Paróquia de São Luis - Faro

Paróquia de São Luis - Faro Para marcar intenções de missa, pode dirigir-se à sacristia antes da missa começar. Os ensaios são às sexta-feiras às 21h na Igreja Paroquial.

HORÁRIOS:

Abertura da Igreja de São Luís em Faro

De segunda a sexta feira – a igreja abre às 08h00 (porta virada para o Hospital de Faro)

Sábado – 18h30 (porta principal)

Domingo – 09h00 (porta principal)

Eucaristia (Missa)
De segunda a quinta-feira às 08h30, na Igreja Paroquial de São Luís
Nesta Eucaristia quem desejar pode adicionar as suas intenções. Sexta-feira – às 08h30 - Celebraçã

o da Palavra

Sábado – às 19h00 – Missa Vespertina
Nesta Eucaristia quem desejar pode adicionar as suas intenções. Domingo – às 10h30 – Missa
Nesta Eucaristia quem desejar pode adicionar as suas intenções. Mês do Rosário: Maio e outubro
De terça a sexta-feira às 09h30 - Recitação do Santo Rosário Sábado
Sábado – às 18h30 - Recitação do Santo Rosário Sábado
Domingo – às 09h45 - Recitação do Santo Rosário

Capela de São Luís em Faro
Quinta-feira
Das 16h até as 18h00
– Adoração ao Santíssimo Sacramento, com atendimento de confissões. (no mês de agosto está suspenso)
18h00 - Eucaristia

1º Sábado de Cada Mês:
Movimento da Mensagem de Fátima:
09h00 – Eucaristia seguida de Adoração ao Santíssimo Sacramento. Grupo Coral Paroquial
O Coro encontra-se recetivo a acolher quem o queira enriquecer com o Dom da sua Voz. Formação Litúrgica - quarta-feira às 18h30

A formação litúrgica é fundamental para leitores, ministros da comunhão, cantores e acolhimento, pois prepara os fiéis para desempenharem seus papéis específicos na celebração litúrgica com dignidade. (no mês de agosto está suspensa)

Pastoral Social
Reunião mensal 3º sábado de cada mês a partir das 16h
Esta pastoral busca promover a justiça social, a solidariedade e a dignidade humana, muitas vezes através de projetos e ações concretas na comunidade. Agrupamento de Escutas 1172 São Luís -Faro
Endereço: Tv. Corpo Nacional de Escutas 2, 8005-248 Faro
Telefone: 937 411 747
Horário: sábado das 16h00 às 18h00

Cartório Paroquial
Segunda, quarta e sexta - das 10h00 às 12h30
Terças e quintas - Das 15h às 18h00
Sábados, domingos e feriados, o cartório permanece fechado


Atendimento do Pároco
Terça feira – das 16h00 às 18h00.

17/06/2026

Informacão de última hora: quinta feira dia 18 de junho nao haverá a Adoracão ao Santíssimo, confissões e eucaristia por formação dos sacerdotes.

17/06/2026

Bom dia, informamos o seguinte: a formacão litúrgica que se realiza ás quartas feiras está suspensa até setembro. Amanhã quinta feira dia 18 de junho temos só a Adoração ao Santíssimo Sacramento das 16h ás 18h00, por os sacerdotes estarem em atividade diocesana todo o dia não haverá atendimento de confissões e eucaristia.

15/06/2026
21 de junho de 2026 | Liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum – (Na paróquia celebra-se a liturgia do Aniv. da dedicação ...
15/06/2026

21 de junho de 2026 | Liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum – (Na paróquia celebra-se a liturgia do Aniv. da dedicação da igreja).

LEITURA I Jr 20, 10-13

Leitura do Livro do profeta Jeremias

Disse Jeremias:

«Eu ouvia as invetivas da multidão: ‘Terror por toda a parte! Denunciai-o, vamos denunciá-lo!’. Todos os meus amigos esperavam que eu desse um passo em falso: Talvez ele se deixe enganar, e assim o poderemos dominar e nos vingaremos dele’. Mas o Senhor está comigo como herói poderoso, e os meus perseguidores cairão vencidos. F**arão cheios de vergonha pelo seu fracasso, ignomínia eterna que não será esquecida. Senhor do Universo, que sondais o justo e perscrutais os rins e o coração, possa eu ver o castigo que dareis a essa gente, pois a Vós confiei a minha causa. Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, que salvou a vida do pobre das mãos dos perversos».

Palavra do Senhor.



SALMO RESPONSORIAL Sl 68 (69), 8-10.14.17. 33-35 (R. 14c)

Refrão: Pela vossa grande misericórdia, atendei-me, Senhor.

Por Vós tenho suportado afrontas,
cobrindo-se meu rosto de confusão.
Tornei-me um estranho para os meus irmãos,
um desconhecido para a minha família.
Devorou-me o zelo pela vossa casa,
e recaíram sobre mim os insultos contra Vós.

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,
no momento propício, meu Deus.
Pela vossa grande bondade, respondei-me,
em prova da vossa salvação.
Tirai-me do lamaçal, para que não me afunde,
livrai-me dos que me odeiam e do abismo das águas.

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos.
Louvem-n’O o céu e a terra,
os mares e quanto neles se move.



LEITURA II Rm 5, 12-15

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram. De facto, até à Lei, existia o pecado no mundo. Mas o pecado não é levado em conta, se não houver lei. Entretanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo para aqueles que não tinham pecado por uma transgressão à semelhança de Adão, que é figura d’Aquele que havia de vir. Mas o dom gratuito não é como a falta. Se pelo pecado de um só todos pereceram, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens.

Palavra do Senhor.



EVANGELHO Mt 10, 26-33

+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Não tenhais medo dos homens, pois nada há encoberto que não venha a descobrir-se, nada há oculto que não venha a conhecer-se. O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido proclamai-o sobre os telhados. Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei antes Aquele que pode lançar na geena a alma e o corpo. Não se vendem dois passarinhos por uma moeda? E nem um deles cairá por terra sem consentimento do vosso Pai. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Portanto, não temais: valeis muito mais do que todos os passarinhos. A todo aquele que se tiver declarado por Mim diante dos homens, também Eu Me declararei por ele diante do meu Pai que está nos Céus. Mas àquele que Me negar diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos Céus».

Palavra da salvação.



REFLEXÃO

1.Vencer o medo e testemunhar a fé

Jeremias exerceu a missão profética no reino de Judá em tempos conturbados e chega a sofrer e a pôr em risco a vida, pela sua fidelidade a Deus, manifestada no desassombro com que anuncia a verdade, em desacordo com as medidas que estão a ser tomadas.

Diante do perigo da invasão de Jerusalém por Nabucodonosor, rei de Babilónia, o rei e os principais conselheiros propõem-se fazer uma aliança com o Egito, deixando de confiar na proteção de Deus e colocando o Povo de Israel em perigo de perder a fé, em contacto com povos pagãos.

Isaías sofre perseguição, chegando a estar em risco a sua vida e o profeta lamenta-se.

• Vitória sobre o medo. «Disse Jeremias: “Eu ouvia as invectivas da multidão: ‘Terror por toda a parte! Denunciai-o, vamos denunciá-lo!’ Todos os meus amigos esperavam que eu desse um passo em falso: ‘Talvez ele se deixe enganar e assim poderemos dominar e nos vingaremos dele’.»

Anunciar a Palavra de Deus que exige conversão pessoal, mudança de vida, cria inimizades e antipatias, levadas até à perseguição de quem o faz.

Isaías, porque sabe que Deus não quer a aliança dos judeus com os egípcios, proclama-o com fortaleza, mas tem de sofrer por causa disso. Repetem as palavras que antes anunciara – ‘Terror por toda a parte! – para escarnecer dele e ameaçam denunciá-lo como inimigo do seu povo, e tratam-no como tal.

Jeremias é metido numa cisterna com água até ao pescoço e sem comida, mas isto não o impede de continuar a proclamar a vontade de Deus, vencendo o medo.

O profeta é um exemplo, no Antigo Testamento, de fortaleza heroica, permanecendo fiel à vontade de Deus.

O medo continua a roubar a liberdade a muitos cristãos de hoje. Leva algumas pessoas a fingir o que não são, pelo respeito humano e a encolher-se, quando deviam defender os seus direitos e os dos seus semelhantes.

Nos nossos ambientes paganizados, para ser simpáticos, muitos omitem a oração, os sinais religiosos, e apoiam o mal.

Por detrás da situação incómoda do profeta perseguido há sempre uma razão dos inimigos para o rejeitarem, mas nem sempre esta verdadeira razão aparece. Muitas vezes, é disfarçada sob um pretexto que parece bom.

Na verdade, aquele ou aquela que se propõe ser fiel ao Senhor, acaba por se tornar uma pessoa incómoda, para quem não procede retamente.

• Pertence ao Senhor a última palavra. «Mas o Senhor está comigo como herói poderoso e os meus perseguidores cairão vencidos. F**arão cheios de vergonha pelo seu fracasso, ignomínia eterna que não será esquecida.»

Nada acontece aos que procuram fazer a vontade de Deus e sofrem por Ele, sem a permissão do Senhor. E, como Deus é o melhor dos pais, nada permite que lhe aconteça de desagradável, se dessa provação não pode vir um grande bem para aquele que a sofre.

Jeremias chega a estar em perigo de vida, mas acaba por sobrevier e acompanhar o Povo de Deus para o exílio de Babilónia, continuando aí a ser o mensageiro de Deus.

Deus continua a ser o Senhor do universo e nada se pode subtrair ao Seu império, embora nos pareça, por falta de fé, que sai derrotado pelos homens.
As perseguições contra os cristãos em todo o tempo e lugar, parecendo uma desgraça e derrota de Deus, acabam por oferecer à Igreja o tesouro dos seus mártires, que são sementes de novos cristãos.

Deus permite que em todo o mundo, tornado uma “aldeia global”, a Igreja esteja a ser perseguida em leis frontalmente contrárias à lei e moral cristãs, pondo os cristãos na alternativa de lhes obedecer, ou de serem penalizados. Em muitas circunstâncias enfrentam mesmo a morte, só por serem cristãos.

Não podemos esquecer que somos cidadãos de dois mundos e que, portanto, nunca podemos abdicar dos nossos direitos e deveres na sociedade civil. Em muitos casos, gente sem consciência e sem coração, chegam a postos cimeiros nas sociedades de maioria cristã, pela colaboração ativa ou pelo encolher de ombros dos que estavam iluminados pelo Evangelho. A cobardia dos bons oferece aos perseguidores a espada para os ferir.

Outras vezes, deixam-se enganar ingenuamente, entregando o poder de governo a quem vai governar mal. Por preguiça, incoerência ou por outro motivo, entregam “a bolsa de ouro ao ladrão.”

Jeremias manifesta a sua confiança em Deus e nunca abdica da condição de profeta, continuando a anunciar aquilo que lhe parece ser a vontade de Deus.

• Confiança inabalável no Senhor. «Senhor do Universo, que sondais o justo e perscrutais os rins e o coração, possa eu ver o castigo que dareis a essa gente, pois a Vós confiei a minha causa.»

Jeremias, na oração que faz no meio do sofrimento, pede o castigo dos que o molestam. Estamos ainda no Antigo Testamento e Jesus ainda não tinha purif**ado a Lei das deformações que os homens lhe introduziram.

Não pedimos castigo para quem persegue a Igreja, mas a infinita misericórdia do Senhor tem outra resposta a dar. Muitos mártires da Igreja, pedem misericórdia para os que lhe dão a morte, ou fazem sofrer. Santo Estêvão ao morrer por apedrejamento, pediu pelos perseguidores, e é mesmo possível que o seu martírio tenha alcançado de Deus a conversão de Saulo, seu companheiro de estudos na escola de Gamaliel.

No meio das incomodidades que nos causam, motivadas pela nossa fidelidade a Deus, devemos pedir pelos perseguidores, para que o Senhor lhes conceda a graça da conversão.

O castigo que nós queremos ver é o de Saulo às portas de Damasco, transformando-se, de perseguidor, no maior Apóstolo de todos os tempos.

Temos de vigiar cuidadosamente o nosso coração, para que não se instalem nele, a qualquer pretexto, sentimentos de aversão ou de vingança. Não são sentimentos compatíveis com a nossa fé.

Deus é a nossa fortaleza contra todos os medos que o Inimigo tenta incutir-nos. Por isso, cantamos-Lhe: Pela vossa grande misericórdia, atendei-me, Senhor.



ORAÇÃO UNIVERSAL OU DOS FIÉIS

Irmãs e irmãos em Cristo:
Elevemos as nossas preces ao Senhor, que, pela sua grande misericórdia,
pode libertar a vida dos pobres, e peçamos com fé (cantando):

R. Ouvi-nos, Senhor.
Ou: Senhor, nós temos confiança em Vós.
Ou: Senhor, vinde em nosso auxílio.

1. Pelo nosso Bispo N., presbíteros e diáconos,
para que dirijam a Igreja de N. com sabedoria,
no caminho da santidade e da salvação,
oremos.

2. Pelos governos e autoridades deste mundo,
para que digam a verdade aos cidadãos
e não se sirvam do poder em seu proveito,
oremos.

3. Pelos que lutam por mais justiça e bem-estar,
para que o façam segundo o Evangelho
e defendam corajosamente quem é mais fraco,
oremos.

4. Por aqueles a quem Deus chama no seu íntimo,
para que busquem com ardor os bens eternos
e se declarem por Jesus em toda a parte,
oremos.

5. Por nós próprios que escutámos a Palavra,
para experimentarmos o perdão de Deus,
que supera todos os nossos pecados,
oremos.

(Outras intenções: defuntos que amaram o Senhor servindo o próximo …).

Reunidos, Pai santo, em assembleia,
celebramos a grande indulgência que veio até nós em vosso Filho Jesus Cristo, e Vos pedimos que, por seus méritos infinitos, nos perdoeis todos os pecados e as suas p***s.
Por Cristo Senhor nosso.

14 de junho de 2026 – 11º Domingo do Tempo Comum – Ano A | Primogénito: uma responsabilidade, não um privilégioO número ...
13/06/2026

14 de junho de 2026 – 11º Domingo do Tempo Comum – Ano A | Primogénito: uma responsabilidade, não um privilégio
O número de padres e freiras diminuiu dramaticamente, os abandonos aumentam, a média de idade sobe e as perspetivas de uma inversão de tendência são praticamente nulas. Que fazer? A resposta é óbvia: «Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.» sem dúvida que é preciso rezar diariamente pelas vocações sacerdotais e religiosas, mas restringir a estas categorias de cristãos a aplicação do trecho evangélico que nos é proposto hoje é incorreto e até mesmo perigoso: leva a pensar que somente estas pessoas se devem empenhar no serviço à comunidade, e pressupõe que o povo de Deus seja um rebanho de «ovelhas sem pastor», seja uma «seara» que não é ceifada e que se perde por falta de «ceifeiros».
A objeção mais importante a esta interpretação nasce do facto que não se percebe por que motivo se deve rezar a Deus para que mande pastores para o seu rebanho e trabalhadores para o seu campo. Se assim fosse, estaria a comportar-se de uma forma irritante: nós aqui a trabalhar para além das nossas forças, noites e dias dedicados ao estudo da Palavra de Deus, ao anúncio do Evangelho e ao apostolado, enquanto Ele estaria a assistir, impassível, à dispersão das ovelhas e à perda da colheita. Daria vontade de desistir e pensar noutra coisa.
Os doze discípulos – digamo-lo já – não representam os padres e as freiras, mas todo o povo de Deus e, nesta perspetiva, a interpretação do trecho muda. É cada discípulo que é chamado a cumprir uma missão no campo – que é o mundo. Seja qual for a sua condição de vida ( casado ou celibatário, formado ou ignorante, forte ou fraco…) cada um deve empenhar-se na construção do Reino de Deus.
Agora, é clara a razão pela qual é urgente a oração: não se trata de convencer Deus, mas de mudar o coração do homem. Ao homem é pedido que desapegue a sua própria mente e o seu próprio coração dos critérios e juízos deste mundo, que assimile os pensamentos de Deus e que adote a vida nova proposta por Cristo. Como obter esta conversão, esta transformação radical? Só o diálogo com Deus e a meditação da sua Palavra podem realizar o prodígio. É esta a oração que Jesus recomenda a cada um de nós hoje.
Vamos agora ao chamamento e ao envio dos doze.
Há uma diferença notável entre o comportamento do mestre Jesus e o dos rabis do seu tempo. Estes rodeavam-se de discípulos para os tornarem, por sua vez, rabis honrados, e serem servidos e bem retribuídos. Jesus chama os seus para o serviço. Sente compaixão pelo seu povo, porque não vê ninguém que cuide dele: nem os chefes políticos nem as autoridades religiosas. Estes procuram defender os seus próprios interesses, as próprias vantagens e as perspetivas de carreira. Procuram os privilégios, querem melhorar as suas próprias vidas e desleixam o cuidado do povo que tem fome, está doente, vive na opressão e é vítima de abusos.
Jesus é sensível às necessidades e às dores das pessoas. Nos Evangelhos encontra-se ap***s doze vezes o verbo splagknizomai e é sempre utilizado para exprimir a íntima comoção de Deus ou de Cristo em relação ao homem. Aqui, é aplicado aos sentimentos que Jesus experimenta: não f**a impassível, não olha com desapego e desinteresse a condição em que se debate o seu povo, mas comove-se; experimenta uma emoção visceral (splagkna em grego indica as vísceras).
Esta compaixão leva-o a intervir. Dá início a um povo novo: chama os doze e este número refere-se às doze tribos de Israel.
Jesus ordena a estes discípulos que continuem a sua obra, e por isso quer que eles, antes de mais, rezem, porque somente pela oração podem assimilar os sentimentos de Deus: depois dá-lhes a autoridade de expulsar os demónios e curar os doentes.

Não se deve pensar que os cristãos (e os padres de modo particular) tenham recebido algum antigo poder para realizarem prodígios, para curarem milagrosamente as pessoas. Os demónios e as doenças são o símbolo de tudo aquilo que se opõe à vida – física, psíquica, espiritual – da pessoa, são a expressão de todas as formas de morte com as quais, momento a momento, nos confrontamos.
A autoridade que Jesus dá não é sobre as pessoas, mas sobre o mal, é a força prodigiosa da sua Palavra que é capaz de debelar o mal e criar um mundo novo.
Nos últimos versículos, a missão a que são chamados é lembrada outra vez: «Pelo caminho, proclamai que está perto o Reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios». Trata-se – como é fácil verif**ar – de tudo aquilo que Jesus fez. Os cristãos são chamados a usar todas as suas energias para «reproduzir), para tornar presente no mundo o seu Mestre. Ele é o primeiro operário enviado para a seara, os discípulos são os seus colaboradores – como bem compreendeu Paulo.
A ordem com que se conclui o trecho - «Recebeste de graça, dai de graça» - é a exigência de completo desapego a qualquer forma de interesse egoísta no cumprimento da ação apostólica.
O discípulo de Cristo não trabalha para obter algum tipo de vantagem pessoal: ser conhecido, estimado, reverenciado, para enriquecer. A sua única recompensa será a alegria de ter servido e amado os irmãos com a generosidade com que viu operar Jesus.

12 de junho de 2026 – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus – Ano AQuem é esse Deus em quem acreditamos? Qual é a sua e...
12/06/2026

12 de junho de 2026 – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus – Ano A

Quem é esse Deus em quem acreditamos? Qual é a sua essência? Como é que o podemos definir? A liturgia deste dia diz-nos que “Deus é amor”. Convida-nos a contemplar a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus, a deixarmo-nos envolver por essa dinâmica de amor, a viver “no amor” a nossa relação com Deus e com os irmãos.

1ª Leitura

Dizer que Israel é “um Povo consagrado ao Senhor” signif**a dizer que Israel é um Povo “santo”, “separado”, “reservado para o serviço de Jahwéh”. A santidade é uma nota constitutiva da essência de Deus; quando se aplica a mesma noção ao Povo, signif**a que este entrou na esfera divina, que passou a viver na órbita de Deus, que foi separado do mundo profano para pertencer exclusivamente a Deus. F**a, no entanto, claro no texto que o único responsável pela eleição de Israel é Deus. Não foi Israel que se consagrou ao serviço de Deus, ou que se elevou até Deus; foi Deus que, por sua iniciativa, escolheu Israel no meio de todos os outros povos, fez dele um Povo especial e colocou-o ao seu serviço.
Porque é que Jahwéh elegeu precisamente a Israel e não a qualquer outro Povo? Segundo a catequese do autor deuteronomista, a eleição divina de Israel não se baseia na sua grandeza ou poder, mas no amor gratuito de Deus e na sua fidelidade ao juramento feito aos antepassados do Povo. A eleição não é fruto de uma conquista humana, mas é sempre pura graça de Deus. Toca-se aqui o mistério do amor insondável e gratuito de Deus para com o seu Povo, amor estranho e inexplicável, mas inquestionável e eterno.
De resto, a eleição divina de Israel não é um piedoso desejo do Povo, ou conversa abstracta de teólogos; mas é uma realidade que Israel pôde confirmar na sua história… A libertação do Egipto, a derrota do poder opressor do faraó, a fuga do Povo oprimido para a segurança libertadora do deserto confirmam a eleição de Israel e o amor de Deus pelo seu Povo.
Qual deve ser a resposta de Israel ao amor de Deus?
Antes de mais, Israel deve reconhecer que Jahwéh “é que é Deus”. Israel é convidado a prescindir de outros deuses, de outras referências, e a construir toda a sua existência à volta de Jahwéh, do seu amor e da sua bondade (vers. 9-10).
Depois, a resposta do Povo ao amor de Deus deve traduzir-se na observância dos “mandamentos, leis e preceitos” que Jahwéh propõe ao seu Povo (vers. 11). Os mandamentos são os sinais que permitem a Israel manter-se em comunhão com Deus, como Povo “santo” consagrado ao Senhor.

2ª Leitura

O autor vai, pois, dizer aos crentes que o amor é um elemento essencial da identidade cristã. É o amor que distingue aqueles que são de Deus daqueles que não são de Deus.
O ponto de partida é a constatação de que Deus é amor (vers. 8.16). O que é que isso signif**a? Signif**a que o amor é a essência de Deus, a sua característica mais acentuada, a sua actividade mais específ**a. Signif**a que, ao relacionar-se com os homens, Deus não pode deixar de tocá-los com a sua bondade, a sua ternura, a sua misericórdia.
Dizer que Deus é amor não signif**a, portanto, falar de uma qualidade abstracta de Deus, mas falar de acções concretas de Deus em favor do homem. O amor de Deus manifesta-se de forma clara, insofismável, inequívoca, no envio de Jesus, o Filho, que se tornou um homem como nós, que partilhou a nossa humanidade, que nos ensinou a viver a vida de Deus e, levando ao extremo o seu amor pelos homens, morreu na cruz. A cruz manifesta a “qualidade” do amor de Deus pelos homens: amor gratuito, incondicional, de entrega total, de dom radical, que transforma os homens e os projecta para a vida nova da felicidade sem fim.
Ora, se Deus é amor, aqueles que nasceram de Deus e que são de Deus devem viver no amor. “Se Deus nos amou, também nós devemos amar-nos uns aos outros” (vers. 11). Para um cristão, não chega descobrir que Deus o ama e f**ar de braços cruzados a contemplar, com beatitude, esse amor. É que o amor de Deus transforma o coração do homem, insere-o numa dinâmica de vida nova, convida-o a rejeitar o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência e a viver na comunhão com Deus e com os irmãos. Como o amor que Deus tem por nós, também o nosso amor pelos irmãos deve ser gratuito, incondicional, total, até à morte.
Viver no amor é escolher Deus, permanecer em Deus, viver em comunhão com Deus. Quando mantemos essa relação com Deus, o Espírito reside em nós e opera, por nosso intermédio, obras grandiosas em favor do homem – obras que dão testemunho do amor de Deus.
Em conclusão: a esses pregadores heréticos para quem é possível “conhecer Deus”, sem aceitar Jesus Cristo como o Filho de Deus incarnado e sem amar os irmãos, o autor da Primeira Carta de João diz: Deus é amor e Jesus Cristo, o Filho de Deus que veio ao nosso encontro para nos apresentar o projecto salvador do Pai, é a manifestação clara e concreta do amor do Pai; aceitar Jesus Cristo e segui-l’O insere-nos numa lógica de amor gratuito, absoluto, incondicional, que transforma o nosso coração, que nos liberta do egoísmo e que nos leva a amar os nossos irmãos… Quem vive nesta dinâmica, “conhece” Deus e vive em comunhão com Ele; quem não vive pode ter todas as pretensões que quiser de “conhecer” a Deus, mas está muito longe d’Ele.



Evangelho

A primeira sentença (cf. Mt 11,25-26) é uma oração de louvor que Jesus dirige ao Pai, porque Ele escondeu “estas coisas” aos “sábios e inteligentes” e as revelou aos “pequeninos”.
Os “sábios e inteligentes” são certamente esses “fariseus” e “doutores da Lei” que absolutizavam a Lei, que se consideravam justos e dignos de salvação porque cumpriam escrupulosamente a Lei, que não estavam dispostos a deixar pôr em causa esse sistema religioso em que se tinham instalado e que – na sua perspectiva – lhes garantia automaticamente a salvação. Os “pequeninos” são os discípulos – os primeiros a responder positivamente à oferta do “Reino”; e são também esses pobres e marginalizados (os doentes, os publicanos, as mulheres de má vida, o “povo da terra”) que Jesus encontrava todos os dias pelos caminhos da Galileia, considerados malditos pela Lei, mas que acolhiam, com alegria e entusiasmo, a proposta libertadora de Jesus.
A segunda sentença (cf. Mt 11,27) relaciona-se com a anterior e explica o que é que foi escondido aos “sábios e inteligentes” e revelado aos “pequeninos”. Trata-se, nem mais nem menos, do “conhecimento” (quer dizer, uma “experiência profunda e íntima”) de Deus.
Os “sábios e inteligentes” (fariseus e doutores da Lei) estavam convencidos de que o conhecimento da Lei lhes dava o conhecimento de Deus. A Lei era uma espécie de “linha directa” para Deus, através da qual eles f**avam a conhecer Deus, a sua vontade, os seus projectos para o mundo a para os homens; por isso, apresentavam-se como detentores da verdade, representantes legítimos de Deus, capazes de interpretar a vontade e os planos divinos.
Jesus deixa claro que quem quiser fazer uma experiência profunda e íntima de Deus tem de aceitar Jesus e segui-l’O. Ele é “o Filho” e só Ele tem uma experiência profunda de intimidade e de comunhão com o Pai. Quem rejeitar Jesus não poderá “conhecer” Deus: quando muito, encontrará imagens distorcidas de Deus e aplicá-las-á depois para julgar o mundo e os homens. Mas quem aceitar Jesus e O seguir, aprenderá a viver em comunhão com Deus, na obediência total aos seus projectos e na aceitação incondicional dos seus planos.
A terceira sentença (cf. Mt 11,28-30) é um convite a ir ao encontro de Jesus e a aceitar a sua proposta: “vinde a Mim”; “tomai sobre vós o meu jugo…”.
Entre os fariseus do tempo de Jesus, a imagem do “jugo” era aplicada à Lei de Deus (cf. Si 6,24-30; 51,26-27) – a suprema norma de vida. Para os fariseus, por exemplo, a Lei não era um “jugo” pesado, mas um “jugo” glorioso, que devia ser carregado com alegria.
Na realidade, tratava-se de um “jugo” pesadíssimo. A impossibilidade de cumprir, no dia a dia, os 613 mandamentos da Lei escrita e oral criava consciências pesadas e atormentadas. Os crentes, incapazes de estar em regra com a Lei, sentiam-se condenados e malditos, afastados de Deus e indignos da salvação. A Lei aprisionava em lugar de libertar e afastava os homens de Deus em lugar de os conduzir para a comunhão com Deus.
Jesus veio libertar o homem da escravidão da Lei. A sua proposta de libertação plena dirige-se aos doentes (na perspectiva da teologia oficial, vítimas de um castigo de Deus), aos pecadores (os publicanos, as mulheres de má vida, todos aqueles que tinham publicamente comportamentos política, social ou religiosamente incorrectos), ao povo simples do país (que, pela dureza da vida que levava, não podia cumprir escrupulosamente todos os ritos da Lei), a todos aqueles que a Lei exclui e amaldiçoa. Jesus garante-lhes que Deus não os exclui nem amaldiçoa e convida-os a integrar o mundo novo do “Reino”. É nessa nova dinâmica proposta por Jesus que eles encontrarão a alegria e a felicidade que a Lei recusa dar-lhes.
A proposta do “Reino” será uma proposta reservada a uma classe determinada (os pobres, os débeis, os marginalizados), em detrimento de outra (os ricos, os poderosos, os da “situação”)? Não. A proposta do “Reino” destina-se a todos os homens e mulheres, sem excepção… No entanto, são os pobres e débeis, aqueles que já desesperaram do socorro humano que têm o coração mais disponível para acolher a proposta de Jesus. Os outros (os ricos, os poderosos) estão demasiado cheios de si próprios, dos seus interesses, dos seus esquemas organizados, para aceitar arriscar na novidade de Deus.
Acolhendo a proposta de Jesus e seguindo-O, os pobres e oprimidos encontrarão o Pai, tornar-se-ão “filhos de Deus” e descobrirão a vida plena, a salvação definitiva, a felicidade total.

Sé Catedral de Faro.
11/06/2026

Sé Catedral de Faro.

09/06/2026

Boa tarde, informamos que amanhã nao haverá a formação litúrgica habitual para que todos possam participar no terço na sé de Faro ás 19h. Na quinta feira haverá adoracao ao Santíssimo com atendimento de confissoes a partir das 16h00, e eucaristia ás 18h00 na capela de sao luis.

Endereço

Praça De Tânger
Faro
8000-166

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 12:30
Terça-feira 10:00 - 12:30
15:00 - 20:00
Quarta-feira 10:00 - 12:30
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Quinta-feira 10:00 - 12:30
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Sexta-feira 10:00 - 12:30
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Domingo 10:00 - 12:30

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