Mãos que limitam e mãos que ampliam. Mãos que denunciam e mãos que escondem os denunciados. Mãos que se abrem e mãos que se fecham. Há mãos que afagam e mãos que agridem. Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas. Mãos que destroem e mãos que edificam. Mãos que batem e mãos que recebem as pancadas por outros. Há mãos que apontam e guiam e mãos que desviam. Mãos que são temidas e mãos que são de
sejadas e queridas. Mãos que dão com arrogância e mãos que se escondem ao dar. Mãos que escandalizam e mãos que apagam os escândalos. Mãos puras e mãos que carregam censuras. Há mãos que escrevem para promover e mãos que escrevem para ferir. Mãos que pesam e mãos que aliviam. Mãos que operam e que curam e mãos que “amarguram”. Há mãos que se apertam por amizade e mãos que se empurram por ódio. Mãos furtivas que traficam destruição e mãos amigas que desviam da ruína. Mãos finas que provam dor e mãos rudes que espalham amor. Há mãos que se levantam pela verdade e mãos que encarnam a falsidade. Mãos que oram e imploram e mãos que “devoram”. Mãos de Caim, que matam. Mãos de Jacó, que enganam. Mãos de Judas, que entregam. Mas há também as mãos de Simão, que carregam a cruz,
E as mãos de Verônica, que enxugam o rosto de Jesus. Onde está a diferença? Não está nas mãos, mas no coração.
É na mente transformada que dirige a mão santificada, delicada.
É a mente agradecida que transforma as mãos em instrumentos de graça. Mãos que se levantam para abençoar,
Mãos que baixam para levantar o caído,
Mãos que se estendem para amparar o cansado. São como as mãos de Deus que criam, que guiam,
Que salvam, que nunca faltam. Existem mãos, e mãos. As tuas, quais são? Josefa Prieto Andres