Fornelos, Gilmonde, Vila Seca, Cristelo - Barcelos

Fornelos, Gilmonde, Vila Seca, Cristelo - Barcelos Fornelos, Gilmonde, Vila Seca e Cristelo são quatro paróquias do arciprestado e concelho de Barcelos (Portugal).

Esta página divulga a atividade protagonizada pelas comunidades da unidade pastoral. Pároco: Padre Bruno Lopes (desde setembro de 2023) Fornelos, Gilmonde, Vila Seca e Cristelo, são quatro paróquias do concelho de Barcelos (𝗕𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼𝘀 | 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮 | 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹). A página de facebook interparoquial tem o intuito de divulgar as atividades das quatro comunidades da unidade pastoral, bem como promover as reali

zações e eventos dos seus movimentos católicos e culturais, do Arciprestado de Barcelos e da Arquidiocese de Braga. Párocos: Padre Paulo Sérgio Rodrigues da Silva (de 2015 a 2023); Padre Bruno André Carvalho Lopes (desde 23 de Setembro de 2023)

Abertura da página: 27 Fevereiro 2016, como "Fornelos Gilmonde Vila Seca" | Reformulada em 24 Setembro 2018 para a designação atual, após a tomada de posse do Pe. Paulo Sérgio da paróquia de Cristelo, em acumulação com Fornelos, Gilmonde e Vila Seca. Paróquia do Divino Salvador de Fornelos
Paróquia de Santa Maria de Gilmonde
Paróquia de S. Tiago de Vila Seca
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Festas em Honra do Divino Salvador, padroeiro de Fornelos (02 Agosto 2026)No último fim de semana, Fornelos fez a festa ...
07/08/2026

Festas em Honra do Divino Salvador, padroeiro de Fornelos (02 Agosto 2026)

No último fim de semana, Fornelos fez a festa ao seu padroeiro, com Procissão de Velas (com o andor de Nossa Senhora de Fátima) e Eucaristia na sexta-feira à noite, e no dia maior das festas, domingo, com Eucaristia Solene, Oração Mariana e Majestosa Procissão com 7 andores, figurados, todas as associações religiosas da paróquia, Comissão de Festas em Honra do Divino Salvador de Fornelos 2026, Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Lordelo (Paredes), e várias associações e movimentos cívicos.

A procissão fez o percurso desde a igreja paroquial, passando pela Capela de Santa Comba, indo ao cruzeiro da Avenida de S. Salvador e terminando na igreja, onde o Padre Bruno Lopes fez a bênção final e o discurso de agradecimento.

No dia 06 de agosto, quinta-feira, dia da Solenidade da Transfiguração do Senhor, evento bíblico relacionado diretamente com a devoção ao Divino Salvador, fez-se o encerramento das festa em honra do padroeiro de Fornelos, com Eucaristia Solene.

A Festa do Divino Salvador está intimamente ligada à Solenidade da Transfiguração do Senhor, trata‐se de uma universal devoção a Cristo por parte dos cristãos, que n’Ele reconhecem o Salvador do mundo, aliás, o nome Jesus significa, precisamente isso, “Deus salva”. A Solenidade da Transfiguração do Senhor, evento que remete para o episódio de Jesus no Monte Tabor, é celebrada universalmente pela Igreja no dia 06 de agosto.

Divino Salvador ou São Salvador tem o mesmo significado. Esta devoção cristológica refere-se a Jesus Cristo, reconhecido pelos cristãos como o redentor da humanidade. É uma expressão de devoção e fé na crença de que Jesus veio para salvar o mundo do pecado e oferecer a salvação eterna, realçando a sua natureza divina.

Divino Salvador (dia festivo: 06 agosto)Festa do Divino Salvador, Padroeiro de Cristelo e Padroeiro de Fornelos, horário...
06/08/2026

Divino Salvador (dia festivo: 06 agosto)

Festa do Divino Salvador, Padroeiro de Cristelo e Padroeiro de Fornelos, horários das Eucaristias Solenes para este dia 06 de agosto de 2026:

CRISTELO: 19H30
FORNELOS: 21H00

História da Solenidade da Transfiguração do Senhor / Festa do Divino Salvador

Hoje, 6 de agosto, a Igreja celebra o altíssimo e terno mistério da gloriosa Transfiguração de nosso Senhor Jesus Cristo no Monte Tabor. A Solenidade da Transfiguração do Senhor está associada universalmente à Festa do Divino Salvador. Divino Salvador, ou São Salvador, é padroeiro de Fornelos e de Cristelo, e por isso, hoje, nas duas paróquias da nossa unidade pastoral, é dia de festa solene.

Jesus «tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os em particular, a um alto monte. Transfigurou-Se diante deles: o Seu rosto resplandeceu como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz» (Mt 17, 1-2). Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conhece na natureza, mas segundo o espírito, os discípulos viram, por pouco tempo, um esplendor ainda mais intenso, o da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação. Jesus mostrou-se como o Salvador do mundo.

A Cruz não é o termo, não é o fim, nem a dor é o último destino do homem. A Cruz é um caminho, um meio para chegar ao “gozo do Senhor”. E Jesus quer dar uma amostra desse gozo aos três discípulos que hão-de presenciar, mais de perto, os tormentos da sua Paixão.

Jesus ao chegar de Cesareia, levou os Doze Apóstolos ao sopé do Monte Tabor. Era uma tarde do mês de Agosto, e junto a esta m***anha, Jesus deixou nove dos discípulos, levando consigo para o topo do Tabor apenas Pedro, Tiago e João, o Evangelista.

A tradição indica que Pedro representa os constantes da Fé, Tiago os firmes na Esperança, e João Evangelista, os ardentes no Amor. De facto, Pedro será o Vigário de Jesus na terra, Tiago o primeiro mártir, e João o discípulo virgem. Estes são os três discípulos mais chegados de Jesus.

No cume do Monte Tabor, depois de acomodados num lugar tranquilo, começaram a orar. Jesus teria prolongado a sua oração. Enquanto reza, Jesus se transfigura e se mostra glorioso, tendo diante dele Moisés e Elias (entendidos aqui com a Lei e os Profetas): “Enquanto Jesus orava, transfigurou-se diante deles e o seu rosto resplandecia como o sol e as suas vestes tornaram-se brilhantes e duma alvura extrema, como a da neve. Neste instante apareceram Moisés e Elias de forma gloriosa, falando com Ele; e falavam da sua saída (deste mundo), que havia de cumprir-se em Jerusalém. Os discípulos ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois varões que estavam com Ele”.

Esta manifestação de glória precede as dores da Paixão e, de certa forma, foi um bálsamo dado previamente para que os discípulos pudessem compreender com mais clareza qual era o projeto de Jesus Cristo. Mas, como ver-se-ia depois, os discípulos ainda estavam despreparados para entender os planos de Deus nesse momento e, somente depois da Ressurreição, eles iriam recordar tudo o que viveram no Tabor.

A Transfiguração é um dos milagres de Jesus relatados nos evangelhos, mas é diferente dos demais, pois, neste caso, o objeto do milagre é o próprio Jesus. São Tomás de Aquino considerava a Transfiguração como o "maior dos milagres", uma vez que ele complementou o batismo e mostrou a perfeição da vida no céu. A Transfiguração é também um dos cinco episódios fundamentais da vida de Jesus na narrativa dos evangelhos: o Batismo, a Transfiguração, a Crucificação, a Ressurreição e a Ascensão.

O Monte Tabor não é identificado em nenhum texto sagrado, mas é entendido como sendo esse o local da transfiguração. Este local é uma pequena elevação de terra em Israel, projetada no Vale de Jizreel, com quase 600 metros de altitude. Seria mais uma m***anha entre tantas com as quais convivemos no nosso dia a dia, não fora o episódio extraordinário que naquele cume aconteceu. Por isso o Tabor é chamado também de Monte da Transfiguração.

Acresce que na doutrina cristã, o fato de a Transfiguração ter ocorrido no alto de uma m***anha, remete-nos para a representação do ponto onde a natureza humana se encontra com Deus, onde o encontro do temporal se encontra com o eterno, com o próprio Jesus fazendo a ponte entre o céu e a terra.

A Festa da Transfiguração é celebrada no Oriente desde o século V, e no Ocidente, desde tempos longínquos, mas apenas oficializada pela Igreja em 1457. Situada antes do anúncio da Paixão e da Morte, a Transfiguração foi uma manifestação da vida divina, que está em Jesus.

A luz do Tabor é, porém, uma antecipação do esplendor que encherá a noite da Páscoa. Por isso, os Apóstolos, contemplando a glória divina na pessoa de Jesus, ficaram mais preparados para os dolorosos acontecimentos, que iriam pôr à prova a sua fé. Vendo Jesus na Sua condição de servo, já não poderão esquecer a Sua condição divina.

Situada antes do anúncio da Paixão e da Morte, a Transfiguração prepara assim os Apóstolos para a compreensão desse mistério. Quase com o mesmo objetivo, a Igreja celebra esta festa da Transfiguração quarenta dias antes da Exaltação da Cruz, a 14 de Setembro.

A Transfiguração não é uma transformação de Jesus, mas sim a revelação da sua divindade, «a íntima compenetração do seu ser com Deus, que se torna pura luz. No seu ser um só com o Pai, o próprio Jesus é Luz da Luz». Contemplando a divindade do Senhor, Pedro, Tiago e João são preparados para enfrentar o escândalo da Cruz, como se entoa num antigo hino: «Sobre o mundo, Te transfiguraste, e os Teus discípulos, na medida que lhes era possível, contemplaram a Tua glória a fim de que, vendo-Te crucificado, compreendessem que a Tua paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que Tu és verdadeiramente o esplendor do Pai».

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “A Transfiguração de Cristo tem por finalidade fortificar a fé dos apóstolos em vista da Paixão: a subida à ‘elevada m***anha’ prepara a subida ao Calvário. Cristo, Cabeça da Igreja, manifesta o que seu Corpo contém e irradia nos sacramentos ‘a esperança da Glória’".

Em termos de iconografia, na pintura o episódio da Transfiguração é mostrado com Jesus irradiando forte luz, tendo ao lado Moisés e Elias, e no chão, como que ofuscados pela luz, os Apóstolos Pedro, Tiago e João Evangelista. Divino Salvador, São Salvador ou somente Salvador, são expressões que a piedade popular divulgou e cuja manifestação configurou representações significativas de onomásticos pessoais (nome ou apelido) e de lugares (aldeias, povoados, cidades e países – como El Salvador).

Nas esculturas, aparece Cristo transfigurado, glorioso, como o Salvador do mundo, com o globo na mão esquerda ou sobre um globo, vestes brancas ou vermelhas, e fazendo o sinal da bênção com a mão direita.

A Festa do Divino Salvador, intimamente ligada à Solenidade da Transfiguração do Senhor, trata‐se de uma universal devoção a Cristo por parte dos cristãos, que n’Ele reconhecem o Salvador do mundo, aliás, o nome Jesus significa, precisamente isso, “Deus salva”.

Na paróquia de Fornelos a festa do seu padroeiro é a principal festa religiosa da freguesia, com programa litúrgico muito completo, assim como arraial popular. Em Cristelo a festa do padroeiro restringe-se aos atos litúrgicos.

Em Barcelos, para além de Fornelos e Cristelo, o Divino Salvador é padroeiro de várias paróquias, como Pereira, Minhotães, Lama, Campo e Vilar do Monte.

Imagem da foto: Divino Salvador, padroeiro de Cristelo, venerado na sua igreja paroquial.

Igreja Paroquial do Divino Salvador de Cristelo, história e origens Divino Salvador é o padroeiro de Cristelo, cuja fest...
05/08/2026

Igreja Paroquial do Divino Salvador de Cristelo, história e origens

Divino Salvador é o padroeiro de Cristelo, cuja festa litúrgica é celebrada universalmente pela Igreja neste dia 06 de agosto, e em Cristelo será celebrada Eucaristia Solene em honra do padroeiro (ás 19H30), sendo esta uma oportunidade para voltarmos a apresentar a história e origens da igreja paroquial.

A primitiva localização da igreja paroquial de Cristelo era um pouco mais a sul, onde ainda existem algumas pedras que se pensa ser dessa primeira matriz. A igreja paroquial terá sido mudada para a atual localização em finais do Séc. XVII, mas não se conhecem documentos desse acontecimento.

Nas memórias paroquiais de 1758 é indicado que a igreja "não é moderna mas está bem paramentada", tem 5 altares e duas sacristias, uma para o pároco e outra para a confraria do Senhor. Em relação às imagens cultuadas são mencionadas as do padroeiro Divino Salvador, S. Bento, Menino Jesus, S. Luís, S. Sebastião, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Bom Fim, Santo Antão, Santa Quitéria, Santo António, S. Miguel, S. Francisco e Bom Jesus da Cruz.

Apenas iremos encontrar dados mais concretos sobre a estrutura e recheio da Igreja Paroquial de Cristelo a partir da terceira década do século XIX. Em inventário de 1836, é descrito pelo pároco da altura (Pe. José Gomes da Costa) que a igreja tinha uma só nave, púlpito, coro, duas sacristias, pia batismal cercada com grades, e no exterior é indicado que o adro faz também a função de cemitério e que existia um campanário com três sinos.

É muito interessante o inventariado na altura, pois permite ter uma ideia de como era a igreja há várias décadas atrás, e quais elementos arquitetónicos e legado artístico-religioso perdura até hoje. Até ao Séc. XX a igreja era bem mais pequena, nada tendo a haver com a configuração e dimensões atuais, excetuando a capela-mor.

Assim, em 1836, a capela-mor já tinha sacrário e as imagens do padroeiro Divino Salvador e S. Bento preenchiam o altar-mor como agora, e estavam as suas paredes decoradas com seis quadros. Desses seis quadros, quatro deles, todos com a mesma dimensão, referem-se a episódios da vida da Virgem Maria e Jesus.
Atualmente a capela-mor apenas tem quatro desses seis quadros nas suas paredes, estando os outros dois, de menores dimensões, ao fundo do corpo da igreja.

Do lado esquerdo da sacristia, no quadro mais perto do padroeiro da igreja, temos a representação da “Anunciação do Anjo a Nossa Senhora”. Do mesmo lado, por cima da porta da sacristia norte está a representação do “Nascimento do Menino-Deus e aparições dos pastores”. Do lado direito, perto da imagem de S. Bento do altar-mor, está o quadro com a representação da “Jornada no Egipto”. Por cima da entrada da sacristia sul está a representação da “Adoração dos Reis Magos”.

Os outros dois quadros desta coleção foram deslocados para o fundo do corpo da igreja após o restauro da capela-mor em 1999. Um desses quadros representa Santa Maria Madalena, o outro, S. Jerónimo de Estridão.

Percorrendo o então estreito corpo da igreja nos anos 30 de Oitocentos, é dado a saber que tinha quatro altares laterais, dois de cada lado. Do lado do Evangelho, o primeiro colateral era dedicado ao “Nome de Deus”, tendo expostas as imagens de Nossa Senhora da Conceição, Menino Jesus, S. José e Santo António; O segundo altar colateral era o “Altar das Almas”, com as imagens de S. Miguel, S. Gonçalo de Amarante e Santo António Abade (ou Santo Antão, como é mais conhecido).

Do lado da Epístola, ou seja, lado direito, existia o “Altar Doloroso”, com as imagens do Senhor das Necessidades Crucificado, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora do Bom Fim e S. Sebastião. O segundo altar colateral do lado sul era o “Altar da Paixão”, com as imagens escultóricas do Senhor dos Passos e de S. Brás. A imagem do Senhor das Necessidades Crucificado provavelmente é aquela que se designa atualmente por Senhor dos Aflitos ou Cristo Crucificado, que está junto da capela do Batismo.

Entre a capela-mor e o corpo da igreja, está descrito nesse documento de 1836 a existência de um arco cruzeiro a separar os dois espaços, e pormenores como o facto de todos os altares laterais terem um crucifixo. Mais tarde, no ano de 1868 é feito um novo altar para o Senhor das Necessidades Crucificado e Nossa Senhora das Dores, e é colocado um novo sanefão no arco cruzeiro.

Já no século XX, a Igreja Paroquial de Cristelo irá sofrer importantes intervenções que alterarão fortemente a sua arquitetura e configuração, transformando-se praticamente numa igreja nova, da qual se destaca o alargamento do corpo da igreja. Pelos anos 40 e sob a paroquialidade do Pe. Eduardo Lemos Ferreira, são lançadas obras na igreja, iniciadas em 1945.

Em agosto de 1944 é requerida autorização para obras na igreja, obras essas que se iniciam no dia 2 de janeiro de 1945 e são orçamentadas em 130 contos. Vários pedidos de aumento dos prazos para conclusão das obras são feitos em 1946, e embora não fossem encontradas informações sobre que tipo de intervenções se tratavam, o valor das mesmas e os prazos prolongados, levam a crer que, ou houve dificuldades no financiamento, ou foram intervenções de grande m***a.

Pode ter sido nesta ocasião que a igreja deixou de ter o seu frontispício assente em dois arcos que fechavam o átrio, tal como foi descrito pelo historiador Teotónio da Fonseca na sua recolha feita pelos anos 30 do século passado. Em janeiro de 1948 é pedido orçamento para restauro do interior da igreja.

Nos anos 80 e sob a paroquialidade do Pe. José Miranda Carvalho, é levado a cabo a mais importante intervenção no edifício da igreja, com o alargamento da mesma, que era exígua demais para acomodar uma paróquia em franco crescimento demográfico, e daqui surgirá a configuração atual.

Em 1982 é efetuado o alargamento do lado esquerdo (norte) da igreja e no ano seguinte, é alargado o lado direito (sul). Antes, em 1981, é feito o teto em madeira na nave da igreja. Várias atividades de angariação de fundos foram levadas a cabo para financiar a obra, embora pelas informações recolhidas, não tenha sido inaugurada em cerimónia própria.

Após esse alargamento, que inclui a construção de novas sacristias tipo duplex, a igreja passou a ter uma área coberta total de 475m². Excetuando a capela-mor, quase tudo foi modificado, ficando a igreja com apenas dois altares laterais, mas com duas capelas ligadas ao corpo e no seguimento do arco cruzeiro, estando do lado esquerdo a capela do Batismo, e do lado esquerdo a capela do Senhor dos Passos.

Os altares laterais são dedicados a S. Miguel Arcanjo e Almas (lado do Evangelho), e a Nossa Senhora de Fátima (lado da Epístola), imagem esta benzida em 13 de outubro de 1972. Ambos os altares foram revestidos com pinturas sobre azulejo em 1988.

Já sob a paroquialidade do Padre Adélio Matos, várias iniciativas contribuíram para a continuação da beneficiação da igreja ao nível do conforto, estética e restauros. Em março de 1998 a paróquia decide substituir o arco cruzeiro porque era demasiado estreito e baixo em relação ao corpo da igreja, e também é decidido restaurar fortemente a capela-mor devido à degradação progressiva apresentada.

Em 1999 é então feito um restauro geral do interior da igreja, à qual foram inclusive acrescentadas duas novas janelas, mas o destaque foi para a intervenção profunda em toda a capela-mor, com o seu altar-mor, trono, sacrário e o altar “ad orientem” a receberem vários elementos que enriqueceram visualmente e estilisticamente este espaço central. Também o piso foi intervencionado, passando a ser de madeira e nivelado de outra forma.

Em abril de 2001 são restaurados os seis quadros descritos anteriormente, e no exterior é removido todo o azulejo industrial da fachada. Em dezembro de 2002 é colocada a nova mesa de altar e ambão. Em 2010 é decido intervencionar profundamente o adro da igreja, e em novembro desse ano é entregue a empreitada, que incluía o aumento do adro, muros, passeios, arranjos diversos até à zona da casa paroquial, iluminação, entre outros. O adro em conjunto com a igreja perfaz agora cerca de 832m².

Em abril de 2011 são concluídas as obras do adro e exteriores, e no dia 15 de maio é inaugurada a obra por ocasião da visita do Bispo auxiliar de Braga. Ainda neste ano, em novembro, é concluída a substituição do telhado, arranjo da pedra e pintura exterior. Em junho de 2017 é novamente efetuada pintura de exteriores e interiores, assim como o teto. Em abril de 2018 é criado um “hall” na entrada que permitiu melhorar o conforto.

A maior parte das imagens escultóricas veneradas na igreja foram restauradas entre o final de 2021 e o início de 2022, a expensas dos paroquianos. Também neste período foi renovada toda a mobília do presbitério.

Mais recentemente, no dia 17 de março de 2024, foi apresentada à comunidade o restauro profundo do interior da igreja, e foi dada a conhecer a nova sacristia do lado norte do corpo da igreja.

Da inauguração da nova sacristia, denominada "Sacristia Norte", destaca-se a nova mobília e materiais modernos, além de divisória de vidro decorada com motivos alusivos à paróquia. No hall de entrada para essa sacristia, foi acrescentado um painel com as imagens dos párocos que serviram Cristelo nos últimos 100 anos (Padre Eduardo Lemos Ferreira, Padre José Miranda de Carvalho, Padre Adélio Matos e Padre Paulo Sérgio Rodrigues da Silva). Também estão incluídos neste quadro o Papa Leão XIV e o Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, acrescentando-se o grafismo dos 3 locais de culto público de Cristelo.

Estas intervenções, terminadas em março de 2024, incluíram a impermeabilização do telhado, arranjo e pintura de paredes do corpo da igreja, teto pintado com cores mais claras e elementos decorativos mais ricos, nova iluminação, restauro e pintura das capelas laterais do Senhor dos Passos e de S. João Batista, um novo piso - agora em madeira e granito - em todo o corpo da igreja, arranjo das escadas para o coro-alto, entre outros pormenores, que tornaram a igreja mais luminosa visualmente.

Situada na Avenida da Igreja, reta que nos leva desde a Capela de Nossa Senhora do Rosário até à igreja, no alto da fachada da desta pode-se ver o escudo brasonado dos Pinheiros, por antigamente a freguesia ser da apresentação dos Pinheiros de Barcelos. A igreja tem coro-alto, mas não o púlpito que existia antigamente. A orientação é a clássica, com a fachada virada para poente.

Na Igreja Paroquial de Cristelo, para além do padroeiro Divino Salvador, cuja festa litúrgica é no dia 6 de Agosto, também aqui são venerados: S. Bento, Senhor dos Passos, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Bom Fim, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santo Antão, Menino Jesus, S. Sebastião, S. João de Brito, S. Gonçalo de Amarante, Santo António, S. José, S. Miguel Arcanjo, Nossa Senhora da Conceição, Sagrado Coração de Jesus, Sagrado Coração de Maria e Cristo Crucificado.

Neste ano de 2026 foi entronizada a imagem de São Carlo Acutis, cuja imagem foi benzida pelo Padre Bruno Lopes no dia 25 de abril. Também foi restaurada neste ano e devidamente colocada no corpo da igreja, aquela que parece ser a imagem primitiva de Nossa Senhora do Rosário.

Vídeo do restauro da Igreja Paroquial de Cristelo: https://www.facebook.com/share/v/16D1w3kzhC/

Todas as fotos: colaboradores da página interparoquial de Facebook "Fornelos, Gilmonde, Vila Seca, Cristelo - Barcelos"

05/08/2026

Festa em Honra do Santíssimo Sacramento, Gilmonde (12 Julho 2026)

A Paróquia de Santa Maria de Gilmonde fez a tradicional festa em honra do Santíssimo Sacramento, este ano realizada no mesmo fim de semana da Festa em Honra de Nossa Senhora do Rosário (que estreou uma nova data, antes realizada no mês de outubro).

Assim como na Festa de Nossa Senhora do Rosário, também nesta festa do Santíssimo Sacramento tivemos a honra de contar com a presença de D. Jorge Ortiga como orador convidado, nas cerimónias que realizaram-se todas na parte da manhã, dia este em que também foi assinalado em comunidade o 60º Aniversário da Ordenação do Padre Adélio Matos (álbum mais detalhado sobre este dia muito especial para o Padre Adélio também já publicado).

Após a Adoração na Igreja Paroquial de Santa Maria de Gilmonde, fez-se a Procissão com Jesus Sacramentado até ao Centro Pastoral de Gilmonde, com todos os movimentos pastorais de Gilmonde a a Fanfarra do Agrup. 311 dos Escuteiros de Lemenha (Famalicão).

No Centro Pastoral de Gilmonde, após a Adoração, presidida pelo Padre Bruno Lopes, celebrou-se a Eucaristia Solene em Honra do Santíssimo Sacramento, presidida por D. Jorge Ortiga, e concelebrada pelo Padre Bruno Lopes (pároco de Fornelos, Gilmonde, Vila Seca e Cristelo), Padre Adélio Matos (natural e residente em Gilmonde, antigo pároco de Vila Seca e Cristelo e que neste dia celebrou com a comunidade o seu jubileu sacerdotal), e o Padre Marco Gil (pároco de Arcozelo e Lijó).

No final da Eucaristia, a Confraria de Nossa Senhora do Rosário (cuja festa foi dois dias antes, a 10 de julho) proferiu várias palavras de agradecimento aos presentes, em especial ao clero, e entregou lembranças a pessoas que ajudam a Confraria e aos párocos presentes e ao Sr. Arcebispo.

Ao Padre Adélio em especial, mas também ao Padre Bruno e a D. Jorge Ortiga, foram entregues várias lembranças, e houve partilha de bolo no exterior, pelos 60 anos de sacerdócio do Padre Adélio.

A Festa em Honra do Santíssimo Sacramento é uma realização estatutária da Confraria do Santíssimo Sacramento de Gilmonde. A Confraria do Santíssimo Sacramento de Gilmonde foi fundada no dia 07 de novembro de 1758.

Eucaristia no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=C39i1dZCXWU

PEREGRINAÇÃO ARCIPRESTAL AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA FRANQUEIRA 2026Dia 09 de agosto de 2026, domingo, com a presen...
04/08/2026

PEREGRINAÇÃO ARCIPRESTAL AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA FRANQUEIRA 2026

Dia 09 de agosto de 2026, domingo, com a presença das 89 paróquias do arciprestado de Barcelos (o maior arciprestado de Portugal)

No próximo dia 09 de agosto, domingo, realiza-se mais uma peregrinação arciprestal à Franqueira, peregrinação esta que reúne todos os anos ao segundo domingo do mês de agosto milhares de peregrinos das 89 paróquias de Barcelos e de outras localidades.

Neste ano de 2026 a devoção à Senhora da Franqueira, a padroeira do concelho de Barcelos, assinala o seu 550º aniversário (1476 - 2026), e por esta data marcante, vários tem sido os eventos ao longo deste ano de 2026 relacionados com esta efeméride.

A unidade pastoral de Fornelos, Gilmonde, Vila Seca e Cristelo caminhará em conjunto, como tem sido habitual, saindo da Igreja Matriz de Barcelos pelas 08H00, indo até ao alto do monte da Franqueira e da sua ermida. Por volta das 11H00 Dom José Cordeiro, Arcebispo Primaz de Braga, presidirá à Eucaristia Solene campal. Pelas 12H00 assinala-se o fecho do ano jubilar das comemorações do 550º aniversário da devoção mariana a Nossa Senhora do Rosário da Franqueira.

Nota/lembrete: o ano passado não se realizou a peregrinação arciprestal devido às condições climatéricas adversas.

BREVE HISTÓRIA E ORIGENS DA DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DA FRANQUEIRA E DO SEU SANTUÁRIO SITUADO NO MONTE DA FRANQUEIRA

Nossa Senhora do Rosário da Franqueira é padroeira do concelho de Barcelos. O seu santuário está situado no alto do Monte da Franqueira, um amplo espaço sagrado envolto de grande beleza natural e de vistas privilegiadas, que recebe anualmente várias dezenas de milhares de visitantes.

É este santuário que acolhe todos os anos no 2º Domingo do mês de agosto a peregrinação arciprestal, que leva milhares de fiéis numa caminhada de fé desde a Igreja Matriz de Barcelos até àquele espaço, num percurso de cerca de 6,5 km.

A peregrinação arciprestal realiza-se de forma regular desde 1926, mas já desde 1908 vários grupos de peregrinos barcelenses se organizavam para visitar o santuário e a ermida da Senhora da Franqueira. A 1ª peregrinação aconteceu no dia 27 de setembro de 1908, impulsionada por D. António Barroso, venerável e ilustre barcelense – nascido em Remelhe, que foi bispo do Porto. Em 1918 é registada a 4ª peregrinação; em 5 de Setembro de 1926, é feita a 5ª peregrinação, com a particularidade da imagem de Nossa Senhora da Franqueira ter sido levada pela primeira vez nessa caminhada de fé.

Nesta peregrinação, o andor com a imagem peregrina de Nossa Senhora da Franqueira é levado em ombros por uma equipa de voluntários, numa extensa e emotiva procissão que engloba, para além dos milhares de peregrinos, diversos movimentos das respetivas paróquias ou unidades pastorais. Após a chegada à ermida no alto do Monte Franqueira, é realizada Missa campal, presidida pelo Arcebispo de Braga ou um dos seus auxiliares.

A ermida da Senhora da Franqueira deve a sua origem a Egas Moniz, aio e instrutor de D. Afonso Henriques, em cumprimento de uma promessa. O rei D. Afonso Henriques ter-se-ia recolhido no Castelo de Faria (situado a poucas centenas de metros da ermida) para ali juntar o seu exército com o objetivo de defrontar os apoiantes da sua mãe, D. Teresa. Egas Moniz, consciente que este confronto iria opor pessoas do mesmo sangue, apelou à vontade da Virgem Maria para que esta batalha não acontecesse, prometendo que, uma vez alcançada a graça, mandaria erguer um templo em sua honra de forma a perpetuar o favor concedido. A batalha não aconteceu, e a promessa viria a ser cumprida com a construção da ermida.

A pequena igreja primitiva será assim, tão antiga quanto a nacionalidade portuguesa. A estrutura primitiva corresponde ao corpo retangular da capela-mor da igreja, sendo posteriormente ampliada, principalmente nos séculos XVII e XVIII. A torre sineira foi erguida em 1753. A Confraria de Nossa Senhora da Franqueira, a entidade que gere e promove este espaço, foi fundada em 1558. Este Santuário foi reconhecido como um dos grandes centros de evangelização local, e por esses factos, os Papas Paulo V e Pio IX, através de dois Breves Papais, emitidos em 1616 e 1870, respetivamente, atribuíram indulgências plenárias aos peregrinos e irmãos da Confraria. Em 1959, o Santuário de Nossa Senhora do Rosário do Monte da Franqueira, foi classificado como “Imóvel de interesse público”, sendo que por essa altura, devido à melhoria dos acessos rodoviários, o incremento de visitantes aumentou exponencialmente.

A imagem de Nossa Senhora do Rosário do Monte da Franqueira colocada ao centro do altar-mor, é uma escultura em madeira, do século XVIII. Uma imagem gótica trecentista de Nossa Senhora da Franqueira encontra-se na Igreja Matriz de Barcelos. Sobre a primitiva imagem, mais antiga que esta última, não se conhece informação alguma. Uma outra imagem, designada por imagem peregrina de Nossa Senhora do Rosário da Franqueira, é a que sai no andor nas peregrinações e nas visitas às paróquias barcelenses (em 2025 foi benzida uma segunda imagem peregrina).

O ambiente exterior e a envolvência interior, torna esta ermida muito propícia à meditação. No interior da igreja do santuário, temos nos dois altares laterais, um com a imagem de Nossa Senhora do Fastio, o outro com a imagem de Nossa Senhora do Leite. Tem também as imagens de Cristo Crucificado, S. Cristóvão, Santo Amaro, Nossa Senhora de Fátima e São Nuno de Santa Maria (o Santo Condestável).

O Monte da Franqueira é um dos grandes patrimónios naturais, arqueológicos e religiosos de Barcelos. O santuário e o espaço envolvente dispõem de mais equipamentos, como: amplo parque de merendas, um do lado norte e outro do lado sul da igreja; uma longa escadaria por entre a vegetação; casa da confraria; restaurante e posto de turismo sazonal; trilhos homologados para caminhadas; miradouros, entre outros pontos de interesse.

Em frente à igreja de estilo românico situa-se o imponente pedestal erguido em 1929, com a imagem de Nossa Senhora da Franqueira de frente para a parte poente do concelho, com a orla marítima ao fundo no horizonte. Este pedestal destaca-se na paisagem, sendo que à noite é iluminado, funcionando como um farol “mariano”.

Nas imediações do santuário encontram-se outros pontos de interesse, como as ruínas do Castelo de Faria e a sua estação arqueológica, ou o Bom Jesus da Franqueira (popularmente conhecido como “convento dos frades “e “igreja dos Frades” (esta oficialmente designada de Igreja do Senhor da Fonte da Vida).
O santuário está localizado na paróquia de Pereira, com a particularidade de a poucos metros da entrada da igreja, estar o marco divisório que delimita a fronteira entre Pereira e Milhazes, ou seja, boa parte do adro da ermida está situado em Milhazes.

Uma série de catorze cruzes de pedra - com início junto ao espaço conhecido como “Convento dos Frades”, marca os sítios da Via Sacra, evento que é realizado todos os anos por várias paróquias e unidades pastorais, terminando no alto do monte.

O Monte da Franqueira tem 298 metros de altitude e daqui se avista com grande clareza o Atlântico, vários concelhos vizinhos como Braga, Esposende, Póvoa de Varzim, Famalicão, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Verde, Amares, Celorico de Basto, Terras do Bouro, Arcos de Valdevez, ou o Gerês e o Bom Jesus de Braga e o Santuário do Sameiro. Também oferece uma excelente panorâmica sobre a cidade de Barcelos e boa parte das suas freguesias.

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