HISTÓRIA ADMINISTRATIVA/BIOGRÁFICA/FAMILIAR
O mosteiro beneditino de São Cristóvão de Labruja deve a sua fundação ao bispo de Tui, D. Este monarca, a quem D. Hermoígio cedera o convento, veio a doá-lo à Sé de Lugo, em 915. Em 1125, D. Teresa fez doação do mosteiro e se couto à Sé de Tui. Na divisão das igrejas e arcediagados desta diocese, em 1 de Dezembro de 1156, foram anexadas ao mosteiro as igrejas de Cepões, Rendufe e metade da de Romarigães. Em 1242, informa ainda o Padre Avelino Jesus da Costa, o bispo de Tui, D. Lucas, criou o arcediagado de Labruja, que ficou a ter cadeira na Sé de Tui e o mosteiro por cabeça. Nas Inquirições de 1258 figura como sendo do padroado real. O mosteiro acabou por ser extinto em 1460. Cerca de 1520, no Censual de D. Diogo de Sousa, refere-se que o mosteiro fora reduzido a igreja paroquial. Era, então, cabeça do arcediagado de Labruja. Em 1546, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, Labruja foi avaliada com a sua anexa Cepões em 70 mil réis. O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, considera Labruja como paróquia, anexa perpétua ao arcediagado de Labruja e tendo anexa a metade sem cura de São Tiago de Romarigães. Segundo Américo Costa, São Cristóvão de Labruja era vigairaria de renúncia da apresentação do arcediago de Labruja, da Sé de Braga e, em tempos mais remotos, do arcediago do mesmo título da Sé de Tui. Pertence à Diocese de Viana do Castelo desde 3 de Novembro de 1977.