Paróquia de São Luis - Faro

Paróquia de São Luis - Faro Para marcar intenções de missa, pode dirigir-se à sacristia antes da missa começar. Os ensaios são às sexta-feiras às 21h na Igreja Paroquial.

HORÁRIOS:

Abertura da Igreja de São Luís em Faro

De segunda a sexta feira – a igreja abre às 08h00 (porta virada para o Hospital de Faro)

Sábado – 18h30 (porta principal)

Domingo – 09h00 (porta principal)

Eucaristia (Missa)
De segunda a quinta-feira às 08h30, na Igreja Paroquial de São Luís
Nesta Eucaristia quem desejar pode adicionar as suas intenções. Sexta-feira – às 08h30 - Celebraçã

o da Palavra

Sábado – às 19h00 – Missa Vespertina
Nesta Eucaristia quem desejar pode adicionar as suas intenções. Domingo – às 10h30 – Missa
Nesta Eucaristia quem desejar pode adicionar as suas intenções. Mês do Rosário: Maio e outubro
De terça a sexta-feira às 09h30 - Recitação do Santo Rosário Sábado
Sábado – às 18h30 - Recitação do Santo Rosário Sábado
Domingo – às 09h45 - Recitação do Santo Rosário

Capela de São Luís em Faro
Quinta-feira
Das 16h até as 18h00
– Adoração ao Santíssimo Sacramento, com atendimento de confissões. (no mês de agosto está suspenso)
18h00 - Eucaristia

1º Sábado de Cada Mês:
Movimento da Mensagem de Fátima:
09h00 – Eucaristia seguida de Adoração ao Santíssimo Sacramento. Grupo Coral Paroquial
O Coro encontra-se recetivo a acolher quem o queira enriquecer com o Dom da sua Voz. Formação Litúrgica - quarta-feira às 18h30

A formação litúrgica é fundamental para leitores, ministros da comunhão, cantores e acolhimento, pois prepara os fiéis para desempenharem seus papéis específicos na celebração litúrgica com dignidade. (no mês de agosto está suspensa)

Pastoral Social
Reunião mensal 3º sábado de cada mês a partir das 16h
Esta pastoral busca promover a justiça social, a solidariedade e a dignidade humana, muitas vezes através de projetos e ações concretas na comunidade. Agrupamento de Escutas 1172 São Luís -Faro
Endereço: Tv. Corpo Nacional de Escutas 2, 8005-248 Faro
Telefone: 937 411 747
Horário: sábado das 16h00 às 18h00

Cartório Paroquial
Segunda, quarta e sexta - das 10h00 às 12h30
Terças e quintas - Das 15h às 18h00
Sábados, domingos e feriados, o cartório permanece fechado


Atendimento do Pároco
Terça feira – das 16h00 às 18h00.

08/08/2026

Domingo dia 9, preside à Eucaristia da 10h30, o Senhor D. Alexandre Palma, bispo auxiliar de Lisboa.

9 de agosto de 2026 | 19º Domingo do Tempo Comum -Ano A | É nos momentos de crise que a fé amadurece Tensões, conflitos,...
07/08/2026

9 de agosto de 2026 | 19º Domingo do Tempo Comum -Ano A | É nos momentos de crise que a fé amadurece

Tensões, conflitos, incompreensões acompanham sempre as relações Igreja/mundo, mas tornaram-se mais evidentes com o advento do empirismo e do racionalismo, que caraterizaram o pensamento dos séculos XVII e XVIII. A visão puramente naturalista do mundo, bem como a confiança incondicional na razão, pareceram minar os fundamentos da própria fé e do sobrenatural.
Ditada pela suspeita e pelo medo, a resposta imediata dos crentes não foi serena, e o movimento de purif**ação das ideias, da linguagem e das práticas religiosas sofreu atrasos, paragens, repensamentos e involuções. Hoje, já se podem evidenciar as grandes mudanças que, estimuladas pelas provocações seculares, se realizaram, sobretudo, após o Concílio Vaticano II. Do estudo e da meditação da palavra de Deus, finalmente na mão dos cristãos, emerge e é dada ao mundo, não obstante algumas contradições, uma imagem de Deus liberta de categorias arcaicas, um povo rosto do homem, uma Igreja mais evangélica e a proposta de uma sociedade baseada em valores autênticos.
Já no tempo do profeta Elias tinha acontecido algo de semelhante, como nos relata a primeira leitura. Uma mudança de mentalidade ainda maior foi pedida por Jesus aos seus discípulos, como veremos no trecho do evangelho. O caminho da conversão não está ainda concluído. Não só pelos sinais dos tempos, mas também pelas críticas severas dos não-crentes, o Espírito convida os cristãos a projetarem o olhar, a mente e o coração para lá dos horizontes limitados e mesquinhos nos quais o receio de crescer os mantém prisioneiros.
«Levanta-te e come, pois tens ainda um longo caminho a percorrer» - disse o anjo do Senhor a Elias, em fuga para o deserto. O profeta levantou-se, comeu, bebeu, e «reconfortado com aquela comida, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus».
Este famoso relato, do dom do pão e da água por parte do anjo a Elias, é seguido pela revelação do Senhor narrada na primeira leitura.
No trecho evangélico a cena repete-se: os discípulos, alimentados com o pão oferecido por Jesus recebem agora a ordem de se porem em movimento, de entrarem no barco e dirigirem-se para a outra margem. Como Elias, também a eles os espera uma velação do Senhor.
Há vários pormenores estranhos neste episódio. Não é fácil encontrar uma razão para a ordem dada por Jesus: por que é que os manda partir sozinhos? Onde vão àquela hora? Por que não vai com eles? Como é que precisam de tantas horas para atravessar o lago? Não parece ser devido ao mau tempo, já que Ele sobe tranquilo ao monte para rezar e f**a lá até de madrugada. Mas o mais surpreendente é a pretensão de Pedro em querer caminhar sobre as águas e – tratando-se de um nadador experimentado – o seu receio em afundar.
Estes detalhes singulares fazem desconfiar o exegeta. São um convite a olhar o trecho com circunspeção, porque não se trata do relato de prodígio, mas de uma página de teologia redigida com imagens bíblicas.
Algumas destas imagens são bem conhecidas. A escuridão da noite, que está presente, com a sua carga de signif**ados negativos, em numerosos textos do Antigo Testamento. Lembramos, por exemplo, o salmista que, durante a noite, grita ao Senhor sem encontrar sossego. É com esta escuridão que os discípulos se devem confrontar. Caindo a noite, Jesus «obriga-os» a entrar no barco e a dirigirem-se «para a outra margem». Fica-se com a impressão de que eles não queriam, de que preferiam f**ar ao lado do Mestre, mas Ele, após os ter nutrido com o seu pão, quer que partam, que empreendam sozinhos a perigosa viagem. O alimento que lhes deu representa a sua palavra e a sua pessoa presente no sacramento da Eucaristia. Nutridos por este duplo pão, eles têm a força necessária para levar até ao fim a perigosa travessia.
Se Jesus estivesse visivelmente presente no barco, as trevas dissipar-se-iam; a escuridão, porém, é densa.
Ao cair da tarde – digamo-lo já – indica, na linguagem simbólica do evangelista, a conclusão da jornada de Jesus, é o fim da sua vida, é o momento em que Ele «sobe ao monte» sozinho, em que se afasta das multidões e entra definitivamente no mundo de Deus. É por isso que os discípulos estão na escuridão. A escuridão é a imagem da desorientação, da dúvida que surge até mesmo no crente mais convicto. Há momentos em que até mesmo quem é animado por uma fé sólida se sente só, em que faz a experiência angustiante do silêncio de Deus, e em que então se pergunta se as suas opções, os seus sacrifícios, o seu empenho para o bem têm sentido.
Depois há o vento contrário. Os israelitas tinham a experiência do «furação que se levantou do outro lado do deserto» conhecem o «vento leste, que destroça as naus» e o «vento de tempestade» que levanta as ondas e rebenta com os barcos arrastando-os para o abismo, e faz os marinheiros cambalearem como ébrios».
O autor da Carta aos Efésios utiliza esta imagem para descrever o raciocínio insensato do homem, a mentalidade deste mundo, oposta à de Cristo. Lembra ele aos cristãos das suas comunidades: «Deixámos de ser crianças, batidos pelas ondas e levados por qualquer vento de doutrina, ao sabor do jogo dos homens».

Informação Paroquial sobre o fim de semana 15 e 16 de agosto de 2026No sábado dia 15 de agosto, solenidade da Assunção d...
07/08/2026

Informação Paroquial sobre o fim de semana 15 e 16 de agosto de 2026

No sábado dia 15 de agosto, solenidade da Assunção de Nossa Senhora teremos a Eucaristia às 10h30.

No domingo dia 16 de agosto, não teremos a eucaristia habitual às 10h30, por motivo de haver às 18h00, a solene eucaristia dos 60 anos de ordenação sacerdotal do Pe. António Rocha.

9 de agosto de 2026 – Liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum – Ano ALEITURA I 1Rs 19, 9a.11-13aLeitura do Primeiro Livro...
03/08/2026

9 de agosto de 2026 – Liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum – Ano A

LEITURA I 1Rs 19, 9a.11-13a

Leitura do Primeiro Livro dos Reis

Naqueles dias, o profeta Elias chegou ao monte de Deus, o Horeb, e passou a noite numa gruta. O Senhor dirigiu-lhe a palavra, dizendo: «Sai e permanece no monte à espera do Senhor». Então, o Senhor passou. Diante d’Ele, uma forte rajada de vento fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento, sentiu-se um terramoto; mas o Senhor não estava no terramoto. Depois do terramoto, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo, ouviu-se uma ligeira brisa.
Quando a ouviu, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e ficou à entrada da gruta.

Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Sl 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

Refrão: Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor
e dai-nos a vossa salvação.

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a quantos de coração a Ele se convertem.
A sua salvação está perto dos que O temem,
e a sua glória habitará na nossa terra.

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra,
e a justiça descerá do Céu.

O Senhor dará ainda o que é bom,
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente,
e a paz seguirá os seus passos.



LEITURA II Rm 9, 1-5

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Em Cristo digo a verdade, não minto, e disso me dá testemunho a consciência no Espírito Santo: Sinto uma grande tristeza e uma dor contínua no meu coração. Quisera eu próprio ser anátema, separado de Cristo, para bem dos meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, que são israelitas, a quem pertencem a adoção filial, a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas, a quem pertencem os Patriarcas e de quem procede Cristo segundo a carne, Ele que está acima de todas as coisas, Deus bendito por todos os séculos. Amen.

Palavra do Senhor.



EVANGELHO Mt 14, 22-33

+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus, e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus».

Palavra da salvação.



REFLEXÃO

A palavra do Senhor neste XIX Domingo, é rica em simbolismo, nos apresenta a metáfora do caminho da Igreja na história, tempo entre a Páscoa e a parusia, e nos convida a abandonarmo-nos com confiança a Deus em cada momento desta travessia. Pois Deus é o amigo sempre presente na nossa vida e na nossa história… Ele está nos tempos de paz e de calma, tal como nos momentos de tempestade e de crise… E quando O chamamos, quando batemos ao Seu coração, Ele estende-nos sempre a Sua mão; Ele dá a paz e a salvação a quantos de coração a Ele se convertem (Salmo).

Todos nós sentimos a necessidade desta experiência da proximidade de Deus. Pois, por vezes, as convicções mais profundas desvanecem-se e surgem as dúvidas e os fantasmas. Não chega ouvir falar de Deus. Precisamos de ter momentos privilegiados onde a intimidade de Deus esteja, de algum modo, ao alcance da nossa experiência humana… precisamos de encontrar tempo e disponibilidade para consultar o coração e interrogar a Palavra de Deus e perceber a presença de Deus, as indicações que Ele deixa na nossa história e na vida do mundo.

Mas como é que Deus, hoje se aproxima de nós e nos demonstra que é o amigo que não nos abandona, mesmo em situações difíceis?

O fragmento do Primeiro Livro dos Reis [1ª leitura], pertence à história do profeta Elias, o defensor dos direitos do Deus, perante a perversidade da rainha fenícia Jezabel, que mandava matar os profetas do Deus de Israel e protegia os profetas do ídolo Baal. Face à perseguição da rainha o profeta teve de fugir para salvar a vida, dirigindo-se para o deserto em direção ao monte Horeb. E é aí que, enquanto está refugiado no silêncio de uma gruta, sem força e sem esperança, vai fazer a experiência da presença de Deus que passa e se manifesta, não na violência do furacão, nem no terramoto ou no fogo, mas no sussurro da brisa, no silêncio que fala.

Também Jesus [Evangelho], após o milagre da multiplicação dos pães, de despedir a multidão e enviar os discípulos para a outra margem, sente necessidade de se retirar sozinho, em oração, de regressar à fonte para se recarregar de força e obter de novo a energia necessária para ensinar, se fazer próximo do próximo na escuta, e no curar as feridas… E lá está ao cair da tarde.

Ao mesmo tempo, na sua travessia, os discípulos sentem-se abandonados, deixados sozinhos a lutar contra ondas e ventos contrários. Eles não veem o piquete de prevenção nem os nadadores salvadores… Então, Jesus, caminhando sobre as águas vai em seu socorro, vai salvá-los… Mas, como com o medo a noite é ainda mais escura, eles não reconhecem Jesus; pensam ser um fantasma e não o seu salvador. Só a voz do amigo acalma a tempestade do vento e do coração, das ondas e do medo: Coragem! Sou Eu; não temais.

Nem sempre a nossa vida é mar calmo, sem tempestades, frustrações ou desânimo; há risco e noite, há fé mesclada com a dúvida… Quantas vezes somos discípulos contrariados porque o Mestre nos envia numa hora em que se avizinham as sombras da noite e o pessimismo e insegurança nos fazem augurar o fracasso? Quantas vezes pedimos a Deus que se manifeste, nos indique caminhos, nos dê forças e nos parece que os pedidos caem no vazio, não vemos nem sentimos nada de extraordinário, de espantoso!?… Quantas vezes nos surge a dúvida: o caminho que se está a fazer é para a vida ou para a morte? O Senhor é de confiança, ou tornou-se como “uma corrente traiçoeira, de águas inconstantes” (Jr 15, 18)?

De facto na travessia da vida, a nossa humanidade, aparentemente só, não sabe lidar com a tempestade. E esquece facilmente que o sussurro de Deus só se ouve quando fazemos silêncio, que a brisa ligeira obriga a estar atentos ao pequeno, ao insignif**ante: àquela palavra, àquele sorriso, àquele gesto inesperado que anima e conforta… Esquece, como mostra o Evangelho, que o feito impossível de caminhar sobre as águas se torna possível – pela fé – quando o olhar do crente está fixo em Jesus, quando o fim do seu caminho é “ir ao encontro de Jesus” (Mt 14, 28).

Um crente nunca pode dizer: eu estou sozinho com as minhas forças; pois aliada à nossa força está sempre a força de Deus, aliada à nossa respiração está sempre a respiração de Deus. Ele não suporta ver-nos a batalhar sozinhos no meio das ondas mas vem sempre ao nosso encontro, para nos estender a mão e dizer-nos: coragem, sou eu, não temais…

Aceitemos o convite do Senhor; escutemos a sua voz, deixemos que Ele ocupe o centro da barca da nossa vida, dizendo-lhe muitas vezes, na brisa suave ou na tempestade, no monte ou no mar: tu és verdadeiramente o Filho de Deus. E assim, com Ele e sob a proteção da Senhora de Fátima, venceremos o medo, a desconfiança e a timidez, e chegaremos à outra margem, à eternidade, ao coração do Pai.



ORAÇÃO UNIVERSAL OU DOS FIÉIS

Caríssimos cristãos:
Oremos a Deus nosso Pai, que nos escuta quando O invocamos,
e apresentemos-Lhe as nossas preces por todos os homens,
dizendo (ou: cantando), numa só voz:

R. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.
Ou: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.
Ou: Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo.

1. Pela Igreja de N., suas paróquias e fiéis,
para que Deus lhes revele o mistério
do vento forte, do fogo ardente e da brisa leve,
oremos.

2. Pelos párocos, missionários e irmãos leigos,
para que tenham confiança e nada temam,
pois Jesus é mais forte que a força das ondas,
oremos.

3. Pelos candidatos ao ministério e à vida religiosa,
para que, na fidelidade à vocação que receberam,
procurem os dons de Deus mais excelentes,
oremos.

4. Pelo povo da primeira aliança e das promessas,
para que em Cristo, descendente de David,
descubra o Messias enviado por Deus,
oremos.

5. Pelos emigrantes das nossas comunidades,
para que a palavra de Deus os faça crescer na fé
e Jesus lhes estenda as mãos nas dificuldades da vida,
oremos.

(Outras intenções: os que proclamam os direitos de Deus e dos homens …).



Senhor, que estais sempre junto daqueles
a quem as tempestades deste mundo põem em perigo, fazei que eles reconheçam a vossa presença e descubram que não podem caminhar sem a vossa luz e a vossa força.
Por Cristo Senhor nosso.

01/08/2026

2 de agosto de 2026 – 18º Domingo do Tempo Comum – Ano A | Os que estão saciados também tem fome

«O Senhor salva os oprimidos e dá pão aos que têm fome» são as palavras com que o israelita piedoso professa a sua fé na providência. O mesmo diz Maria no seu canto de louvor: «aos famintos encheu de bens».
Mas como podem ser verdadeiras estas afirmações se um quarto da humanidade vive em condições de miséria absoluta, se em cada dia morrem de fome dezenas de milhar de crianças, se milhões de pessoas procuram comida na lixeira? Deus, que veste os lírios do campo e alimenta os pássaros do céu, ter-se-á talvez esquecido dos seus filhos? Por que é que o Pai não ouve a oração de quem todos os dias lhe pede «o pão nosso de cada dia nos dai hoje»?
Os indigentes têm fome, mas também os que vivem na abundância estão tristes, frustrados, sós; a gratif**ação de possuir dura poucos dias, ou até mesmo poucas horas, e depois volta a ansiedade, e o vazio interior obriga a procurar desesperadamente outros bens. Querer ter mais não sacia, mas aumenta a fome, e desencadeia um vórtice de morte sem saída.
Esta espiral pode ser interrompida. É possível encontrar o pão que sacia e o banquete onde abunda o vinho da alegria, mas há só um caminho para lá chegar, não há atalhos. As estradas que passam pelas boutiques, pelas ourivesarias e pelos antiquários são vistas como «vias da felicidade», mas são enganadoras. O caminho milagreiro, aquele de quem convida a suplicar por intervenções sobrenaturais, é igualmente ilusório; o Senhor não tem intenções de se substituir ao homem.
Há, porém, um prodígio que Ele promete, e que é realizado pela sua palavra: lá onde o Evangelho é acolhido, os corações desintoxicam-se do egoísmo e desabrocha a solidariedade e a partilha. Quando emergem estes sentimentos, a fome de pão desaparece e é saciada a sede de amor.

31/07/2026

Diocese do Algarve enviou convite à comunicação social para estar presente A tomada de posse canónica do bispo do Algarve eleito, D. Vitorino Soares, terá lugar pelas 11h30, na Sé de Faro no próximo dia 19 de setembro. A informação foi dada pelo Gabinete de Informação da Diocese do Algarv...

31/07/2026

Depois da tomada de posse canónica de D. Vitorino Soares, D. Manuel Quintas passará a ser bispo emérito da diocese algarvia Após a entrada do novo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas regressará à sua Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) e já lhe foi indicada a comun...

2 de agosto de 2026 – Liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum – Ano ALEITURA I Is 55, 1-3Leitura do Livro de IsaíasEis o ...
27/07/2026

2 de agosto de 2026 – Liturgia do 18º Domingo do Tempo Comum – Ano A

LEITURA I Is 55, 1-3

Leitura do Livro de Isaías

Eis o que diz o Senhor:
«Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas. Vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei. Vinde e comprai, sem dinheiro e sem despesa, vinho e leite. Porque gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta e o vosso trabalho naquilo que não sacia? Ouvi-Me com atenção e comereis o que é bom; saboreareis manjares suculentos. Prestai-Me ouvidos e vinde a Mim; escutai-Me e vivereis. Firmarei convosco uma aliança eterna, com as graças prometidas a David.

Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Sl 144 (145), 8-9.15-16.17-18 (R. cf. 16)

Refrão: Abris, Senhor, as vossas mãos
e saciais a nossa fome.

O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos,
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

Todos têm os olhos postos em Vós,
e a seu tempo lhes dais o alimento.
Abris as vossas mãos
e todos saciais generosamente.

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade.



LEITURA II Rm 8, 35.37-39

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? Mas em tudo isto somos vencedores, graças Àquele que nos amou. Na verdade, eu estou certo de que nem a morte nem a vida, nem os Anjos nem os Principados, nem o presente nem o futuro, nem as Potestades nem a altura nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus, Nosso Senhor.

Palavra do Senhor.



EVANGELHO Mt 14, 13-21

+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos, e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e f**aram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Palavra da salvação.



REFLEXÃO

Quando pretendemos comprar alguma coisa, sobretudo se o valor pedido é elevado, procuramos antes saber se o preço indicado corresponde ao real valor. Estamos sempre em risco de ser enganados, pagando somas elevadas sem ser necessário. Além disso, se o dinheiro que temos é escasso, tentamos ajustar os gastos às nossas possibilidades, para fazermos uma boa administração.

1. A virtude da esperança

O verdadeiro sentido da vida. «Vaidade das vaidades – diz Coelet – vaidade das vaidades: tudo é vaidade. Quem trabalhou com sabedoria, ciência e êxito, tem de deixar tudo a outro que nada fez. Também isto é vaidade e grande desgraça.»

Vaidade não se refere ao defeito de querer brilhar diante dos outros; tem aqui o sentido de vanidade, coisa vã, oca, sem valor.

O Livro de Coelet — a palavra signif**a “aquele que fala na assembleia” — é um conjunto de sentenças no Antigo Testamento. Era frequentemente lido nas celebrações litúrgicas da Igreja, de modo que ficou conhecido pelo nome de Eclesiastes.

À primeira vista, parece destinado a destruir todas as certezas e seguranças da vida, pelo seu impressionante pessimismo. Na verdade, o autor parece negar qualquer possibilidade de encontrar um sentido para a vida… Defende que o homem é incapaz de ter acesso à “sabedoria” — à felicidade —, que não há qualquer novidade no mundo e que estamos fatalmente condenados a repetir os mesmos desafios, que o esforço humano é vão e inútil, que é impossível conhecer Deus e que, aconteça o que acontecer, nada vale a pena porque a morte está sempre no horizonte e iguala-nos com os ignorantes e os animais…

Esta seria uma leitura superficial do texto que ouvimos proclamar.

O que ele pretende, na verdade, é derrubar os muitos ídolos que nós somos tentados a adorar: a riqueza, a ciência vã, a importância social e outros, colocando-nos no caminho da procura do verdadeiro Deus e da verdadeira felicidade.

A grande lição que o livro do “Qohélet” nos deixa é a demonstração da incapacidade de o homem, por si só, encontrar uma saída, um sentido para a sua vida, e ajuda-nos a levantar o nosso olhar para Deus, onde se encontra a verdadeira segurança e o nosso futuro no Céu.

Quando terminou o campeonato europeu de futebol, muitas pessoas sentiram um vazio como se as suas vidas deixassem de ter sentido ou de encontrarem qualquer atrativo no mundo.

Vivemos emoções passageiras e não em valores fortes que orientam a nossa vida. Está de moda o “gostei”… “disse-me muito…” Com este critério tornamo-nos escravos, porque não usamos da inteligência, da vontade e da liberdade para fazer escolhas. Movemos apenas guiados por emoções passageiras que nos deixam com a alma vazia.

Uma pessoa sem fé, ao tomar consciência de que em breve deixaremos todos os bens materiais, cai inevitavelmente no pessimismo.

A insegurança do dinheiro nos bancos, fazendo desaparecer o suporte de uma reforma tranquila, merecida por uma vida de trabalho e cuidado económico; os dias incertos da Segurança Social; a precariedade do emprego e outros factores aumentam a nossa instabilidade e desencorajam a muitos de amealhar para o futuro.

Como garantir uma vida segura, sem incertezas?

Deus não quer esta angústia em que as pessoas vivem, por causa da insegurança da vida temporal. Mas podemos aproveitá-la, à luz da fé, para meditar na advertência de Jesus: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.» (Mateus 6, 19-21).

2. A verdadeira esperança

A avareza, falsa esperança. «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens».

• Os nossos interesses. Um dos ouvintes de Jesus tentou mobilizá-l’O parra a sua causa. Pediu-lhe que fosse convencer o seu irmão a repartir com ele a herança. Era tudo o que este homem pretendia de Jesus. Não estava interessado na Sua doutrina, nem no poder de fazer milagres, mas apenas na herança.

Quando tantos se aproximavam de Jesus a pedir a saúde para si ou para os seus, o perdão dos pecados, este homem está hipnotizado pelos bens materiais. Jesus quer ajudá-lo a ser mais ambicioso, a olhar para o Céu.

É o momento para nos interrogarmos: quais são os bens que pedimos ao Senhor, quando rezamos ou fazemos uma promessa? Recuperação da saúde para nós ou para os nossos… emprego, êxito num negócio… Só bens da terra!

Lembrámo-nos alguma vez de pedir a nossa conversão, a ajuda para combater um defeito ou alcançar uma virtude, ou uma ajuda espiritual para os nossos familiares?

A avareza é a gula dos bens, uma gula desenfreada que nunca se sacia. Deseja sempre mais.

O equilíbrio no uso dos bens torna-se difícil, porque herdamos o pecado original com todas as inclinações desordenadas.

Há muitas formas de avareza motivada pelo apego aos bens.

• Um guia prático do cristão. A liberdade em relação aos bens — aqueles que vivem no mundo têm de os usar — é muto difícil nos dias de hoje. Como pessoas que vivem no mundo, podemos acertar numa lista de critérios.

Levar uma vida digna. Há um nível social que é preciso manter na família: no arranjo pessoal na dignidade da casa, com o mínimo indispensável à vida. Ultrapassar estes limites leva ao luxo e à ostentação.

O esbanjamento. Este modo de proceder é também um modo desordenado de utilizar os bens materiais que O Senhor colocou ao nosso dispor.

Não se privar do necessário, por apego ao dinheiro. Esta atitude é diferente da que toma a pessoa prudente, guardando algumas economias para situações inesperadas.

Não guardar inutilidades. Às vezes guardamos coisas que não usamos há muito tempo, nem planeamos usar. Talvez pudessem servir para ajudar uma pessoa carenciada.

• O que devemos pedir. Depois de ter mostrado o inferno aos Pastorinhos e de lhes ter revelado o segredo, Nossa Senhora acrescentou com tristeza: “Vão muitas almas para o inferno, por não haver quem reze e se sacrifique por elas.”

Lembramo-nos de pedir pelas pessoas que andam desorientadas, na vida de pecado, para que consigam libertar-se das cadeias do Inimigo? Ou continuamos com uma insensibilidade cruel perante esta desgraça?



ORAÇÃO UNIVERSAL OU DOS FIÉIS

Irmãos e irmãs em Cristo:
Imploremos a Deus Pai todo-poderoso que tenha compaixão dos seus fiéis
e dos homens e mulheres que não têm fé, dizendo (ou: cantando), com toda a confiança:

R. Deus omnipotente, vinde em nosso auxílio.
Ou: Ouvi-nos, Senhor.
Ou: Ouvi, Senhor, o vosso povo.

1. Pelo Papa N., e pelos bispos, presbíteros e diáconos,
para que saibam incutir nos fiéis a certeza
de que nada os pode separar do amor de Deus,
oremos.

2. Pelos governantes de todos os povos,
para que Deus lhes dirija a mente e o coração
na luta sem tréguas contra a injustiça e a miséria,
oremos.

3. Pelos homens e mulheres desiludidos da vida,
para que descubram a força da Boa Nova de Cristo
e nela encontrem a felicidade,
oremos.

4. Pelos fiéis que chegaram ao fim da vida,
para que Deus os guarde na sua graça
e os receba no seu reino de paz,
oremos.

5. Por todos nós aqui presentes em assembleia,
para que, depois da nossa peregrinação sobre a terra,
sejamos recebidos nas moradas celestes,
oremos.

(Outras intenções: lares onde o amor desapareceu; nossos fiéis defuntos …).

Deus clemente e compassivo,
que velais com cuidado pelos seres humanos e conheceis aquilo que lhes falta, preparai os seus corações para Vos acolherem a Vós mesmo.
Por Cristo Senhor nosso.

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