Fornelos, Gilmonde, Vila Seca, Cristelo - Barcelos

Fornelos, Gilmonde, Vila Seca, Cristelo - Barcelos Fornelos, Gilmonde, Vila Seca e Cristelo são quatro paróquias do arciprestado e concelho de Barcelos (Portugal).

Esta página divulga a atividade protagonizada pelas comunidades da unidade pastoral. Pároco: Padre Bruno Lopes (desde setembro de 2023) Fornelos, Gilmonde, Vila Seca e Cristelo, são quatro paróquias do concelho de Barcelos (𝗕𝗮𝗿𝗰𝗲𝗹𝗼𝘀 | 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮 | 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹). A página de facebook interparoquial tem o intuito de divulgar as atividades das quatro comunidades da unidade pastoral, bem como promover as reali

zações e eventos dos seus movimentos católicos e culturais, do Arciprestado de Barcelos e da Arquidiocese de Braga. Párocos: Padre Paulo Sérgio Rodrigues da Silva (de 2015 a 2023); Padre Bruno André Carvalho Lopes (desde 23 de Setembro de 2023)

Abertura da página: 27 Fevereiro 2016, como "Fornelos Gilmonde Vila Seca" | Reformulada em 24 Setembro 2018 para a designação atual, após a tomada de posse do Pe. Paulo Sérgio da paróquia de Cristelo, em acumulação com Fornelos, Gilmonde e Vila Seca. Paróquia do Divino Salvador de Fornelos
Paróquia de Santa Maria de Gilmonde
Paróquia de S. Tiago de Vila Seca
Paróquia do Divino Salvador de Cristelo

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Festa da Fé, 6º Ano da Catequese de Gilmonde (07 Junho 2026)Na Eucaristia Dominical do dia 07 de Julho de 2026, o 6º ano...
16/06/2026

Festa da Fé, 6º Ano da Catequese de Gilmonde (07 Junho 2026)

Na Eucaristia Dominical do dia 07 de Julho de 2026, o 6º ano da Catequese de Gilmonde celebrou a Festa da Fé no Centro Pastoral de Gilmonde, onde os jovens catequizandos assumiram pessoalmente a sua caminhada cristã e renovaram as promessas batismais.

Esta é uma das mais simbólicas festas de todo o percurso catequético, pois representa o momento em que os jovens reafirmam publicamente o compromisso com Jesus Cristo e o “sim” que foi dito pelos pais e padrinhos no Batismo. sendo a vela do Batismo um dos símbolos presentes nesta cerimónia.

Eucaristia em direto no Facebook:
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Eucaristia no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=3s4HaRfyYNg

Homilia do Padre Bruno Lopes:
https://www.facebook.com/share/v/1NsaHBMud3/

14/06/2026

Eucaristia Dominical, 11º Domingo do Tempo Comum, Ano A (14 Junho 2026)

Celebra Padre Bruno Lopes, pároco de Fornelos, Gilmonde, Vila Seca e Cristelo

Missa em direto do Centro Pastoral de Gilmonde, Barcelos

11º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema do 11º Domingo do Tempo Comum

Neste domingo, a Palavra que vamos reflectir recorda-nos a presença constante de Deus no mundo e a vontade que Ele tem de oferecer aos homens, a cada passo, a sua vida e a sua salvação. No entanto, a intervenção de Deus na história humana concretiza-se através daqueles que Ele chama e envia, para serem sinais vivos do seu amor e testemunhas da sua bondade.

A primeira leitura apresenta-nos o Deus da “aliança”, que elege um Povo para com ele estabelecer laços de comunhão e de familiaridade; a esse Povo, Jahwéh confia uma missão sacerdotal: Israel deve ser o Povo reservado para o serviço de Jahwéh, isto é, para ser um sinal de Deus no meio das outras nações.

O Evangelho traz-nos o “discurso da missão”. Nele, Mateus apresenta uma catequese sobre a escolha, o chamamento e o envio de “doze” discípulos (que representam a totalidade do Povo de Deus) a anunciar o “Reino”. Esses “doze” serão os continuadores da missão de Jesus e deverão levar a proposta de salvação e de libertação que Deus fez aos homens em Jesus, a toda a terra.
A segunda leitura sugere que a comunidade dos discípulos é fundamentalmente uma comunidade de pessoas a quem Deus ama. A sua missão no mundo é dar testemunho do amor de Deus pelos homens – um amor eterno, inquebrável, gratuito e absolutamente único.

LEITURA I – Ex 19,2-6a

Leitura do Livro do Êxodo

Naqueles dias,
os filhos de Israel partiram de Refidim
e chegaram ao deserto do Sinai,
onde acamparam, em frente da montanha.
Moisés subiu à presença de Deus.
O Senhor chamou-o da montanha e disse-lhe:
«Assim falarás à casa de Jacob,
isto dirás aos filhos de Israel:
‘Vistes o que Eu fiz ao Egipto,
como vos transportei sobre asas de águia
e vos trouxe até Mim.
Agora, se ouvirdes a minha voz,
se guardardes a minha aliança,
sereis minha propriedade especial entre todos os povos.
Porque toda a terra Me pertence;
mas vós sereis para Mim um reino de sacerdotes,
uma nação santa’».

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 99 (100)

Refrão: Nós somos o povo de Deus, as ovelhas do seu rebanho.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo.

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

LEITURA II – Rom 5,6-11

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos:
Quando ainda éramos fracos,
Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado.
Dificilmente alguém morre por um justo;
por um homem bom,
talvez alguém tivesse a coragem de morrer.
Mas Deus prova assim o seu amor para connosco.
Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
E agora, que fomos justificados pelo seu sangue,
com muito mais razão seremos por Ele salvos da ira divina.
Se, na verdade, quando éramos inimigos,
fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho,
com muito mais razão, depois de reconciliados,
seremos salvos pela sua vida.
Mais ainda: também nos gloriamos em Deus,
por Nosso Senhor Jesus Cristo,
por quem alcançámos agora a reconciliação.

EVANGELHO – Mt 9,36-10,8

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo,
Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão,
porque andavam fatigadas e abatidas,
como ovelhas sem pastor.
Jesus disse então aos seus discípulos:
«A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Pedi ao Senhor da seara
que mande trabalhadores para a sua seara».
Depois chamou a Si os seus doze discípulos
e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros
e de curar todas as doenças e enfermidades.
São estes os nomes dos doze apóstolos:
primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão;
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano;
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou.
Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções:
«Não sigais o caminho dos gentios,
nem entreis em cidade de samaritanos.
Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus.
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos,
sarai os leprosos, expulsai os demónios.
Recebestes de graça, dai de graça».

Sagrado Coração de Maria (dia festivo: 13 Junho 2026, data móvel)No dia a seguir à Solenidade do Sagrado Coração de Jesu...
13/06/2026

Sagrado Coração de Maria (dia festivo: 13 Junho 2026, data móvel)

No dia a seguir à Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Igreja celebra liturgicamente a festa do Imaculado Coração de Maria ou Sagrado Coração de Maria( em latim: Cor Immaculatum Mariae). Estas duas celebrações litúrgicas, estando tão próximas uma da outra, nos remetem à união única que existe entre o coração da Mãe e o coração do Filho. Diz-se mesmo que esses dois corações “palpitam no mesmo ritmo, na mesma frequência, na mesma sintonia”.

A memória litúrgica do Imaculado Coração de Maria é celebrada no Sábado seguinte à Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, celebrada na segunda Sexta-feira depois da solenidade de Corpus Christi (Corpo de Deus), sendo por isso uma data móvel no calendário.

A devoção ao Imaculado Coração de Maria remonta aos inícios da Igreja, tendo as suas origens mais profundas nas próprias Sagradas Escrituras, embora a devoção atual na forma como é conhecida, tem raízes nas aparições de Fátima de 1917 e nas mensagens transmitidas pela Virgem aos pastorinhos.

Nas Escrituras encontramos referências ao Imaculado Coração no Evangelho segundo São Lucas: “Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração” (Lc 2,19). “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração” (Lc 2,51).

A semente do Evangelho, difundida pelos apóstolos e discípulos de Cristo, germinou na doutrina dos Santos Padres e desenvolveu-se com os teólogos e místicos da Igreja, principalmente da Idade Média. São Bernardo de Claraval (1090-1153), Santa Gertrudes (1256-1302), Santa Brígida da Suécia (1303-1373), São Bernardino de Sena (1380-1444) ou São João Eudes (1601-1680) foram grandes devotos do Sagrado Coração Imaculado de Maria, assim como grandes devotos e divulgadores em simultâneo do Sagrado Coração de Jesus. São João Eudes é mesmo considerado por muitos como o maior apóstolo da devoção ao Coração de Maria. É com São João Eudes, padre na altura, que em 1648, obteve do Bispo de Autun (França), a aprovação para a celebração da festa ao Imaculado Coração de Maria.

Mais tarde a Santa Sé mostrou-se mais incisiva com o culto ao Imaculado Coração de Maria e assim, em 1805, o Papa Pio VII concedeu a autorização para a celebração da festa a todas as dioceses e congregações religiosas que lhe pediam. Em 1855, o Papa Pio IX aprovou a Missa e o Ofício próprios do Imaculado Coração de Maria. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 8 de Dezembro de 1942 (25 anos depois das aparições de Fátima), na Solenidade da Imaculada Conceição, o Papa Pio XII consagrou a Igreja e todo o gênero humano ao Imaculado Coração de Maria e, três anos depois, estendeu mesmo a festa do Imaculado Coração de Maria a Igreja Católica. para que, por intercessão de Maria se obtivesse a “a paz entre as nações, liberdade para a Igreja, a conversão dos pecadores, amor à pureza e a prática da virtude”.

Mas são os extraordinários acontecimentos revelados na Cova da Iria aos 3 pastorinhos de Fátima em 1917, que farão a devoção ao Imaculado Coração de Maria ganhar ainda mais força e expressão mundial, especialmente na devoção particular dos fiéis, como aconteceu com a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

A esse respeito, escreveu o então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, que “A missão especial de Fátima é a difusão no mundo do culto ao Imaculado Coração de Maria. À medida que a perspetiva do tempo nos permitir julgar melhor os acontecimentos de que fomos testemunhas, estou certo que melhor se verá que Fátima será, para o culto do Coração de Maria, o que Paray-le-Monial (nota: santuário que é importante centro de peregrinação devido às famosas aparições de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque), foi para o Coração de Jesus″.

Durante as aparições da Virgem de Fátima aos três pastorinhos em 1917, Nossa Senhora disse a Lúcia: “Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração”. “A quem a abraçar, prometo a salvação; e serão queridas de Deus estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu Trono”.

Em outra ocasião, disse aos pastorinhos a Virgem Santíssima: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: ‘Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria’”.

Muitos anos depois, quando Lúcia era uma postulante no Convento de Santa Doroteia, em Pontevedra (Espanha), a Virgem lhe apareceu com o Menino Jesus e, mostrando-lhe o seu coração rodeado por espinhos, disse: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam com blasfêmias e ingratidões”. “Tu, ao menos, vê de me consolar e diz que, todos aqueles que durante cinco meses no primeiro Sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do rosário com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”.

A comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados do mês, possui assim, o seu fundamento numa das aparições de Fátima, que fazia menção a cinco espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o imaculado coração (1: As blasfêmias contra a Imaculada Conceição; 2: Contra a Sua virgindade; 3: Contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens; 4: Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe; 5: Os que a ultrajam diretamente nas suas sagradas imagens).

Numa carta dirigida a D. Manuel Maria Ferreira da Silva, Arcebispo de Gurza, escrita em 27 de Maio de 1943, a Irmã Lúcia nos ajuda a compreender o poder e a eficácia sobrenaturais da devoção ao Imaculado Coração de Maria: “’Os Santíssimos corações de Jesus e Maria amam e desejam este culto [para com o Coração de Maria], porque dele se servem para atrair todas as almas a eles, e isso é tudo o que desejam: salvar as almas, muitas almas, todas as almas’.
Nosso Senhor me dizia há alguns dias: ‘Desejo ardentemente a propagação do culto e da devoção ao Coração de Maria, porque este Coração é o ímã que atrai as almas para mim, a fornalha que irradia na terra os raios de minha luz e de meu amor, fonte inesgotável de onde brota na terra a água viva de minha misericórdia‘”.

A Congregação para o Culto Divino resume esta festa do Sagrado Coração de Maria da seguinte forma: “Assim como a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus celebra os mistérios salvíficos de Cristo de uma maneira sintética e referindo-os à sua fonte (o coração), a memória do Imaculado Coração de Maria é a celebração resumida da união “cordial” (de coração) da Mãe à obra salvadora do Filho: da Encarnação a Morte e Ressurreição e o dom do Espírito Santo”.

Todas estas práticas piedosas têm por fim crescer no amor a Maria. Mas não podemos nos esquecer que uma “autêntica devoção mariana também faz crescer em nós o amor a Jesus. Podemos dizer então que, no fundo, quando olhamos para o coração de Maria, aprendemos a olhar, de maneira renovada, o coração de Deus”.

Quanto mais nos aproximamos da Mãe, mais nos aproximamos do Filho, porque tudo em Maria está referido a Jesus. Tudo nela aponta para Ele, como nas bodas de Caná, quando ela diz aos discípulos: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. Maria sempre nos envia até Jesus.

Vemos que “o Coração de Maria nos leva ao Coração Sagrado de Jesus. É isso que Ela quer sempre: Nos levar até um encontro mais profundo com Cristo. Em seu Coração Imaculado, arde uma chama de amor por seu Filho, que não se apaga nunca. Essa chama aquece os corações daqueles que se aproximam Dela e faz com que, em cada um de seus filhos, nasça e cresça a chama do amor de Deus. Nos aproximemos então desse coração de Mãe, que suavemente nos conduz pelo caminho do Coração de Jesus”.

No dia 25 de Março de 1984, o Papa S. João Paulo II realizou na Basílica de São Pedro, diante de mais de 150 mil peregrinos e tendo ao seu lado a imagem da Virgem peregrina de Fátima, vinda de Portugal, a solene consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. São João Paulo II, na ocasião, pediu a Nossa Senhora que livrasse a humanidade da fome, das guerras e de todos os males e declarou que esta festividade em honra à Mãe de Deus é obrigatória e não opcional.

As imagens do Sagrado Coração de Maria estão presentes na Igreja Paroquial de Gilmonde, no Centro Pastoral de Gilmonde, na Igreja Paroquial de Vila Seca e na Igreja Paroquial de Cristelo. Porventura, neste ano de 2022, é mais do que nunca, necessário pedirmos de novo e uma vez mais, a intercessão da Mãe de Deus perante os eventos que estão a inquietar o mundo.

Imagem da Foto: Imaculado Coração de Maria, venerada na Igreja Paroquial de Santa Maria de Gilmonde, Barcelos

Santo António (Dia festivo: 13 Junho)Santo António é um santo de projeção universal, sendo, muito provavelmente, o mais ...
13/06/2026

Santo António (Dia festivo: 13 Junho)

Santo António é um santo de projeção universal, sendo, muito provavelmente, o mais popular de todos os santos: igrejas e capelas dedicadas a Santo António, imagens na maior parte das igrejas, casas particulares ou comerciais, azulejos e pinturas, alminhas e nichos, cânticos, festas, peregrinações, toponímia, entre outros, dão ideia da grande devoção a Santo António, que hoje atravessa todas as idades e todas as classes sociais em todo o mundo. É um “santo de todo o mundo”, como referiu o Papa Leão XIII.

Santo António de Lisboa (onde nasceu) ou Santo António de Pádua (cidade de Itália, onde exerceu grande parte da sua missão e foi sepultado) é um santo reconhecido pela sua poderosa intercessão. Protetor dos pobres, auxiliador na busca de objetos ou pessoas perdidas, e grande amigo nas causas do coração, assim é Santo António, frei franciscano que trocou o conforto de uma abastada família burguesa de Lisboa pela vida religiosa. “Doutor da Igreja”, “Martelo dos Hereges”, “Doutor Evangélico”, “Arca do Testamento” ou “Santo de todo o mundo”, são alguns dos títulos com que vários Papas ao longo da história o honraram, aquele cuja vida foi, no dizer de um de seus biógrafos, “um milagre contínuo”.

É o santo dos milagres, tal a quantidade de fatos extraordinários e sobrenaturais, obtidos através da sua oração, que acompanhavam a sua pregação. É o santo da história da Igreja mais rapidamente canonizado (desde que o processo de canonização foi regularizado no Séc. XII), apenas 11 meses após a sua morte. Não é o padroeiro de Lisboa - essa honra cabe a S. Vicente - mas a vontade popular dos lisboetas o tornou "maior" que o próprio padroeiro da capital portuguesa.

Nasceu em Lisboa no dia 15 de agosto de 1191 ou de 1995, cerca de 50 anos depois do nascimento da nação portuguesa e no decurso da reconquista cristã do território ao domínio muçulmano. A sua história deve ser vista nesse ambiente de expulsão dos muçulmanos e, ao mesmo tempo, de emergência de uma nova nação.

Era filho único, herdeiro dos nobres Martinho de Bulhões e Teresa Taveira. O nome de batismo era Fernando de Bulhões. Reside em frente à Sé Catedral de Lisboa, local onde hoje se encontra a Igreja de Santo António de Lisboa e onde ainda permanece o quarto onde nasceu.

De boa índole, inclinado à piedade e às coisas santas, a sua formação espiritual e intelectual foi confiada aos cónegos da Catedral de Lisboa pelo seu pai, oficial no exército de D. Afonso. Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religiosas. Temendo ser acometido por violenta tentação contra a pureza, aos 19 anos pede para entrar para o mosteiro de São Vicente de Fora, dos Clérigos Regulares de Santo Agostinho.

Ali ficou dois anos, findos os quais, por ser muito procurado por parentes e amigos, pediu aos superiores que o transferissem para o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, casa-mãe do Instituto. Aqui em Coimbra um fato o marcará: os restos mortais de cinco mártires mortos em Marrocos durante um serviço missionário, partem em cortejo pelas ruas da cidade, havendo uma enorme multidão que espera a passagem das relíquias a caminho do Convento de Santa Cruz.

Entre a multidão está Frei Fernando - como era conhecido no início Santo António, que ao ver passar o cortejo fúnebre decide que também quer encontrar a morte pelo martírio, quer ser como aqueles homens enviados em missão por Francisco de Assis.

Obedece então ao impulso e sai do convento para entrar na Ordem dos Frades Menores de Assis. Passa a envergar o hábito franciscano e troca de nome: escolhe “António” por causa de Santo Antão. Estávamos na primavera de 1220. No ano seguinte segue para Marrocos mas as circunstâncias alteram-lhe os planos: adoece na viagem e é forçado a voltar para Portugal, mas uma tempestade desvia a embarcação, arrastando-a para o Sul de Itália.

Desembarca na Sicília e é acolhido pelos irmãos franciscanos. Em Maio do mesmo ano participa, em Assis, do capítulo das Esteiras, uma famosa reunião de cinco mil frades. Ali conhece o fundador da Ordem, São Francisco de Assis. Estava predestinado que a sua vida não seria ilustrada como mártir da Igreja, mas sim com as suas pregações e santa vida.

Em Itália, ainda em 1221, como homem de oração, torna-se eremita, passando 15 meses de solidão contemplativa. Desejando preservar a humildade, António nunca revelou seus conhecimentos e raramente era visto com livros, além do breviário e do missal. Ninguém teria apercebido na altura as grandes qualidades teólogas e intelectuais deste jovem franciscano.

Inicia a vida apostólica como grande Pregador quase por acaso: em 1222, após a clausura, é enviado a uma região chamada Forli com alguns franciscanos e dominicanos (Ordem de S. Domingos) que deveriam receber as ordens sacras. O Padre guardião do convento em que se hospedavam pediu que algum dos presentes dissessem algo para a glória de Deus e edificação dos demais.

Um a um, foram todos escusando-se por não estarem preparados. Restava António. Sem muita convicção, o Superior mandou-lhe então que falasse, à falta dos demais. Era a primeira vez que o futuro santo falava em público, e então viu-se a maravilha: da sua boca saíram palavras de fogo, demonstrando profundo conhecimento teológico e das Escrituras, tudo exposto com uma lógica, clareza e eloquência que conquistou a todos.

Entusiasmado, o Padre guardião comunicou aquele sucesso ao Provincial, que transmitiu a notícia a São Francisco. Ordenaram então que Frei António estudasse teologia escolástica para dedicar-se à pregação. António foi nomeado pregador oficial da Ordem. Começa a sua epopeia de pregador itinerante.

Prega pelo Norte de Itália e no Sul da França, onde enfrente várias vezes grupos de hereges. Em 1227 é nomeado Superior Maior da Itália Setentrional, mas a sua vocação missionária ‘fala mais alto’ e pede para ser afastado daquela responsabilidade. Quer dedicar-se à pregação e recolhe-se em Pádua. Ali medita, escreve e revê os seus sermões.

À região chegam milhares de pessoas ávidas de o escutar. Sem querer, torna-se numa figura popular, chegando a ter assistências de mais de 30 mil pessoas na praça pública. Os comerciantes fechavam as lojas para ir ouvi-lo, e “era necessário que alguns homens valentes e robustos o levantassem e protegessem das pessoas que vinham beijar-lhe a mão e tocar-lhe o hábito após os sermões”.

O número de sacerdotes que o acompanhavam era pequeno, ficavam preparados para ouvirem as confissões dos que, tocados pelo sermão, queriam redimir-se da vida. Inclusive o Papa da altura - Gregório IX, veio vê-lo ver a pregar, e admirado com o seu conhecimento das Escrituras, o apelida de “Arca do Testamento”.

Segundo os seus biógrafos, Santo António tinha gestos elegantes e aspecto atraente. A sua voz era forte, clara, agradável, e sua memória feliz. A essas vantagens, juntava uma ação cheia de graça. Entretanto, o seu traço característico, o milagre constante de sua existência, é a força incontestável de sua pregação, o poder de sua voz sobre os corações e as inteligências.

Era entendido por pessoas de toda espécie de países, daí o seu sucesso extraordinário, tanto na Itália quanto na França. O seu sucesso levou a que fosse enviado para a França, onde ficou 3 anos a evangelizar contra as correntes hereges que surgiam ferozmente.

Os sermões de Santo António eram seguidos de milagres como não se viam desde o tempo dos Apóstolos. Praticamente não havia pessoa com incapacidade que, depois de receber a bênção, não ficasse curada ou aliviada. O número de hereges por ele convertidos não tinha fim, e várias preces são atendidas. Ganha fama de santo, rumores que só mais tarde chegarão a Portugal.

Um dos milagres mais conhecidos de Santo António foi a pregação aos peixes. Na cidade italiana de Rimini na Itália, os hereges impediam o povo de ir aos seus sermões. Numa dessas situações foi pregar à beira-mar. Milhares de peixes de vários tipos e tamanhos puseram a cabeça fora da água para ouvir Santo António. Este milagre foi testemunhado e difundido pela cidade, convertendo mesmos os mais cépticos seguidores das correntes gnósticas.

Chegou a pregar sucessivamente nas 55 igrejas da região de Pádua. “Vinham multidões quase inumeráveis de homens e mulheres das cidades, castelos e aldeias da região de Pádua, todos sequiosos de ouvir com a maior devoção a palavra de vida” referem os seus biógrafos, acrescentando «Estavam presentes velhos, acorriam jovens, homens e mulheres, de todas as idades e condições, vestidos como se fossem religiosos, o próprio Bispo de Pádua e o seu clero».

Em finais de 1231, com a saúde muito abalada, Santo António retira-se para o castelo de Camposampiero, próximo de Pádua. Ali, escreve e revê os seus Sermões, dedicando longas horas à meditação espiritual.

Um dia, estando em Camposampiero, sente-se mal à mesa e pede a um dos irmãos que o leve imediatamente para Pádua. No caminho, sentido-se desfalecer, teve de ficar no mosteiro das clarissas, em Arcella. António só tem tempo para se confessar e receber a unção, sofre de hidropisia. Morreu dizendo: «Vejo o meu Senhor». Era o dia 13 de junho de 1231. Os sinos das igrejas de Lisboa replicam sem intervenção de ninguém - só mais tarde se soube que naquele dia partiu da vida terrena o santo que a sua cidade natal viu nascer.

Santo António foi cognominado “Martelo dos Hereges”, porque a heresia não teve inimigo mais formidável. Na sua mais antiga biografia, conhecida pelo nome de Assídua, relata: “Dia e noite tinha discussões com os hereges; expunha-lhes com grande clareza o dogma católico; refutava vitoriosamente os preceitos deles, revelando em tudo ciência admirável e força suave de persuasão que penetrava a alma dos seus contrários”.

Depois de ter dado a conhecer os seus dotes oratórios em Forli, Santo António dedicou o resto da sua vida, quase sempre, à pregação popular, atraindo sobre si, a atenção de todo o povo. Três elementos explicam o seu sucesso: em primeiro lugar, o fascínio da sua santidade e autoridade moral; em segundo lugar, a extensão e profundidade da sua cultura, acompanhada por um invulgar poder de comunicação, segundo as regras da Retórica do seu tempo; e, em terceiro lugar, a sua magnífica figura física.

Dada a sua fama de santidade, no dia da sua morte, todos queriam fazer-se guardas dos restos mortais. As freiras Clarissas do Mosteiro onde morreu, de acordo com os Franciscanos de Arcella, tentaram ocultar o seu falecimento. Mas, as crianças de Arcella, ao saberem da notícia, saíram por todos os lados a gritar: «Morreu o Santo! Morreu o padre Santo». O povo da região acorreu todo a Arcella. Como a última vontade do Santo tinha sido ir para Pádua, o seu corpo acabou por ser para aí conduzido, 4 dias depois da sua morte, no dia 17 de Junho de 1231.

A devoção por aquele homem, verdadeiramente eleito pelo Céu, era geral. Todos queriam estar junto, tocar de alguma forma o corpo de António, já canonizado pelo povo em vida e logo nos primeiros dias após a sua morte. Dizem os biógrafos que os primeiros milagres surgem no dia do enterro, em Pádua. Nos dias seguintes, toda a gente se encaminha para o túmulo do bem-aventurado António, de pés descalços, a fim de obterem graças do céu por seu intermédio. «Acorrem os venezianos, apressam-se os tervisinos, notam-se pessoas de Vicenza, lombardos, eslavónios, da Aquileia, teutónicos, húngaros». Este é o primeiro mapa do culto antoniano.

Os populares de Pádua, representados pelas autoridades civis e religiosos, apresentaram na Cúria Pontifícia, então em Rieti, uma delegação a pedir a canonização do irmão António. O processo foi aberto no início de julho de 1231, ainda não tinha passado um mês da morte do Servo de Deus. E a cerimónia de canonização ocorreu no dia 30 de maio de 1232, solenidade do Pentecostes, na catedral de Espoleto. Em menos de um ano o processo ficou concluído. O nome de António foi inscrito no catálogo dos Santos, pela bula da canonização “Cum dicat Dominus”, que manda celebrar a sua festa todos os anos, no dia 13 de Junho.

O fascínio exercido por Santo António durante a sua vida terrena como pregador itinerante, sábio e santo espalhou-se após a sua morte e canonização, sobretudo na Itália do Norte e na França do Sul. A Portugal a fama da sua santidade só chegou depois da sua canonização.

No século XV, o movimento dos espirituais, que se emancipava dentro da Ordem dos Frades Menores, levou Santo António para outros lugares da Europa, onde ainda não era conhecido, o que contribuiu decisivamente para aumentar o culto e veneração a este Santo.

Nos séculos XVI, XVII e XVIII, as viagens marítimas dos navegadores portugueses, espanhóis e italianos levaram a sua fama às terras de África, América e Ásia. Entre os marinheiros portugueses, sobretudo os da região de Lisboa, tornou-se comum levarem uma imagem do Santo António na embarcação, para os proteger contra as forças marítimas, talvez, por ele ter sido vítima de uma tempestade, que o empurrou para as costas da Sicília.

Por ocasião das comemorações do sétimo centenário, na última década do século XIX, Santo António atinge o máximo da sua popularidade. Nesta ocasião, para além das outras manifestações de piedade começou a sublinhar-se o aspeto social do Santo.
A bênção do pão de Santo António e a sua distribuição aos pobres generaliza-se por todos os países, o que faz com que quase todas as representações do Santo feitas no século XX o apresentem com uma cestinha de pão para distribuir aos pobres, embora conservem outros símbolos tradicionais (em Vila Seca tem o pão representado, na Capela da Senhora da Salvação, na Igreja de Fornelos ou de Gilmonde, aparece com o livro e a cruz).

O nome António passa a ser mais utilizado nos baptismos de rapazes. O Menino Jesus, expressão do seu amor por Deus Menino - que uma tradição antiga diz lhe ter aparecido em Camposampiero pouco antes da sua morte - começa a surgir na iconografia antoniana no século XV.

Em Portugal, como em todo o mundo, considera-se Santo António extraordinário advogado das coisas perdidas. A devoção enraíza-se no poeta e músico Frei Juliano de Espira, que cerca do ano de 1235, compôs o ofício litúrgico de Santo António e nele deixa ler o célebre responsório: Si quaeris miracula (Se milagres quereis).

Já a fama de casamenteiro ter-se-á estabelecido após a divulgação da história de uma jovem que o abordou, em vida, e lhe pediu que a ajudasse a casar com um vizinho, mas cuja união era impossível para os costumes da época, porque a família não tinha dinheiro para o dote. António disse-lhe que pusesse o caso nas mãos de Deus e, em silêncio, juntou com outros franciscanos a quantia de dinheiro necessária, atirando o saquinho de dinheiro pela janela do quarto da jovem.

É canonizado em 30 de Maio de 1232. Em 1263 os seus restos mortais são depositados na Basílica de Santo António de Pádua, construída em sua memória, e onde até hoje pode ser visitado o seu túmulo. Em 16 de Janeiro de 1946 é proclamado doutor da Igreja. Um sinal da sua santidade é a sua língua permanecer ainda incorrupta nos dias de hoje. Disputado por Lisboa e por Pádua, é um santo do mundo inteiro!

Santo António é venerado na Igreja Paroquial de Vila Seca, na Igreja Paroquial de Fornelos, na Igreja Paroquial de Cristelo, na Igreja Paroquial de Gilmonde e na Capela da Senhora da Salvação, também em Gilmonde.

ICONOGRAFIA:
É representado com o hábito franciscano, de túnica castanha, capuz e cíngulo branco ou dourado. Tem o Menino Jesus nos braços e também um livro. Pode também aparecer representado a segurar uma cruz, um pão, ou uma açucena.

DIA FESTIVO:
13 Junho

INVOCAÇÕES E PATROCÍNIOS:
É padroeiro dos casais, dos noivos e dos namorados. Intercede pelas crianças, pelos pobres, pelos padeiros, pelos jovens aptos para o serviço militar, entre outros. É invocado como protetor nos partos, contra a esterilidade dos casais, contra os males da guerra e para recuperar objectos perdidos. É padroeiro secundário de Portugal e padroeiro de Pádua.

SOBRE SANTO ANTÓNIO…

S. João Paulo II: “Durante toda a sua existência Santo António foi um homem evangélico. E se nós o veneramos como tal, é porque nós acreditamos que o Espírito Santo habitou nele de modo extraordinário enriquecendo-o com os seus maravilhosos dons e levando-o ‘a partir de dentro’, a exercer uma actividade que foi notável nos 36 anos da sua existência, mas que está bem longe de ser esgotada no tempo – ela permanece, com vigor e providencialmente ainda nos nossos dias. Queria pedir a todos vós que mediteis exactamente sobre este marco de evangelização. Essa é também a razão pela qual Santo António é proclamado “O Santo”.

Papa Francisco: “Que Santo António vos ensine a beleza do amor sincero e gratuito. Só amando como ele amou, ninguém à volta de vós se sentirá marginalizado e, ao mesmo tempo, vós mesmos sereis cada vez mais fortes nas provações da vida”.

IMAGEM DA FOTO:
Santo António, Igreja Paroquial do Divino Salvador de Cristelo, Barcelos

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Barcelos

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