21/02/2015
A face oculta do adultério.
A palavra adultério vem da expressão latina “ad alterum torum” que significa “na cama de outro (a)”. O termo adultério pode ser usado tanto para definir a infidelidade em um relacionamento entre dois indivíduos em sua forma verbal, ou adjetiva como para se referir a algo que foi “fraudado” ou “falsificado” (adulterar/adulterado). No Novo Testamento, a palavra grega usada para descrever adultério é moicheuō, que também traz a mesma ideia do latim. Para o pesquisador bíblico Hans, o adultério significa: “quebrar, alterar, falsificar propositada e conscientemente o estado sadio do amor puro entre pessoas que assumiram publicamente o matrimônio”. Segundo Hans, a Bíblia diferencia duas formas o adultério: mental e corporal. O adultério mental ocorre no coração de uma pessoa quando ela deseja outra pessoa além do seu cônjuge – conforme Jesus ensina no sermão do monte, “Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela” (Mt 5.28). Já o adultério corporal é a cobiça consumada pelo corpo. Em ambos os casos o adultério é pecado. O adultério é a desobediência ao sétimo mandamento da Lei divina – “Não adulterarás.” (Êx 20.14). O adultério fere os ideais divinos para a família, a monogamia – “Portanto, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne.” (Gn 2.24). Nesta desobediência, o transgressor (a), de maneira consciente, afronta o próprio Deus, rompendo os seus votos matrimoniais (firmados perante Deus e seus pais), unindo-se com outra pessoa além .
A Revista Veja trouxe uma matéria de capa intitulada: Traição e Culpa. Nesta matéria, a jornalista Daniela Pinheiro, apresenta alguns dados de uma pesquisa sobre traição feita pela antropóloga Mirian Goldenberg, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo a pesquisa, 60% dos homens entrevistados já foram infiéis; e 47% das mulheres entrevistas também já foram infiéis. O resultado apresentado por esta pesquisa é assustador. Pois, a cada 10 homens entrevistados, 6 já cometeram o ato de adultério e, entre mulheres, a cada 10 entrevistadas, 5 também já cometeram adultério. A cada ano cresce o número de casais que se divorciam. E um dos principais motivos por trás do divórcio é a traição. No Brasil, o Código Penal de 1940 classificava o adultério como um crime, punindo os adúlteros com até 6 (seis) meses de reclusão. Apenas em 2005, com a promulgação de Lei 11.106, que alterou diversos artigos do Código Penal de 1940, o adultério deixou de ser considerado um crime, no entanto, continua sendo causa válida para a dissolução do vínculo conjugal, como dispõe o artigo 1.573 do Código Civil Brasileiro. O adultério não anda sozinho. Ele sempre anda de mãos dadas com todo tipo de imoralidade e perversão sexual. O adultério é pecado. O Deus Eterno assim estabeleceu: não adulterarás (Êx 20.14). Por gerações, a igreja de Jesus tem militado para anunciar esta verdade a toda sociedade. Porém, há um grupo de pessoas que procura disseminar ainda mais a imoralidade sexual em nosso meio. Tais pessoas fazem uso pleno das principais mídias e redes sociais (sem medir esforços) para destilar seu veneno mortífero. Todo tipo de pecado relacionado à imoralidade sexual, como o adultério, é pecado e uma armadilha nas mãos do Diabo para destruir a família. A igreja de Jesus tem a nobre missão de anunciar a todos os povos o evangelho do Reino. E anunciar o evangelho do Reino de Jesus significa também dizer a todos os homens qual é a vontade de Deus revelada em Sua Palavra.