as mochilas às costas e fez-se ao caminho até São Bento da Porta Aberta. A viagem começou de comboio até Barcelos e, a partir …

Reflita Comigo - XVIII Domingo do Tempo Comum - "Dai-lhes Vós de Comer"Ao iniciar este comentário não posso esquecer as ...
31/07/2026

Reflita Comigo - XVIII Domingo do Tempo Comum - "Dai-lhes Vós de Comer"

Ao iniciar este comentário não posso esquecer as crianças, que há tempos encontrei na India, cheias de fome, com uma cara escorreita, já envelhecida, com uma roupa que não sei como aquecia o corpo, descalças, com os pés enegrecidos pela sujidade de muitos dias, sempre a correr atrás de alguém, que o seu "feeling" descobrisse como sensível para o apelo dramático da fome, expresso pelos dedinhos da sua mão direita, a dizerem-nos que também precisavam de comer.

Meu Deus, como é possível passar ao lado, caminhar em frente, alheio a esta inocência, a esta injustiça e a este brado tão comovente de quem se levanta com fome e todos os dias faz quilómetros, virando-se para um lado e para outro, à espera de quem possa enganar tanto sofrimento…

Em contrapartida, não posso deixar de evocar por exemplo, aqueles que morrem de overdose de droga ou de álcool, os que acompanhados de guarda-costas, os que são admirados ainda jovens, mas cansados de uma vida inútil.

Cada vez mais me assusta e impressiona encontrar tanta gente enfastiada neste mundo, que é o nosso. São pessoas que vivem sem ilusões, que se deixam arrastar pelas horas, sem descobrir nada que as entusiasme, e até mesmo, que lhes interesse. Todos os dias são iguais e tudo as cansa. Cansa-as o mal, cansa-as o bem, talvez mais o bem que o mal, até porque pertencem a um sector sócio-económico, que não é dos mais desprotegidos.

Ao contrário dos meninos da India, esta gente anda enfastiada. E não há doença pior e mais difícil do que esta. Há quem diga que as duas impedem muito menos a felicidade que o fastio. E é verdade. E inclusivé, reparando em pessoas das nossas assembleias dominicais, olhando para um lado e para outro, bocejando, distraindo-se com isto e com aquilo, sem prestar um mínimo de atenção à Palavra de Deus, lembro-me das multidões que andavam atrás de Jesus, havia já três dias, cheias de fome, cansadas, mas encantadas com a novidade que saía da boca dEle.

Ó Jesus, como é possível matar a fome a uns que nunca ouviram falar do Teu Evangelho e da Igreja como espaço de abundância, e a outros que a abandonaram, trocando-Te pelas coisas, com que pretendem encher o seu coração. E Tu continuas a desafiar-nos, dizendo: "Dai-lhes vós de comer.”

Ao iniciar este comentário não posso esquecer as crianças, que há tempos encontrei na India, cheias de fome, com uma cara escorreita, já envelhecida, com uma roupa que não sei como aquecia o corpo,…

XVIII – Domingo do Tempo Comum - "Dai-lhes Vós de Comer"Leitura do Livro de IsaíasEis o que diz o Senhor: «Todos vós que...
31/07/2026

XVIII – Domingo do Tempo Comum - "Dai-lhes Vós de Comer"

Leitura do Livro de Isaías

Eis o que diz o Senhor: «Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite. Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta e o vosso trabalho naquilo que não sacia? Ouvi-Me com atenção e comereis o que é bom; saboreareis manjares suculentos. Prestai-Me ouvidos e vinde a Mim; escutai-Me e vivereis. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a David. Palavra do Senhor

Salmo: Vós abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome.



O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos, e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

Todos têm os olhos postos em Vós, e a seu tempo lhes dais o alimento.

Abris as vossas mãos e todos saciais generosamente.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor está perto de quantos O invocam, de quantos O invocam em verdade.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos, e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e f**aram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Palavra da Salvação

Leitura do Livro de Isaías Eis o que diz o Senhor: «Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem d…

Construir juntos a Igreja em saída!Após 20 meses de um caminho intenso, enriquecedor e dedicado, os grupos e membros do ...
26/07/2026

Construir juntos a Igreja em saída!

Após 20 meses de um caminho intenso, enriquecedor e dedicado, os grupos e membros do nosso Conselho Pastoral concluíram a elaboração do Plano Pastoral Estratégico 2026-2031 da Paróquia de Gueifães.

Expressamos a nossa mais sincera gratidão a todos os membros do Conselho Pastoral pela sua generosa dedicação, fidelidade e resiliência ao longo de todo este caminho de reflexão e discernimento. Agradecemos igualmente ao Pe. Filipe Resende e ao Pe. Joaquim Silva pela orientação atenta, sabedoria e acompanhamento espiritual. Todo este empenho dos nossos grupos paroquiais nasceu do desejo de concretizar o nosso Sonho Pastoral:

"Sermos uma comunidade paroquial atenta e em saída, alegre e acolhedora, onde cada pessoa encontra Cristo vivo, cresce como discípulo missionário e participa numa comunidade fraterna que transforma o mundo."

Agora, entramos na fase mais desafiante desta caminhada: a concretização! Chegou o momento de toda a nossa comunidade, em forte comunhão e colaboração com os grupos paroquiais, "meter mãos na massa" para fazermos germinar estes frutos no nosso dia a dia.

Contamos com o entusiasmo e os carismas de cada um de vós! Vamos juntos edif**ar uma paróquia cada vez mais viva, fraterna e acolhedora!

Após 20 meses de um caminho intenso, enriquecedor e dedicado, os grupos e membros do nosso Conselho Pastoral concluíram a elaboração do Plano Pastoral Estratégico 2026-2031 da Paróquia de Gueifães.…

Reflita Comigo - XVII Domingo do Tempo Comum - "O reino de Deus é semelhante a um tesouro escondido"Tempos atrás, quem i...
25/07/2026

Reflita Comigo - XVII Domingo do Tempo Comum - "O reino de Deus é semelhante a um tesouro escondido"

Tempos atrás, quem imaginaria fazer um seguro por causa de uma caminhada, por causa de um convívio entre cerca de 50 pessoas, porque lhes poderá acontecer isto ou aquilo! Antes, não havia os mesmos riscos?
Hoje, fazemos parte de uma sociedade, que vive de seguros. Seguros para carro, contra terceiros ou contra todos os riscos, seguros de casa, seguros multirriscos, seguros de vida, de viagem, eu não sei quantos mais...
Julgo que isto está a transformar-se numa verdadeira mania, chegando-se ao ponto de haver pessoas que fazem seguro contra o risco do mau tempo em férias. Não nego o valor de toda esta mentalidade, própria de quem pensa, de quem é cauteloso, previdente, mas, reflitamos um momento: um seguro de vida, por exemplo, para que serve, e contra é que se faz tal seguro? Contra a morte? Certamente que não, apenas se assegura que no caso de morte, alguém virá receber determinada quantia, porque nada nem ninguém pode evitar a morte.
A proposta que Jesus nos faz hoje - a de buscarmos o Reino de Deus, é um seguro, não para quem f**a, mas para quem vai, não para que outros gozem dele, mas para benefício próprio. Curiosamente, para fazer e g***r deste seguro, que também tem franquia, não precisamos de dar dinheiro, mas apenas uma atitude: - apostar nEle, ter a coragem de deixar o encanto das pérolas de fantasia, que enganam os nossos olhos, para descobrir, apreciar e possuir o que é invisível, e que só Ele nos dá: a liberdade e a alegria do acreditar nEle. Isto, só é possível, se levarmos o cristianismo a sério, fazendo dele não uma questão de conveniência, mas uma opção pessoal.
No meu entender, esta é a grande questão, que cada vez mais vem ao de cima: - a grande maioria dos cristãos não é constituída por pessoas que se decidiram a seguir Cristo, a descobrir, a incarnar a novidade do seu Evangelho, mas por gente que arrasta, com mais ou menos fidelidade, todo um conjunto de regras, de tradições, de doutrinas que mudam ou podem mudar, como mudam as regras do futebol, do hóquei ou de outra coisa qualquer. O que não muda e mobiliza a pessoa é o Amor.
Apesar de se falar muito dela nas Igrejas e com muita frequência ser uma palavra oca na boca de muitos namorados, apesar de o amor vir de Deus, muitos ainda não o descobriram e também não o reconhecem como tal.
Este é o tesouro que fará de nós outros D. Quixote (bem entendido) como S. Paulo e tantos outros cristãos que ainda hoje merecem o riso dos “inteligentes”, que assim se comportam porque não vivem a aventura, a liberdade e a alegria de quem descobriu este tesouro.

Tempos atrás, quem imaginaria fazer um seguro por causa de uma caminhada, por causa de um convívio entre cerca de 50 pessoas, porque lhes poderá acontecer isto ou aquilo! Antes, não havia os mesmos…

XVII – Domingo do Tempo Comum - "O reino de Deus é semelhante a um tesouro escondido"Leitura do Primeiro Livro dos ReisN...
25/07/2026

XVII – Domingo do Tempo Comum - "O reino de Deus é semelhante a um tesouro escondido"

Leitura do Primeiro Livro dos Reis

Naqueles dias, o Senhor apareceu em sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe: «Pede o que quiseres». Salomão respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David, e eu sou muito novo e não sei como proceder. Este vosso servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se pode contar nem calcular. Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para governar o vosso povo, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?». Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão e disse-lhe: «Porque foi este o teu pedido, e já que não pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria para praticar a justiça, vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti».
Palavra do Senhor

Salmo: Quanto amo, Senhor, a vossa lei!



Senhor, eu disse: A minha herança é cumprir as vossas palavras.

Para mim vale mais a lei da vossa boca do que milhões em ouro e prata.

Console-me a vossa bondade, segundo a promessa feita ao vosso servo.

Desçam sobre mim as vossas misericórdias e viverei,

porque a vossa lei faz as minhas delícias.

Por isso, eu amo os vossos mandamentos, mais que o ouro, o ouro mais fino.

Por isso, eu sigo todos os vossos preceitos

e detesto todo o caminho da mentira.

São admiráveis as vossas ordens, por isso, a minha alma as observa.

A manifestação das vossas palavras ilumina e dá inteligência aos simples.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola. O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos, e o que não presta deitam-no fora.Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas».
Palavra da salvação

Leitura do Primeiro Livro dos Reis Naqueles dias, o Senhor apareceu em sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe: «Pede o que quiseres». Salomão respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar…

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